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Mar Sep 2019
Esses dias tua beleza
Se iguala a daquelas noites movimentadas em cidades urbanas.

Seus pensamentos, barulhentos
São como um farfalhar de folhas a meia noite numa ruela vazia.

Teu olhar tem aquele contraste perfeito
Luz artificial adentrando a escuridão profunda.

Seus dedos tamborilando no ar ao som da nossa respiração no ar gélido da madrugada

Nosso silêncio cai como uma oração sob o centro dessa metrópole.

Nascemos em meio a carros e prédios.
E pessoas ocupadas, andando apressadas, que veem e não enxergam e não tem tempo para amar.

Cercados de cultura e arte
Só se preocupam: “onde estavam Vênus ou Marte?”
Para definir falta de empatia como personalidade.

E nós em meio a isso.
Contaminados com a falta de sorrisos.
Andamos olhando para cima
Porque há muita coisa para ver

E nesse andar distraído
O tempo passa rápido, despercebido
Desaprendemos a viver

Ocupados com a falta de empatia
Esquecemos que não só choro; Há alegria
E, quanta hipocrisia!
Ficamos sem tempo para amar.
2017.
Jon Thenes Jul 2019
Keep Life Light
or risk being stifled by an alternative
Without reguarding humour
daily living is a persistence
a clapping human tempo
Derail-able

Practice the capacity
to maintain a slow pace
Practice to the point
when   you   can   Feel   Life

That should be enough..
..to allow
Thomas Merton - ‘human tempo’
A Simillacrum Jul 2019
portal space is open,
in a purple swirl,
and I'm
****** back into a world

on the brink of an advent
toward some higher mind,
with a blessed perspective,
this recollection's wretched.

Levity was a given,
for mortality ignored.
What to do with levity,
with mortality accepted,
and endings implored.

last laugh always wins
(where are your friends?)
have been deemed unnecessary
everlasting grin
(how off have you been?)
have i?

no. have i?

what's it gonna take to get this bad brain
back on the right of the left hand black?
nothing will. nothing will.

what's it gonna take to get this bad brain
back on the right track to get connected
with the rest of them?

nothing will. bad brain bad.
Ylzm May 2019
A tap, a clap
Silence broken
Eternity fractured
Time created
We remembered
Before, After.

Another tap, or clap
Fragment of Time
Captive in mind
Measuring Tempi
Marking Rhythms
Without Memories, no Music.
Gil Cardoso Feb 2019
Sinto uma pressão que puxa
A cabeça que roda parado
Uma flor que quando cresce murcha
A vontade de cair mesmo deitado

Vi-me feliz
E uma outra vez aceitei
Não mudarei o que fiz
Eu sei que não errei

Mas a dúvida é dor
Esperar é ficar parado
Esperar por amor
Esperança de não ser destroçado

A alma em fraqueza
Parte-se o coração
Não tenho sequer certeza
Porque sofro tanto então?

Sofro em antecipação
De um mundo escuro
Imaginado a pior situação
Mas tenho esperança para o futuro

Ondulo como ondas do mar
E por mais que tente navegar
Ou chego à costa e posso respirar
Ou acabo por me afogar
Escrito: 21/07/2018
Gil Cardoso Feb 2019
Para quê passado?
Se já não é?

E o presente?
É quando?
Desde do momento em que é
Deixa de ser

E o futuro
Esse há-de existir
Mas nunca existe
Nem existiu

Dizem que o tempo
É como um rio
Come se o pudéssemos seguir

Se rio é
Flutuar tentamos
Mas sempre afogamos
Apenas temos pé
E o afogo demora anos

Nele imaginamos
A água que à de vir
Essa mais calma
Que não havemos de engolir

Que bom é o futuro
Pois ele nunca chega
Nunca aleija

O presente
Com violentos lábios nos beija

E o passado
Sabor a sangue e tormentas nos deixa
Escrito: 30/12/2018
Gil Cardoso Feb 2019
Odeio ver o fim da estrada
Fixo apenas esse ponto
Não vejo nada
É ainda não estou pronto

Olho para a paisagem
Finjo-me distraído
Admiro das aves a plumagem
Dos grilos o ruído

Mas vivo no futuro
Sempre no futuro
Já sabe a podre
O fruto maduro

Sofro com o que ainda não aconteceu
E mesmo o que nunca acontecerá
Quando acontece já não é meu
E quando não, penso no que virá

Então aparece outra estrada
Mas a mesma dor em mim
Mudou a morada
Mas fixo o mesmo fim
Escrito: 28/05/2018
Gil Cardoso Feb 2019
Sol queima a minha pele
Inicialmente
É agradavel
Depois, é dor

Como bolo doce que vou comer
Efeito da gulosia
Afoga o meu saber
Para mais tarde me aperceber
Que foi demasia
Aí puderei me arrepender

E então pergunto, qual é real?
Qual sigo nisto tudo
O presente ou o futuro?

Dizem-me “Carpe Diem!”
Então deixem-me comer bolo
Deixem-me queimar ao sol
Deixem-me viver a vida tolo

Depois dizem, “sê comedido”
“Tudo com moderação”
Então vivo o futuro agora
Não sigo prazer
Fujo à dor
Sempre a atrasar
A minha fatalidade

Eu sei lá

Mas enquanto escrevia isto
O sol fez o seu capricho
Tenho o poema terminado
E o meu braço queimado
Escrito: Maio 2018
Ezra Yelverton Sep 2018
Grab my hand and come close,
press your ear to my chest,
wrap your arm around my waist
and let your body fall into mine.

Rhythmic heart beats translate to movement in my feet,
my hips ride the tempo and my soul takes the lead.
We’re tangled in a Tango for lovers.
Your pelvis flush with mine
the heat of passion begins to rise.

You spin your body away in an effort to tease,
in that moment I see what I’ve always wanted;
your fair skin dancing in the moonlight.
Elegantly exposed under the stars.

We’re in tune with our element.
Fancy footwork brings us closer,
you’re wrapped in my arms again.

Sway with me,
let the music caress your spirit.
Exhale and be free. Explode with desire.
Touch your lips to mine
and fall in love with fire.
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