"novo" poems
Os Homens e a natureza!
Quando me levanto sem o toque do galo, com o despertador de forma assustadora. Vejo um novo dia de eterna graça e bênção para todos aqueles que por um motivo se entrelaçaram em minha vida. Os comboios, aviões, carros seus ruídos e rapidez nos fazem cavalgar por imensos lugares que outrora eram esquecidos no tempo.
A natureza diferente de nós homens acorda com sinfonias de pássaros, grilos e rãs!
A ganância consome corações rotineiros e injustiçados de homens sem valor que são falsos profetas de um tempo sem ser tempo, de um mundo maltratado por esses mesmos homens,
Que se vestem de fato e gravata e exploram seus semelhantes.
Enquanto o homem se esquecer de que todo o seu irmão nasce, vive e morre por uma vontade sublime da criação de um Deus infinito. Por de lado o amor pelo luxo, dinheiro, poder e plena satisfação pessoal.
A natureza sim é plena, gratuita, nobre, singela. A harmonia de vales e montes sonolentos motivos de meditação, sustento e um amor infindável com seu criador me bafeja hinos cantados com belas harpas do tempo de David.
Um mundo de homens que deixam de ser homens, que o tempo deixa de ser tempo e que a natureza é mal-amada geram uma desconfiança e um sofrimento em todos os seres humanos que labutam por dias melhores na rotina do nosso tempo.
Ensinamentos de cada pedra que se pisa, de cada ave livre que esvoaça no céu, dos golfinhos que comunicam sem o homem os entenderem…
Victor Marques
Jul 17, 2012
Jul 17, 2012 at 9:58 AM UTC
Aprendo a ser eu
Aprendi a ser menino contigo,
A Contemplar teu sorriso.
Emoção serena e descontrolada,
Regaço de uma bela fada.
Aprendi a sonhar de novo,
Não via a cor do céu,
Nuvens e branco véu,
Flores e rosas,
Papoilas vaidosas.
Sentir o olhar complexo,
Vasos com personagens ausentes,
Ateus de mãos dadas com crentes,
Prosa da vida sem nexo,
Aprendi a ter afecto.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Jan 1, 2011
Jan 1, 2011 at 10:20 AM UTC
O Nosso tempo deixa de ser tempo
Hoje é um tempo novo de descoberta e actualização da nossa vida.
Por vezes, ficam para trás as coisas mais bonitas e simples que nos fazem tão felizes e não custam nada a fazer. O amor é um sentimento gratuito e duradouro. O sorriso também é eficaz e permanece na mente de quem o dá e recebe. Agradecer a Deus e às pessoas que nos rodeiam fortifica o nosso espirito por vezes ocupado com tantas banalidades.
Temos uma natureza que ressuscita todos os dias profícua em dar e nunca pede nada em troca, simplesmente respeito pela criação de tudo que a ela envolve e a nós também.
O tempo se perde no próprio tempo que deixa de ser tempo para quem corre todos os dias atrás de um autocarro, metro, táxi ou outro qualquer devaneio próprio do nosso tempo.
Vivemos num mundo surdo e cheio de poluições que afectam e matam seres humanos que nem se apercebem da causa da sua morte. Comemos alimentos cheios de pesticidas, herbicidas e por vezes contaminados. Falta ao homem do nosso tempo, tempo para si e seu deleite pessoal. O Homem perdeu a sua ligação com a natureza das mais diversificadas maneiras: deixou de viver num ambiente campestre, começando a viver em verdadeiras prisões citadinas onde a Indústria e um trabalho fácil atrai multidões.
O nosso tempo é um tempo de teclados, de écrans gigantes, de mexer de dedos, de mensagens virtuais que não transmitem coisa nenhuma.
Um tempo que deixa Deus num plano quase esquecido do nosso dia-a-dia.
Este tempo que deixa de ser tempo é louco. Matam-se pais, filhos, irmãos…
Este tempo é um tempo em as pessoas vivem e morrem penando e sentindo cada vez mais a falta de dinheiro, trabalho e uma vida cheia de felicidade.
Victor Marques
Nov 19, 2012
Nov 19, 2012 at 12:36 PM UTC
III
Qual in colle aspro, al imbrunir di sera
L’avezza giovinetta pastorella
Va bagnando l’herbetta strana e bella
Che mal si spande a disusata spera
Fuor di sua natia alma primavera,
Cosi Amor meco insu la lingua snella
Desta il fior novo di strania favella,
Mentre io di te, vezzosamente altera,
Canto, dal mio buon popol non inteso
E’l bel Tamigi cangio col bel Arno
Amor lo volse, ed io a l’altrui peso
Seppi ch’ Amor cosa mai volse indarno.
Deh! foss’ il mio cuor lento e’l duro seno
A chi pianta dal ciel si buon terreno.
1.7k
Bought a painting of Jaden Smith,
now wait before you diss,
give me a second to explain,
there’s a story that goes along with it,
see he had a show in LA,
and of course it was on the 7th,
3rd show of the tour,
and the tour was called Vision,
I hadn’t planned to go,
didn’t even know about the show,
until my brother Alpha told me about it,
and the cards aligned in a row,
see a few days before,
I’d backed my car into a wall,
and I had to take it to East LA,
to get it fixed in other words resolved,
now it just so happened,
that the day I took it to get fixed,
was the same day as Jaden’s show,
now that’s some Cosmicness,
see the show was downtown,
and I usually don’t go east of the 405,
but this time I did to get my car fixed,
and I asked a friend to pick me up because I couldn’t drive,
so she picked me up,
and then my other friend told me of an art show,
at a place called The Brewery,
and man how I love art shows,
so after dropping off the car,
and went to The Brewery,
where I bought some art,
because I like to collect future history,
now the girl that had picked me up,
was having a rough day,
because her brother had died 6 months earlier,
and today was his birthday,
so she had to leave,
and go to the beach,
and I stayed behind,
to let her have some peace,
and as it so happened,
there was another anniversary at a gallery called The Hive,
I told you the cards were in a row,
and of course the stars were aligned,
so I went to the next art gallery,
got a ride there from a beautiful Polish chic,
bought some more art at there as well,
I guess I am what a Collector is,
then it just so happened,
that I was walking distance from Jaden’s show,
so I walked through downtown,
until I arrived at The Novo,
now I didn’t have a ticket,
and the show as sold out,
but I found a side door,
and it opened right up,
I went inside,
and got with the vibes,
man that kid Jaden,
knows how to get the crowd hyped,
during the show,
I kept seeing someone in the front row,
try to hand Jaden a painting,
a painting of himself,
after the show,
I was thrown Jaden’s yellow bandana,
then I exited outside,
and away from the arena,
when I got to the exit,
I saw the kid with the painting,
it had Jaden and Willow’s signature,
and as I said before I collect paintings,
so I bought it right then and there,
blame synchronicities,
so it’s not so much I seek out art,
as art comes to me,
all part of the vision,
of starting the Art Center in New Zealand,
where we can feel safe and socialize,
and remember what it was like when we still had feelings,
and all that I see now,
in this painting I have,
of Jaden Smith,
dressed as Batman,
bought a painting of Jaden Smith,
now wait before you diss,
give me a second to explain,
there’s a story that goes along with it…
∆ LaLux ∆
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Sep 15, 2018
Sep 15, 2018 at 6:30 PM UTC
Deus meu me incitas,
Louvor de quem felicitas.
As plantas, o mar, a terra, o homem sempre só.
Sentimentos de amor. piedade e dó.
Deus terno me envolves,
Problemas tu resolves.
As constelações, o ressuscitar de novo,
Apagas o lume sem ver o fogo.
Deus nosso lunar,
Verbo conjugado ...amar!
