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"essa" poems
Nella Torre il silenzio era già alto. Sussurravano i pioppi del Rio Salto. I cavalli normanni alle lor poste frangean la biada con rumor di croste. Là in fondo la cavalla era, selvaggia, nata tra i pini su la salsa spiaggia; che nelle froge avea del mar gli spruzzi ancora, e gli urli negli orecchi aguzzi. Con su la greppia un gomito, da essa era mia madre; e le dicea sommessa: "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; tu capivi il suo cenno ed il suo detto! Egli ha lasciato un figlio giovinetto; il primo d'otto tra miei figli e figlie; e la sua mano non toccò mai briglie. Tu che ti senti ai fianchi l'uragano, tu dai retta alla sua piccola mano. Tu ch'hai nel cuore la marina brulla, tu dai retta alla sua voce fanciulla". La cavalla volgea la scarna testa verso mia madre, che dicea più mesta: "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; lo so, lo so, che tu l'amavi forte! Con lui c'eri tu sola e la sua morte. O nata in selve tra l'ondate e il vento, tu tenesti nel cuore il tuo spavento; sentendo lasso nella bocca il morso, nel cuor veloce tu premesti il corso: adagio seguitasti la tua via, perché facesse in pace l'agonia... " La scarna lunga testa era daccanto al dolce viso di mia madre in pianto. "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; oh! Due parole egli dové pur dire! E tu capisci, ma non sai ridire. Tu con le briglie sciolte tra le zampe, con dentro gli occhi il fuoco delle vampe, con negli orecchi l'eco degli scoppi, seguitasti la via tra gli alti pioppi: lo riportavi tra il morir del sole, perché udissimo noi le sue parole". Stava attenta la lunga testa fiera. Mia madre l'abbracciò su la criniera "O cavallina, cavallina storna, portavi a casa sua chi non ritorna! A me, chi non ritornerà più mai! Tu fosti buona... Ma parlar non sai! Tu non sai, poverina; altri non osa. Oh! ma tu devi dirmi una cosa! Tu l'hai veduto l'uomo che l'uccise: esso t'è qui nelle pupille fise. Chi fu? Chi è? Ti voglio dire un nome. E tu fa cenno. Dio t'insegni, come". Ora, i cavalli non frangean la biada: dormian sognando il bianco della strada. La paglia non battean con l'unghie vuote: dormian sognando il rullo delle ruote. Mia madre alzò nel gran silenzio un dito: disse un nome... Sonò alto un nitrito.
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La cavalla storna
Nella Torre il silenzio era già alto. Sussurravano i pioppi del Rio Salto. I cavalli normanni alle lor poste frangean la biada con rumor di croste. Là in fondo la cavalla era, selvaggia, nata tra i pini su la salsa spiaggia; che nelle froge avea del mar gli spruzzi ancora, e gli urli negli orecchi aguzzi. Con su la greppia un gomito, da essa era mia madre; e le dicea sommessa: "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; tu capivi il suo cenno ed il suo detto! Egli ha lasciato un figlio giovinetto; il primo d'otto tra miei figli e figlie; e la sua mano non toccò mai briglie. Tu che ti senti ai fianchi l'uragano, tu dai retta alla sua piccola mano. Tu ch'hai nel cuore la marina brulla, tu dai retta alla sua voce fanciulla". La cavalla volgea la scarna testa verso mia madre, che dicea più mesta: "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; lo so, lo so, che tu l'amavi forte! Con lui c'eri tu sola e la sua morte. O nata in selve tra l'ondate e il vento, tu tenesti nel cuore il tuo spavento; sentendo lasso nella bocca il morso, nel cuor veloce tu premesti il corso: adagio seguitasti la tua via, perché facesse in pace l'agonia... " La scarna lunga testa era daccanto al dolce viso di mia madre in pianto. "O cavallina, cavallina storna, che portavi colui che non ritorna; oh! Due parole egli dové pur dire! E tu capisci, ma non sai ridire. Tu con le briglie sciolte tra le zampe, con dentro gli occhi il fuoco delle vampe, con negli orecchi l'eco degli scoppi, seguitasti la via tra gli alti pioppi: lo riportavi tra il morir del sole, perché udissimo noi le sue parole". Stava attenta la lunga testa fiera. Mia madre l'abbracciò su la criniera "O cavallina, cavallina storna, portavi a casa sua chi non ritorna! A me, chi non ritornerà più mai! Tu fosti buona... Ma parlar non sai! Tu non sai, poverina; altri non osa. Oh! ma tu devi dirmi una cosa! Tu l'hai veduto l'uomo che l'uccise: esso t'è qui nelle pupille fise. Chi fu? Chi è? Ti voglio dire un nome. E tu fa cenno. Dio t'insegni, come". Ora, i cavalli non frangean la biada: dormian sognando il bianco della strada. La paglia non battean con l'unghie vuote: dormian sognando il rullo delle ruote. Mia madre alzò nel gran silenzio un dito: disse un nome... Sonò alto un nitrito.
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A rocha observa o movimento do mar com atenção. essa presença inconstante, essas oscilações de humor, esse vai e vem... Toda vez que parte leva consigo pedaços daquilo que parecia ser sólido, inabalável. Mas permanece ali, imóvel. Tenho certeza que se pudesse falar diria algo do tipo: calma, fica. Só dessa vez, fica. A natureza não deixa de ensinar. É impossível controlar qualquer coisa, mesmo podendo falar.
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:57 PM UTC
Taurus
Ai está o amor… Quando o coração se alegra e ri, Quando a pele se toca com sabor, Quando o sorriso é para ti, Ai .Sim há amor…! Quando as flores oferecem perfume, Quando o lume tem calor, Quando o ciúme é ciúme, Ai. Sim existe amor. Quando a alegria é gratuita, A vontade nos incita, O orvalho molha a flor, Ora essa… ai está o amor. Cordiais Cumprimentos. Victor Marques
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Jan 1, 2011
Jan 1, 2011 at 10:14 AM UTC
Aí está o amor...
Uma casca solta, prisioneira de uma falha perfeita, Perfeitos são o mitos, aos olhos de gente fechada, Explicações são fraquezas, de acções de fachada. Não sei mais quantas vezes eu repetirei, a ceita! O peixe escorregadio, que vadio desaguou do mar, Se esconde na toca do Coelho, que é toca desafeita, Num segredo moribundo, de computador de aldeães, Segundo um mito motar de um braço partido ao luar! Essa vaquinha que pastou, pintada de vermelho corado, Desfeita tantas vezes no pasto, moribundo da praia vazia, Era apenas um segredo, pintado nas veias do tal marado, Que mais ligada que a mentira à realidade, produzida, diria! Que se fodam os mitos, que se lixe o correto, porque certo? Estou eu, e eu, segundo os mitos que considero correctos, Não tiro nem ponho, continuo caminho fora, boquiaberto, Enquanto penso, na esperteza dos enxames concretos! Na sementeira alheia, vanguardeira cairá tão perto, Seu ***** espaço de terra, de um vazio moribundo, E eu cumprida a missão, estarei bem melhor decerto, Porque tudo como nada, tem um preço de vinda ao mundo! Escolhas guardadas comigo, desde o dia que nasci, Cabe ao meu cérebro processar o dia, é costume, Que de tão leve vive meu lume, que ela não teme, Limpeza de água, que cai e faz fumo, e aprendeu! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.25.02.10
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:08 AM UTC
Esta é a utopia
Em frente do espelho Em um surto de lucidez, penso O que foi que eu fiz com meu corpo? Ele era tão saudável Mas eu não me amava antes E também não me amo agora Eu lembro de desejar a todo custo “Emagrecer até morrer” E é essa frase que corre em minha mente Quando eu sinto minha visão escurecer Eu lentamente estou morrendo Em frente ao espelho, me pergunto Se era essa a minha vontade então por que eu estou tão assustada?
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Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:55 PM UTC
Espelho
e com essa marra sua eu faço nosso laço e ajeito nosso passo como quem se perpetua e com esse teu jeitinho eu nos desenho, sem pressa te encho de carinho e o delírio me atravessa na tua cama contorno as tuas linhas que eu sei não serem minhas mas trato como quem ama e nesse paralelo criado nesse universo só nosso eu faço o que posso pra ver o mundo atravessado como quem ama meu bem
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Jan 7, 2016
Jan 7, 2016 at 6:48 AM UTC
amor de uma só via
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Hoje sinto que aquela bola de sabão existe! É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento, Sente-se os sons das palavras, que expeliste, Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento! O longo curso, no horizonte dessa montanha, Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui! Brilham olhares atentos à noite, agora estranha, O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui! Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos, Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos, Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos, Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos? Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno, Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso, Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso! Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso! Os círculos controversos do prender da abertura das portas, Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento, Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento, Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras! O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes, Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso, Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes, Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.18.02.23
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Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Vê-se a bola de sabão
Como uma gota de água se juntando formando um oceano, É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios, Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água, Em que vivi momentos eternos para o meu coração, Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti, Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso, O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia. A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer, Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo, O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços. Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar, Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante, Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar, Também porque continua ocupado com as tuas coisas, O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje, O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos, E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos! Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és! És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido! Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando! Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança! Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz. Autor: António Benigno
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
Desejo chegar ao teu ouvido
Parte do tempo percebemos que somos perfeito A maior parte não paramos de falar Eu seguro sua mão, você dá um sorriso A gente se beija no meio fio Meu corpo se mexe pra trás e pra frente Aqui está pra prefeitura, aqui está o bar que nos vende tequila Somos tão esquisitos que daria certo Os cartões de crédito dela me perdoaram Os cabelos enrolados me perdoaram Por que você não pode me perdoar? Somos tão esquisitos que daria certo O garoto de óculos escuros me deu um gole daquela ***** barata Você me deixou colocar a cabeça no seu ombro Quando fomos embora você me seguro no colo Somos tão esquisitos que daria certo Esquerda, direita, cima e baixo Só porque não temos joguinhos não quer dizer que não é certo Você vive dizendo que quer me ver Amo essa mescla de felicidade e receio Quando fico triste você faz uma dança engraçada Somos tão esquisitos que fica perfeito
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Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 1:35 AM UTC
Amantes Esquisitos
"Uma corte recheada de incertezas. Diz o mestre: - A todos vocês condeno essas correntes ventrais. Condeno essa pressão cardíaca, essa confusão mental. Não desejeis vós que o sentimento profundo lhes fosse concedido? E quem há de me jurar que com ele não viria tremenda descordenação, tremendo derrocamento? Ouçam o bardo correndo louco entre as paredes de pedra. Ouçam o gondoleiro, barcarolando as canções de amor. Ouçam o basbaque som dos encantados, os afeiçoados e doados de coração. Eis a verdade, corte, corte de sentimentos. Jaz aqui o vento que me tragou a esta ilusão. Gritam altissonantes os mares, arriscai-vos corações, antes que o mar os leve a vossos esquifes, antes que seja muito tarde para arriscar. Porém que seja espúrioso o vosso amor. Pois é sentimento que se perde em lamentações, e para vive-lo, arriscar é necessário, não aja com esquivança, uma vez entrelaçado, o amor é mais que a promessa, é a eternidade, é um fado, é um facho, é imensurável, é imane, é ilibado, insinuante sinal de maravilhas, ofusca os olhos de quem sente, faz plenitude e traz saudade a quem não tem, mas ainda sim muito além, é uma reta paralela, e dele deve ser padrinho em solenidade, é um pardieiro implorando piedade, e nós somos a reconstrução. Então amem corte, mas paguem o preço, na labuta e na luta, pois o amor é um mestiço, meio amargo, meio doce, mas é nato em perfeição."
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas I
“Compus uma canção para dizer: ‘Amo-te descontroladamente!’ De ações tangentes; da equação complexa que é te amar. E mesmo pacificamente; Minha alma sem ti, não pode se encontrar. Como contra o céu paradisíaco que constrói o tempo e investe areia contra mim; Mesmo no pior dos casos, nos meus últimos gritos, altissonante direi: ’ EU VIM!’ Me encontre na beira de meu coração, na ponte que causa essa estranha paixão; E direi que não sabia que um anjo poderia possuir tão rápido todo meu sentimento assim. Vem que em laços de eternos amantes, cada consoante, dirá e recitará meu amor celeste; Rolando em campos grandes e em flores campestres O céu sussura uma sinfonia recém escrita para o nosso caso infindável; E jamais ouvi a voz dos anjos num tom tão amável As lágrimas que derramo não reclamam de nenhuma tristeza desconhecida; Mas sim da alegria pela qual minha alma foi tingida Novamente nos encontraremos eternamente e direi mais um trilhão de vezes: ’ Amo-te descontroladamente!”
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Amo-te!
Eu tenho esse medo constante; Essa paranoia demandante; Que eu sou uma pessoa pra se abandonar; Logo, eu percebo que não há ninguém em nenhum lugar. Mãos frias; olhos cansados; taciturno; Sonhos conturbados. Ninguém sabe de nada. Sou um pedaço de carne; Numa multidão carnívoros.
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Oct 15, 2012
Oct 15, 2012 at 1:06 AM UTC
Look up, sad boy.
Forçado a um habito falho Esfaqueando a face que eu sou Encimentando um mundo que mal começou Estrangulando todos os meus pensamentos Oh, mergulhe no meu coração E acenda a alma da minha substancia E se apresente como meu purgatorio Enquanto eu me balanço nessa rede de discórdia Sobre essa mar de ruinas Me afaste dessas fraquezas Me ilumine com seus pesadelos E acabe com minha juventude Com seus sonhos doentios
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Sep 20, 2015
Sep 20, 2015 at 12:26 PM UTC
Escravo por seu amor
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
As cores
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Marcas de uma noite escura E uma perspectiva ferida Pela agulhas de minha frieza Chegaram a você E a face que foi me dada Está jogada em alguma esquina Com impressões de olhares inferiores Como faces de um bloco de notas Eu vou me virando Vou me virando Essas alternâncias de oportunidades São as ultimas coisas que eu queria ver E com um grito sufocante eu admito Eu sempre errei Eu errei E essa dor despertante É uma especie de verdade que muda totalmente o caráter Me fez perceber as paredes se erguendo No único objetivo que eu foquei Todas essas maneiras autodestrutivas Todas essas inclinações para o fundo do poço E agora eu sei, elas tem justificativas E eu sei Acusado de assassinatos impiedosos Mas não sou que sou "um com a dor" Que fui forçado a parar na beira da estrada Porque é de lá que vim E é para lá que sempre voltarei Mas, meu deus Lá é tão distante E parece que acidentes agora ocorrem por lá E todos os outros lugares São cheios e me sufocam Me sufocam E eu sou tão inútil que a unica coisa que consigo pensar É em uma mudança dos tecidos dos tempo É eu sei Sou um inútil E agora sinto como se minha face Não tivesse nenhuma ligação com os meus pés E o meu corpo agora fica Rolando em coisas que não eu não consigo acreditar Mas eu tentei Eu realmente tentei Você sabe que eu tentei Realmente tentei
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Oct 29, 2015
Oct 29, 2015 at 4:26 PM UTC
Frases para recitar quando eu estou só
Nunca achei que seria tão fácil me vendar Mas olhando para trás Havia tantas coisas que não gostaria de ver E talvez graças a essa cegueira, lembrar não me faz sofrer Apenas buscar um abraço e tentar esquecer Ver o mundo desaparecer Talvez viver de promessas e sonhos foi o que nós fez perder E todo esses pedregulhos viraram aterros Para os próximos sonhos Que podem se tornar verdadeiros E não apenas uma moldura sem fotografia Que decora a mobília de um cômodo sem a pintura do apego E deixar o tempo passar seja o melhor que tenho a fazer Ele revigora e maquia cicatrizes que nem podemos ver Por isso talvez, mesmo sem historias para contar Acho que deveria me entregar Para que ele me leve ao lugar mais distante de ti Sempre achei que um pouco de nós faria bem O que dizer? nunca fui muito bom em escolher Mas talvez se nós reencontrarmos em alguns anos quais quer Podemos perceber que o jogo nunca terminou Apenas virou, e agora estamos em times diferentes Sempre se esbarrando e se machucando Mas nunca se cumprimentando Talvez devesse ter visto de longe Ou não ter me iludido tanto E saber que fomos Destinados a fingir Viver de falsas proximidades e carícias geladas E nunca de ternura nos abraços ou paixão nos beijos Destinados a fingir Uma paixão idiota Que mais parecia um cigarro Que logo se transforma em fumaça E no vento para o mundo se esvai
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Nov 5, 2015
Nov 5, 2015 at 7:48 PM UTC
Tempo de fingir
Essa falta que eu não faço pra você, Me deixa ir fazer pra muita gente. Eu não vou ficar aqui para sempre, Esperando você decidir sua vida. Ah, meu bem, eu queria ser Tão diferente, E pra você não olhar nunca mais. E enquanto esse tempo não chega, Me deixe enxugar minhas lágrimas, E saiba que eu não volto atrás.
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Dec 16, 2013
Dec 16, 2013 at 10:53 AM UTC
Não volto atrás
Carrego nos olhos o peso do vazio A infinidade de possibilidades não me permite mover-me Se espantas com essa condição? Queres correr e nunca mais voltar? Tens medo da dor e da culpa? Pois que vás, e não voltes Pouco me importa tua dor E sabes que tampouco se importas com a minha Dizes que tens carinho, ou será pena? Não sou miserável, não quero compaixão Dizes que beiro a loucura? Nunca estive tão lúcido! Sim, aquilo vistes em meus olhos é a alma dos homens Se me dizes que não vistes nada É por que de fato estas certa Os homens não tem alma! Quanto ao amor, é certo que ainda te amo e não creio que deixarei de fazê-lo algum dia Mas devo eu ter qualquer ambição quanto a isso? Não é necessário tê-la tal como um objeto Deveras alegraria-me tê-la, e sim, quando chegas muito perto... a ponto de encostar-me, sim, tenho impulsos quase incontroláveis... nada que a distância não resolva. Não me digas o que fazer Não me digas que preciso de ajuda um homem não precisa de ajuda Se estou me destruindo, é porque é o que devo fazer E se um dia, nesses lapsos, eu não voltar saiba que finalmente estarei livre!
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Jan 5, 2014
Jan 5, 2014 at 9:05 PM UTC
Catatonismo
Após um ano desde escrevi aqui pela ultima vez, notei a imensa e, acima de tudo, mais profunda mudança no que eu poderia chamar de ego. Ache uma personalidade para promover, uma própria. Promova essa personalidade. Além do mais, eu nunca estive tão feliz e nunca, em toda a história da minha vida, aconteceu tanto quanto nesse ultimo ano. Encontrei enquanto tentava não me perder, a feiticeira que me aparou antes que eu caísse. A caldeira que eu incendiaria até que minha chama acabasse. E lhes conto que ninguém pode ensinar o que é a liberdade. Bem vindos ao paradoxo. Embora não possa dizer que rompi a gaiola que nos toma àquilo de onde viemos, consegui enxergar através. E é muito confortável, poder sentir o pássaro que voa além da gaiola dormindo no meu peito.
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Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 11:03 PM UTC
Feliz ano novo!
Lábios que mastigam Que beijam Falam Calam. Ouço-te com prazer Os pelos dos braços arrepiam Com amor elas te cobriam Como eu poderia te ter? Egoísta Desejando os lábios finos Visto até um figurino Não sou mais, nunca fui. Pele fina Cabelos, cílios, lírios Dedos finos Tilintando em minha mente como sinos. Amor da maneira errada Ou errado da maneira certa Errado de forma encoberta Certo na história passada. Essa é uma longa caminhada.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 5:17 PM UTC
Finos e errados
expurgando esse sentimento para as partes mais profundas do limbo é a unica solução que achei para me livrar de toda essa tristeza e não morrer de hipotermia da frieza do seu ser, me mantendo vivo de migalhas das ondas radioativas do seu ser que me transforma nesse monstra de melancolia que algumas pessoas tem a chance de ver.
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Sep 19, 2015
Sep 19, 2015 at 9:51 PM UTC
Escapismo de minhas chances de ser feliz
Escuta com atenção o que vou te falar Importante Urgente Talvez indiferente Mas necessário, sem alvará. Como posso começar? É difícil explicar E se não existirem palavras Nem desenhos ou qualquer coisa para representar Decretada a agonia estará. Ok, lá vou eu talvez vou numerar correr pelo meu subconsciente para caçar formas de expressar essa merda. Era uma vez uma moça cujas palavras não sabia formular.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 7:34 PM UTC
Como matemática
Seu rosto já não é mais o mapa que me guia Seu sorriso já não representam as estrelas que me fascinam E as morfina de suas palavras estão longe de ser efetivas Mas o que fazer? Sempre soube que meu sim foi carregado de insensatez E mais uma vez tenho que pensar Em qual moeda essas fantasias devo pagar Angustia que pode virar combustível Ou talvez, raiva que será nosso castigo Talvez apenas devo esquecer isso Mas o pensamento de puxar o gatilho É muito mais forte do que o de sofrer sozinho E você não sabe como é difícil Saber que essa noite estarei sozinho E a falta que sinto dos seus carinhos Mas agora tudo isso é passado E apenas agora consigo enxergar O que onde existia um começo Coexistia um erro E o que achávamos que seria amor Apenas era a euforia de um perdedor que ocupa o segundo lugar no pódio do amor
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:08 PM UTC
Reflexões sobre os sentimentos de 7 meses e duas semanas
Vista la Cappa porpora bruciata dalla fiaccola del Mare uguale e stufo della Corona che porto, e con essa la prigionia, mi dissi: or ora ** deciso: lascerò alle fiere le mie stanche carni ed alla tempesta i Lumi, conservando avidamente solo l'impura fiamma che strazia urlò: "è l'ignoranza che porta al trono", o almeno così avrei fatto se la mente fosse timone dell'anima e il cuore ridotto da un re assoluto ed invisibile ad un ratto senza denti e ossa. /// Having seen the purple Cape burned by the torch of the equal Sea and tired of the Crown that I wear, and with it the captivity, I said to myself: now I have decided: I will leave my tired flesh to the beasts and the Lights to the storm, greedily preserving only the impure flame that tears he shouted: "it is ignorance that leads to the throne", or at least I would have done so if the mind were the rudder of the soul and the heart reduced by an absolute and invisible king to a rat without teeth and bones.
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Apr 17, 2025
Apr 17, 2025 at 4:26 PM UTC
Il Re giusto