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Memory of the great has been for ages.
Antonio Neto was of the great.
The Angolians adore both him and his
Being a chief, a patriot, a poet.
He build hope for peaceful tomorrow
On his southern country’s ruins.
He realized Marx’ policy without war
Diluting it by afro’s nuisance.
He died as a hero and far off his
Family and his people dear
Having left ideas to all his scions
Having fulfilled dream. Freedom’s here.
{27.12.2015}

АНТОНИО НЕТО
Великих вождей вспоминают в веках –
Таким был Антонио Нето!
Ангольцы носили его на руках –
Вождя, патриота, поэта!
Он строил в развалинах южной страны
Надежду на мирное завтра!
Политику Маркса вводил без войны
С своими оттенками афро.
Он умер героем вдали от семьи,
Вдали от родного народа.
Оставив потомкам идеи свои,
Мечты воплотил. Свобода!
{27.12.2015}

Translator - I. Toporov
Satandra Asberry May 2019
My love for you has never been phony,
For u will always remain Big Tony.
My heart and soul needs u so bad,
But at times u make me so so Mad.
So many people have there inputs on what we do,
But you forget sometimes that our relationship consists of just me and you.
We both had are hardships of pain in our past,
I thought that would make our relationship Last.
But I guess I could never truly be loved by you,
To many tears hurt painful words uncotroled mind we have no clue.
Big Tony,Big Tony Big Tony,
I thought you were the only man For me.
But I don't know how to give up on us and we will see,
What our future holds for us to be a better u and me.
My love for you is unconditional u are my heart,
I won't allow anyone or anything tear us apart.
For the tears we cry for when we do wrong,
The pain we cause each other won't be long.
Right now I may be going through me feeling so lonely,
But I will forever be in love with my Big Tony!!!
I Love you xoxoxo
Big Tony
Emily Miller Jun 2018
Shadows move with my feet on the cobblestone
from the sunlight dancing on the picado banners
that stretch between buildings
And offer some reprieve
From the Texas sun.

The mouth-watering scent of pan dulce
Draws children to the glass fronts of the old bakery,
And they flit between sweet breads
And figurines of brilliant colors
Crowding stands run by elderly craftsmen and women with big smiles-

San Antonio,
There’s something in your streets.
Something binds me to your old, leaning buildings,
And the murals that decorate them,
San Antonio,

My first memories of reading
Reside on 600 Soledad Street
between the shelves of the Big Enchilada,
And dapple down through the glossy, colorful limbs
of its Chihuly spine.

You exist in the border between coastal plains and the hill country,
Mesquite trees and palm trees living side by side
Just as the German and Spanish settlements do,
The missions becoming as much a part of the land
As the Guadelupe.

With tequila on my tongue,
And boots on my feet,
I’m prepared to bask in the warmth absorbed by sandy loam
And breathe in the smell of elotas on a Sunday afternoon
To the sound of San Fernando’s bells,

Oh, San Antonio…
I’ve never wished for a better dwelling,
Even one with cooler summers
And smoother streets,
Oh, San Antonio…

I’d be a fool to leave you,
To call another home,
And I’ve never found myself foolish before,
So my dearest, sweetest, most proud San Antonio,
I am here to stay.
Tyler C Nelson May 2018
a misty start
   with worlds to go
a walk through forest,
   desert, snow
with altitude
   and dizzy joy
a challenge which
   my strength employs
a peaceful summit
   waiting warm
where thought and poetry
   find form
from near the sun
   our minds turn
to worlds below
   we will return


-TylerN @ 10,040 feet, 2018.05.12
Canção Do Verbo Encarnado

*
Minha geração foi assim,
começou pelo quando
e acabou pelo fim.

O amor escorreu pelos cantos
e quando cantamos
a canção do amor armado,

Thiago de Melo estava em Berlim
mergulhado no verde dos olhos
da alemãzinha da ACNUR ,

nossa orquestra saiu de cena
e nossa guerra de guerrilhas
acabou no maior calor...

O suor que expelia seu odor
era o suor frio dos tiranos
nos porões mórbidos da ditadura
executando nossos irmãos.

O ar jazia cheio de sangue
e nós estávamos congelados
nas câmaras de gás dos IMLs.

Vínhamos de todos os lados,
desde os vales profundos do Ribeira,
das chapadas mais íngremes do Araguaia
ou dos guetos subumanos da urbe.

Éramos nós o odor de fumaça
que agredia as narinas alheias
com a catinga de carne queimada.

Éramos nós o encanto das canções de protesto
cantadas na avenida com euforia
para engendrar os projetos do futuro,

como somos nós os ignorados da história,
os estranhos os comícios,
a cadeira vazia das reuniões oficiais,

pois somos nós que chegamos e partimos
sem ninguém saber quem somos
e que vamos lá adiante,

distantes da balburdia alienante
e quando vós menos  esperais
somos nós que nos imolamos
às vossas portas
contra a apatia com que nos matais.

Como todos vós podeis ver,
a minha geração é assim:
começa pelo quando
e acaba pelo fim,
mas não fica à toa na vida
pro seu amor lhe chamar
e ver a banda passar
tocando coisas de amor...

