"colo" poems
N'chosi bashana co tyu raitiko
Sa lawa K'foga to yasho m'koko
A'wari Manala potesy sko'ma
N'gesi, Nigosi, Namasi choma
Amali tokr'rme dun'krenksi gawet
Dol'trenti moraki alkanti un'get
To yasho potesy salaka colo
N'chosi sa lawa n'gesi d'yro
Know what I'm saying?
Mar 7, 2014
Mar 7, 2014 at 7:44 AM UTC
No rosto leproso da noite, ventos giram cartas como quem não quer nada/ Ou talvez vultos guardam melancolia no quarto branco/ Oh! tão bom beber hálito gelado da lua junto aos antepassados, lá se vão fugidios das estrelas; sete são. Os mais jovens, no rio, colhem cristais & dançam ( ritual veludo puro, sombra azul circula)/ Rápido, múltiplas festas ecoam do infinito, este cínico pastor poda asas feridas; mãos sagradas dos mortos & dos mitos/ Bebemos & cantamos, no colo floresta desnuda/ Neste banquete vermelho, virgens dão o toque úmido & todos os santos saboreiam o útero/ Sob o aconchego do delírio a loucura desfila, santa de todos os dias!
Feb 28, 2012
Feb 28, 2012 at 4:28 PM UTC
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito
Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher
Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar
Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer
Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia.
Ser...
a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos...
a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito...
a tua melhor amiga...
quem faz valer cada acordar teu.
Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida.
Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei...
Não deste valor... desacreditei.
Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
there is comfort
in living in black
the devoid of color
makes life seem more meaningful
as if pain has got it's bludgening purpose
but then you came along
sprouted from the ground
petals in pastels and colors all around
and my god
i'll keep my eyes open forever
if it means the black has gone to color
and you promise me that you'll never find
any other
Jun 3, 2015
Jun 3, 2015 at 6:03 PM UTC
O dia que chegou tão depressa ao seu final,
Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida,
Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada,
Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal!
Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais,
As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua,
São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua,
Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais!
Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio,
Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia,
Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio,
De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia!
E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te,
Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente,
E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te,
Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente!
E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição,
De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu,
Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu,
Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão!
Autor: António Benigno
Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:12 AM UTC
Parte do tempo percebemos que somos perfeito
A maior parte não paramos de falar
Eu seguro sua mão, você dá um sorriso
A gente se beija no meio fio
Meu corpo se mexe pra trás e pra frente
Aqui está pra prefeitura, aqui está o bar que nos vende tequila
Somos tão esquisitos que daria certo
Os cartões de crédito dela me perdoaram
Os cabelos enrolados me perdoaram
Por que você não pode me perdoar?
Somos tão esquisitos que daria certo
O garoto de óculos escuros me deu um gole daquela ***** barata
Você me deixou colocar a cabeça no seu ombro
Quando fomos embora você me seguro no colo
Somos tão esquisitos que daria certo
Esquerda, direita, cima e baixo
Só porque não temos joguinhos não quer dizer que não é certo
Você vive dizendo que quer me ver
Amo essa mescla de felicidade e receio
Quando fico triste você faz uma dança engraçada
Somos tão esquisitos que fica perfeito
Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 1:35 AM UTC
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta,
Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal,
Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer!
Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar.
Apressado como de costume e porque admito é feitio meu,
Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir,
O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido,
Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos,
Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela,
Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo,
Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa,
Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule,
O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer!
Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças,
Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir!
Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela,
Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados,
Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia.
Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias,
É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento.
E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia,
O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança.
A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim.
Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho,
E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim,
Enquanto dormia!
