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"longe" poems
In praise of Eliza, Queen of the Shepherds See where she sits upon the grassie greene, (O seemely sight!) Yclad in Scarlot, like a mayden Queene, And ermines white: Upon her head a Cremosin coronet With Damaske roses and Daffadillies set: Bay leaves betweene, And primroses greene, Embellish the sweete Violet. Tell me, have ye seene her angelick face Like Phoebe fayre? Her heavenly haveour, her princely grace, Can you well compare? The Redde rose medled with the White yfere, In either cheeke depeincten lively chere: Her modest eye, Her Majestie, Where have you seene the like but there? I see Calliope speede her to the place, Where my Goddesse shines; And after her the other Muses trace With their Violines. Bene they not Bay braunches which they do beare, All for Elisa in her hand to weare? So sweetely they play, And sing all the way, That it a heaven is to heare. Lo, how finely the Graces can it foote To the Instrument: They dauncen deffly, and singen soote, In their meriment. Wants not a fourth Grace to make the daunce even? Let that rowme to my Lady be yeven. She shal be a Grace, To fyll the fourth place, And reigne with the rest in heaven. Bring hether the Pincke and purple Cullambine, With Gelliflowres; Bring Coronations, and Sops-in-wine Worne of Paramoures: Strowe me the ground with Daffadowndillies, And Cowslips, and Kingcups, and lovèd Lillies: The pretie Pawnce, And the Chevisaunce, Shall match with the fayre flowre Delice. Now ryse up, Elisa, deckèd as thou art In royall aray; And now ye daintie Damsells may depart Eche one her way. I feare I have troubled your troupes to longe: Let dame Elisa thanke you for her song: And if you come hether When Damsines I gether, I will part them all you among.
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A Ditty
In praise of Eliza, Queen of the Shepherds See where she sits upon the grassie greene, (O seemely sight!) Yclad in Scarlot, like a mayden Queene, And ermines white: Upon her head a Cremosin coronet With Damaske roses and Daffadillies set: Bay leaves betweene, And primroses greene, Embellish the sweete Violet. Tell me, have ye seene her angelick face Like Phoebe fayre? Her heavenly haveour, her princely grace, Can you well compare? The Redde rose medled with the White yfere, In either cheeke depeincten lively chere: Her modest eye, Her Majestie, Where have you seene the like but there? I see Calliope speede her to the place, Where my Goddesse shines; And after her the other Muses trace With their Violines. Bene they not Bay braunches which they do beare, All for Elisa in her hand to weare? So sweetely they play, And sing all the way, That it a heaven is to heare. Lo, how finely the Graces can it foote To the Instrument: They dauncen deffly, and singen soote, In their meriment. Wants not a fourth Grace to make the daunce even? Let that rowme to my Lady be yeven. She shal be a Grace, To fyll the fourth place, And reigne with the rest in heaven. Bring hether the Pincke and purple Cullambine, With Gelliflowres; Bring Coronations, and Sops-in-wine Worne of Paramoures: Strowe me the ground with Daffadowndillies, And Cowslips, and Kingcups, and lovèd Lillies: The pretie Pawnce, And the Chevisaunce, Shall match with the fayre flowre Delice. Now ryse up, Elisa, deckèd as thou art In royall aray; And now ye daintie Damsells may depart Eche one her way. I feare I have troubled your troupes to longe: Let dame Elisa thanke you for her song: And if you come hether When Damsines I gether, I will part them all you among.
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A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Tuas parcas impressões não me comovem Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e Devoro a mim mesmo em lúgubre fome, A lamentar o que de bom poderia ter feito Se e se Mas Às três da tarde Apodreço numa cadeira áspera Quase tão fétido quanto a fruta do vômito Passada do ponto de colheita Às cinco da tarde Eu já sou molho estragado Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados Pus integral Ao cair do sol, Sou um alface hidropônico Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti Interruptor imbecil. Voltar-me-ei ao mar Ao esgoto Num estado de paz surda A solidão é um inspirar sufocado Sufoca Oxida as ideias É tortura comodamente induzida Se hoje fervilho, é sorte Pura boa-aventurança; Pois do profundo cócito Fui e voltei E cá estou Inteiro Longe dos dentes de Deus.
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Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Motivos empáticos
My vingers jeuk om iets te skryf My hart bloei storms Maar my vingers jeuk My gemoed eb en vloei Maar my vingers jeuk om iets te skryf My siel hammer verwoed teen my ribbekas En my vingers jeuk om te skryf My pen hunker om te vloek Die swart ink wil die wit vel breek en skree My polse wil huil My longe wil verteer En my nek wil omhels word met n tou Maar my vingers jeuk om te skryf Ék kan nie díe jeuk krap nie. Dít klou aan mý wese En dít krap mý verstand En ek bloei waansin En ek wil skree vir die maan En ek wil vloek tenoor die son. My vingers jeuk on te skryf En ek gee in tot die demoon Wat honger na n stem. Iewers sal my woorde weer N lee papier vind... En dan kan ek sy lastergille tem.
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Feb 18, 2017
Feb 18, 2017 at 12:53 PM UTC
Beduiweld
Geografia I Quando a Vila Jaiara era do mundo O centro vital; se mais longe houvesse, Lá chegara, aos saltos, de susto tomado Em mim mesmo; silente rezava o missal. Corria pelos campos – a savana, cerrado. O medo do sistema heliocêntrico Ainda não perdera: o medo de ser Só. Eu vivia com meus irmãos e irmãs – Éramos uma centena de bichinhos Em torno de nossa mãe adotada, A quem chamávamos de Senhora. E em torno dela, tudo girava, girava... Os grandes mandavam-nos, sorrateiros, Andar pelo cerrado em busca de tudo: Gabirobas, cajuzinhos, goiabas ... Na Vila Jaiara havia tanta coisa mais. A casa de Helena; de deuses onde doces. Que à caminhada tornava clara para nós. Centro luminoso em que a ceia do Senhor. Não havia São Paulo ou Rio de Janeiro – No máximo: Belo Horizonte, Araxá Povoavam nossos sonhos. E talvez Ouro Preto e Divinópolis – Onde Dora reinava... - Goiânia, São Petersburgo e Tegucigalpa – só no Atlas. Anápolis era outra estória: a cidade, o comércio longe demais... Ali na Jaiara estava o centro de tudo e no centro de tudo o amor: Laíde Epifânia me nomeara “Maninho”. Naquele tempo, na nossa vila, não passava um rio. Mas havia a fábrica de tecidos, onde Jorge – Noivo de minha irmã – tecia a união e afeto E me ensinava a andar de bicicleta. Do Vietnã,  só soube no ginásio. ./.
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Feb 7, 2016
Feb 7, 2016 at 5:28 PM UTC
Geography I
O Douro fica longe, fica mais além. Alegria do rio Tua que o Douro tem, Socalcos do amor sem desdém, Abraço do carinho feito de bem. A generosidade dos seus trabalhadores, O vinho feito com aromas das flores. Colinas que se deitam no horizonte, Arco-íris que bebe na fresca fonte. Ai flor de giesta que o Douro adornais, Encosta de Bizarra que amaste até demais, Transcendeste a natureza dos meus pais, Com hinos celestes me embebedais. Terra linda que se enaltece, Frescura de seus rios nos envaidece, S. Lourenço tens lindo berço e doce fonte, Recanto soalheiro, Hotel flor do monte. Em terra suculenta Erguendo o cálice divino Do tinto e generoso vinho Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:15 PM UTC
O Douro Fica Longe...
Ma Diva veut  être meublée de parenthèses De ïambes de jade meuble aux couleurs de toutes les toques Et manches et casaques de l 'arc-en-ciel Toque blanche manches vertes et casaque noire, Toque rose manches blanches et casaque verte. A l'intérieur des petites lunes enchantées Entre losanges, étoiles et petits pois Ma diva, oh la vilaine,  a mis des accolades et des crochets De jade blanc, digressions  ponctuées périodiquement Par d'exquises parties de ïambes en l'air. Qui dit ïambe dit trochée (me suis-je permis de préciser) Et qui dit ïambe et trochée dit scansion Alternance dans le pied, donc dans la marche Dans le pas cadencé, l 'amble, le trot  et le galop De la respiration longue et brève des solipèdes. A l 'intérieur des parenthèses enchantées Entre une espace et l 'autre de l 'écurie J'ai vu danser ainsi une diva de forte encolure Revendiquée modèle de Botero Embarquer en longe un soleil pas trop chaud Pour égayer le paddock de son haras De vieilles pierres et de prés, de sous-bois et de beaux paysages De musées et de concerts et de galipettes Au bras d'un cavalier épicurien Dragon de paille, bon à tout faire : Lad qui la sorte à la longe En chemise polaire de luxe Cavalier qui la monte Au grand steeple-chase de l'immortalité En cajolant ses flancs de liqueur de jade blanche Et  en même temps  groom qui la soigne En divaguant en elle au gré de ses envies De pierre semi-précieuse en transe.
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Sep 16, 2019
Sep 16, 2019 at 11:00 AM UTC
Partie de ïambes en l'air
Este insólito e inaudito conjunto de explosões atemporais, inobservável a longas distâncias, é, factualmente, o tecelão da portentosa dimensão da mente. Abundantes vozes desnorteadas, obscuras e perturbadoras, nela se fazem existir. São vozes que são sentidas, vozes sombrias que escrevem. Vozes pelas quais fui, eu próprio, desenhado. E criado para navegar, parti para o mar em busca das partes que me faltavam em terra firme. Fragmentado, nas mais diversas ilhas - paradisíacas e apocalípticas -, nas profundezas e no horizonte azul, busco, ainda hoje, estilhaços e peças escassas perdidas; Cotidianamente, ao acercar da noite, os sons de batalha tendenciosamente indicam direções para não seguir, e ainda que mantenha sem medo o controle das velas, os ventos insistem em dizer aonde ir... Pois que seja! "Navegarei com todos eles!" 'Placebo ou morte?' O que minha tripulação anseia não importa, ela tampouco existe. Nesta irremediável transposição constante de caminhos, sem o reconhecimento de qualquer lógica postulável, oscilante, transgrido e navego ainda por mares intergaláticos. E nesta imensidão extraordinariamente escura do cosmos, carregando a experiência daqueles oceanos pesados e profundos, me encontro a observar, sempre ao longe, uma fagulha, ínfimo ponto que se faz visível. Em sua direção, continuo a jornada do pouco infindável dessa dimensão que permanentemente remanesce como o desconhecido. O mais próximo e o maior ângulo possível para apreciar esse pontual, eterno e único nascer da super nova, eu encontrarei.
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May 12, 2013
May 12, 2013 at 9:52 PM UTC
Nascer-me-ei em supernova
Este insólito e inaudito conjunto de explosões atemporais, inobservável a longas distâncias, é, factualmente, o tecelão da portentosa dimensão da mente. Abundantes vozes desnorteadas, obscuras e perturbadoras, nela se fazem existir. São vozes que são sentidas, vozes sombrias que escrevem. Vozes pelas quais fui, eu próprio, desenhado. E criado para navegar, parti para o mar em busca das partes que me faltavam em terra firme. Fragmentado, nas mais diversas ilhas - paradisíacas e apocalípticas -, nas profundezas e no horizonte azul, busco, ainda hoje, estilhaços e peças escassas perdidas; Cotidianamente, ao acercar da noite, os sons de batalha tendenciosamente indicam direções para não seguir, e ainda que mantenha sem medo o controle das velas, os ventos insistem em dizer aonde ir... Pois que seja! "Navegarei com todos eles!" 'Placebo ou morte?' O que minha tripulação anseia não importa, ela tampouco existe. Nesta irremediável transposição constante de caminhos, sem o reconhecimento de qualquer lógica postulável, oscilante, transgrido e navego ainda por mares intergaláticos. E nesta imensidão extraordinariamente escura do cosmos, carregando a experiência daqueles oceanos pesados e profundos, me encontro a observar, sempre ao longe, uma fagulha, ínfimo ponto que se faz visível. Em sua direção, continuo a jornada do pouco infindável dessa dimensão que permanentemente remanesce como o desconhecido. O mais próximo e o maior ângulo possível para apreciar esse pontual, eterno e único nascer da super nova, eu encontrarei.
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Nem lembro mais quantas vezes Senti tal amargura na garganta Que deixa minha voz tão rouca Talvez precise dar um tempo no cigarro Ou de um café mais suave Talvez precise de um tempo longe de você Ou deixar de beber para te esquecer Talvez precise ler muito mais você Ou um tempo longe de tudo que me lembra você Ou talvez, eu preciso mesmo é de você
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Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 4:08 PM UTC
Sobre cafés e você
Nunca achei que seria tão fácil me vendar Mas olhando para trás Havia tantas coisas que não gostaria de ver E talvez graças a essa cegueira, lembrar não me faz sofrer Apenas buscar um abraço e tentar esquecer Ver o mundo desaparecer Talvez viver de promessas e sonhos foi o que nós fez perder E todo esses pedregulhos viraram aterros Para os próximos sonhos Que podem se tornar verdadeiros E não apenas uma moldura sem fotografia Que decora a mobília de um cômodo sem a pintura do apego E deixar o tempo passar seja o melhor que tenho a fazer Ele revigora e maquia cicatrizes que nem podemos ver Por isso talvez, mesmo sem historias para contar Acho que deveria me entregar Para que ele me leve ao lugar mais distante de ti Sempre achei que um pouco de nós faria bem O que dizer? nunca fui muito bom em escolher Mas talvez se nós reencontrarmos em alguns anos quais quer Podemos perceber que o jogo nunca terminou Apenas virou, e agora estamos em times diferentes Sempre se esbarrando e se machucando Mas nunca se cumprimentando Talvez devesse ter visto de longe Ou não ter me iludido tanto E saber que fomos Destinados a fingir Viver de falsas proximidades e carícias geladas E nunca de ternura nos abraços ou paixão nos beijos Destinados a fingir Uma paixão idiota Que mais parecia um cigarro Que logo se transforma em fumaça E no vento para o mundo se esvai
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Nov 5, 2015
Nov 5, 2015 at 7:48 PM UTC
Tempo de fingir
Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia, Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura, Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura, As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia! Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos, Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava, Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos! Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações, Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções, Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia, Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia! Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão, Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração, Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim, Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim! Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto, Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar, Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.29.02.17
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
Hoje tive um sonho brilhante
Cansei de literatura fraca e coração mais fraco ainda. Cansei de jogo escondido e dedo quebrado pra estalar a boca. Cansei de sentir e esperar deixar. Cansei da risada que vem de longe, cheia de graça daquilo que pra mim é tão amargo. Cansei da úlcera de ansiar por todos os motivos errados. Cansei dos cortes e do sangue na coberta amanhecida pelos sonhos ruins. Cansei dos olhares e palavras soltas nas diagonais que são sempre pra você. Cansei de ouvir as músicas das coisas que eu sentia. Cansei dos poemas que são mesmo, pra todo mundo. Poesia é pra todo mundo. Cansei. Poesia não é pra todo mundo. Nem eu.
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Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 4:56 PM UTC
Asma
Amar a vida primeiro Gratidão para o resto do dia, dando sorrisos para irem muito longe. As coisas estão serenas tais como os rios Douro e Tua que esperam pacientemente todas as águas que se deleitam em correr desenfreadamente para seus leitos. Vinhas com folhas que caem coloridas e se assemelham a um horizonte de ouro luzidio. Os pecadores sem sinos para tocar os remorsos dos seus pecados mais graves. A consciência humana dignifica e purifica ao mesmo tempo tantos seres que com pequenos delitos caminham livremente. Portas e janelas abertas logo de amanhã para espreitarem a biblioteca do universo. Amando cada ser humano em excesso, cada folhinha que tem medo de estar ligada. Folhas com o medo de estar no ar. A vida nem sempre é justa para leõezinhos que na selva com cabras e cordeiros confraternizam no paraíso de um Deus infinito e imparcial. Amar a vida meus queridos amigos porque não se pode amar ninguém senão amarmos a vida primeiro. . Victor Marques
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Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 2:10 PM UTC
Amar a vida primeiro
É vento ou chuva, ou pequeno contratempo, Vêm o sol e brilha o céu, de me ouvir falar, As chamas se apagaram, num contratempo, A vontade de ver brilhar há, e não vai acabar! Os dias cinzentos não fizeram algum sentido, As pessoas pelos tempos afirmam vontades, Eu pinto o quadro de sangues e lealdades, Aqueceu-se o dia e para nós, céu bandido! Leva-nos as queridas saudades, sente o carinho, Destes seres de alma vadia e despreocupados, Nossas mentes não são seres assim, calçados, Têm asas que voam, esse é o nosso caminho! As angustias e tristezas, são certezas de alegria, Percebe-se e sente-se que momento, é fantasia, Aguas que passam, desentopem nossa artéria, A matéria-prima, decide por ficar doce e sadia! Sai-lhe das cores, nodoas incolores, não existiram, Sente-se na camisa estampada do soor do teu amaço, Mancha uniforme, redonda, penetrante que a queiram, Corações em sopros sufocantes, que deram este laço! Transpirações, pelo encontro de meus sonhos antigos, Vi-te de longe e apreciei tão de perto, a cor desse rosto! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.04.24.02.09
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:08 AM UTC
O retracto perfeito
Eu vou te achar em todo lugar. Mesmo quando as gotas da chuva Caírem para cima. Nenhum lugar é seguro Longe do seu acalento, Da sua pele macia Da doçura dos seus lábios.
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Aug 23, 2012
Aug 23, 2012 at 3:55 PM UTC
No topo do tempo
Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias, Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos, Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias, E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos! Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal, As sombras não se escondiam nas penumbras do dia, Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia, Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal! Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios, Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal, Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final! E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos, Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas, Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos, Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas! E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso, Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável, Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável, E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso! Autor: António Benigno Código de Autor: 2013.10.02.02.26
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Que tão bonito jeito de olhar
Lavandeira Aldeias dispersas á tua volta, Lá longe o infinito horizonte, Com aconchego ela se encontra, Pomposo castelo no cimo do monte. Fontes frescas, cristalinas e antigas, Verões quentes que trazeis tantas fadigas, Ruas envaidecidas com suas flores, Santa Eufémia e tantos fervores. Majestosa sobre proteção de sobreiros e penedos, Colinas caídas em direção ao douro, Céu azul, trigo loiro, Rodeada de oliveiras e vinhedos. Victor Marques
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Apr 29, 2013
Apr 29, 2013 at 6:39 AM UTC
Lavandeira
Sem ti os dias são longos, passam longos e um vazio permanece em mim. Sinto a tua falta, o teu amor, o teu carinho. Uma tristeza imensa invade a minha alma e dilacera o meu peito. Vem preencher este vazio com o teu nome, tu que estás perto e longe de mim. Deixa-me sentir esta nossa doce amizade até ao perecer das eras. Sinto o sangue fervilhar como que envenenado na espera constante do teu ser. Mas, sinto agora a tua mão e nada mais está perdido. Sinto agora a tua mão em meu auxílio, para me tirares desta fria desilusão. E por mais vazia que seja esta distância, sei que sempre seguras-te a minha mão. No meu peito habita agora uma doce esperança, e sei que um dia vou poder olhar nos teus olhos e dizer-te: AMO-TE MÃE!
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Jan 19, 2014
Jan 19, 2014 at 3:05 PM UTC
mãe
Seu rosto já não é mais o mapa que me guia Seu sorriso já não representam as estrelas que me fascinam E as morfina de suas palavras estão longe de ser efetivas Mas o que fazer? Sempre soube que meu sim foi carregado de insensatez E mais uma vez tenho que pensar Em qual moeda essas fantasias devo pagar Angustia que pode virar combustível Ou talvez, raiva que será nosso castigo Talvez apenas devo esquecer isso Mas o pensamento de puxar o gatilho É muito mais forte do que o de sofrer sozinho E você não sabe como é difícil Saber que essa noite estarei sozinho E a falta que sinto dos seus carinhos Mas agora tudo isso é passado E apenas agora consigo enxergar O que onde existia um começo Coexistia um erro E o que achávamos que seria amor Apenas era a euforia de um perdedor que ocupa o segundo lugar no pódio do amor
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:08 PM UTC
Reflexões sobre os sentimentos de 7 meses e duas semanas
A melancolia do ser adormece a intenção de ressuscitar o movimento que nos mantém acordados. Pertenço à lua com a mente e alma e com os pés à terra. Não deixo que esta sensação de dormência me levite para outra dimensão, já que para lá vou a toda a hora. Sinto-me presa a outro universo, sinto-me longe de onde estou. Estou onde não devia de estar, distância permanente dirigida como um obstáculo intermitente. Lanço à água a mágoa que aprisiona o coração. A alma quer ir atrás. Relembro-lhe que é a alma, juntamente com a mente, que me faz pertencer à lua. Sem ela não sou nada. Mesmo que escura ou a brilhar, eu não sou nada. A alma faz de mim um todo e com ela sinto-me viva. O que somos nós sem a nossa essência? Um vazio gigantesco. Somos um nada desprovido do todo. Sempre que perder os pedaços do meu espírito em alma, perco pedaços de mim. Mesmo que esta já não seja pura, clara, límpida. Mesmo que já tenha habitado nela a escuridão, a obscuridade, a negridão, o abismo dos meus medos e receios. Sem ela sou um nada. Purifico a alma. Com o que? Com amor. Amor por tudo o que amo e por todos os que me amam. Sentir-me de coração cheio limpa o ***** Ou pelo menos, ajuda. De energia clarificada, deixo de novo a mente e a alma na lua e assento os pés na terra.
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Feb 27, 2015
Feb 27, 2015 at 4:51 PM UTC
A alma.
Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
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May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
*mesmo se você nao fala desculpa, mas você me faz feliz e sim, eu sei estamos sempre tão longe como a distância da galáxia talvez longe demais mas você me dá esse sentimento cada vez que uma e outra vez talvez seja impossível um outro sonho perdido talvez seja possível se nos ambos são fortes faz o que quiser viva a sua vida como será viver de qualquer maneira te amo*
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Mar 15, 2014
Mar 15, 2014 at 7:08 AM UTC
Talvez
Queda fugidia pensamento ínfimo Verdades vítreas de um sangue imaculado Mensagem pagã pairando sobre o lago Metamórfico Outra vez vivendo súbita miragem Eterno retorno ao calafrio & o caminho que volta é longe Para calar um anjo Emudeço Sou caimorpheuperséfone Em performance abissal Logo remeto podres virtudes dolorosas Ao ventre frio procura esquece vozes tardias Socorro, I need walk to the moon & descobrir Seu sangue No meu sangue Nada Existe TUDO é sim
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Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 10:23 PM UTC
Passagem
A vida é um mistério geral cheia de condolências, Os cínicos do costume que peneiraram na nossa vida, Das águas saloias consolidaram a nossa intimidade! Mas será que lá longe ainda o céu é distante, Ou gentes carentes procuram aliviar coisas irritantes? É, essa foi a verdade, numa historia idiota, Na procura de esquecer um amor ampliatório! Já eu não tão sóbrio, um perfeito idiota, Deixei que apreciassem de uma fraqueza minha! Lol. A solidão que eu tanto gostava, separei-me dela pela mentira! Mas são assim todos os idiotas como eu, Gostam, e aventuram-se no desconhecido de gentes bestiais, Desprovidos de tristeza e fortes em avareza! Aparentam o que não são e fazem-se vender mais caros! Mas e eu que sou um idiota puro e aventureiro, Não pensei que traria comigo no bolso as coordenadas De uma nova vida! Em segundos tudo mudou, A besta que me tornei é realmente feliz! Autor: António benigno Código de autor: 2012.02.12.01.01
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:54 PM UTC
Os mistérios da vida
Ainda sou ontem um espasmo em flores abundantes Sou voz em noite no silêncio limite Sou ser em curvas para o infinito de vermelhas luxúrias Sou visão balbuciante & gritos Fugas Devaneios Ainda sou sempre no espaço presente Sou micro-vácuo buscando a partida precipitada do fim Sou andarilho descalço nos jardins do horizonte Sou emanação do abscôndito mítico mistério Sou longe Limite Extremo Ainda sou hoje febre poética do fogo Sou raiz aquém do líquen ardoso Sou litígio pecado & asas sem ar Sou brilho abstrato & ser viagem às sombras platônicas Símbolo Signo Mito Ainda sou ontem um vôo futuro Sou vício perdido em tormentos astrais Sou real transcendência entregue à musa Sou consciência da angústia do (eterno) re-torno Re-nascimento Trans-lúcido “...& em tudo há profecia se sou eterno”
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Feb 26, 2014
Feb 26, 2014 at 10:01 PM UTC
Éden