As dunas com ou sem areia,
Sentir o amor pela sereia.
Deus homem, Deus menino!
A vida é como um hino...
Deus meu Deus da vida e dos amores,
Mares, terra e lindas flores.
Victor Marques
Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:46 AM UTC
Eu pintei-me de preto e vesti-me de *****
E colori em forma de arco-íris, o meu coração!
Descansei os sapatos e assim com ar integro,
Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão!
Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia,
E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu,
Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia,
Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu!
Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu,
Que comecei a procurar ao redor uma nova capa,
Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú!
Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa!
Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido,
Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino,
Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido!
Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino?
Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir,
Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir.
Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir,
Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir!
Quanto tempo durou o fingimento que te cativou?
Porquê que eu nunca percebi que teria de sair!
Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou.
Não tenho mais comigo razões para me prostituir!
Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto,
Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu.
Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto.
Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu!
Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu.
Autor: António Benigno
Dedicado do Romeiro para a Rameira.
Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
A vida, há não sei dizer quanto tempo,
Tem-se mostrado uma interminável batalha.
Conseguir ouvir a razão sem abafar o sentir
Conseguir sentir sem por ele ser consumida
Inteiramente.
Não quero mais escrever poesia de guerra
Nem fazer da poesia uma guerra de amor
Só vale o que eu deixar que valha.
E escrevo-o aqui, as desculpas de merda não valem
Nem valeriam se fossem desculpas muitíssimo boas
Se estou a perder a cabeça vou atrás dela e
Encaixo-a de novo no pescoço e
Bato com ela nas paredes até tornar a funcionar
Não a ajudo a ir. Não.
Não quero continuar a perguntar-me à noite
O que raio é que estou a fazer
Que vida é esta que escolho e não vivo
Que não vivo por a escolher incessantemente.
Não se pode querer paz e respostas
E por ambas querer nenhuma tenho
Só a mim e ao silêncio que não deixo existir.
Não quero. Não sei o que quero mas
Não quero isto. Querer isto não
Me deixa querer mais nada.
Nem a mim. Especialmente a mim.
E tenho que me querer a mim
Antes de querer qualquer outra coisa.
Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 10:27 AM UTC
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura,
E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres,
Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura
Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres!
Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro,
Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes,
Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro,
Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes!
De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações,
São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia,
Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia,
Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões!
Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura,
Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi,
Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi,
Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura!
Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes,
Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe,
Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além,
E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes!
Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou,
Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei,
Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou,
Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.30.02.18
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
Choras os dias passados
Tolo projeto de homem novo?
Descanse seguro de que aquele que o olha
Não vê o que se move em teus miolos.
Vista tua casca grossa, raivosa
Todos os dias
Religiosamente
E saia, por favor
Saia.
Com um fogo fátuo nos olhos, mire a si mesmo nos reflexos
Mire os olhos dos outros
Seduza-os
Mas deixe-os
Afinal quando fechas os teus
Tudo o que vês são dias passados
Poeira que lhe incita muito mais que espirros
Calma, vista tua casca grossa
Relaxa, canta.
E volta pra casa
Olha as estrelas
A noite é só tua
Respira
Corre
Chora
Chora toda a tua crueldade
E vista, amanhã, tua casca grossa.
Raivosa.
Sep 27, 2014
Sep 27, 2014 at 4:58 AM UTC
Perché i celesti danni
Ristori il sole, e perché l'aure inferme
Zefiro avvivi, onde fugata e sparta
Delle nubi la grave ombra s'avvalla;
Credano il petto inerme
Gli augelli al vento, e la diurna luce
Novo d'amor desio, nova speranza
Nè penetrati boschi e fra le sciolte
Pruine induca alle commosse belve;
Forse alle stanche e nel dolor sepolte
Umane menti riede
La bella età, cui la sciagura e l'atra
Face del ver consunse
Innanzi tempo? Ottenebrati e spenti
Di febo i raggi al misero non sono
In sempiterno? Ed anco,
Primavera odorata, inspiri e tenti
Questo gelido cor, questo ch'amara
Nel fior degli anni suoi vecchiezza impara?