Autor: António Benigno
Dedico à minha vida que nem para nem anda!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
unlike some psychadelic advocacy
concerning chimps...
how about "hunting"
for chanterelle or honigpilz
and then pickling them?
no good?
well... my idea of an evolved
chimp, or taking psychedelics...
wrapping a leather belt,
over your eyes...
beckoning the absolute night...
that the simple,
silk, or cotton blindfold of
the Versailles court, simply can't,
replicate...
no latex... no condoms...
leather belt,
prior to a boxing glove
hiding the knuckles in
st. Andrew's X...
but then... over the eyes...
leather...
and yet... people ingest
psychedelics...
yet... do not feel inclined to
pay secular respect of:
NOT HAVING TO *******
WRITE ABOUT THEIR EXPERIENCE!
having read what was or wasn't
said?
let them pass the needle...
i'm pirate ******* happy
with a bottle of *****
no... my psychedelic
experience?
wrapping a leather belt on
my head and over my eyes...
now...
oh my, oh my my my...
i'm starting to see the lost
excess of colo(u)r!
i'm seeing it!
i must have been a Daltonist
all along!
given:
how can you actually add...
to the given colours?
i've seen one sadist give an LSD
tab to a cat...
i'd love to give such an example
of a "human"...
the mad cow disease virus...
just to see him break-dance,
and find himself...
with a few broken extensions,
should he survive...
my idea of psychedelic drugs?
a leather belt,
strapped to my head,
heavily over my eyes...
preventing me to blink...
given...
that i see the world in colour...
my absolute psychedelic
experiment?
pitch-black,
and then...
a return to: alice in wonderland
eyesight.
Aug 1, 2018
Aug 1, 2018 at 11:18 PM UTC
. o
f
hu
man
thin
gs: ma
ny doin
g, thing
s human
are more n
eatly couth i
n Into-Dust co
ats of polite var
nish and their ha
ats hang at precise
their teeth ivory and
the smell of their colo
gne catches back at the
throat wearing finest silk
s (but time, time looks bru
tally through their and prim
shoes and trousers. knees sag
eyes hang instantly
languor w
ears them like cheap perfume and
laughter unsuddenly from nowhere
crisps the cheeks of everywaiting sou
l creeks with soon to be dirt bones and
amongst them sprouts something gener
ous. Less close to nearly dead, and has (l
ike a frond has) demure sturdy waifish. its
timber is clothed in blonde lips and eyes lik
e waking almost never(no like daffodils; yes l
ike more them) only daffodils, they are not so b
right, nor as agile, i think but who knows i was o
nly a boy who, from across the street noticed, a girl
pressed between death,
laughing like a *****
Sep 19, 2012
Sep 19, 2012 at 2:36 AM UTC
Esperava docemente uma brisa de ar quente,
Peguei-te na mão e levei-te, tirei-te os pés do solo,
Aproveitei e senti o teu cheiro suave e fluente,
Admiração vinda dos teus olhos, em mim ao colo!
Levar-te-ei sempre comigo, seja qual for teu peso,
Nem que sejas leve como passarinho livre de dor,
Nem que teu fardo seja tão pesado, duro e coeso,
Minhas forças se unirão, confortando-te de amor!
Serenamente provar-te-ei um dia mais distante,
Contemplando teus cabelos brancos grisalhos,
Vendo tuas rugas da cara e das mãos, ofegante,
Beijando-te a alma e o chão sobre teus olhos!
Um gostar, amar, suspiro de amigo e de amado,
Serei sempre companheiro, do teu movimento,
Adepto cativado, pela tua voz e teu ar atento,
Seriam dúzias de verdades, de amor adequado!
Que nunca precises de um beijo e não te dê dois,
Que nunca te faça bem rir e eu te não conte piada,
Seja a noite de abraços e os dias verdes logo depois,
Seja o vento numa tarde de calor, refresco, amada!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.13.02.16
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
My hear(t),
lik(e) pots a(n)d pa(n)s on a suburban street at m(i)d(n)ight,
quiv(e)rs up into my collarbon(e).
(I)t is heavy with the wei(ght) of carrying you into the new year.
That ki(s)s, that kiss of d(e)ath, dies a slow and (ve)xed death.
E(n)ough to paralyze but not ****
My (s)k(i)n still tingles where the fuzz of your face ta(x)ied my cheek.
Screaming sensation,
— a surrendering of sorts.
The sequin top loses it's beading and the paper hat gets bent,
But like my (f)avor(i)te every season sweater,
I'll ne(ve)r outgrow you.
Even i(f) I d(o) have to hold my breath to keep yo(u) in,
you a(r)e (th)e colo(r)s I s(ee) when I close my eyes.
You wan(t)ed and you got.
And I still (w)ant what I didn't get.
