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Gil Cardoso Feb 2019
Para quê passado?
Se já não é?

E o presente?
É quando?
Desde do momento em que é
Deixa de ser

E o futuro
Esse há-de existir
Mas nunca existe
Nem existiu

Dizem que o tempo
É como um rio
Come se o pudéssemos seguir

Se rio é
Flutuar tentamos
Mas sempre afogamos
Apenas temos pé
E o afogo demora anos

Nele imaginamos
A água que à de vir
Essa mais calma
Que não havemos de engolir

Que bom é o futuro
Pois ele nunca chega
Nunca aleija

O presente
Com violentos lábios nos beija

E o passado
Sabor a sangue e tormentas nos deixa
Escrito: 30/12/2018
Julia Jaros Nov 2016
A correnteza espalha as lágrimas rio abaixo
Aglomeradas, tornam-se banais
Ninguém vê, liga a TV
Outra hora a gente se vê.

Misturadas, ainda estão lá
Cada vez, mais e mais
Acostumadas, satisfaz
Invisíveis não perturbam nossa paz.

Deixe que o rio leve
São muitas para se importar
Combinado, ninguém cede
Como a burguesia e a plebe.
Read My Feelings May 2015
Amblando a lo largo de la orilla de Florida,
vi dos conchas enclavadas
en la arenilla.

Pensé que nos parecían a nosotros,
y dije un rezo silencioso
que las olas nunca debiera separarlas.
Sorry if I ****** up some conjugations...ayudame por favor
Escrito originalmente en inglés, 9 enero 2015
Traducido 3 mayo 2015

— The End —