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"mentir" poems
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Ingratidão
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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No te prometo un para siempre, no te voy a mentir con eso Queremos infinitos para una vida que desgasta Soñamos con amores eternos que al final nos duran solo años Amores que no acaben en rutina, divorcio u homicidio. Creo que nadie puede prometerte un para siempre Al menos no como el de la ficción Por eso hoy te prometo no ser tu último amor Ni el más intenso, mucho menos el más apuesto Hoy te prometo amarte platónicamente Incluso si en veinte años estas durmiendo con otro hombre en Madrid Mientras yo paseo por Caracas. Prometo amar tu alma que es eterna a donde quiera que se vaya Y donde quiera que la mía este; y por ultimo No te prometo amor de una noche pero tampoco uno que limite.
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May 25, 2015
May 25, 2015 at 12:34 PM UTC
X
El primero me dijo que volveria Y nunca volvio El segunda y el tercero al igual que el cuarto Me dijeron que me cuidarian Y se volvieron en promesas Que nunca fueron cumplidas El qinto El cual en serio le crei Al cual llegue a creer Odiandome por el miedo de que fuera un error Me prometio ser un padre Y solo se gano Ser el quito De puras mentiras... Por eso. No confiaba Por eso mentia Pero haora conosco a alguien Quien simplemente no puede mentir Es unico que no me ha mentido. El que cumplio Y dio todo por mi. Jesus!!!
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May 21, 2014
May 21, 2014 at 10:52 PM UTC
mentiras
La verdad es verdad, es absoluta y nada la puede hacer cambiar. Ya que hablamos de verdades déjame decirte la verdad,juro no mentir. Eres verdaderamente hermosa y esa es la verdad, no lo puedes evitar,no estoy mintiendo, al fin y al cabo no tienes que creerlo para que sea verdadero. La verdad es el lenguaje de los poetas, el lenguaje de lo que no se ve, sino de lo que se siente, la poesía no miente,la poesía no se corrompe, eso es lo que hace que la adore.
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Nov 27, 2014
Nov 27, 2014 at 11:40 PM UTC
Verdades que son verdad
Bien puedo yo pintar una hermosura, y de otras cinco retratar a Elena, pues a Filis también, siendo morena, ángel Lope llamó de nieve pura. Bien puedo yo fingir una escultura, que disculpe mi amor, y en dulce vena convertir a Filene en Filomena brillando claros en la sombra escura. Mas puede ser que algún letor extrañe estas musas de Amor hiperboleas, y viéndola después se desengañe. Pues si ha de hallar algunas partes feas, Juana, no quiera Dios que a nadie engañe, basta que para mí tan linda seas.
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No se atreve a pintar su dama muy hermosa por no mentir que es mucho para poeta
Hacen falta ideas nuevas para que valga la pena el infierno para hacer que florezcan los pensamientos Somos los elegidos de pertenecer al mundo, los privilegiados De poseer la cura al dolor, pero no utilizarla como tener letras, pero no bautizarlas somos la advertencia para el niño, el "aprende de mis errores" Hay cosas mejores, pero hacen falta ideas nuevas caras inocentes y puertas nuevas Somos el agobiado sentir de por ideas nuevas vivir Seremos solamente escritores del mentir Si por sueños dorados nos dejamos hundir
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Jul 13, 2014
Jul 13, 2014 at 2:36 AM UTC
Cliché
Mi honestidad es ofensiva y mi silencio, aburrido. Estoy aprendiendo a mentir. Lo que callo es sustantivo y si lo digo nace un rio. Estoy aprendiendo a mentir. Si te lo crees es un alivio y aunque la duda sea un martirio Voy a aprender a mentir.
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Apr 2, 2014
Apr 2, 2014 at 11:40 AM UTC
showboat
Que j'aime les héros dont je conte l'histoire ! Et qu'à m'occuper d'eux je trouve de douceur ! J'ignore s'ils pourront m'acquérir de la gloire ; Mais je sais qu'ils font mon bonheur. Avec les animaux je veux passer ma vie ; Ils sont si bonne compagnie ! Je conviens cependant, et c'est avec douleur, Que tous n'ont pas le même cœur. Plusieurs que l'on connaît, sans qu'ici je les nomme, De nos vices ont bonne part : Mais je les trouve encor moins dangereux que l'homme ; Et fripon pour fripon je préfère un renard. C'est ainsi que pensait un sage, Un bon fermier de mon pays. Depuis quatre-vingts ans, de tout le voisinage On venait écouter et suivre ses avis. Chaque mot qu'il disait était une sentence. Son exemple surtout aidait son éloquence ; Et lorsqu'environné de ses quarante enfants, Fils, petits-fils, brus, gendres, filles, Il jugeait les procès ou réglait les familles, Nul n'eût osé mentir devant ses cheveux blancs. Je me souviens qu'un jour dans son champêtre asile Il vint un savant de la ville Qui dit au bon vieillard : mon père, enseignez-moi Dans quel auteur, dans quel ouvrage, Vous apprîtes l'art d'être sage. Chez quelle nation, à la cour de quel roi, Avez-vous été, comme Ulysse, Prendre des leçons de justice ? Suivez-vous de Zénon la rigoureuse loi ? Avez-vous embrassé la secte d'Épicure, Celle de Pythagore ou du divin Platon ? De tous ces messieurs-là je ne sais pas le nom, Répondit le vieillard : mon livre est la nature ; Et mon unique précepteur, C'est mon cœur. Je vois les animaux, j'y trouve le modèle Des vertus que je dois chérir : La colombe m'apprit à devenir fidèle ; En voyant la fourmi j'amassai pour jouir ; Mes bœufs m'enseignent la constance, Mes brebis la douceur, mes chiens la vigilance ; Et si j'avais besoin d'avis Pour aimer mes filles, mes fils, La poule et ses poussins me serviraient d'exemple. Ainsi dans l'univers tout ce que je contemple M'avertit d'un devoir qu'il m'est doux de remplir. Je fais souvent du bien pour avoir du plaisir, J'aime et je suis aimé, mon âme est tendre et pure, Et toujours selon ma mesure Ma raison sait régler mes vœux : J'observe et je suis la nature, C'est mon secret pour être heureux.
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Le savant et le fermier
Que j'aime les héros dont je conte l'histoire ! Et qu'à m'occuper d'eux je trouve de douceur ! J'ignore s'ils pourront m'acquérir de la gloire ; Mais je sais qu'ils font mon bonheur. Avec les animaux je veux passer ma vie ; Ils sont si bonne compagnie ! Je conviens cependant, et c'est avec douleur, Que tous n'ont pas le même cœur. Plusieurs que l'on connaît, sans qu'ici je les nomme, De nos vices ont bonne part : Mais je les trouve encor moins dangereux que l'homme ; Et fripon pour fripon je préfère un renard. C'est ainsi que pensait un sage, Un bon fermier de mon pays. Depuis quatre-vingts ans, de tout le voisinage On venait écouter et suivre ses avis. Chaque mot qu'il disait était une sentence. Son exemple surtout aidait son éloquence ; Et lorsqu'environné de ses quarante enfants, Fils, petits-fils, brus, gendres, filles, Il jugeait les procès ou réglait les familles, Nul n'eût osé mentir devant ses cheveux blancs. Je me souviens qu'un jour dans son champêtre asile Il vint un savant de la ville Qui dit au bon vieillard : mon père, enseignez-moi Dans quel auteur, dans quel ouvrage, Vous apprîtes l'art d'être sage. Chez quelle nation, à la cour de quel roi, Avez-vous été, comme Ulysse, Prendre des leçons de justice ? Suivez-vous de Zénon la rigoureuse loi ? Avez-vous embrassé la secte d'Épicure, Celle de Pythagore ou du divin Platon ? De tous ces messieurs-là je ne sais pas le nom, Répondit le vieillard : mon livre est la nature ; Et mon unique précepteur, C'est mon cœur. Je vois les animaux, j'y trouve le modèle Des vertus que je dois chérir : La colombe m'apprit à devenir fidèle ; En voyant la fourmi j'amassai pour jouir ; Mes bœufs m'enseignent la constance, Mes brebis la douceur, mes chiens la vigilance ; Et si j'avais besoin d'avis Pour aimer mes filles, mes fils, La poule et ses poussins me serviraient d'exemple. Ainsi dans l'univers tout ce que je contemple M'avertit d'un devoir qu'il m'est doux de remplir. Je fais souvent du bien pour avoir du plaisir, J'aime et je suis aimé, mon âme est tendre et pure, Et toujours selon ma mesure Ma raison sait régler mes vœux : J'observe et je suis la nature, C'est mon secret pour être heureux.
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prometo no mentir intentar dejar de sentir simplemente no puedo esconderme inútil mi único intento de protegerme la conciencia desaparece mis sueños, de sangre no carecen necesito inspiración para toda mi frustración
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May 5, 2017
May 5, 2017 at 2:10 PM UTC
Sin control propio
'HELL CANNOT LIE' kneel before yourself; the gain of synthetic purge. wake the **** up, ad nauseam.
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Jan 1, 2016
Jan 1, 2016 at 6:50 PM UTC
bon sang ne puit mentir
Je porte un nom assez... bizarre, Tu diras : « Ton cas n'est pas rare. » Oh !... je ne pose pas pour ça, Du tout... mais... permettez, Madame, Je découvre en son anagramme : Amour ingénue, et puis : Va ! Si... comme un régiment qu'on place Sous le feu... je change la face... De ce nom... drôlement venu, Dans le feu sacré qui le dore, Tiens ! regarde... je lis encore : Amour ignée, et puis : Va, nu ! Pas une lettre de perdue ! Il avait la tête entendue, Le parrain qui me le trouva ! Mais ce n'est pas là tout, écoute ! Je lis encor, pour Toi, sans doute : Amour ingénu, puis : Éva ! Tu sais... nous ne sommes... peut-être Les seuls amours... qu'on ait vus naître ; Il en naît... et meurt tous les jours ; On en voit sous toutes les formes ; Et petits, grands... ou même énormes, Tous les hommes sont des amours. Pourtant... ce nom me prédestine... À t'aimer, ô ma Valentine ! Ingénument, avec mon corps, Avec mon cœur, avec mon âme, À n'adorer que Vous, Madame, Naturellement, sans efforts. Il m'invite à brûler sans trêve, Comme le cierge qui s'élève D'un feu très doux à ressentir, Comme le Cierge dans l'Église ; À ne pas garder ma chemise Et surtout... à ne pas mentir. Et si c'est la mode qu'on nomme La compagne du nom de l'homme, J'appellerai ma femme : Éva. J'ôte É, je mets lent, j'ajoute ine, Et cela nous fait : Valentine ! C'est un nom chic ! et qui me va ! Tu vois comme cela s'arrange. Ce nom, au fond, est moins étrange Que de prime abord il n'a l'air. Ses deux majuscules G. N. Qui font songer à la Géhenne Semblent les Portes de l'Enfer ! Eh, bien !... mes mains ne sont pas fortes, Mais Moi, je fermerai ces Portes, Qui ne laisseront plus filtrer Le moindre rayon de lumière, Je les fermerai de manière Qu'on ne puisse jamais entrer. En jouant sur le mot Géhenne, J'ai, semble-t-il dire, la Haine, Et je ne l'ai pas à moitié, Je l'ai, je la tiens, la Maudite ! Je la tiens bien, et toute, et vite, Je veux l'étrangler sans pitié ! Puisque c'est par Elle qu'on souffre, Qu'elle est la Bête aux yeux de soufre Qu'elle n'écoute... rien du tout, Qu'elle ment, la sale mâtine ! Et pour qu'on s'aime en Valentine D'un bout du monde à l'autre bout.
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Le nom
Je porte un nom assez... bizarre, Tu diras : « Ton cas n'est pas rare. » Oh !... je ne pose pas pour ça, Du tout... mais... permettez, Madame, Je découvre en son anagramme : Amour ingénue, et puis : Va ! Si... comme un régiment qu'on place Sous le feu... je change la face... De ce nom... drôlement venu, Dans le feu sacré qui le dore, Tiens ! regarde... je lis encore : Amour ignée, et puis : Va, nu ! Pas une lettre de perdue ! Il avait la tête entendue, Le parrain qui me le trouva ! Mais ce n'est pas là tout, écoute ! Je lis encor, pour Toi, sans doute : Amour ingénu, puis : Éva ! Tu sais... nous ne sommes... peut-être Les seuls amours... qu'on ait vus naître ; Il en naît... et meurt tous les jours ; On en voit sous toutes les formes ; Et petits, grands... ou même énormes, Tous les hommes sont des amours. Pourtant... ce nom me prédestine... À t'aimer, ô ma Valentine ! Ingénument, avec mon corps, Avec mon cœur, avec mon âme, À n'adorer que Vous, Madame, Naturellement, sans efforts. Il m'invite à brûler sans trêve, Comme le cierge qui s'élève D'un feu très doux à ressentir, Comme le Cierge dans l'Église ; À ne pas garder ma chemise Et surtout... à ne pas mentir. Et si c'est la mode qu'on nomme La compagne du nom de l'homme, J'appellerai ma femme : Éva. J'ôte É, je mets lent, j'ajoute ine, Et cela nous fait : Valentine ! C'est un nom chic ! et qui me va ! Tu vois comme cela s'arrange. Ce nom, au fond, est moins étrange Que de prime abord il n'a l'air. Ses deux majuscules G. N. Qui font songer à la Géhenne Semblent les Portes de l'Enfer ! Eh, bien !... mes mains ne sont pas fortes, Mais Moi, je fermerai ces Portes, Qui ne laisseront plus filtrer Le moindre rayon de lumière, Je les fermerai de manière Qu'on ne puisse jamais entrer. En jouant sur le mot Géhenne, J'ai, semble-t-il dire, la Haine, Et je ne l'ai pas à moitié, Je l'ai, je la tiens, la Maudite ! Je la tiens bien, et toute, et vite, Je veux l'étrangler sans pitié ! Puisque c'est par Elle qu'on souffre, Qu'elle est la Bête aux yeux de soufre Qu'elle n'écoute... rien du tout, Qu'elle ment, la sale mâtine ! Et pour qu'on s'aime en Valentine D'un bout du monde à l'autre bout.
