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"pelas" poems
Todos me dizem que o seu coração é impenetrável O Castelo mais seguro perderia Não tenho códigos, chaves e nem força Tenho apenas palavras escritas Mas como também me dizem, palavras abrem portas E se portas podem ser abertas Seu coração também pode ser penetrado Por mais difícil que seja Leia o que eu escrevo Pode ser meio complicado pelas lágrimas que mancham o papel Nas palavras manchadas pelas lágrimas Finja que "amor" está escrito Por que com amor as coisas ficam mais bonitas Mais uma lagrima cai no papel Mais amor eu vejo nele É aconselhável eu parar por aqui Pode ser que o papel se rasgue E se meu papel se rasgar Ler isso você não vai E então  as portas continuaram fechadas Ficarei sem códigos, chaves, força e agora sem palavras Então o que você guarda ai dentro do seu coração não será desvendado Por toda a eternidade.
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Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 7:59 PM UTC
Numa folha de papel
Rio Tua Olho o rio que corre suavemente, Nobre povo, paisagem estonteante, Castanheiro terra singular, Janela aberta para te comtemplar. As montanhas descem para ti rio tua, Imagem linda sem igual, Pareces não ser rio, ser o mais lindo postal, Rio maltratado pelas gentes de Portugal. Quando me levanto te olho com amor, Encontro Deus nosso Senhor. Os melros e pintassilgos entoam afinadas melodias, E tu rio Tua te abandonas junto às penedias. Grande Abraço. Victor Marques
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Jun 18, 2012
Jun 18, 2012 at 7:14 AM UTC
Rio Tua
Amigos queridos, sem faces e sem nomes. Retiradas foram suas vísceras, logo antes de seus corpos imergirem em um exacerbadamente denso volume de sangue grotesca e plenamente apreciado pelos algozes responsáveis, certos irreconhecíveis demônios. Vieram dos *** os tais tiranos, visíveis, mas imateriais, enquanto esperávamos inconscientes e inevitavelmente despreparados para uma luta justa. Sobre os indiferentes, distantes, mas ainda amigáveis e queridos companheiros, ainda recordo de alguma ordem: O primeiro não sentiu dor alguma, bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio. O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas, tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal; Dos outros, três ou quatro, somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis; uma junção entre suspiros e soluços de uma morte nada convidativa e próxima. Foram todos rostos sem faces perdidos na espera do desconhecido fatalmente promulgado pelas minhas ânsias. O ultimo vivo me induziu à única ação possível: pude cair meus quinhentos intermináveis metros; deslizando, enquanto tentava me segurar, por um material recoberto de farpas que transpassavam minhas mãos, as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro; me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Sonhos que se foram; pensamentos que eu não sei
Nossa Senhora de Guadalupe Nossa Senhora de Guadalupe, Carinho eterno que Cepães por ti nutre, Pomposa e Mãe celestial, Rainha dos verdes campos em igual…. Gente simples que trabalha na agricultura, Os proteges com leveza e doçura. Tua devoção serena como a natureza, O trabalho campestre tem nobreza. Por ti Senhora com enorme devoção, Apareceste no México ao pobre João, Tudo no mundo é obra do nosso Deus, Terra impar de filhos teus… Aqui em Cepães tens um naturalista com amor, Um pároco amigo e Bem feitor, Passeia com alegria pelas vinhas do Senhor, E labuta por ti Senhora com mestria e valor. Victor Marques Cepães, 3 de Junho de 2013
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Jun 3, 2013
Jun 3, 2013 at 1:20 PM UTC
Nossa Senhora de Guadalupe
Amor meu que só tu sentiste, Infância rude e atribulada. Arca de Noé naufragada, Ambições dum menino triste. Viagens que se perdem num labirinto, maltratado pelas ocas canseiras. Aventuras passageiras, Coisas que eu sinto. Trago na alma uma acesa chama, Areias que o sol não queimou, Mares que sua brancura o vento lavou, Sinónimo de quem ama. Victor Marques
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Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 9:47 AM UTC
Mares que a sua brancura o vento levou.
ADORMECIDO NOS SONHOS VIVIDOS Entre margens dos rios conhecidos, Sonho com sonhos vividos. Anseios nobres e sonolentos, Adormecido em quentes mantos. Serei sepultado com folhas mortas, Com videiras, oliveiras, belas hortas. No ermo ressuscitarei feito luz, Com a bandeira do amor a Jesus…! Tenho um carinho excelso pelas gentes singulares, Feitas de um amor e seus sentidos olhares. Paraíso de saudades já vividas, Memórias nunca esquecidas. Recordações de tudo que me apaixonou, Da terra que sempre me amou. Horas paradas nos salgueiros do ribeiro, Sou do Castanheiro… Um abraço com carinho e amizade Victor Marques
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Oct 21, 2013
Oct 21, 2013 at 4:04 AM UTC
Adormecido nos sonhos vividos
IV. Isaiah If ever on the moors in seeking Zarephath she faltered— White of gossamer and lamb— And the well in running over Colored bloodred clay Lapis Lazuli, sweetened to dewpoint As for what it meant To those that saw and waited Prophets and disciples of an Instant; bear witness to the World reborn (not premeditated) At muddy dawn in unloved scrubland plots Subsequent to love running sacred between The pages of an unloved tome, a fissure What is a truth? Could I reach out And touch you? What holds your heart, Elijah? Who can you see beneath the glass Who stares back from the bottom of a raindrop Flashing past before convening With the ground? Did you know, my dear, I stem from the disillusionment of ground And the resurrecting of fraught winter Sky? Did you know, I am alive and dying to go, now, To arise from Pelas and walk free in sun again? I want to love the rain So that it knows I want to lavish love upon your Lips, your hands, Your neck that holds Your temples, the gaps between Your ribs, and vertebrae, and 50 billion stars
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Dec 28, 2018
Dec 28, 2018 at 1:01 AM UTC
14.12.18 - excerpt from draft of "Letters to Saints and Prophets"
O universo que te aquece A vida do sentimento te aquece, O universo te rejuvenesce O pelourinho inerte enlouquece, O bom pensamento agradece… Gargalhadas ao acaso  embaladas, Salgueiros que choram sem parar, Caminhadas feitas ao luar, Recordações guardadas. O peito toca estranhas sensações, Gotear pelas serenas ilusões. Te amar ao toque do vento, Penar com a pena do alento. Victor Marques ,
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:46 PM UTC
O UNIVERSO QUE TE AQUECE
Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
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May 25, 2015
May 25, 2015 at 9:44 AM UTC
Minha filha Victória
Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
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O amor de Pai Na minha mente nobre e cansada, Te vejo com carinho e abrigo, Os anjos passam sem prévio aviso, Caminhas pelas vinhas no paraíso. A tua preocupação doentia, O teu labor te bendizia. Janela sempre aberta, Teu amor me desperta. Horizonte duriense que padece, O teu amor vive e não se esquece. O xisto continua inerte e não esmorece, Teu amor é uma como uma prece. Victor Marques 11/11/2005
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May 30, 2011
May 30, 2011 at 8:38 AM UTC
O amor de Pai
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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CORDEL TROVADO * Antonio Cabral Filho - Rj * Meu bisavô João Cabral Padrasto do meu avô, Não sabe quanto é legal Me orgulhar de quem eu sou. * Meu avô “ José Cabral “ É José Pedro da Silva, Mas acabou como tal Pelas graças da mãe diva. * Meu pai honra meu avô, São CABRAIS de alto renome. Seus legados dão valor A quem tem Cabral no nome. * ANTONIO CABRAL DA SILVA, Que no Cavaco dedilha, Espero que a lira sirva De base na redondilha. * ANTONIO CABRAL é homem, Pois homem tem que ser homem. Quem não tem verve de ANTONIO, Tire o Cabral do seu nome. * Sou ANTONIO CABRAL FILHO, Que em vossa presença emigra; Do pinto que não quer milho João Cabral que lho diga. * Sei que não fez porque qui-lo, Mas o Antonio Cabral, Assim, solteiro, sem FILHO, Não sou eu nem o LEGAL. * Todo CABRAL é parente, Com raízes além mar, Tem cara de boa gente, Mas é bom não descuidar... * Antonio fui batizado Por glória da devoção, Mas CABRAL é meu legado Pela pura tradição. * Aquele que nasce ANTONIO Não se dobra pelo cobre, Pois vem de filão idôneo E tem espírito nobre. ***
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Jan 30, 2015
Jan 30, 2015 at 9:43 PM UTC
Cordel Trovado * Antonio Cabral Filho - Rj/Brasil
Este insólito e inaudito conjunto de explosões atemporais, inobservável a longas distâncias, é, factualmente, o tecelão da portentosa dimensão da mente. Abundantes vozes desnorteadas, obscuras e perturbadoras, nela se fazem existir. São vozes que são sentidas, vozes sombrias que escrevem. Vozes pelas quais fui, eu próprio, desenhado. E criado para navegar, parti para o mar em busca das partes que me faltavam em terra firme. Fragmentado, nas mais diversas ilhas - paradisíacas e apocalípticas -, nas profundezas e no horizonte azul, busco, ainda hoje, estilhaços e peças escassas perdidas; Cotidianamente, ao acercar da noite, os sons de batalha tendenciosamente indicam direções para não seguir, e ainda que mantenha sem medo o controle das velas, os ventos insistem em dizer aonde ir... Pois que seja! "Navegarei com todos eles!" 'Placebo ou morte?' O que minha tripulação anseia não importa, ela tampouco existe. Nesta irremediável transposição constante de caminhos, sem o reconhecimento de qualquer lógica postulável, oscilante, transgrido e navego ainda por mares intergaláticos. E nesta imensidão extraordinariamente escura do cosmos, carregando a experiência daqueles oceanos pesados e profundos, me encontro a observar, sempre ao longe, uma fagulha, ínfimo ponto que se faz visível. Em sua direção, continuo a jornada do pouco infindável dessa dimensão que permanentemente remanesce como o desconhecido. O mais próximo e o maior ângulo possível para apreciar esse pontual, eterno e único nascer da super nova, eu encontrarei.
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May 12, 2013
May 12, 2013 at 9:52 PM UTC
Nascer-me-ei em supernova
Este insólito e inaudito conjunto de explosões atemporais, inobservável a longas distâncias, é, factualmente, o tecelão da portentosa dimensão da mente. Abundantes vozes desnorteadas, obscuras e perturbadoras, nela se fazem existir. São vozes que são sentidas, vozes sombrias que escrevem. Vozes pelas quais fui, eu próprio, desenhado. E criado para navegar, parti para o mar em busca das partes que me faltavam em terra firme. Fragmentado, nas mais diversas ilhas - paradisíacas e apocalípticas -, nas profundezas e no horizonte azul, busco, ainda hoje, estilhaços e peças escassas perdidas; Cotidianamente, ao acercar da noite, os sons de batalha tendenciosamente indicam direções para não seguir, e ainda que mantenha sem medo o controle das velas, os ventos insistem em dizer aonde ir... Pois que seja! "Navegarei com todos eles!" 'Placebo ou morte?' O que minha tripulação anseia não importa, ela tampouco existe. Nesta irremediável transposição constante de caminhos, sem o reconhecimento de qualquer lógica postulável, oscilante, transgrido e navego ainda por mares intergaláticos. E nesta imensidão extraordinariamente escura do cosmos, carregando a experiência daqueles oceanos pesados e profundos, me encontro a observar, sempre ao longe, uma fagulha, ínfimo ponto que se faz visível. Em sua direção, continuo a jornada do pouco infindável dessa dimensão que permanentemente remanesce como o desconhecido. O mais próximo e o maior ângulo possível para apreciar esse pontual, eterno e único nascer da super nova, eu encontrarei.
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Monstros convictos tomam, a todo instante, minha mente. A ilusão é ignorá-los. A restrição é encontrá-los. Gracioso o tédio provocado pelas rupturas sangrentas que professam tal destino indiscretamente escrito pelos sombrios passageiros que me acompanham, que se rebelam contra mim todos os dias. Em súbitos sons, surtos e tons, abraçam-me e acariciam-me essas anomalias negadas por muitos, esses assombros temidos por todos. Enquanto o inocultável poder de persuasão das criaturas faz-me síntese inexprimível, a perfeição defendida pelos *** é fatalmente extinguida pela percepção concedida à TERRA.
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May 25, 2013
May 25, 2013 at 12:15 AM UTC
Alusão ao desconhecido
Melancolia impregnada na alma: Tento varrer todo esse sentimento Com a imagem alegre que acalma Não adianta, pesa sobre mim o sofrimento Dos tombos dos homens do deserto. Todas aquelas imagens apagadas Para sempre se fazem perdidas Desfeitas na areia calada Se fazem eternas desconhecidas E como eu lamento! Oh, não podem ver? O meu tormento? Na areia, padece o meu ser. Um dia, eu também tombarei E quero em uma concha me enclausurar, Pelas ondas flutuarei E o mar me levará aonde eu sempre quis estar.
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Apr 30, 2014
Apr 30, 2014 at 10:12 PM UTC
Os tombos dos homens do deserto
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar, Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar, Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar, Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar! Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar, Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar, Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar, Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar! Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar, Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar, Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar, Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar! Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar, Como me entrego na loucura que se apoderou como colar, Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular, É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar! As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar, Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar, Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar! Autor: António Benigno Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Se hoje o céu é cinzento
Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei. O Mundo lá fora não me atrai. Quero passar a eternidade no teu quarto. Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto. Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim. Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras. E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério. Passei a minha vida a brincar com crianças. Quero te a ti acima de tudo. E perdoou o te o vício do tabaco. E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver. Eu só te quero bem! Quero que te cases e nem têm de ser comigo. Eu só te quero bem! E perdoou o te o vício de não acreditares em mim. E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem. Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar. Porque eu só quero que andes com quem te faz andar. E nem me importo que me mintas. E nem me importo que me ignores. Não quero que te apresses por mim. Não quero que me peças desculpa. Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos. Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões. Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei. Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto. Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo. E diz aos nossos filhos que não sou pai deles. Diz me que nunca na vida serei teu. Mas dá me uma razão para ficar. Que Hoje... Hoje Eu faço o Jantar.
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Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 9:30 PM UTC
Hoje Eu faço o Jantar. // (Portuguese)
Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei. O Mundo lá fora não me atrai. Quero passar a eternidade no teu quarto. Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto. Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim. Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras. E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério. Passei a minha vida a brincar com crianças. Quero te a ti acima de tudo. E perdoou o te o vício do tabaco. E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver. Eu só te quero bem! Quero que te cases e nem têm de ser comigo. Eu só te quero bem! E perdoou o te o vício de não acreditares em mim. E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem. Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar. Porque eu só quero que andes com quem te faz andar. E nem me importo que me mintas. E nem me importo que me ignores. Não quero que te apresses por mim. Não quero que me peças desculpa. Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos. Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões. Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei. Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto. Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo. E diz aos nossos filhos que não sou pai deles. Diz me que nunca na vida serei teu. Mas dá me uma razão para ficar. Que Hoje... Hoje Eu faço o Jantar.
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Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias, Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos, Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias, E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos! Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal, As sombras não se escondiam nas penumbras do dia, Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia, Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal! Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios, Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal, Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final! E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos, Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas, Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos, Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas! E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso, Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável, Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável, E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso! Autor: António Benigno Código de Autor: 2013.10.02.02.26
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Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Que tão bonito jeito de olhar
Como um quadro pintado em abstrato, Assim descrevo a paisagem que hoje piso, Não tenho duvidas, nem temo as certezas, O melhor do caminho, guardo eu comigo! Secretamente, abriu-se a porta, pelas mãos suaves, De um corpo penetrante, dirigido pelo olhar amarrado, Nas pernas se sentiu o gosto, de um paço apressado, Rumando certeiramente, a favor daquilo que amava! Nunca, nunca deixou de ser teu, apenas temeu, Temeu não ser para ti e se fez homem quando te viu, Viu-te sorrir profundamente, na primeira vez que chegas-te, Percebendo logo, que chegou também o amor que procura-te! E assim que pedras tenha o mar, Que muita chuva mesmo, caia do ar, Que os raios de trovão, ecoem pelos *** E os terramotos, abalem toda a terra! Mas nunca mais eu quero ver-te distante, Chamar-te e não me ouvires, Sorrir e não poder, ser por ti! Se pude amar-te, que agora, seja sempre! Autor: António Benigno Para ti Liliana Patrícia. Código de autor: 2013.07.20.02.06
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:10 AM UTC
Assim se fez luz
Videira do homem, de Deus, do amor…. Sentindo e compreendendo o amor em cada cepa torta bem ou mal formada, escrevo eu no lagar da vida que guarda segredos, e não esqueço folhas verdes que parecem se transformar num bonito por do sol, que ao fim do dia chega para aconchegar corações. O amor pela terra, por os montes sonolentos, pelos vinhedos durienses, seus muros graníticos e xistosos nos levam a perceber a colheita deste nosso precioso néctar que nos liga ao mundo e a Deus infinito e todo-poderoso. Recordar o ciclo da videira nos leva a perceber que também nos nascemos, damos frutos e tal como o vinho nos transformamos. Não poderia Jesus Cristo ter escolhido outra coisa, a não ser o vinho para nos dizer que um dia nossa alma vivera eternamente. Parece que nos durienses não queremos fazer outra coisa senão tratar a videira, e esperar pelas suas uvas mais doces que o mel. Sim precisamos de sensibilidade, amor para entender todo o processo desta planta maravilhosa que acolhe tempo tórrido de verão e um inverno chuvoso e friorento. Victor Marques
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Sep 19, 2016
Sep 19, 2016 at 4:22 AM UTC
Videira do homem, de Deus, do amor...
Somos seres de voluptuosas paixões, vultos que pranteiam na escuridão, presos nas trevas obscuras desta prisão, pela tristeza que inunda os nossos corações. Nossas almas repletas de ilusões, vagueiam pelas sombras da solidão, na procura incessante da razão, esquecida num mundo de maldições. São lágrimas negras, vertidas, que em fel são convertidas, e rolam por uma face triste. De traje lúgubre e sombrio, vivendo num mundo ***** e frio, um mundo utópico que não existe.
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Jan 6, 2014
Jan 6, 2014 at 3:08 PM UTC
quem somos?
Tire minha sobriedade com seus abraços Deixe-me alucinado com o sabor de seus lábios Permita-me respirar um pouco mais do ar que circunda o seu quarto E perdoe-me pelos equívocos que cometo Espero que entenda, que eles são causados Pelas inseguranças e medos Que são obras mal acabadas geradas pelo teu afeto Mas o que dizer? ou o que falar? Para mim sempre só me restou me desesperar E o medo de tu, não consigo superar Ahh maldita cabeça Para ser um animal Quatro patas é o que falta Pois como as bestas Parece que ele não consegue raciocinar Mas ao menos tenho que agradecer Ela me fez aproveitar todo os segundos Dos abraços e beijos Que aconteceram ou acontecerão E acima de tudo dos que não existirão E no final, tudo isso era para ser sobre algo bom? Talvez eu deva aprender que admitir que errei não seja o fim do jogo E que devia aproveitar muito mais nosso turno Porque se for para dar errado que de Mas nunca vou me distanciar de ti de novo Por isso dessa vez só quero saber de você Mas peço que me diga Me diga, me explica Por que está aqui ou se realmente é feliz E quero que saiba que toda minha dor e insegurança começa aí Gerando angustia e sofrimento que faz-me sentir tão egoísta que perco toda a motivação e coragem de ficar perto de ti
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Nov 7, 2015
Nov 7, 2015 at 12:58 AM UTC
Untitled
Vieste-me em sonhos. Apenas em sonhos e Diálogos sem destino. Já não me falas pelas folhas Ou flores dessas Tão preenchidas árvores Que nem eu. Mas, no entanto, vê Já não falo com elas de todo Puxam-me as luzes fuscas da cidade Onde não te encontro nunca E onde não cantam pássaros Canções de amor para Poetas e aprendizes como nós. E estou assim, sem ti, Num sítio que sei tão bem sem saber Pois não o sei contigo E não te sei a ti Quando não me és murmurada Pelo vento ao ouvido Em palavras doces demais para dizer.
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Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:19 PM UTC
09-07-2016
Eu gosto da forma como me olhas eu gosto da forma como danças e como o teu carinho me leva pelas estrelas or is that too cliche? because I’m feeling a hundred other cliches rising to my lips as I attempt to describe... I like the way your warm fingerprints trace the invisible paths along my arms And how your eyes light up when you listen or how your breath runs away when we’re pressed soft and hard together Scented musk and coconut I like the time we spend in silence The soft fluttering I get just from looking into your eyes Makes me wonder what you might be thinking or feeling… Your name snuggles against my contours caressing my shoulders seeping into my thoughts And it feels nice
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Jul 19, 2010
Jul 19, 2010 at 7:56 PM UTC
I like the way...
nós somos pássaros desajeitados e pássaros desajeitados têm que começar a voar cedo como diz o ditado chinês estamos no chão cercados pelas folhas e pelos predadores nós fomos derrubados do ninho ninguém se importa mas não vamos ficar aqui vamos voar mais e mais alto e muito, muito distante nós somos pássaros desajeitados e nós sempre voamos ao amanhecer para que ninguém possa nos ver cair e se isso acontecer que eles vejam que estamos dando o nosso melhor e o chão está ficando mais distante e o céu mais perto e podemos tocar as nuvens e não vamos voltar porque nós somos pássaros desajeitados e pássaros desajeitados têm que começar a voar cedo como diz o ditado chinês vocês viram, irmãos e irmãs? nós somos os pássaros desajeitados e nós estamos voando
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 9:04 AM UTC
Pássaros Desajeitados