"eis" poems
it was a strange and fragile Kombination--
a desperate, lonely Hunger,
frenetic Thrill to sate--
we didn't speak each other's native Tongues
but Tongues we shared
in what we found, of random Meals,
and Pocket Lexika to taste
hidden Idioms we strove to understand..
our Bodies splashing Wasser
in the murky Spree, ******* Fountain by Berliner Dom
licking Lips of Bier und Eis a ways away from Reichstag Bullet Holes
below the steel Spirale encased in Glas
transparent Government--a Show for Tourist Stroll..
our Smiles glinting, coated international, that Week agreed
"eine schwester-bruder liebe.."
temptation--and propriety--preserved--
pale lotion, paler skin to honey in the sun
aloft in hostel bunks we shared--
a cush historic castle, touristische nook
of maps and candy pockets, so geil..
gleeful us, to melt from moscau and new york
we shared the deutsch between us,
ein bisschen englisch,
a bit of russisch too for fun...
our soulwise checkpoint charlie held the lust at bay
despite lustgarten romps
and walks beneath the lindens, lane of sighs..
an awkward bridge of question-words we built to muse about the stars
and what we see with only strangers never seen again.
we named ourselves an instant familie...so you could snore on me,
and let me stroke your hair
without the guilt of infidelity
the freedom from, we traded in our blatant,
goodbye tears you shed, i kept inside to craft mnemonic gems
i share and savor in again
'
Mar 17, 2013
Mar 17, 2013 at 8:56 PM UTC
Ek het die siek gewoonte om oog op te slaan
en die nagprag te aanskou met digters-oog
wat 'n ster van elke mens wil maak
en elkeen wil bekoor, maar
selfs al span ek al my mag in
is daar een ster hoog verhewe...
Daar sit die ster op 'n tuinstoel troon ,
oe betowerer deur die vuur
andag gestrek deur die ganse heelal
- orals behalwe hier,
waar ek soos 'n straatbrak honger kyk,
aan die voete van 'n ster
*** almal bietjie aandag eis
*** almal van jou kry
maar ek soos 'n een aand wonder
uitteer aan jou droewe stilswy
My slapelose nagte
maak my van die drome vry
want in realiteit, al kyk ek vir die sterre,
kyk hulle soms verby.
Oct 26, 2014
Oct 26, 2014 at 11:44 AM UTC
qui tollis peccata mundi, dona eis requiem
Bejesus we walked so far!
It was beautiful country, mind,
feet dappling through hedgerows
that led from the city, in silence,
to rest where all flesh shall come.
I remember how it started,
walled in with the others.
Lord you could dance!
How were they to comprehend
that the kink in my arm
and your off-beat jive
could lead us unguided
to narrow pathways forcing single file?
By a river we sat together—
amid long words and fingerprints
your skin bled dark with guilt
and for my part I saw coracles
sprout upon your breath.
We weighed down these little craft
with the chains of our sins
and tied fast the bones of our future
as payment for the ferryman.
One day perhaps, the river will dissolve to ash,
revealing our two disciples
discarded as the chance to heal,
there will be love
like a great and gentle pulse
mingling with cold stones
and memories our
downcast eyes, cheekbones to the fore.
Oct 22, 2011
Oct 22, 2011 at 11:07 AM UTC
"Abre sua aversão;
Eis que um nauta fala:
- Mestre, vês somente sofrimento no amor?
- O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel:
não se desfaz fácil dentro do peito.
E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo,
infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos.
Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais…
Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização.
O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos,
belo como o grande milhafre-preto a planar no céu.
É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão.
Oco somos antes de amar.
Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar.
Encher-nos a transbordar.
Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento.
Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos.
O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma,
é a calma, e a batida de cada pulsação.
Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida,
pois ela o traz em cada vibração.
Como um frincha encontrada dentro de nós,
convertendo aos poucos cada problema em solução.
Transformando o ingrato em um romântico facúndio,
criando paz em meio a escuridão"
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura,
E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres,
Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura
Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres!
Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro,
Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes,
Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro,
Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes!
De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações,
São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia,
Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia,
Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões!
Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura,
Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi,
Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi,
Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura!
Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes,
Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe,
Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além,
E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes!
Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou,
Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei,
Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou,
Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.30.02.18
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
Se da água limpa dos rios
o poeta alcança - incólume
as fontes d'água viva...
Oh, claro lume: dela bebe.
Sedento à sanga clara colhe
a água c'o as mãos.
Na vertente rara, sequioso
estro não se abaixa,
à flor d'água, feito cão,
lambendo a lótus n'água.
É de Gideão soldado
entre os trezentos.
O que não lambe a água
O que usa as mãos.
Bebe e proclama:
- Eis a água!
Água da chuva sempre exata.
Água da fonte sempre basta.
Água que a todo fogo apaga,
Limpa água que a sede mata.
Apr 21, 2016
Apr 21, 2016 at 10:44 AM UTC
"Uma corte recheada de incertezas.
Diz o mestre:
- A todos vocês condeno essas correntes ventrais.
Condeno essa pressão cardíaca, essa confusão mental.
Não desejeis vós que o sentimento profundo lhes fosse concedido?
E quem há de me jurar que com ele não viria tremenda descordenação,
tremendo derrocamento?
Ouçam o bardo correndo louco entre as paredes de pedra.
Ouçam o gondoleiro, barcarolando as canções de amor.
Ouçam o basbaque som dos encantados,
os afeiçoados e doados de coração.
Eis a verdade, corte, corte de sentimentos.
Jaz aqui o vento que me tragou a esta ilusão.
Gritam altissonantes os mares,
arriscai-vos corações,
antes que o mar os leve a vossos esquifes,
antes que seja muito tarde para arriscar.
Porém que seja espúrioso o vosso amor.
Pois é sentimento que se perde em lamentações,
e para vive-lo, arriscar é necessário, não aja com esquivança,
uma vez entrelaçado, o amor é mais que a promessa,
é a eternidade, é um fado, é um facho,
é imensurável,
é imane,
é ilibado,
insinuante sinal de maravilhas,
ofusca os olhos de quem sente,
faz plenitude e traz saudade a quem não tem,
mas ainda sim muito além,
é uma reta paralela, e dele deve ser padrinho em solenidade,
é um pardieiro implorando piedade, e nós somos a reconstrução.
Então amem corte, mas paguem o preço,
na labuta e na luta,
pois o amor é um mestiço, meio amargo, meio doce,
mas é nato em perfeição."
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
-
an icicle broke off from
the gutter of my porch,
stabbing my hydrangea
bush right in the heart.
i could reprimand the
shattered remains of an
icy spear,
and then bandage the
wound with a layer
of snow–
yet it occurs to me to maybe
quarter an apple with a
Swiss Army knife,
this pooling of thoughts like
pale blood seeping out of a
painfully frozen morning—
turning me white like
heavy frost over
so many early roses...
s jones
2021
.
Feb 7, 2021
Feb 7, 2021 at 8:03 AM UTC
Zu viel Finsternis in einem dunklen Kern.
Es ist nicht so einfach.
Nicht so schwierig, leicht, schwer.
Nicht verschwinden.
Du willst nicht verschwinden.
Du darfst nicht verschwinden.
Ich darf nicht verschwinden.
Niemandsgesicht, Niemandsgesicht
Du hast es oder siehst es nicht.
Eis zu brechen. Eis zu sprechen.
Das Wort ist Eis in deinem Mund.
Es liegt wie Eis in meinem Ohr.
Translation:
Too much darkness in a black core.
It´s not that easy.
Not so hard, light, heavy.
Don´t disappear.
You don´t want to disappear.
You must not disappear.
I must not disappear.
Nobodyface, nobodyface,
You have it or you don´t see it.
Breaking ice. Speaking ice.
The word is ice in your mouth.
It is ice in my ear.