Visite....http://blogdopoetacabral.blogspot.com.br/
COISAS DO ARCO DA VELHA

- Os etês gostam de bunda. Foi o que captei da conversa entre as meninas, enquanto caminhava no calçadão do Liceu.
- Tem caras que não gostam, né; acho que não são chegados; comer um cuzinho será que não faz bem?!
- Cruz credo! Exclamei mentalmente, e segui meu caminho rumo ao Fórum, que fica em frente.
Elas vieram na minha direção, a passos firmes, olhar direto, "você tem fogo...", perguntou a morena pele-de-cuia, "e como tem", observou a loira de olhos azuis, típica europeia, me examinando de cima a baixo, parando os olhos, ostensivamente, na minha barriguilha; "te vejo sempre por aqui", disse a morena, enquanto eu lhe entregava o isqueiro; "é, estou sempre na cantina, tomando café; café de Fórum é choco, frio, fraco, e causa-me asia; então, venho na cantina, às vezes comer alguma coisa", concluí.
- Uma bucetinha, um cuzinho e o que mais? Indagou a loura, acendendo o cigarro.
- Você está sempre cercado de meninas! Não é à toa!! Vai ver é o maior safadão, pica doce.... Completou a morena, sempre combinando seus ataques com a colega.

O Liceu é uma escola destinada à classe média alta, concebida nos tempos do império, onde só entravam filhinhos de papai e seus apadrinhados do aparelho de estado. Mas isso dançou com o advento da república, e hoje, assim como os "Pedro II", recebem qualquer um, desde que aguentem suas provas de avaliação, pois ainda são um padrão de ensino almejado pelas camadas interessadas em ascensão social e tecnica. Seus prédios são construções coloniais, com arquitetura rebuscada, estilosos; janelões de madeira nobre, ainda insensíveis ao cupim. Uma coisa fantástica em termos de concepção, pois possuem salas espaçosas, bem arejadas, lousas imensas, mesas de cedro vernisadas, cheias de gavetas; seus corredores lembram aqueles do filme Harry Potter, sinistros de arrepiar. E no caso do Liceu Nilo Peçanha, de Niterói, Rio de Janeiro, tem um sótão, que seguramente foi planejado como adega, pois tem balcãozinho cheio de compartimentos para copos, taças e talheres, à frente de um espelho na parede em moldura de mogno  e uma silhueta vitoriana; além de um velho barril de carvalho, aonde, sem dúvida, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Lima Barreto e tantas outras celebridades literárias desta terra de orfandades iniciaram-se nos caminhos da radicalidade estética.

- Conhece o sótão do Liceu? Indagou a morena, quase ao pé do meu ouvido.
- É ideal para uma brincadinha... Insinuou ela. Respondi que lá eu já namorei, me embriaguei, estudei e fiz muita reunião do grêmio.
- Então é "liceano... Vamos!" Disseram ambas, quase em uníssono.
No rádio da cantina, exatamente às dez da manhã no meu Rolex, tocava uma canção, cujo trecho diz assim:" Deixa isso pra lá, vem pra cá, venha ver. Eu não tô fazendo nada, nem você também..." e seguia insinuando outras coisas, ditas pela voz de um dos meus tantos ídolos da mpb, Jair Rodrigues.

Bom, pra encurtar o lererê, a morena está aqui em casa há 32 anos. Já somos avós, e, nem os filhos nem os netos jamais saberão das nossas façanhas e quando lhe mostrei o rascunho deste texto, ela fitou-me com seu olhar fogueando e objetou: você não pôr aí os detalhes...
- Claro que não!! São nossas relíquias!

CORDEL TROVADO

Antonio Cabral Filho - Rj

Meu bisavô João Cabral
Padrasto do meu avô,
Não sabe quanto é legal
Me orgulhar de quem eu sou.

Meu avô “ José Cabral “
É José Pedro da Silva,
Mas acabou como tal
Pelas graças da mãe diva.
*
Meu pai honra meu avô,
São CABRAIS de alto renome.
Seus legados dão valor
A quem tem Cabral no nome.
*
ANTONIO CABRAL DA SILVA,
Que no Cavaco dedilha,
Espero que a lira sirva
De base na redondilha.
*
ANTONIO CABRAL é homem,
Pois homem tem que ser homem.
Quem não tem verve de ANTONIO,
Tire o Cabral do seu nome.
*
Sou ANTONIO CABRAL FILHO,
Que em vossa presença emigra;
Do pinto que não quer milho
João Cabral que lho diga.

Sei que não fez porque qui-lo,
Mas o Antonio Cabral,
Assim, solteiro, sem FILHO,
Não sou eu nem o LEGAL.

Todo CABRAL é parente,
Com raízes além mar,
Tem cara de boa gente,
Mas é bom não descuidar...

Antonio fui batizado
Por glória da devoção,
Mas CABRAL é meu legado
Pela pura tradição.
*
Aquele que nasce ANTONIO
Não se dobra pelo cobre,
Pois vem de filão idôneo
E tem espírito nobre.

— The End —