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Voici le soir charmant, ami du criminel ; Il vient comme un complice, à pas de loup ; le ciel Se ferme lentement comme une grande alcôve, Et l'homme impatient se change en bête fauve. Ô soir, aimable soir, désiré par celui Dont les bras, sans mentir, peuvent dire : Aujourd'hui Nous avons travaillé ! - C'est le soir qui soulage Les esprits que dévore une douleur sauvage, Le savant obstiné dont le front s'alourdit, Et l'ouvrier courbé qui regagne son lit. Cependant des démons malsains dans l'atmosphère S'éveillent lourdement, comme des gens d'affaire, Et cognent en volant les volets et l'auvent. À travers les lueurs que tourmente le vent La Prostitution s'allume dans les rues ; Comme une fourmilière elle ouvre ses issues ; Partout elle se fraye un occulte chemin, Ainsi que l'ennemi qui tente un coup de main ; Elle remue au sein de la cité de fange Comme un ver qui dérobe à l'homme ce qu'il mange. On entend çà et là les cuisines siffler, Les théâtres glapir, les orchestres ronfler ; Les tables d'hôte, dont le jeu fait les délices, S'emplissent de catins et d'escrocs, leurs complices, Et les voleurs, qui n'ont ni trêve ni merci, Vont bientôt commencer leur travail, eux aussi, Et forcer doucement les portes et les caisses Pour vivre quelques jours et vêtir leurs maîtresses. Recueille-toi, mon âme, en ce grave moment, Et ferme ton oreille à ce rugissement. C'est l'heure où les douleurs des malades s'aigrissent ! La sombre Nuit les prend à la gorge ; ils finissent Leur destinée et vont vers le gouffre commun ; L'hôpital se remplit de leurs soupirs. - Plus d'un Ne viendra plus chercher la soupe parfumée, Au coin du feu, le soir, auprès d'une âme aimée. Encore la plupart n'ont-ils jamais connu La douceur du foyer et n'ont jamais vécu !
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Le crépuscule du soir
Voici le soir charmant, ami du criminel ; Il vient comme un complice, à pas de loup ; le ciel Se ferme lentement comme une grande alcôve, Et l'homme impatient se change en bête fauve. Ô soir, aimable soir, désiré par celui Dont les bras, sans mentir, peuvent dire : Aujourd'hui Nous avons travaillé ! - C'est le soir qui soulage Les esprits que dévore une douleur sauvage, Le savant obstiné dont le front s'alourdit, Et l'ouvrier courbé qui regagne son lit. Cependant des démons malsains dans l'atmosphère S'éveillent lourdement, comme des gens d'affaire, Et cognent en volant les volets et l'auvent. À travers les lueurs que tourmente le vent La Prostitution s'allume dans les rues ; Comme une fourmilière elle ouvre ses issues ; Partout elle se fraye un occulte chemin, Ainsi que l'ennemi qui tente un coup de main ; Elle remue au sein de la cité de fange Comme un ver qui dérobe à l'homme ce qu'il mange. On entend çà et là les cuisines siffler, Les théâtres glapir, les orchestres ronfler ; Les tables d'hôte, dont le jeu fait les délices, S'emplissent de catins et d'escrocs, leurs complices, Et les voleurs, qui n'ont ni trêve ni merci, Vont bientôt commencer leur travail, eux aussi, Et forcer doucement les portes et les caisses Pour vivre quelques jours et vêtir leurs maîtresses. Recueille-toi, mon âme, en ce grave moment, Et ferme ton oreille à ce rugissement. C'est l'heure où les douleurs des malades s'aigrissent ! La sombre Nuit les prend à la gorge ; ils finissent Leur destinée et vont vers le gouffre commun ; L'hôpital se remplit de leurs soupirs. - Plus d'un Ne viendra plus chercher la soupe parfumée, Au coin du feu, le soir, auprès d'une âme aimée. Encore la plupart n'ont-ils jamais connu La douceur du foyer et n'ont jamais vécu !
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Je connais un charmant ivrogne, Autant vous le nommer, ma foi ! Dire que vous avez la trogne, Ce serait mentir sans vergogne. Pourtant, un soir, écoutez-moi ! Vous aviez bu trop de champagne, Ça se lisait dans vos yeux pers. Vous battiez un peu la campagne, Sans feuille de figuier ni pagne À votre esprit, vraiment, sans pairs. Et vous me dérouliez le thème De tous les jolis mouvements Que votre corps sait bien que j'aime. J'étais, d'ailleurs, ivre moi-même, Au Bon-Bock, tu vois si je mens. La brasserie était houleuse, On aurait dit, sur l'Hellespont, D'une cabine nuageuse, Quand l'eau, changée en Maufrigneuse, Choque les gens dans l'entrepont. Vous aviez l'air *** d'une chatte Qui joue et sent son ongle armé, Forte, ambigüe, et délicate, Comme une rime sous la patte Magistrale de Mallarmé ! Je flottais comme la moustache De Paul Verlaine au plectre d'or, Je voyais couleur de pistache ; Camille agitait sa cravache, Sur je ne sais plus quel butor ; Si bien qu'au milieu des querelles Je vous retrouvai sur un banc, Dans l'attitude de ces Belles Que Forain, dans ses aquarelles, Habille d'un bout de ruban. Tu t'endormais sur mon épaule. Alors, je fis signe au cocher. Ces choses-là, c'est toujours drôle ! J'entrais d'autant mieux dans ce rôle Que j'aurais eu peine à marcher ; Quand on nous déposa sur terre, Vous fîtes un léger faux pas, Le seul qu'on vous vit jamais faire ; Encor, même à l'œil trop sévère, Peut-être ne l'était-il pas ? Car, dans l'ombre où s'éteint le rêve De mes désirs réalisés, Ton ivresse que l'Art relève Ouvrait, ô noble Fille d'Ève, La volière à tous les baisers !
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Gris
Je connais un charmant ivrogne, Autant vous le nommer, ma foi ! Dire que vous avez la trogne, Ce serait mentir sans vergogne. Pourtant, un soir, écoutez-moi ! Vous aviez bu trop de champagne, Ça se lisait dans vos yeux pers. Vous battiez un peu la campagne, Sans feuille de figuier ni pagne À votre esprit, vraiment, sans pairs. Et vous me dérouliez le thème De tous les jolis mouvements Que votre corps sait bien que j'aime. J'étais, d'ailleurs, ivre moi-même, Au Bon-Bock, tu vois si je mens. La brasserie était houleuse, On aurait dit, sur l'Hellespont, D'une cabine nuageuse, Quand l'eau, changée en Maufrigneuse, Choque les gens dans l'entrepont. Vous aviez l'air *** d'une chatte Qui joue et sent son ongle armé, Forte, ambigüe, et délicate, Comme une rime sous la patte Magistrale de Mallarmé ! Je flottais comme la moustache De Paul Verlaine au plectre d'or, Je voyais couleur de pistache ; Camille agitait sa cravache, Sur je ne sais plus quel butor ; Si bien qu'au milieu des querelles Je vous retrouvai sur un banc, Dans l'attitude de ces Belles Que Forain, dans ses aquarelles, Habille d'un bout de ruban. Tu t'endormais sur mon épaule. Alors, je fis signe au cocher. Ces choses-là, c'est toujours drôle ! J'entrais d'autant mieux dans ce rôle Que j'aurais eu peine à marcher ; Quand on nous déposa sur terre, Vous fîtes un léger faux pas, Le seul qu'on vous vit jamais faire ; Encor, même à l'œil trop sévère, Peut-être ne l'était-il pas ? Car, dans l'ombre où s'éteint le rêve De mes désirs réalisés, Ton ivresse que l'Art relève Ouvrait, ô noble Fille d'Ève, La volière à tous les baisers !
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Señor, piedad de mí porque no puedo consolarme... Lo intento, mas en vano. Me sometí a tu ley porque eras fuerte: ¡El fuerte de los fuertes!... Pero acaso es mi resignación sólo impotencia de vencer a la Muerte, cuyo ácido ósculo corrosivo, royendo el corazón que me amó tanto, royó también mi voluntad de acero... ¡La Muerte era titánica; yo, átomo! Señor, no puedo resignarme, no! ¡Si te digo que ya estoy resignado, y si murmuro fiat voluntas tua, miento, y mentir a Dios es insensato! ¡Ten piedad de mi absurda rebeldía! ¡Que te venza, Señor, mi viril llanto! ¡Que conculque tu ley tu piedad misma!... Y revive a mi muerta como a Lázaro o vuélveme fantasma como a ella, para entrar por las puertas del Arcano y buscar en el mundo de las sombras el deleite invisible de sus brazos.
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I. impotencia
There were flowers by the statue of the Madonna in the cloister as I went past each day fresh flowers not drooping or faded, communis mater, Hugh thin and poker-faced spoke about the cloister being our Jerusalem and we to follow in the Lord's footsteps, many of those who are humiliated are not humble Bernard said they react to humiliation with their anger others with patience, Deus est Core Dom Matthew said as we spoke after lunch in the gardens, George said of the cold how it got to his bones at night and would he stay or leave, confiance en Dieu the French monk said to me as we picked vegetables for the kitchen trust trust he said, we are what we repeatedly do excellence then is not an act but a habit said Gareth quoting Aristotle over afternoon tea in the garth, and she lay there wanting me to lay beside her and make love, the smell of incense in the church after Mass made me feel close to God even on dark days, Dio ci ama the Italian monk said on our Thursday walk and that love he said is the best love ever, the bell tolled from the bell tower and rang out through the cloister, in my cell I had the confessions of St Augustine and poems by Hopkins recommended by that priest I met the year before and a nun waited on us hand and foot quiet like some modern day Martha, ****** into me she said enter me with joy and I did her husband off some place unaware, vous ne pouvez pas mentir à Dieu the French peasant monk said as he wheeled the barrow over hard ground, I watched the moon descend through the window no noise no sound.
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Feb 14, 2016
Feb 14, 2016 at 2:30 AM UTC
NO NOISE NO SOUND 1971.
There were flowers by the statue of the Madonna in the cloister as I went past each day fresh flowers not drooping or faded, communis mater, Hugh thin and poker-faced spoke about the cloister being our Jerusalem and we to follow in the Lord's footsteps, many of those who are humiliated are not humble Bernard said they react to humiliation with their anger others with patience, Deus est Core Dom Matthew said as we spoke after lunch in the gardens, George said of the cold how it got to his bones at night and would he stay or leave, confiance en Dieu the French monk said to me as we picked vegetables for the kitchen trust trust he said, we are what we repeatedly do excellence then is not an act but a habit said Gareth quoting Aristotle over afternoon tea in the garth, and she lay there wanting me to lay beside her and make love, the smell of incense in the church after Mass made me feel close to God even on dark days, Dio ci ama the Italian monk said on our Thursday walk and that love he said is the best love ever, the bell tolled from the bell tower and rang out through the cloister, in my cell I had the confessions of St Augustine and poems by Hopkins recommended by that priest I met the year before and a nun waited on us hand and foot quiet like some modern day Martha, ****** into me she said enter me with joy and I did her husband off some place unaware, vous ne pouvez pas mentir à Dieu the French peasant monk said as he wheeled the barrow over hard ground, I watched the moon descend through the window no noise no sound.
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Ces vers, je les dédie aux amis inconnus, À vous, les étrangers en qui je sens des proches, Rivaux de ceux que j'aime et qui m'aiment le plus, Frères envers qui seuls mon coeur est sans reproches Et dont les coeurs au mien sont librement venus. Comme on voit les ramiers sevrés de leurs volières Rapporter sans faillir, par les cieux infinis, Un cher message aux mains qui leur sont familières, Nos poèmes parfois nous reviennent bénis, Chauds d'un accueil lointain d'âmes hospitalières. Et quel triomphe alors ! Quelle félicité Orgueilleuse, mais tendre et pure, nous inonde, Quand répond à nos voix leur écho suscité, Par delà le vulgaire, en l'invisible monde Où les fiers et les doux se sont fait leur cité ! Et nous la méritons, cette ivresse suprême, Car si l'humanité tolère encor nos chants, C'est que notre élégie est son propre poème, Et que seuls nous savons, sur des rythmes touchants, En lui parlant de nous lui parler d'elle-même. Parfois un vers, complice intime, vient rouvrir Quelque plaie où le feu désire qu'on l'attise ; Parfois un mot, le nom de ce qui fait souffrir, Tombe comme une larme à la place précise Où le coeur méconnu l'attendait pour guérir. Peut-être un de mes vers est-il venu vous rendre Dans un éclair brûlant vos chagrins tout entiers, Ou, par le seul vrai mot qui se faisait attendre, Vous ai-je dit le nom de ce que vous sentiez, Sans vous nommer les yeux où j'avais dû l'apprendre. Vous qui n'aurez cherché dans mon propre tourment Que la sainte beauté de la douleur humaine, Qui, pour la profondeur de mes soupirs m'aimant, Sans avoir à descendre où j'ai conçu ma peine, Les aurez entendus dans le ciel seulement ; Vous qui m'aurez donné le pardon sans le blâme, N'ayant connu mes torts que par mon repentir, Mes terrestres amours que par leur pure flamme, Pour qui je me fais juste et noble sans mentir, Dans un rêve où la vie est plus conforme à l'âme ! Chers passants, ne prenez de moi-même qu'un peu, Le peu qui vous a plu parce qu'il vous ressemble ; Mais de nous rencontrer ne formons point le voeu : Le vrai de l'amitié, c'est de sentir ensemble ; Le reste en est fragile, épargnons-nous l'adieu.
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Aux amis inconnus
Ces vers, je les dédie aux amis inconnus, À vous, les étrangers en qui je sens des proches, Rivaux de ceux que j'aime et qui m'aiment le plus, Frères envers qui seuls mon coeur est sans reproches Et dont les coeurs au mien sont librement venus. Comme on voit les ramiers sevrés de leurs volières Rapporter sans faillir, par les cieux infinis, Un cher message aux mains qui leur sont familières, Nos poèmes parfois nous reviennent bénis, Chauds d'un accueil lointain d'âmes hospitalières. Et quel triomphe alors ! Quelle félicité Orgueilleuse, mais tendre et pure, nous inonde, Quand répond à nos voix leur écho suscité, Par delà le vulgaire, en l'invisible monde Où les fiers et les doux se sont fait leur cité ! Et nous la méritons, cette ivresse suprême, Car si l'humanité tolère encor nos chants, C'est que notre élégie est son propre poème, Et que seuls nous savons, sur des rythmes touchants, En lui parlant de nous lui parler d'elle-même. Parfois un vers, complice intime, vient rouvrir Quelque plaie où le feu désire qu'on l'attise ; Parfois un mot, le nom de ce qui fait souffrir, Tombe comme une larme à la place précise Où le coeur méconnu l'attendait pour guérir. Peut-être un de mes vers est-il venu vous rendre Dans un éclair brûlant vos chagrins tout entiers, Ou, par le seul vrai mot qui se faisait attendre, Vous ai-je dit le nom de ce que vous sentiez, Sans vous nommer les yeux où j'avais dû l'apprendre. Vous qui n'aurez cherché dans mon propre tourment Que la sainte beauté de la douleur humaine, Qui, pour la profondeur de mes soupirs m'aimant, Sans avoir à descendre où j'ai conçu ma peine, Les aurez entendus dans le ciel seulement ; Vous qui m'aurez donné le pardon sans le blâme, N'ayant connu mes torts que par mon repentir, Mes terrestres amours que par leur pure flamme, Pour qui je me fais juste et noble sans mentir, Dans un rêve où la vie est plus conforme à l'âme ! Chers passants, ne prenez de moi-même qu'un peu, Le peu qui vous a plu parce qu'il vous ressemble ; Mais de nous rencontrer ne formons point le voeu : Le vrai de l'amitié, c'est de sentir ensemble ; Le reste en est fragile, épargnons-nous l'adieu.
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Savez-vous pourquoi, madame, Je refusais de vous voir ? J'aime ! Et je sens qu'une femme Des femmes craint le pouvoir. Le vôtre est tout dans vos charmes, Qu'il faut, par force, adorer. L'inquiétude a des larmes : Je ne voulais pas pleurer. Quelque part que je me trouve, Mon seul ami va venir ; Je vis de ce qu'il éprouve, J'en fais tout mon avenir. Se souvient-on d'humbles flammes Quand on voit vos yeux brûler ? Ils font trembler bien des âmes : Je ne voulais pas trembler. Dans cette foule asservie, Dont vous respirez l'encens, Où j'aurais senti ma vie S'en aller à vos accents, Celui qui me rend peureuse, Moins tendre, sans repentir, M'eût dit : « N'es-tu plus heureuse ? » Je ne voulais pas mentir. Dans l'éclat de vos conquêtes Si votre coeur s'est donné, Triste et fier au sein des fêtes, N'a-t-il jamais frissonné ? La plus tendre, ou la plus belle, Aiment-elles sans souffrir ? On meurt pour un infidèle : Je ne voulais pas mourir.
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Aveu d'une femme
Como presa de la vida me oculto bajo una roca me pongo muy introspectivo y a menudo me enmudezco y todo el tiempo estoy gritando sin emitir ningún sonido No entiendo muy bien realmente que coño estoy haciendo trabajo y mal sueño, coger de vez en cuando, y porro siempre de por medio Y no voy a mentir, sí tengo días felices aunque esos días son de los que menos siento luego al tiempo los recuerdo amargo pues tengo memoria solo pa'l sufrimiento Me miro y me digo "basta mierda" de este maldito y constante lamento Y mi reflejo ni me mira ni responde y me trata de explicar que llevo solo mucho tiempo Como sin ganas, porque sin ganas cocino pa' cocinar no me animo por siempre estar cansado y el cansancio constante me parece que persiste los días que con hambre me acuesto. Ya mis ojos pintan con feas ojeras, este círculo vicioso en el que llevo rato viviendo Hago caso omiso a los signos de mi rostro y frente a todos los que amo intento seguir sonriendo
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Nov 15, 2019
Nov 15, 2019 at 11:03 AM UTC
Si tan sólo
Dans cette mascarade immense des vivants Nul ne parle à son gré ni ne marche à sa guise ; Faite pour révéler, la parole déguise, Et la face n'est plus qu'un masque aux traits savants. Mais vient l'heure où le corps, infidèle ministre, Ne prête plus son geste à l'âme éparse au **** Et, tombant tout à coup dans un repos sinistre, Cesse d'être complice et demeure témoin. Alors l'obscur essaim des arrière-pensées, Qu'avait su refouler la force du vouloir, Se lève et plane au front comme un nuage noir Où gît le vrai motif des œuvres commencées ; Le cœur monte au visage, où les plis anxieux Ne se confondent plus aux lignes du sourire ; Le regard ne peut plus faire mentir les yeux, Et ce qu'on n'a pas dit vient aux lèvres s'écrire. C'est l'heure des aveux. Le cadavre ingénu Garde du souffle absent une empreinte suprême, Et l'homme, malgré lui redevenant lui-même, Devient un étranger pour ceux qui l'ont connu. Le rire des plus gais se détend et s'attriste, Les plus graves parfois prennent des traits riants ; Chacun meurt comme il est, sincère à l'improviste : C'est la candeur des morts qui les rend effrayants.
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Dernière solitude
basta por esta noche cierro la puerta me pongo el saco guardo los papelitos donde no hago sino hablar de ti mentir sobre tu paradero cuerpo que me has de temblar
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Sefiní
Personne ne change, dit-il Une étoile solitaire scintilla Invisiblement troublée Les cheveux gris en population croissante Les ongles tenances sans cesse rongés Les poils importuns sur la peau tachée La mémoire déteinte par la tormente La confiance aux dénouements meilleurs, absente L'affection velourée de l'abandon, omni-présente Ils en rient, sans gêne Pardonne-les, ils ne sont plus eux-mêmes Car depuis hier, depuis une seconde, depuis l'année passée Ils ont tous changé Comme si leur passé n'avait jamais existé L'étoile solitaire n'existe probablement plus Engoufrée par les siècle-lumières du néant Invisiblement gigantesque et absolu Elle a scintillé par des propos que tu as fait mentir On change tous, dit-elle dans ton imaginaire Pour le meilleur ou pour le pire Peu importe les milles facettes de l'univers Où nos choix discutables nous font atterrir
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Dec 30, 2019
Dec 30, 2019 at 10:38 PM UTC
On change tous
Fifi s'est réveillé. Dès l'aube tu m'as dit Bonjour en deux baisers, et le pauvre petit Pépia, puis remit sa tête sous son aile Et tut pour le moment sa gente ritournelle. Ici je te rendis pour les tiens un baiser Multiforme, ubiquiste et qui fut se poser De la plante des pieds au bout des cheveux sombres Avec des stations aux lieux d'éclairs et d'ombres, Un jeu (car tu riais) ridiculement doux, Et, brusque, entre les tiens je poussai mes genoux, Tôt redressé sur eux et, penché vers ta bouche, Fus brutal sans que tu te montrasses farouche, Car tu remerciais dans un regard mouillé C'est alors que Fifi, tout à fait réveillé, Le mignon compagnon ! comparable aux bons drilles Que le bonheur d'autrui ne fait pas envieux, Salua mon triomphe en des salves de trilles Que tout son petit cœur semblait lancer aux cieux. Il sautillait, fiérot, comme un gars qui se cambre, Acclamant un vainqueur justement renommé, Et l'aurore éclatant aux carreaux de la chambre Attestait sans mentir que nous avions aimé.
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Fifi s'est réveillé