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"madeira" poems
I've had enough of all this wind and reindeer We otter go away Holidays are important, my parents tortoise that Weasel have to look on the internet You know I can't bear the heat But here's a spa hotel where I'm sure they would panda to your every need Alpaca suitcase right away Toothpaste tube, cattle class Purple stripes, rows of lights A newly formed castle white In concrete, steel and glass Cloud-high halls, giant pots Re-charging bodies strewn around Turning deeper shades of brown Volcanic sand, hot black rock We watch a floating city, blazing light Like a dying star, fade into the night - Ali, where do these bananas go? What kind of tree is this? How far does this levada flow? Ali takes the tourists out He throws some breadcrumbs in the water He likes to feed the trout Madeira born in forty five Ali told me many things Ali, our levada walking guide His family was very poor He collected mussels from the shore And sticks to burn for heat For today his mother said I have no food and we must eat We have to eat Ali, where are all the vines? How long before your boots wear out? Do you drink the local wine? Do the tourists drive you mad With all the questions that they ask? Ali smiles, shuffles us aside To let some others pass
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Nov 18, 2013
Nov 18, 2013 at 9:02 AM UTC
Cloud busting
Out of the delicate dream of the distance an emerald emerges Veiled in the violet folds of the air of the sea; Softly the dream grows awakening—shimmering white of a city, Splashes of crimson, the gay bougainvillea, the palms. High in the infinite blue of its heaven a quiet cloud lingers, Lost and forgotten of winds that have fallen asleep, Fallen asleep to the tune of a Portuguese song in a garden.
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Madeira From The Sea
Can you hear the strange noise in my heart? It makes vrruuuum, vrruuuum , vrruuuum every time you nap fondly on my pillow. My heart is a spy, tic tac by the clock, carrying the breeze in the ball of a thumb, while 's quietly de flowering your dreams, layer by layer. As if exists a collection of you in the ******* of mankind ! A small brute , the naughty child playing kalasnikov games and puzzlling the answers, the teenager tucking the drums, loud in all radios and smashing pumpkins on nirvanaheads spooning on MDMA flying . The grown up's ready for work, bored as Peter Pan growing and sometimes funny when life's a ***** I just saw you drinking Madeira wine in public toilets, splashing *** on your toes while dreaming in rainbows of plastic. I'm the frame of your dream. I'm here to take care of you while you're the squeeze of the petals and the whistle into the sound of the music.
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Aug 12, 2013
Aug 12, 2013 at 7:56 AM UTC
" Leftovers from the dream diary of an emancipated cheshire cat forced to lead the human world"
You are forbidden from returning to my dreams. Taunting me, provoking me, torturing my subconscious mind with your narcissistic sadism. I'm no longer your ********* I'm no longer your tattered rag doll with frays at the knees and threading that refuses to hold. No longer will you find a thrill in viewing the black and blue-toned soft spots about my body, find pleasure in the fact that you created them. No longer will your fist adorn my neck and the blood you drew decorate my limbs like threats scrawled in crimson ink. I no longer live in the cage you forged specially for me to occupy. I'll never again ***** lies that have been ever so carefully ingrained into the crevices of gray matter within my battered skull. No more contracts written in blood and marrow, surrendering the black pulp of a soul that may not even exist within me. I'm now my own. I no longer retreat from battle, I storm the walls that you constructed around my heart. I am truly loved and the scars that once reminded me of terror and cowering in corners are now covered up with the finger paint that is left behind every time her hands dance across my flesh. You never won. I have reigned victorious and you'll know it when you look inside your pillowcase for that last slice of my consciousness you refused let go of. You'll know it because it will no longer be there. It's back with me, where it always belonged. Rebecca Madeira (C)
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Sep 25, 2017
Sep 25, 2017 at 9:27 PM UTC
The Lioness Thought She Was a Lamb
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
As cores
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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I sat on my hard, green footstool, still, in my grandma's front room, musing over the warm madeira crumbs on my blue-veined white plate. I climbed up onto my granddad's chair, as familiar as the aroma of his St. Bruno flakes, infused into the dark promise of his worn, warm desk, impatient for his return. I'm waiting still.
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Oct 17, 2017
Oct 17, 2017 at 7:26 AM UTC
Aroma
não sinto, sou poeta que finge as mulheres que amo vieram de copos de uísque sobre a madeira dos móveis cegos na madrugada. não sinto, já sou anestesiado fui ultrajado pelo amor e a sorte já não me quer mais. agora sou amante das palavras dos versos jogados à mesa de bar já não mais sinto o doce da vida o amargo de nicotina, é o que me restou um uivo perdido à beira da calçada cinzas num cinzeiro velho na estante da sala estou coberto por cicatrizes invisíveis bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
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May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Cinzas e uísque
deuses brincam envoltos em linho branco o carrocel gira vertiginosamente no eterno mundo humano e gira até ao zero ao infinito o omnipresente observa então os deuses, na sua sabedoria intemporal limitam-nos nas nossas acções . palavras . pensamentos . emoções e continuam a brincar rindo desesperadamente montando os seus cavalos de madeira rachada e entorpecida
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Nov 8, 2014
Nov 8, 2014 at 3:17 PM UTC
Deuses
I sat on my footstool, In my grandma's front room, Staring at the warm madeira crumbs On my blue white plate. I climbed onto my granddad's chair As familiar to my eight years As the flakes of his St. Bruno. And I was found there, Next to the smiling promise Of his dark desk, Waiting for his return.
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Nov 1, 2016
Nov 1, 2016 at 9:52 AM UTC
St. Bruno flake
Partículas minúsculas de uma história no espaço-tempo Não há registros de sua década ali ela está, aglomerada levada pelo vento. Um pensamento ou um fato Um cheiro ou um tato Sensação perante a multidão Inigualável pela escuridão. Baú protetor de todos os momentos Infinito finito da madeira acobreada Inexistente aos olhos que buscam a razão Inexplicável pela língua falada.
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Nov 24, 2016
Nov 24, 2016 at 6:27 PM UTC
Passado do passado
Chovia lá fora na rua deserta e no conforto da casa não chovia p’la certa. Lá fora o frio fazia-nos tiritar e no conforto da casa ouvia-se a madeira crepitar. E pingava lá fora num concerto afinado e no conforto da casa escrevia eu ao teu lado.
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Jan 20, 2013
Jan 20, 2013 at 7:21 PM UTC
No conforto da casa
A Madeira loaf Calmly cooling on a rack Inviting patience
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Sep 14, 2025
Sep 14, 2025 at 2:59 PM UTC
Madeira
chovia lá fora na rua deserta e no conforto da casa não chovia p’la certa lá fora o frio far-nos-ia tiritar e no conforto da casa ouvia-se a madeira crepitar e pingava lá fora num concerto afinado e no conforto da casa escrevia eu ao teu lado
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Mar 10, 2015
Mar 10, 2015 at 5:18 PM UTC
No conforto da casa
Tentei me sentar na mesma cadeira, Que alguém ao acaso sem amor deixou... Optei por me sentar na rocha granitica Que o acaso  abandonou. . Ai aquela cadeira triste feita de antiga madeira... Histórias que meu avô Marques queria contar... Terá ele algum descendente para a amar e sempre guardar... Ai cadeira triste dos ignorantes que sem vinho parecem se sempre embriagar... Eu a Deus ligado tento amar a cadeira Olho a cadeira que está a meu lado, Pois sem cadeira não existe vinho,nem fado... Mas a cadeira por William Baker parece  pintada, Eu sou naturalista da terra, da pedra, Da natureza consagrada. Mas a cadeira está comigo a meu lado, E eu sou o presente, futuro e passado.
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Sep 9, 2018
Sep 9, 2018 at 1:35 PM UTC
A cadeira que guardei...
um dia eu descobri que te gostava. um tempo depois descobri que tu me gostava. meu gostava era fraco e só esqueci e segui. não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava era quente como um fogão aceso no verão ou um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim. te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria se te beijasse durante o dia elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos convidasse prum gole de café tocasse teu ombro bem devagar com a ponta dos dedos encontrasse teus olhos perdidos te fizesse enxergar que existe coisa além de solidão só fotografei teu corpo seminu te beijei em noites bebadas conheci tuas poesias te segui sem saber e me deu nó quando soube do teu coração preenchido ouço o que ouves agora e penso em ti com frequência senti tua falta e penso que peco porque meu coração também preencheu e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
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Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC
pra ela
Place the pen on the page before inspiration hits – that’s important. You write – that’s what you do.   And as the pen moves, a combination of memory and new ideas combine, they interact with the catalyst called inspiration and you’ll find that the further the process is allowed to progress, the more the New takes hold and memory drops to a whisper and before your mind can comprehend the words, you find an unexpected theme.  This time it’s about the evil of memory and how it needs to be subdued / reduced, put in its rightful place so that the New can breathe / can grow / create a new memory that will one day abdicate space to the next generation of New.   One day we might find there’s no heir, no one who cares enough to continue the line, but until that day we’ll have generation after generation of New - each slowly growing old, gradually fading thin and becoming a memory that knows its space and gives way. I pause. That’s always a mistake.   To Pause.   That’s when memory sneaks back in, raising itself above its whisper, giving pause to the New and raising an appetite for a brew which lifts the pen… Is blueberry jam on madeira cake wrong?
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Sep 6, 2021
Sep 6, 2021 at 5:06 AM UTC
Memory vs New
I want to be perfect- not like those who let food control them. I want to be beautiful, to sprout wings of feathery white and soar away at will. I want a body made of lace and silk, not cotton and burlap and worms who open their mouths to bare their razor-sharp teeth and coil into tight, sloppy ***** of grease inside my veins. I want to live clean, but I don't want to die empty. I don't want the fate of the doily-boned girls who haunt the dusty corridors of psychiatric units, scurrying about, waiting to expire like meals hidden beneath bed frames and floor boards. I don't want to smell of mold, to have an empty heart or a dehydrated brain that can only form thoughts of calorie intake and deficits. And yet, I want to be perfect. I want to dance atop snow and leave no footprints. I want to fly high enough that the birds are jealous and wish to know my infinity. But I will not fall head over heels in love with an empty plate and a vacant body. I will not lay to waste the fertile soil of my womanhood and become best friends with a barren womb. I will not allow double digits to ****** me and dizzy blackouts to consume me. I will fight. I will fight, tooth and nail these demons that inhabit my tiny frame and play music of nightmares on the bones of my ribcage. I will honor the memories of the emaciated valkyries lost in battle before me by never letting Ana defeat me. She lies and consumes the meat of you, chunk by chunk until all that is left is your sorry, broken soul, riddled with wormholes. So no, I will not give in. I will not lose all that is good and pure in me for the promise of weightless perfection. I will feed my body and I will love myself and I will tattoo it on my ribs and the bones of my spinal cord- "I am enough." Rebecca Madeira 2.21.16 (C)
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Sep 30, 2017
Sep 30, 2017 at 8:02 PM UTC
Ana Is a *****
I want to be perfect- not like those who let food control them. I want to be beautiful, to sprout wings of feathery white and soar away at will. I want a body made of lace and silk, not cotton and burlap and worms who open their mouths to bare their razor-sharp teeth and coil into tight, sloppy ***** of grease inside my veins. I want to live clean, but I don't want to die empty. I don't want the fate of the doily-boned girls who haunt the dusty corridors of psychiatric units, scurrying about, waiting to expire like meals hidden beneath bed frames and floor boards. I don't want to smell of mold, to have an empty heart or a dehydrated brain that can only form thoughts of calorie intake and deficits. And yet, I want to be perfect. I want to dance atop snow and leave no footprints. I want to fly high enough that the birds are jealous and wish to know my infinity. But I will not fall head over heels in love with an empty plate and a vacant body. I will not lay to waste the fertile soil of my womanhood and become best friends with a barren womb. I will not allow double digits to ****** me and dizzy blackouts to consume me. I will fight. I will fight, tooth and nail these demons that inhabit my tiny frame and play music of nightmares on the bones of my ribcage. I will honor the memories of the emaciated valkyries lost in battle before me by never letting Ana defeat me. She lies and consumes the meat of you, chunk by chunk until all that is left is your sorry, broken soul, riddled with wormholes. So no, I will not give in. I will not lose all that is good and pure in me for the promise of weightless perfection. I will feed my body and I will love myself and I will tattoo it on my ribs and the bones of my spinal cord- "I am enough." Rebecca Madeira 2.21.16 (C)
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como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir? é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui. tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal. ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana. já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados. houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas. odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem. não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem. queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade. e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase: "belo dia pra viver tão triste"
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Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:10 PM UTC
régua
como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir? é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui. tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal. ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana. já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados. houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas. odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem. não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem. queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade. e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase: "belo dia pra viver tão triste"
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amargo é o gosto do vinagre. e ainda assim tão puro... caroço de azeitona. metade da maçã. pedacinhos de berinjela. carne doce pra acompanhar. bebida da cor turquesa e canudo transparente pra ver melhor. uma mesa de madeira muito bem alinhada. só umas colheres e dois guardanapos. meio quarto de pudim e nada mais.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:15 AM UTC
uma receita