Vivi tu, vivi, o santa
Natura? Vivi e il dissueto orecchio
Della materna voce il suono accoglie?
Già di candide ninfe i rivi albergo,
Placido albergo e specchio
Furo i liquidi fonti. Arcane danze
D'immortal piede i ruinosi gioghi
Scossero e l'ardue selve (oggi romito
Nido dè venti): e il pastorel ch'all'ombre
Meridiane incerte ed al fiorito
Margo adducea dè fiumi
Le sitibonde agnelle, arguto carme
Sonar d'agresti Pani
Udì lungo le ripe; e tremar l'onda
Vide, e stupì, che non palese al guardo
La faretrata Diva
Scendea nè caldi flutti, e dall'immonda
Polve tergea della sanguigna caccia
Il niveo lato e le verginee braccia.
Vissero i fiori e l'erbe,
Vissero i boschi un dì. Conscie le molli
Aure, le nubi e la titania lampa
Fur dell'umana gente, allor che ignuda
Te per le piagge e i colli,
Ciprigna luce, alla deserta notte
Con gli occhi intenti il viator seguendo,
Te compagna alla via, te dè mortali
Pensosa immaginò. Che se gl'impuri
Cittadini consorzi e le fatali
Ire fuggendo e l'onte,
Gl'ispidi tronchi al petto altri nell'ime
Selve remoto accolse,
Viva fiamma agitar l'esangui vene,
Spirar le foglie, e palpitar segreta
Nel doloroso amplesso.
1.4k
Cara beltà che amore
Lunge m'inspiri o nascondendo il viso,
Fuor se nel sonno il core
Ombra diva mi scuoti,
O nè campi ove splenda
Più vago il giorno e di natura il riso;
Forse tu l'innocente
Secol beasti che dall'oro ha nome,
Or leve intra la gente
Anima voli? O te la sorte avara
Ch'a noi t'asconde, agli avvenir prepara?
Viva mirarti omai
Nulla spene m'avanza;
S'allor non fosse, allor che ignudo e solo
Per novo calle a peregrina stanza
Verrà lo spirto mio. Già sul novello
Aprir di mia giornata incerta e bruna,
Te viatrice in questo arido suolo
Io mi pensai. Ma non è cosa in terra
Che ti somigli; e s'anco pari alcuna
Ti fosse al volto, agli atti, alla favella,
Saria, così conforme, assai men bella.
Fra cotanto dolore
Quanto all'umana età propose il fato,
Se vera e quale il mio pensier ti pinge,
Alcun t'amasse in terra, a lui pur fora
Questo viver beato:
E ben chiaro vegg'io siccome ancora
Seguir loda e virtù qual nè prim'anni
L'amor tuo mi farebbe. Or non aggiunse
Il ciel nullo conforto ai nostri affanni;
E teco la mortal vita saria
Simile a quella che nel cielo india.
Per le valli, ove suona
Del faticoso agricoltore il canto,
Ed io seggo e mi lagno
Del giovanile error che m'abbandona;
E per li poggi, ov'io rimembro e piagno
I perduti desiri, e la perduta
Speme dè giorni miei; di te pensando,
A palpitar mi sveglio. E potess'io,
Nel secol tetro e in questo aer nefando,
L'alta specie serbar; che dell'imago,
Poi che del ver m'è tolto, assai m'appago.
Se dell'eterne idee
L'una sei tu, cui di sensibil forma
Sdegni l'eterno senno esser vestita,
E fra caduche spoglie
Provar gli affanni di funerea vita;
O s'altra terra nè superni giri
Frà mondi innumerabili t'accoglie,
E più vaga del Sol prossima stella
T'irraggia, e più benigno etere spiri;
Di qua dove son gli anni infausti e brevi,
Questo d'ignoto amante inno ricevi.
1.4k
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta,
Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal,
Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer!
Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar.
Apressado como de costume e porque admito é feitio meu,
Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir,
O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido,
Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos,
Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela,
Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo,
Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa,
Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule,
O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer!
Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças,
Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir!
Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela,
Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados,
Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia.
Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias,
É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento.
E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia,
O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança.
A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim.
Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho,
E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim,
Enquanto dormia!
Autor: António Benigno
Dedico à minha vida que nem para nem anda!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
Ah, pobre Dolores
Mais uma vez está cansada de suas mágoas e constipada com suas dores
Há quem diga que quando olha o céu, sonha com estrelas
Acalme-se Dolores, hoje tenho um presente para entretê-la
Acorde de seu sonho e largue esses afazeres
Olhe para A Casa Abandonada dos Prazeres
Almeja tanto assim?
O seu ignoto fim?
Por quê toma todos esses remédios?
Se o que deseja é pular do mais alto prédio
Para quê todas essas doenças inventadas?
E essas mulheres, para quê invejá-las?
Na casa encontrará a cura
Não mais carregará sua imaginária feiura
Lá será bela como sempre quis
Mas pergunte-se o que é ser feliz
Lá, em todas as paredes, encontrará espelhos
E em todas camas encontrará lençóis vermelhos
Onde finalmente poderá gozar
E a beleza que não é sua, contemplar
Goze, goze Dolores
Mistura seu prazer com suas dores
Goze, goze mais uma vez
Goze toda sua estupidez
Saiba que nem tudo que cintila é ouro
E fora da casa continuará seu agouro
Quando fora estiver, da vida perderá a crença
E a cada vez que entrar e sair, nascerá uma nova doença
Uma daquelas de sua hipocondria
E a cada dia verá a verdadeira agonia
Sentirá dor, e fome
Não se lembrará de seu nome
Não poderá comer, pois a doença te devastará
E para a casa todos os dias irá correr, a sonhar
Lembre-se de novo
Que nem tudo que brilha é ouro
Ganhará a casa e perderá o mundo
E seu eu estará perdido num poço profundo
Um dia dirá:
Será?
Toda aquela estética...
era tão assim... patética?
Nossas escolhas não tem volta
Para o destino não há revolta
Não devo mais chorar
Só me resta, agora, gozar
Goze, goze Dolores
Mistura seu prazer com suas dores
Goze, goze mais uma vez
Goze toda sua estupidez
Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 4:34 PM UTC
"I'll let you in on a secret.
Will you promise to keep it?"
He is...
*The allegro of every moment's decresendo.
The sense of deja vù, in a series de novo.
The lyrics of my song,
The right to my wrong.
The notes in my music,
The wisdom in what i believe.
The reminders on my board,
The message of these words.
The image in a scenery,
The metaphors of my poetry.
The giggle in my laugh,
The memories of my photographs.
The smile in my tears,
The courage to face my fears.
The North star in my sky.
The only truth in all the world lies.
The flame of my fire.
Every second of my hours,
My very reason for living.
The secret i held inside my heart.
Secured away.
Secluded.
His presence--
Justify my existence.*
(Don't tell him, what he doesn't know or he might...)
Feb 26, 2015
Feb 26, 2015 at 11:58 PM UTC
it's the caffeine making dark crescents undereye
not some divine enlightenment
(there might be a dash of soul-searching though)
low, glazed limbs are frozen still
a frosted flurry of flakes falls
relieving my concentration
returning me to the road
to the pale glow of white snow
silhouetting the bare oak grove
hefty adumbrations emerging
charcoal on unblemished canvas
"Harden your heart, grow up"
"Harden your heart, grow up"
I repeat over and over
click
I get a different result
Real insanity would be conversing to myself, not chanting: pshaw!
My insides now cold as ice
open windows, abrasive breeze
I don't have a seat warmer
don't need one when everything's the same temp
I've hardened my heart, my groovy slouch recedes
jaw set and stiffened
Sufjan and Novo Amor siphoning my hope
tears become stalactites
"I have loved you for the last time"
pulling me back into colorless pensiveness
matching the steadfast sentinels blurring by
Jul 22, 2018
Jul 22, 2018 at 11:00 PM UTC
Aquela toca, pernas longas e câmera
Você me faz me sentir como uma criança
Vivo tentando te dizer
Tento, tento, mas não sai nada de mim
Sinto raiva, depois fico derretida, e depois com raiva de novo
E tudo o que você saber falar é sobre alguns números
9, 25, 88, 97, 16...
Eu sou apenas uma adolescente volátil
Sou um panda abandonado
um panda pequeno
E agora você deve estar fotografando várias meninas de 23
uma com piercing no septo e outra com uma tatto da Marilyn
Se eu tivesse nascido em 95 tava tudo bem...
Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 12:46 AM UTC
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar,
Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar,
Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar,
Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar!
Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar,
Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar,
Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar,
Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar!
Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar,
Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar,
Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar,
Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar!
Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar,
Como me entrego na loucura que se apoderou como colar,
Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular,
É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar!
As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar,
Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar,
Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar!
Autor: António Benigno
Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
suas palavras me dão espasmos
o jeito que você canta feito um gatinho miando
seus olhos me cercando por todos os lados
sua voz suave me cortando me roubando o oxigênio
atingindo-me no meio do peito feito uma lança
que me atravessa e me faz sangrar e só parar ate conseguir ouvir de novo
sua voz de abandono tão doce tão suave que me faz querer vomitar
que contrai todos os poros do meu corpo e por um segundo para todos os meus órgãos e me seca e sufoca e aperta e queima feito ácido por dentro
e seu corpo tão suave e tão belo e tão angelical tão ingênuo e me faz
querer te usar te corromper é como garras rasgando minha pele como álcool no meu sangue que arrepia cada pelo do meu corpo e me faz te querer mais e mais
toda manhã em que eu acordo sem seu sorriso de quem pede carinho e pede amor mas eu não posso te dar amor por que você é diferente você é especial você está tão distante de correr esse risco, mas eu te quero, eu te quero.
Apr 21, 2014
Apr 21, 2014 at 12:19 AM UTC
Pequeno sonho, pequeno voo, todo aquele que morre,
Pouco depois de nascer, vazio de esperança e vontade,
Sentido e crescido, perdido de forte abraço com a vida,
Palavra bonita se esvanece ou fortalece por ser forte!
Nesse pequeno engenho de transporte ao lado diferente,
Cheio de razões quarentes para poder apertar de imediato,
Aconchegando a mim e partir junto com ele nesse momento!
Novo ou velho está vivo e não é hora de para já desistir!
A lata ferrugenta desse transporte de viagem ardente,
Não é o problema da morte do profundo sonho,
É falta de animo e falta de querer que ele viva,
É esperança perdida e tempo de te moldar verdadeiramente!
Estudando manuais bizarros de situações de vida vivida,
Facilmente encontro o molde de concerto desse engenho,
Esquecido e embevecido em memórias aventureiras,
Que em tempo servira para viagens contadas lisonjeiras.
Chegou a hora de pintar o espaço envolvente onde durmo,
Criar uma família, constituída por mim um peixe e um pássaro,
Porque hoje não há tempo a perder para coisas de verdade,
De verdade mesmo sou, eu, esse peixe e esse pássaro!
Autor: António Benigno
Dedicado ao tempo, à viagem e ao rumo da verdade!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:59 AM UTC
Quando me levanto olho com curiosidade,
para um dia novo que me acolhe sem vaidade,
Ramos soltos que batem no vidro,
Por saudade eu morro, por saudade eu vivo.
Sentido de um viver abençoado,
Joio de um amor bem amado,
Açucenas e papoilas que lindas são!
Vivendo porque sim, porque não?
Se gratidão fosse ser,
Histórias que todos compreenderiam sem as ler,
Vivendo e sentindo um Deus em cada passo,
Regaço que se transforma em abraço.
Por sentir e ter alma generosa no viver,
Na esperança da ressurreição irei morrer,
E se um dia alguém de mim se lembrar,
Olhai para a vida, como para as ondas do mar..
Victor Marques
Apr 13, 2016
Apr 13, 2016 at 12:49 PM UTC
Não é hoje o momento de escrever coisas bonitas,
Nem é hoje o dia de cair no sofrimento,
Não é hora, hoje de te trazer as cavalitas,
Hoje é dia de procurar novo alento!
É agora que decidi viver intensamente,
Pois agora mesmo descobri que respiro,
Que o sufoco que ficou, partiu arduamente,
E luz se colocou diante do agulheiro!
É agora a hora de decidir se ficar ou partir,
É hora de mudar a trajectória deste trem,
Que me conduz à viagem, vou-me divertir,
Quando olhar em frente e levar outro alguém!
Alguém existe de verdade, não é fantasia,
E este, novo destino que quero perseguir,
Faz-me feliz, como tinto de malvasia,
Colorido, e aromaticamente de distinguir!
Nem consigo olhar para trás ver o que restou,
Nem quero repensar e mudar o que falhou,
Porque eu acredito que de nada que me calhou,
O importante é que para ti nunca estou!
Autor: António Benigno
Objectivo, de animar quem fantasiou!
Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Caminhos sentidos de vivência,
Olhar meigo de criança,
Sentir só o presente, o sol que aquece,
Dia novo que sempre se esquece.
Rosto da vida, do amor, do momento.
Planície que se estende no horizonte,
Penedo se ergue no cimo do monte,
Legado do ser, do pensamento.
Sentir o calor com os lábios semi-abertos,
Procura de carinhos e afectos,
Ternura tua com eterna leveza,
Arco-íris cobre-me com tua pureza.
27 De Novembro de 2008
Grande abraço.
Victor Marques
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:20 PM UTC
Apavorada
Minhas mãos tremem a cada segundo
Presa em um lugar pequeno
Logo vejo uma asma aflorar em meio da respiração
Há uma imensidão
Porém,
estou sufocada.
''Não me humilhe. Não diga nada.''
Preciso fugir daqui. Encontrar algo novo
Assustada
Passarinhos voam em um céu nublado
Espíritos me apavoram
Procuro conforto
Correr. Correr. Encontrar um novo lugar
Mover a expressão encubada em minha face.
Por um instante,
parecia calmo
Como se todo o pecado tivesse sido lavado
e como se tudo fosse novo.
Um recomeço
Impressão
Ele apenas havia começado a beber todo o vinho
Esquecendo da ostea
Enganando pessoas
Corroendo outras
Tudo é ansioso novamente.
Fugir de problemas.
Deixar pessoas.
Sem remorso algum.
Sem deixar as lágrimas caírem ou o coração pesado.
Lágrimas parecem me afogar.
Abraçando minhas gélidas pernas.
Espíritos dançam em minha volta.
Olhos pesados. Doloridos.
Tudo não se passa de uma ilusão.
Joga-los para o fundo.
Me esconder na escuridão.
Fugir de pessoas. Deixa-las.
Respirar.
Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:32 PM UTC
Sou Eu…
Procuro um produto acabado ou inacabado,
Sinto um dado já passado.
Sem perícia, engenho ou norte,
Sou fruto do amor e sorte.
Em mim sinto furacões adormecidos,
Fascinado pelo paraíso dos sentidos,
Navego no oceano de um novo mundo,
Conchas num mar sem fundo.
Histórias bonitas e trocas de olhares,
Sentir odores alegres, peculiares.
Me apaixonam as flores primaveris,
Sou aquilo que Deus criou e Quis.
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 7:23 AM UTC