Dec 14, 2024
Dec 14, 2024 at 7:24 PM UTC
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo,
Porque ela fica sempre junto de minhas recordações,
Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções,
Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo!
Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste,
Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante,
Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste
Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste!
O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia,
Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia,
De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia,
E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia!
As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas,
Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida,
O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida,
Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas!
As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas,
Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações,
Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções,
Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.07.02.15
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
I tried to assemble
The pieces of Osiris
But all the stars aligned so
That i should fail again
I tried to revive the
Body of Lazarus
but the tomb had swallowed
The words of the messiah.
Long rang the bell
My soul had come to bitter end
Desperate chants
blood does glimmer on their hands
Hammers dance on nails
They urge the dead to stay contained
Slayer eats the slain
Til the end of time til last of days
I struggle to awaken
I'm morally brain dead
But all the ****** effort
sticks me to the ground
The burden of Atlas
Lays on my two shoulders
if I drop my sky
will anyone notice
Long live the king
The reaper hand in hand with me
choir commence to sing
heaven weeps for apathy
Hades take away
All the strife and all the pain
*Pie Jesu Domine
dona eis requiem*.
Jan 4, 2019
Jan 4, 2019 at 5:32 PM UTC
Aufstehen, von der Sonne geweckt
der erste Kaffe steht bereit
Katzen die sich in Gärten strecken
du liest ein Buch, das tu ich auch
die Hängematte, schwingt zwischen den Tannen
Tauben zirpen, Zickarden gurren
dein Eis schmilzt und tropft
sonnengebleichte Haare steht in die Richtung des Windes
braungebrannte Haut schwitzig, später salzverkrustet
Sonnencremduft, an uns
Pommes rotweiß an den Fingern, klebrig
die Sonne blendet, ist schon okay
Wellenrauschen, tobende Kinder kreischen
Sand zwischen den Zehen
du neben mir auf dem Handtuch
gemeinsam dösen
gehen wir nochmal rein?
Gösser, der letzte Schluck
ein bisschien zu warm
Dämmerung Barfuß auf dem Fahrrad
Lagerfeuerrauch in Augen und Nase,
blaue Flamme Knack zisch
weinrotgefärbte Lippen, Zungen so schwer wie der Kopf
Zeitlos
Bis morgen!
Feb 15, 2021
Feb 15, 2021 at 11:32 AM UTC
Schnee bedeckt die Baumspitzen
Wir halten uns warm
mit unseren Blicken, Küssen
und den schlechten Witzen
Schnee bedeckt die Felder
Wir stehen wie angewurzelt
umringt von eisiger Kälte,
den Raben und der Stille der Wälder
Schnee bedeckt die Wege
Wir geben uns Halt, Arm in Arm
hören uns zu, jedes Wort, jeder Satz
jede noch so lange Rede
hält uns warm
Schnee bedeckt fast jeden Ort
In uns schmilzt jegliches Eis
jede erdenkliche Schneefläche
ganz plötzlich, direkt, sofort
In uns herrscht kein kalter und bedrückender Winter
In uns herrscht warmer und unbeschwerter Sommer
Dec 11, 2023
Dec 11, 2023 at 5:10 AM UTC
Jorge abriu a porta do alfarrabista e um cheiro húmido invadiu-lhe a mente.
- Boa tarde. Bradou uma voz rouca do seu interior.
- Boa tarde.
- Então o que o traz aqui?
- Procuro um conto.
- Sim, mas de que tipo?
- O que procuro deve ter cem palavras.
- Que especificidade.
- Pois sim, tem alguma coisa?
- Huummm, deixe ver.
- Agradeço que veja se não tem por ai algum guardado.
O livreiro abriu a gaveta e retirou do seu interior o palavómetro. E após algumas medidas, eis que surge um conto, assim como este, com cem palavras, nem uma a mais, nem uma a menos.
Jul 25, 2014
Jul 25, 2014 at 7:54 AM UTC
Compassadamente
as estruturas internas do edifício
começam a ruir
Ninguém se atreve a saltar da Torre
temem a morte eterna do espírito
e a dívida a ser paga eternamente
As labaredas do desespero já estavam acesas
consumindo dia a dia os alicerces que ainda estavam em construção
e os próprios pedreiros atiravam pedras à obra
Eis que o grande Arquiteto faz o prédio desabar
As lágrimas dos pedreiros escorrem
Já é tarde para arrependimentos
Um raio cósmico atravessa minha morada
Enquanto um buraco ***** engole meu alento
Sofro em silêncio... Como um guerreiro deve sofrer
Uma nova casa foi erguida
Um a um vejo meus irmãos retornarem para casa
Embora meu pai não aceite o meu retorno
Há uma multidão que escarnece minha amargura
Seus lábios se compadecem do meu exílio
Enquanto seus pensamentos louvam minha derrota
E eu... que tanto lutei...
Mas fora vaidade
Tudo fora vaidade
De nada valeu minhas batalhas
Eu permaneço no vale dos caídos
E meu pai se recusa a se dirigir a mim
Assassinei a minha honra
Descartei minha lealdade
Mas ei de edificar novamente minha própria morada
Sep 29, 2016
Sep 29, 2016 at 10:11 AM UTC
¡Oh, Señor! Dios de los ejércitos,
eterno Padre, eterno Rey,
por este mundo que creaste
con la virtud de tu poder;
porque dijiste: la luz sea,
y a tu palabra la luz fue;
porque coexistes con el Verbo,
porque contigo el Verbo es
desde los siglos de los siglos
y sin mañana y sin ayer,
requiem aeternam dona eis, Domine,
el lux perpetua luceat eis!
¡Oh Jesucristo, por el frío
de tu pesebre de Belem,
por tus angustias en el Huerto,
por el vinagre y por la hiel,
por las espinas y las varas
con que tus carnes desgarré,
y por la cruz en que borraste
todas las culpas de Israel;
Hijo del Hombre, desolado,
trágico Dios, tremendo Juez:
requiem aeternam dona eis, Domine,
el lux perpetua luceat eis!
¡Divino Espíritu, Paráclito,
aspiración del gran Iaveh,
que unes al Padre con el Hijo,
y siendo el Uno sois los Tres;
por la paloma de alas níveas,
por la inviolada doncellez
de aquella Virgen que en su vientre
llevó al Mesías Emmanuel;
por las ardientes lenguas rojas
con que inspiraste ciencia y fe
a los discípulos amados
de Jesucristo, nuestro bien:
requiem aeternam dona eis, Domine,
el lux perpetua luceat eis!
639
O último suspiro da crisálida
Epílogo da figura vermiforme e rastejante
Eis o fim!
No ciclo da eterna existência
O invólucro é ceifado
May 12, 2016
May 12, 2016 at 2:03 AM UTC
O cotidiano tem me afetado como nunca.
Nesses últimos 23 anos de existência,
Eu nunca tinha atingido o ponto de saturação máxima.
Porém hoje, eis me aqui.
Sofrendo pelo futuro,
Chorando pelo passado.
Revendo todos os meus atos,
Os mínimos detalhes...
E querendo mudar o que não pode ser mudado.
Porque o ser humano é tão complicado.
Quem dera eu, viver num cotidiano robotizado.
Sabendo o que fazer a cada segundo.
Com a respiração contada...
Parece escravidão?!
Mas e esse meu cotidiano não é,
Um tipo diferente talvez,
e digo talvez.
Grafe bem o talvez.
Porque a existência nestes últimos tempos,
Tem se tornado tão pesada,
Que ser cotidiana já não me basta.
Aug 15, 2017
Aug 15, 2017 at 10:23 AM UTC
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos
e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra.
logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar
chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém.
escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó.
sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço.
eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era.
um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens.
há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite.
minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe.
quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém.
haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão.
um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC