"lembro" poems
Bom dia a todos...Desejo que tudo corra na plenitude e vossos anseios e desejos se concretizem na abundância e plenitude. Boa vindima para aqueles que ainda continuam na tão nobre Colheita. Esta poesia é dedicada ao meu Pai: António Alexandre Marques e a todos os seus amigos e conhecidos.
Lembro-me de Ti meu querido Pai
As videiras cansadas pelo sol tórrido de verão,
O rio corre por amor e paixão.
Eu procuro a resposta que não acho,
Sou feito de uvas e do teu abraço.
As rochas xistosas esperam a madrugada,
As uvas amarelas e avermelhadas.
E tu meu Pai continuas aqui sepultado,
Pois o vinho foi teu amor, meu fado…
Palavras sábias de profeta que sonha e sabe,
Lembrança de ti e eterna saudade.
Nossa Senhora de Fátima te acolheu,
Eu anseio também para ser seu…
As uvas dão precioso fruto,
Eu continuo vivo e de luto.
O Douro sublime se consome e exalta,
Por ti Pai saudade quase me mata…
Victor Marques
Oct 8, 2013
Oct 8, 2013 at 2:29 AM UTC
Careta era o cavalo
A quem o sal dado
Em mim sangrava.
Tinka, um dos 2 cachorros –
Meu predileto era o Leão.
Brigavam como cães e gatos.
I Think era como o chamava -
ao primeiro dos cães
o americano missionário.
Shibiu, ou será Chibiu?
– era o cachorro de dona Modesta
Nossa mãe adotada: sempre atenta
A que nenhum bicho nos agarrasse.
Lembro-me também do Bito –
Aquele disgramado, culpado duas
Vezes por esta cicatriz que trago
No meio das costelas e no fardo
Pessoal que carregamos vida afora.
Bito não era bode expiatório
– mas cabrito imolado tampouco.
Acho que era o diabo tocando viola.
Eu alimentava os porcos
Sem expulsar ninguém
Morro abaixo...
Jun 14, 2015
Jun 14, 2015 at 7:51 AM UTC
Tempo perdido no tempo
Quando me lembro do tempo,
Fico preso no esquecimento,
O tempo deixa no entanto,
Alegria ou tempo de lamento.
O tempo indeterminado,
Tempo presente, futuro, passado.
Tempo que ousadamente esqueci,
Tempo do que sou e vivi.
Tempo que penar é coisa mística,
Pedreiro sem pedra não é artista.
O tempo intemporal de um ser,
Acordar com o amanhecer.
Fogueiras de um tempo que parecem apagadas,
Tempo de janelas abertas e fechadas.
Tempo que parece um ficheiro encerrado,
Incondicional amor bem-amado.
Victor Marques
Oct 30, 2013
Oct 30, 2013 at 3:07 AM UTC
No meio da multidão e da sociedade corrompida.
Tudo que eu vejo é você.
Meus dedos se entrelaçam.
No horizonte de eventos da tristeza profunda, você me resgata apenas por existir.
Sinto o desespero da ansiedade sobrepor o sono dado da depressão e, como um tapa frio nas costas,
arranca minha coluna e a quebra como se fosse de vidro. Tudo que eu vejo é você.
Eu sinto meu estômago congelar e minha pele queimar como se fosse lepra.
E todo o desespero, tristeza e agonia, não fazem parte de mim quando me lembro do seu sorriso. É um rifle apontado pro meu peito.
Sep 5, 2012
Sep 5, 2012 at 10:25 PM UTC
Em frente do espelho
Em um surto de lucidez, penso
O que foi que eu fiz com meu corpo?
Ele era tão saudável
Mas eu não me amava antes
E também não me amo agora
Eu lembro de desejar a todo custo
“Emagrecer até morrer”
E é essa frase que corre em minha mente
Quando eu sinto minha visão escurecer
Eu lentamente estou morrendo
Em frente ao espelho, me pergunto
Se era essa a minha vontade
então por que eu estou tão assustada?
Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:55 PM UTC
De quem é a imagem que vejo no espelho?
Não é a mesma que me observo sem vê-la
Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior
A única diferença entre mim e o que me permeia
É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las
Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego).
De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa?
Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê
Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha.
Mas como eu me vejo?
Me vejo como acredito que os outros me vêem?
Eu sou o fruto das experiências passadas
Eu sou inconstante.
Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência
Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil
O medo da solidão,
O medo da rejeição,
O ódio que é o medo de amar
O medo de amar que é o ódio por si mesmo
O **** é a carta coringa do desespero
O prazer de calar a dor
Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar,
odiamos os outros, odiamos a nós mesmos
Mas é tudo ilusão
Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado
Mas é tudo ilusão
"O que está em cima está em baixo, não há diferença"
O que me define como singular?
Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa
meu carro, minha família, minha história
Fora isso quem sou?
Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta?
(Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas
Eu sou o vazio)
Encontra-se no vazio, onde todos são iguais
Onde uma coisa não se diferencia da outra
Onde só nos resta amar, sem dor
A realidade é simplesmente aquilo em que acredito
Nada mais, nada menos
Pois o que os olhos não vêem o coração não sente
Melhor dizendo:
O que a mente não sente os olhos não vêem!
Depois de todo o devaneio
Me lembro...
Uma mulher, cujo a forma de sorrir,
a forma de morder os lábios,
o jeito com que ela me olha com o canto do olho
é totalmente singular, única
Mas não depende do ego, e nem de experiência
é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente
Amor? sim
Mas algo diferente também
a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga
Amo sua existência como um todo
e não sei explicar
Ela escolheu não ficar comigo,
mas sempre vem a mim
Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento
Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Sometimes I wanna die
But then I remember all the movies
Series, music, visual arts, people
I haven't met yet
The coke bottles on the weekends
The iced teas before classes
The energy drinks at 2 a.m.
I know I'm made of water
My organs, my tissues
My voice is a liquid
Which evaporates in my throat
That flows away through my eyes, my ears
I can dissolve so easily
But I can also turn rigid, hard
Disguised in a solid state, icy
The rapids fall
In the depths of the night
By myself, I turn into the purest fountain
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
(portuguese translation)
Às vezes dá vontade de morrer
Daí me lembro dos filmes
Das séries, músicas,
Artes visuais,
Pessoas
Que eu ainda preciso conhecer
A coca-cola dos fins de semana
Os chás gelados antes das aulas
Os energéticos às 2 da manhã
Eu sei que eu sou de água
Meus órgãos, meus tecidos
A minha voz é um líquido
Que evapora na garganta
Que sai nos olhos, nos ouvidos
Me desfaço tão fácil
Mas também me torno rígido, gélido
Me desfarço de sólido
Cachoeiras caem
Nas profundezas da noite
Sozinho, sou a fonte mais pura
Jul 21, 2014
Jul 21, 2014 at 9:35 AM UTC
Lembro meu Pai António Alexandre Marques
Na vida de todos nós,
Temos pais e avós.
Os dias passam sem despedida,
Amo meu pai toda a vida.
As videiras são teu paraíso,
Uvas do lagar se pisam sem aviso.
Vida por vezes sorridente,
Se ganha e perde num instante.
Foste podador da boa colheita,
Vinho que com Deus se deita.
As folhas das videiras avermelhadas, verdes e amarelas,
São teus anjos, tuas sentinelas.
Deus também amou o vinho,
Pois Cristo Sofreu sozinho.
As tuas memórias são sonhos lindos bem meus,
Amor eterno de filhos teus.
Victor Marques
Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 11:44 AM UTC
Nem lembro mais quantas vezes
Senti tal amargura na garganta
Que deixa minha voz tão rouca
Talvez precise dar um tempo no cigarro
Ou de um café mais suave
Talvez precise de um tempo longe de você
Ou deixar de beber para te esquecer
Talvez precise ler muito mais você
Ou um tempo longe de tudo que me lembra você
Ou talvez, eu preciso mesmo é de você
Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 4:08 PM UTC
como num sobressalto,
com os pés bem assentes no asfalto,
lembro-me do teu cheiro,
no meio deste nevoeiro
sinto-me dentro do alheio,
dentro do teu devaneio
murmúrio o que cá está solto,
tudo muito envolto
sem capacidade de entendimento, c
om a vista embrulhada no cinzento
partilho dores,
partilho ardores,
partilho amores
surpreendo-te unicamente
e não ficas indiferente
e assim mostra num som,
num único tom
de como intenso é amar,
de como difícil é apaixonar
não por uma pessoa nova,
sem precisar de alguma prova
mas sim por a especial
e, aquela que de nada tem igual,
traços únicos
e puros como o som de acústico
olho-te nos olhos brilhantes e amo-te sem variantes
May 28, 2014
May 28, 2014 at 6:18 PM UTC
As vezes quero ser profundo e me manter por lá
Mas sou apaixonado pelo nascer e pôr do sol
E pela lua beijando o mar
As vezes quero sentar
Te ver dancar
Mas sou apaixonado pelo ritmo do teu corpo no meu
Teu calor
E aroma do teu suor
As vezes me pergunto o que será de nós se a paixão acabar?
Mas logo lembro
Que nada dura pra sempre
E enquanto existir este sentimento intenso
Quero aproveitar cada momento
Lembranças não serão levadas pelo vento
Um coração lindo como o teu nunca ficará ao relento
Pra já, faça do meu peito o seu aposento
Encosta a cabeça
Ouça cada batimento
Será eterno até acabar o nosso tempo
May 13, 2019
May 13, 2019 at 2:28 AM UTC
Lembro das flores que me trouxe.
Rosas vermelhas,
Manchadas com sangue.
Seu sangue.
Derramado inutilmente,
Para pintar rosas brancas.
Mesmo sabendo que não,
Eu não gostava de flores,
Muito menos rosas.
Um sacrifício em vão,
Um pedido descartado.
Deixei meu perfume na sala,
Dormi contigo no quarto.
Você se manteve calado,
E eu me mantive amarga.
Jul 14, 2013
Jul 14, 2013 at 10:41 PM UTC
Nova Andradina, meu moinho
Sua gente me recebeu com carinho
Lembro-me de cada rua e praça
Ali construí uma vida cheia de graça
Domingos entre amigos e festas
Passeios pelos seus rios e florestas
Sábados aminados em seus bares
Papeando com os tipos populares
No caminho do trabalho aventuras garantidas
Na “Escola Agrícola” se vai parte da minha vida
Ali fiz amigos e tenho estudantes incríveis
E aprendi com as mais situações horríveis
Política, cultura, dia-dia e aventuras
Aproximaram-me da vida dura
Que esse povo forte e lutador
Ostenta com graça e esplendor
Aqui somente abri portas e janelas
Aprendi o preço da liberdade
Descobri a força da vida e da solidariedade
Para sobreviver às contradições e querelas
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 12:39 PM UTC
Tanto já esqueci
e tanto há a esquecer.
Dá-me o teu amor
amor por mim
ainda a descobrir.
Deambulamos pela
tarde sombria.
Lembro-me das estradas
Verão, a teu lado,
foi verdadeiramente
de loucos, sim loucos.
Um hotel velho e barato
incandescência ao olhar.
Bem vindos á noite
em que a papoila
domina o mundo.
Este é o meu poema,
para ti
tu sabes
tu sabes mais
do que aquilo que denuncias.
Sabes se existimos?
Nós os gerados p’lo prazer
numa noite de luxúria.
Será que a liberdade existe?
Sou uma colagem, na revista da vida.
Vou sair talvez daqui p’ra fora
sigo, ao lado da estrada, procuro-te,
conseguimos milagres, quando estamos juntos.
Apr 6, 2014
Apr 6, 2014 at 3:47 PM UTC
luar luz linda leve leste acima
por que eu lembro de você?
toda a palavra que brinca em minha língua
me faz perceber
é a menina que me leva livre e ao léu
bela como lírios
ardendo como lava
Nov 12, 2015
Nov 12, 2015 at 12:02 AM UTC
De onde vens, ó andarilho?
Já não me lembro...
A tempos caminho por esta estrada
Mas não sei de onde vim
E para onde ela segue?
Também isso não sei, simplesmente continuo a caminhar...
Se me perguntas, acaso saberias o destino?
Venho da direção oposta à tua
E assim como tu, me esqueci de onde parti
Havia um menino
Que gostava de construir castelos de areia
Cada vez que construía
O vento soprava forte e desmoronava um pedaço de si
Até que um dia
restou apenas...
Areia
Havia outro menino
Que gostava de destruir castelos de areia
Cada vez que destruía
Um pedaço de si mesmo também desmoronava
Até que um dia
restou apenas...
Areia
Vagavam então pelo deserto que eles mesmos construiram
O Sol escaldante era como a sombra
A mais profunda e obscura sombra
Que queimava seus corações
e lhes cegava os olhos
Cegos e perdidos nas areias do esquecimento
Ao fim eram como um só
Caminhando em direções opostas
Carregando o mesmo destino
Dec 31, 2016
Dec 31, 2016 at 12:19 PM UTC
sao os olhos que me partem
envoltados em prazer
desprazer,
que delicadamente
me deixam à mercê;
você
faz-se silenciosa
enquanto arde,
arte
enquanto me invades
em partes
que já não lembram
e não esquecem
você
seja dos olhos
ou das mãos
cortonando as sombrancelhas
acalmava o coração
nuca, costas, quadril
ainda me lembro do calafrio;
quando nossas almas colidiram
levou-me mais de um suspiro
no escuro, um certeiro tiro
deixou-me à beira do umbigo
para percorrer o labirinto
de nossos encontros meio aos seus vícios
e gentilmente me envolver
em êxtase
aos incontestáveis
problemáticos
olhos de morrer
Nov 23, 2016
Nov 23, 2016 at 6:22 PM UTC
Lembro-me do que eras, do que foste, mas já não sei quem és.
A tristeza fez com que mudasses repentinamente.
Tens tanta gente contigo, mas ao mesmo tempo não tens ninguém. Uma multidão à tua volta e tu sentes-te só. Não vês quem te faz falta. "Disseram que só quem está é que faz falta, mas tu não estás e realmente fazes falta."
Apr 7, 2015
Apr 7, 2015 at 6:02 PM UTC
Lembro de nossas tardes de verão,
Eu admirava o Sol brilhando,
Enquanto você olhava para o chão.
Via coisas que eu não via,
Ou talvez fingisse não ver.
Eu só queria o calor do momento.
Pena que tudo se foi,
Só restou dias frios,
E chuva.
Mar 20, 2013
Mar 20, 2013 at 9:23 PM UTC
Lembro-me de cada gesto
Lembro-me de cada traço do teu sorriso
mas invejavam-nos pelo nosso amor modesto
por cada sorriso e lágrimas que partilhamos
por cada silencio que manifesto
por dentro grito
grito ate rebentar
Grito
porque as memorias que mais gosto
Não as consigo relembrar
Mar 1, 2017
Mar 1, 2017 at 10:27 PM UTC
Oh coração, por onde vais?
Por que te causas tanta dor?
Isso é tudo por amor?
As minhas razões não as conheço
Nós apenas carnes somos, os corações
A mente, essa, que trate das motivações
E se ela não as tiver?
Que fazes então
Oh meu pobre orgão
Já te disse que não sei
Não quero saber
Nem quero ver
Bem dizem que o amor é cego
então é ceguês voluntária?
Ou será ela necessária?
Porque não os dois?
Mas deixa-me estar quieto
Nesse assunto eu sou analfabeto
Mas não tens medo?
Olha para o teu passado
Não te lembras de como tinhas acabado?
Já te disse que sou carne
Não me lembro de nada
Exepto da minha realidade apaixonada
Essa paixão já a vi
Mas o que eu questiono
É o que acontece em caso de abandono
Nesse caso que venha a mente
Ela que me cure
Ela que me ature
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:14 AM UTC
lembro que um dia acordei e de repente gostava de coisa antiga
e eu:
usava os anéis da minha mãe que eram da minha avó
gostava mais de usar batom com cheiro de velho
tinha apreço por histórias passadas de amor recatado
adorava o fusca do vô.
e passou um tempo, me esqueci desse meu gosto indo de cabeça na juventude adolescente incorporando meu olhar a moda daquele tempo.
até que o tempo passou e mais uma vez me apaixonei pela velhice; usava vestidos floridos e bem cortados, assistia filmes antigos e suspirava viver numa época em que vanguardas nasciam e a arte, política e comportamentos revolucionários construiam caminhos que hoje apenas nos inspiramos.
por um tempo quis fingir que o digital não existia pintando em telas, escrevendo em papéis, datilografando e fotografando em rolo; tudo pra construir uma cegueira sobre as atualizações constantes ao redor.
é engraçado ver o tempo passar e imaginar minhas tentativas de cópia do passado que nunca vivi e tanto desejei. esquecendo que o agora é onde devo estar e que aquele tal passado fabuloso era difícil e mais solitário, árduo e penoso.
o ontem já é passado e uma hora atrás também, é só olhar no relógio do celular.
Jul 30, 2019
Jul 30, 2019 at 7:54 PM UTC
Não dá pra esquecer
Já que eu sou eu e você, você
Há motivos pra minha vida de monge
São os mesmos que te fazem estar longe
Mas a distância é relativa
E eu, que ainda estou viva
Te olho assim
Feito telescópio, tão distante de mim
É fácil pensar
Difícil ignorar
Já que entre nós dois
Só tem a Pedro Américo
Lembro disso e depois
Mais um porre homérico
https://www.youtube.com/watch?v=M1mA9tEZJJI
Dec 18, 2018
Dec 18, 2018 at 5:12 PM UTC
Sinto que é uma tarde calorosa, tanto de temperatura quanto de emoção, lembro quando me mudei pro Rio e não estava acostumada com essa recepção “quente” dos ambientes presentes. Parece-me que estou voltando a esse ponto, de novas pessoas e novos suores por onde passo. Será se o ciclo tá virando um ritmo a se seguir? Talvez a vida tenda a se repetir, mas com novos personagens e backgrounds diferentes, vai saber.
Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 6:53 PM UTC
Touching forearms can cause a rash.
At least, it did. Whatever occurred, allergy.
Tanto faz, já aconteceu lá atrás.
Mas o lembrar - ô pra lembrar
May such thoughts exist only in passing,
amanhecendo pra acabar aqui assim
Recordings and so much distance make
a vibrant view. Sinto falta da minha cidade.
Let it be an itch on my forearms.
Allow me to feel touch, to both see and experience
beauty however it so permits.
Não dá pra experimentar tanto assim.
Redemption is not supposed to come as we’d like.
Tô permitido pra fazer isso no outro idioma?
Lembro da coceira e I wish you to be the pain
in my kneecaps.
Critique is a dear friend
Sep 10, 2023
Sep 10, 2023 at 10:42 PM UTC