Maybe this (o)ne. Maybe the next (one).
Sep 26, 2014
Sep 26, 2014 at 10:16 AM UTC
deitada ao lado do meu
desassossego
apaziguado
fá-lo-ei colo
silêncio
paz
Dec 10, 2016
Dec 10, 2016 at 10:32 AM UTC
uh im rude like awakening
knock those out who fakin' flakin'
like they frosted i leave ya exhausted
hard to see me when them black ants
crawlin' over eye visions cuz my visions
dehydrate your precisions
stingin' ya harder the bees like wind to breeze
ya cant slow me yall haters below me
bring force like kinobi just show me
yo head so i can fill it with led down goes yo bread
tears in the hearts of families fatalities bring joy to me
emcees beware ya in for a scare no truth or dare
pause ya like ya in a stare
first glare ya see im in ya shadows
check my plateau ruthless as Don Vito evils we see no
remorse for those who try to show
**out they *** we never chased the cash**
we burned out like brass true with me class
yall dont want no clash
dancin' with the titan fast as lightening
strike so compellin' enticin' frightening
no late night news can fused or abuse
our images we mass murderers lowerin' percentages
of those in advantage we bringin' mo' carnage
than the average savage live in havoc
dont thread the best unless ya wanna die like the rest
ease my stress with totes of canibus while yall diss
im chillin' like maximus
full potential we never been bought out chips just sought out
takin' over islands reestablish demands with illegal contrabands
one man stand
dont need no fan feel me i be the straight loco true colo
*** hole by nature too a few bites from forbidden manzana**
makin' miracles like ana
from lyrical content bites critics like piranhas sound the black madonna whos gonna?
**stop me once i began the tears so ***** *** commentators beware**
Feb 25, 2017
Feb 25, 2017 at 1:19 PM UTC
Vamos matar o presidente;
Vamos enterrar o João Goulart;
Porque o mundo está confuso;
E está sem estrada pra caminhar.
Estou aqui desde às 19:00 de ontem;
Só escrevendo como você me machucou;
E de como não consigo me submergir;
Dos seus olhos castanhos.
Preferia, continuar escrevendo sobre a Kampf;
Pelo menos, era uma paixão;
Que apenas iria acontecer no Dia de São Nunca.
Já você;
É uma paixão confusa e promíscua;
Que irá voltar;
Com os dois filhos no colo;
Reclamando: Falta de amor.
E quando eu disser ''sim'';
Você será um poema que não vou saber mais escrever.
Sep 13, 2017
Sep 13, 2017 at 12:05 PM UTC
uh im rude like awakening knock those out who fakin'
flakin' like they frosted i leave ya exhaushted
hard to see me when them black ants
crawlin' over eye visions cuz my visions
dehydrate your precisions
stingin' ya harder the bees like wind to breeze
ya cant slow me yall haters below me
bring force like kinobi just show me
yo head so i can fill it with led down goes yo bread
tears in the hearts of families fatalities bring joy to me
emcees beware ya in for a scare no truth or dare
pause ya like a stare first glare ya see
im in ya shadows check my plateau ruthless as Don Vito
evils we see no remorse for those who try to show
out they *** we never chased the cash
we burned out like brass true with me class
yall dont want clash dancin' with the titan fast as lightening
strike so compellin' enticin' frightening
no late night news can fused or abuse
our images we mass murderers lowerin' percentages
of those in advantage we bringin' mo' carnage
than the average savage live in havoc
dont thread the best unless ya wanna die like the rest
ease my stress with totes of canibus while yall diss
im chillin' like maximus full potential
we never bought out chips just sought out
takin' over islands reestablish demands
with illegal contrabands one man stand dont need no fan
feel me i be the straight loco true colo *** hole by nature
too a few bites from forbidden manzana
makin' miracles like ana from lyrical content
bites critics like piranhas sound the black madonna whos gonna?
stop me once i began the tears
so you imitators
commentators beware
Apr 22, 2017
Apr 22, 2017 at 2:43 AM UTC
I went to the Bookstore today
(can't do tablets or laptops
when smoking cigars
and
...also hate tv...don't like
the way it makes me feel
or other people look)
In downtown Boulder, Colo
Which, if you've never been
Displays fresh prints of Dave Eggers
And Edward Abbey
In an 1899 erected structure
That formerly hosted
Ballroom dances
Orchestras
And secret societies
It's not Powells in Portland, Ore
(old school state abbreviations...
deal with it)
But it's better for me
Because I'm here
And it was a beautiful day
Even after losing at chess
to a brilliant fool
just outside
I couldn't help myself
From browsing the poetry section
In its entirety
(Only here for the $3.75 copy of the Poetry Foundation's monthly)
And I noticed an increase
In fresh copies of Hafiz
Same for Bukowski
And Ginsberg
Keats was nowhere to be found
Typically, Shakespeare, Whitman,
Wordsworth...are everywhere
I wondered if the American compilation
by Garrison Keillor
is worhwhile
There were dozens
And dozens
Of masters
That I have not spent time with
Not "spent time"
Perhaps read a bit
But not, connected with enough
that I could say...I got it
Not a fully aligned get
But an education
And appreciation
To one who has pushed the craft
in their own way
Or left me weeping
at brilliance of love and language
But I resisted said temptation
Of rampant reckless bookbuying
And got my magazine
But on my drive home
In the far East reaches of the county
(Boulder's real estate no longer
grants us commons much access)
I stopped at tiny used book shop
Bought an old copy of
D. H. Lawrence poetry
for a few bucks
And by the time I got home
To take inventory of tea
Of coffee
Of wine and cigars
I was rather pleased
Pleased with myself
For I looked forward
To the read
To the sky
To living soul free
Once again
May 29, 2016
May 29, 2016 at 7:19 PM UTC
não pode ser justo que eu tenha nascido nesse mundo com a culpa de uma vida inteira que ainda nem vivi que antes de ter chegado meus olhos já tivessem visto tudo o mais que eu não pudesse suportar e carregado tanto peso em minhas costas pequenas costas de criança com medo sem nem saber o que tanto carregava era o peso de uma mulher pesada que não tinha medo pois tinha conhecido o abandono e ele ocupava todo o espaço era também a ironia de que aquilo que eu mais temia a mulher pesada que me tinha em seu colo era também o que eu mais viria a precisar desde o leite empedrado a mulher pesada aquilo que eu mais temia a que me tinha pendurada em seu seio era também o que eu viria a me tornar sem escapatória sem saber que eu já havia me tornado muito antes de existir e a culpa tão grande a culpa desde o leite e da pedra
May 12, 2019
May 12, 2019 at 10:21 AM UTC
eu costumava sonhar em me tornar o mar
imenso e vasto como tal,
com a mesma selvageria caótica
que é viva e dissemina a calmaria
e se eu puder ser mar
receber-te-ei como um dos meus
que banham-se em meu colo
enquanto se libertam das âncoras mundanas
às pressas de escapar desse não-lugar onde me esconderam
me vi na areia, em mutação
preto no branco gritando e a natureza fundindo
eu me vi fruto da miscigenação
eu me tornei mar
e agora tenho um amante
que queima em meu horizonte
mas se esconde ao anoitecer
na manhã ele retorna
e logo põe-se a iluminar
todas as almas pretas
que ainda procuram um lar
escapei do esconderijo
que era um tipo de prisão
pra que ninguém mais seja preso
longe da escuridão
por isso enquanto eu for mar
te deixarei livre, na leveza de existir
te emprestarei meu amante
pois sei da tua vontade
vai ter calor no teu corpo em todo amanhecer
felizmente hoje eu sou mar
então recebo-te como um dos meus
e lhe convido a nadar
Jun 17, 2018
Jun 17, 2018 at 8:37 PM UTC
a criança chorando em seu colo
não pesava mais que o leite empedrado em seu peito
a maternidade
era só mais uma ferida aberta
nas suas partes secretas
pra não deixá-la esquecer
que ela não era ninguém
além do rombo em seu ventre
May 12, 2019
May 12, 2019 at 10:18 AM UTC
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos
e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra.
logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar
chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém.
escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó.
sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço.
eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era.
um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens.
há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite.
minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe.
quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém.
haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão.
um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC