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Me pareço com uma videira alaranjada,
Eu sou tudo,  eu sou nada.
Folhas que escrevi por amor,
Rosados os olhos cheios de solidão,
Seja eu comboio , seja flor,
A primeira ou última estação.

Eu sou como as estações do ano,
Doce, calmo sem ser sereno.
A vitalidade do cair da folha sem querer,
Deixar de ser Verão ao amanhecer.
Queria ser Outono rapidamente,
Para ser vida ser semente.

Com o Outono tudo parace querer morrer,
Com a Primavera tudo quer nascer...!
No Inverno com o lagarto a hibernar,
Sol de Verão que parece escaldar.
Parece que os ciclos estão comprometidos
Com os amores, com os sonhos vividos.

Estações do ano que tudo consagrais,
Os rios, os mares, os salgueirais.
Movimentos acelarados do universo eu quero agradecer,
Pelo mundo , pela vida, pela existência do meu ser.
Estações,  vida, ciclos
Sem sabermos bem o que é o destino,
Sem sabermos se é  profano ou divino.
Parece ter ordem cósmica ou sobrenatural,
Destino que parece efémero  e fatal.

Ninguém a ele pode escapar,
Nem dele se pode livrar.
Parece ser um dever cumprido,
Dum sonho passado, vivido.


O destino existe e nunca é conhecido,
Parece ser porto sem abrigo.
O homem nasce com tudo predestinado,
Seja no amor, na morte, no pecado.

Parece estar em sintonia com o Deus criador,
Um ser supremo feito de  paz e amor.
Criaturas transcendentais repletas de luz,
Te enfeitiçam com o destino que  seduz.


Destino da criança que chora sem razão,
Respiramos com a brisa a bater no coração.
Entusiasmo com o espelho da vidraça,
Destino que tudo conforta e abraça.

Victor Marques
destino, vida, morte, ordem, acaso, natural, sobrenatural
Da noite para o dia,
Tristeza ou alegria.
Ser ou não fantasia,
Pureza e ironia.


O céu alaranjado,
Um ser predestinado,
Amores plantados,
Odores bem cheirados.


Deixo de ser eu, porque sou eu,
Dando amor que não é meu.
Vivo no mundo em que tudo se abraça,
Ai vida que logo passa.


Deixo de ser eu para as flores amar,
O céu de noite contemplar.
As coisas da vida parecem banais,
Deixo de ser eu por amar a meus pais.


Deixo de ser eu por ser grato,
pois sou um eu no sentido nato.
Deixo o meu eu no meio da natureza,
pois sou o  eu com leveza.


Eu até nem queria deixar de ser eu,
Pois sendo eu eu, o mundo é teu.
O  amor no meu eu sempre navegue,
E eu com meu eu me entregue.


Deixo de ser eu por ser um eu singular,
Porque sendo eu tudo quero amar.
Vejo um Deus grandioso que me enobrece,
Deixo de ser eu quando o sol aparece.


Deixo de ser eu vezes sem conta,
o meu eu que na vida se encontra.
Pois deixo de ser sempre eu, porque sou eu,
No mundo que quer ser meu e teu.

Victor Marques
ser, eu, não , ser, eu
Com mais sangue nos nossos vasos,
Lábios cheios e rosados,
O coração quer bater mais forte,
Por destino ou sorte.

A voz tudo seduz,
Parace ser tudo luz.
Corrente  sempre ligada,
Vida bela e apaixonada.

A distância um local incerto,
O amor está sempre perto.
Parece que existe música suave,
Sorriso que nunca acabe.

Os níveis altos de dopamina,
Te ajudam e tudo anima.
Se cria um desejo intenso,
Ao toque do amor e do vento.

Parece nascer flores nos caminhos ,
Ser se ave para fazer ninhos,
Borboletas no estômago  amolecem,
Pétalas molhadas permanecem.

Queremos a felicidade de alguém,
Sem prejuízo do nosso bem.
Anseiar pela presença desenfreada,
Suspiro ao acordar com a madrugada.


Victor Marques
Amor,vida,sentimento
Não nós lembramos de vidas anteriores,
Sem espírito não somos sonhadores.
O espírito é um elo efetivo,
Transcendente e com motivo.
Quando o amor de alma é louvável,
Vivemos de uma forma inexplicável.

Preciso de tempo para o mundo algo me dar,
Alma minha que sente arrepio no olhar.
Para mim tudo é clarificado,
Alma minha do presente, do passado.
Outras almas comigo querem comunicar,
E a saudade de meus entes queridos aliviar.

Almas com interesses e mesmos ideais,
Queridas por nós e nossos pais.
Parecem tudo perceber e nunca ter lar,
E noutra dimensão se aperfeiçoar.
Cordões energéticos às vezes rompidos,
Eternamente ligados aos sonhos vividos.

Encerrar ciclos que a alma quer desconetar,
Para ser feliz e continuar a caminhar.
As boas almas deixam saudade permanente,
Mantendo nos juntos para todo o sempre.
A alma é misteriosa e isso devemos aceitar,
Para de  novo viver e aprender a amar.


Victor Marques
Alma, espírito, vidas, passado, presente, amor
Pareço estar destinado a um simples olhar,
Com pureza singela que quis encontrar,
Sem defesa para resistir a este fascínio,
Que me faz ser homem e menino.

A alma de outro ser me parece visitar,
E comigo muito gostar de estar.
A minha mente parece ser lida com verdade,
Intuitivamente num tempo sem idade.

Coisas boas são agora lembradas,
Com propósitos, mas sem serem reveladas,
Avassaladoras parecem até ser,
Coisas que o mundo não pode perceber.

Borboletas querem sempre aparecer,
Com sol ou quando está a chover.
O universo nos dá flores para contemplar,
E nossa alma quer juntar.

Victor Marques
alma, passada, reincarnada
Caminhando lado a lado,
Parece ser amor, ser fado,
Satisfazendo pequemos desejos,
Com carícias , com beijos.

Amor é muita paciência,
Não é uma sentença,
Amor sem fúria, com ciúme,
Pode ser brando lume.

O amor parece que se entrega,
Sem prazo,  nem regra.
Pode tudo perder ou até ganhar,
Amor é sorrir com teu olhar.

O amor é aceitar o outro com defeitos,
É amar sem dogmas ou preconceitos.
O amor é ver no outro muita empatia,
É luz, é positiva energia.

O amor é doce liberdade,
É viver com saudade,
Estando presente ou ausente,
O amor é de quem o sente.

Victor Marques
amor, sentir, viver,dois
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