"pai" poems
Nascimento, vida e existência…
Nascemos de uma forma sublime que parecendo uma banalidade natural é segundo o meu ponto de vista um milagre em todos os sentidos. Parece que o ventre da mulher foi feito e eleito o local divino para mostrar ao mundo a beleza do nascimento, vida e existência, comprometida com todos aqueles que tiveram o privilégio de um dia nascerem.
Nascemos, vivemos e existimos num planeta que procura respostas que não acha para uma imortalidade pedida a preceito em orações, congressos, ou aglomerações de seres que procuram nesta vida um culto a Deus que parece estar para caprichos e devaneios de tantos seres humanos que existem por existir.
Nascimento é vida e ao mesmo tempo uma existência comprometida com o universo que é gratuito para todos aqueles que conseguem perceber a magnitude da abundância que nos é dada com o nascimento, vida e existência.
Nascemos nus sem nada para oferecer naquele preciso momento alegria a todos aqueles que parecem esperar um Messias salvador e apaziguador de corações por vezes divididos
e adulterados com vivências da sua própria vida.
- Que recompensa teremos nós depois de deixarmos de existir sob esta forma material que parece ser digna e ao mesmo tempo real?
-Será o nascimento o elo principal na vida, na existência e na morte?
- Será que Deus através da beleza e complexidade do nascimento quer mostrar ao homem através da sua existência a possibilidade de aspirar com a morte à ressurreição ou melhor a outra forma espiritual de continuar a existir?
- Será que não será mais fácil e rápida a morte do que o próprio nascimento?
Nascemos, vivemos e existimos num planeta terra maravilhoso regido com mestria por um sábio infinito e Criador que sempre com precisão consegue dar ao ser humano deleites que irão perdurar na nossa vida até ao dia que depois de nascer, viver e existir morremos para ressuscitar no Amor Sublime de Deus nosso Pai.
Victor Marques
Nov 18, 2014
Nov 18, 2014 at 1:24 PM UTC
Pain
Pain
Pain
Pain
Pain.
Pain,
Pain
Pain
(Pain)
Pain--
Pain
Pain
Pain
Pain
Pain pain painpainpain
Pain pain pain
Pain pain
Pain.
Pain with pain
Pine and pain
And sick
Pain-Ill death-clock
Tick tick ticks
Nothing to say
Anymore
Pain pain. Pain
Pain with feathers
How pain and why pain
And will be and never was pain
Pain in your shoes,
In a shower
On a floor
Pain
In a garden
Pain
With your tea
Pain in your eye
As you drive
Along
We must be terrible
We must be heinous
Viscous, meticulous,
We are not.
But pain pain pain
I. Can not sleep
As they sanction drone
Strikes on children
I. can not sleep
As a
Ghostly ether summons
Across lakes in dream
I. Can't think
I. can feel like a Cyprus
Upon a grave
Love love love
Love love love love
Love love love love
Death exists
Life is in brief moments
Where the dead
Drag in front of you
Bleeding, broken
Forever lost in this abyss
Grafted from a tree
In another world
Oh, my love.
Oh my love,
As I know it true
In bent knees at dawn
Whispers evermore in my ear
Beyond graves and atom bombs
Test pilots
Test tubes
Test
Pain in your chest
In your mouth
Rotted flesh
Rotted fits of aging
Agony which
Is pain, exquisite
Like a needle
Precise like
A
Nuclear accident
I. Can't sleep
As things fly above my head
My eye
Leaving me in the dark
Leaving me in a tub
Leaving me in a gas task
Mustard gas and Venus
Drowned in calm water
Out, out, out,
Number 1.
Nitrous oxide
Psalms, palms,
Save little girls
In dresses know
As I walk by a snowglobe
Oh, my love
How
I am sick of questions with an
Answer I know
But not quite
Not, quite
And death will solve
All power
Like forks
In an outlet
u r a beautiful dawn
At sunset
My eyes are tired
It needs to heal
It needs to heal
D. E. A. (D)
In a straw or dollar
O.K.
oh, Kay
Oh, Natalie
I dot the "I" in your
Name in my brain
In my bones leaving me
Aloft in dream,
I dream and weep
I dream and weep
Pain
Pain
Pai. N.
Kiev
Leaving
Pain
Pain. Pain. no. 1
Jul 18, 2015
Jul 18, 2015 at 1:48 AM UTC
Bodhidharma, the first Zen patriarch,
told Emperor Wu that merit
meant nothing;
but great emptiness
revealed by sitting facing a wall
had great merit.
Wu was perplexed.
Patriarch number two, Hui-k’o,
faced a granite wall in a forest for seven years;
it became his beloved.
Seng-Tsan, the third Zen patriarch wrote poems
and his legendary Hsinhsinming verse
transcended all the unnecessary duality
in the mind’s mire.
Tao-Hsin, patriarch number four,
said don’t’ stare at a wall,
just do the laundry
and watch the clear water
turn brown
then pour it onto the vegetables in the garden
when you’re done.
Patriarch five, Hung-Jen
meditated from age six staring at the horizon
and said if you find the line between sky and land and sea
you slip into infinity
with no sky, land and sea
just one place for the mind to finally rest.
Hui-Neng came next;
no wall
no laundry water
no heavenly horizon
just fascinating monkey mind
sometimes full, sometimes empty
running whichever way, whenever,
and that was all good.
The 300-year Tang dynasty
had three wild man patriarchs-
Ma-Tzu shouted constantly;
Pai-Ching did laundry,
and Huang-Po told everyone
they were already enlightened
and should not bother with Zen at all.
Lin-Chi was the Jesus of Zen
who loved everybody everyday.
He taught the heart’s clear natural action,
compassion, not walls and laundry and trying not to think.
His love was wiser than his mind.
The patriarchs of zen
taught more than a thousand years
before I grew up an American idiot
in a materialistic world
populated by narcissistic borderline freaks
thumbing smartphones in leather car seats
never doing laundry
afraid to face the walls
built of brick made
mortared tight together
with the fear
of their own compassionlessness.
Jun 26, 2012
Jun 26, 2012 at 1:46 AM UTC
Bom dia a todos...Desejo que tudo corra na plenitude e vossos anseios e desejos se concretizem na abundância e plenitude. Boa vindima para aqueles que ainda continuam na tão nobre Colheita. Esta poesia é dedicada ao meu Pai: António Alexandre Marques e a todos os seus amigos e conhecidos.
Lembro-me de Ti meu querido Pai
As videiras cansadas pelo sol tórrido de verão,
O rio corre por amor e paixão.
Eu procuro a resposta que não acho,
Sou feito de uvas e do teu abraço.
As rochas xistosas esperam a madrugada,
As uvas amarelas e avermelhadas.
E tu meu Pai continuas aqui sepultado,
Pois o vinho foi teu amor, meu fado…
Palavras sábias de profeta que sonha e sabe,
Lembrança de ti e eterna saudade.
Nossa Senhora de Fátima te acolheu,
Eu anseio também para ser seu…
As uvas dão precioso fruto,
Eu continuo vivo e de luto.
O Douro sublime se consome e exalta,
Por ti Pai saudade quase me mata…
Victor Marques
Oct 8, 2013
Oct 8, 2013 at 2:29 AM UTC
Nas angústias nobres e sonolentas em que se tudo se fecha e acaba,
As areias, as pedras das vinhas feitas do nada.
O sopro agrestes das vides refinadas pela tua coragem,
Voltamos ao Douro e á tua imagem.
Penduro minha mágoa na armadura de uma videira,
Nas entranhas de meu ser e junto á cabeceira.
Deus deu-me uma materialidade sem sentido,
Grito do amor e do gemido.
As pedras das calçadas que amaste até demais,
O chilrear que já não ouves dos pardais.
Eu sei que meu pai está no paraíso,
Tem Deus como Abrigo.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 2:52 AM UTC
When words were stolen from my page
I flew into a useless rage,
But then I came across some lines
Which helped me through those angered times.
It was Poetry Journal (MVP)
Who pointed out the theft to me.
Ajey Pai K also showed
The plagiarism, and bestowed
This knowledge for the world to see,
And challenged them to disagree.
I did some research to discover
This matter clearly touched another;
Scout Pilgrims poem said "Don't be
An ******* to writers like me,
And so I tried to write some verses
In appreciation for the curses
You heaped upon the plagiariser
Whilst I, myself, was none the wiser
If it wasn't for people like you,
Who helped their fellow poets through
And valued the writers honesty,
I'd give up writing poetry,
And although this poems not my best
I need to get this off my chest
So I'll force the rhyme to make it so;
I appreciate it lots- thank yo!
Dec 11, 2015
Dec 11, 2015 at 12:44 PM UTC
Falo com Deus em Sentimento,
Rogo a Nossa Senhora do Rosário.
Perdeu-se o Sonho, meu lamento,
Tiveste teu calvário.
Douro e Tua sem altiva voz,
Descendente de meus avós.
Videiras sem uvas amadurecidas,
Paisagens queridas.
Sonolentos dias que amanhecem,
Flores que florescem.
Vida que sofre com quem tanto labutou,
Vinha que seu filho amou.
O sangue nas veias doridas,
Noites esquecidas.
O amor do Pai que nos assola,
Violaõ com toque de viola.
Cordiais Cumprimentos.
Victor Marques
Dec 14, 2010
Dec 14, 2010 at 10:27 AM UTC
António teu nome,
Agricultor, vitivicultor.
Apaixonado pela terra,
Pelo Douro, pelos Montes.
Aquele amor que não se encerra,
Dorme na colina, na serra.
Colheu tristeza na Guerra Colonial,
Amou o Douro e Portugal.
Semeou a terra que alegrias lhe traria,
Amou seus filhos e sua esposa Maria.
Plantou videiras que olhavam o céu estrelado,
Fez vinho com amor imaculado.
As uvas são um amor para toda a vida,
Deus nos ama até na despedida.
Olhou para o Rio Douro eTua ,
E na memória de um povo com glória,
Com aquela lágrima que eu sinto agora.
Me conforto no horizonte duriense,
Hoje, amanhã e sempre.
Victor Marques
Oct 18, 2010
Oct 18, 2010 at 6:47 AM UTC
Yeh samaa woh waqt ka hai
Jab hum jawaan thai tum bhi jawaan thai.
Uss shadi mai aap ka aaana.
Aur mujhe bar bar dekhnaa.
Aap ka andaaz ke kya khanai.
Jau hum kau bebaaz kar deeya.
Woh aap ka nazuk natnaai phulaanaa
Woh aap ka sharm sai thar tharanaaa
Woh aap ki kali saree sai naaf ka
Meri aaukhai sai chupa chupi khelna
Woh aap ki halki se musqurahat
Woh aap ki thodi se sharahaat.
Aap ka andaaz ke kya khanai.
Jau hum kau bebaaz kar deeya.
Phir woh mera pass sai guzri.
Merai dil pai raiham na karkai.
Aur phir paas woh jab aaayi.
Aur yu muskurayee.
Uski sassai merai cheharai par halki halki baraas rahi thi.
Yeh samaa woh waqt ka hai
Jab hum jawaan thai tum bhi jawaan thai.
Yeh
Jun 7, 2018
Jun 7, 2018 at 10:44 AM UTC
Vindima que sempre vem
Que regalo é ver estas lindas uvas que serão destinadas a ser pisadas por tantos pés generosos deste povo duriense que nas encostas trabuca com suor no rosto. Depois de tantas canseiras chega a hora da colheita para todos começarem em festa um processo que acabará nos melhores vinhos de Portugal e do mundo.
Para haver vindima temos de ter videiras bafejadas pelo sol, acolhidas pelo xisto e amadas pelo homem duriense que não se cansa de as amar e bajular. Este meu Douro é sem sombra de dúvida local privilegiado para a produção deste néctar abençoado por Deus.
A videira que Jesus tantas vezes enumerou me faz perceber o universo, a sua diversidade e porque não mesmo a vida depois da morte. Como simples podador o homem corta as vides na esperança de uma boa colheita. Que encanto ver durante seu ciclo o despertar constante de tantos sonhos adormecidos.
A videira delicia, rejuvenesce, cresce embalada pelo vento em socalcos e patamares e os rios são seus fiéis companheiros e a seu lado tantas árvores dão as azeitonas da paz e serviram de aconchego no Horto das Oliveiras para Jesus Cristo amar os homens e segredar a Deus seu Pai. Temos orgulho em nossos muros de pedreiros que esculpiram seu próprio fado, eles mudaram os olhares de um Douro mal-amado…
Victor Marques
Oct 6, 2013
Oct 6, 2013 at 2:11 PM UTC
Soterrados locais de nascimento,
Por entre as brumas do chorar ficaram
Perdidos neste Tempo que não tem espaço
Achados no centro do Lodo que encontraram.
Espécie de dor ridicularizado ao Poente
Loucura mórbida de um Amor quase doente
Pisados por uma crença animal
Enganados por uma vida que não é real.
E aqueles que com uma corda fazem o seu caminho
E na árvore penduram a sua alma devagarinho
Morte lenta para quem a tem
Muito Rápida para quem a vê.
E não sabemos nos que também morremos aos poucos
A cada dia perdemos um pedaço de carne do Ser
Por cada noite gasta um turbilhão de vidas por nascer.
E se somos a carne do pobre pensante
Achemo-nos dignos de crer na inexistência do senhor
Que pensa que nos tem mais que amor
Que nos da e tira o fôlego só por crer.
E na missa ajoelhados os pobres coitados
Rezando cada um para a a sua amargura
Filhos de um pai que não os segura
Descendentes dos filhos da Terra, mortais.
E aos *** elevam os braços por Ele
E matam e esfolam os seus irmãos em seu nome
E dizem que ele é Amor, e paz, e compaixão
E por pecarem e errarem pedem perdão.
E esta vida a que condenados somos
Sem pedirmos o nascer nem o morrer
Vamos todos em fila para a câmara ardente
Não vendo nunca o nosso expoente.
Procuramos o eterno sentir e o poder
Não sabendo realmente o que é viver
E a cada fôlego perdemos as forças
E a esperança num futuro sossega-nos a morte.
E para aqueles que iluminado esta o caminho
A morte é mais rápida que o dia
A luz mostra a direcção a tomar
E o sentido da rua é ficar sem Ar.
Definhar.
Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:07 PM UTC
Esse amor tão Teu sempre generoso
Recordar-te meu querido Pai,
Teu sofrimento e tuas conquistas.
As preocupações mundanas,
Ver nascer nos campos bonitas açucenas.
Ligação terna e terrena se vê na morte,
Com muita ou pouca sorte,
Honestos conselhos sempre nobres,
Simpatia para ricos e pobres.
Teu lagar com suco espirituoso,
Amor sempre generoso.
Terra duriense escaldante,
Cepas direitas e tortas,
Horizonte tão distante,
Vinhas vivas e mortas…!
Pedrinha sobre pedrinha colocais,
Vinhedos e olivais.
Altares do Deus adornais,
Rolhas de bonitos sobreirais.
Victor Marques
Sep 18, 2012
Sep 18, 2012 at 10:30 AM UTC
Geografia (2)
Havia a lua a conquistar: magno evento.
Mas a vida corria normal em solo firme
Ah, e os sustos: o estômago puro vento
Eu silente, exausto, adormecia inerme.
Entanto, no cerrado havia muitas frutinhas.
E havia a revolução, e reuniões de oração.
Quando dormia no meio do Pai-Nosso.
Uma centena de orantes à espera de um milagre.
Então Seu Roque viajava para o Interior –
Com seu carrossel de slides e nossas fotos
Não havia quem não doasse alguma coisa:
- Um capado, um saco de arroz, bananas
Em cachos; voltava no fordinho velho
Mas bem fornido; tão feliz, e barbado.
& The United Brothers enviavam cartas.
Dentro dessas meu primeiro bookmark
E o desejo de conhecer o estrangeiro...
Na escola dominical, aprendi os 10 Mandamentos.
Ficava triste nas tardes de domingo; ainda agora.
Um gosto de mangaba e o dedão do pé doendo
Como quando chutava lobeiras em lugar de bolas.
O abrigo era o melho lugar do mundo limpo
O quintal; o milharal capinado; havia o Careta
Nosso cavalo; o Thinka – latindo para o Leão.
Éramos tão felizes quando banhados à espera
De vovó Cecília e seus doces de buritis...
Jesus, como era o teu nome chamado.
Até que o Filemon teve convulsão e tudo desabou
Sobre nossas cabeças como o Apocalipse de S. João.
Fim.
./.
Feb 8, 2016
Feb 8, 2016 at 12:17 PM UTC
Minha filha Victória,
Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes.
Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios.
Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração.
Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio.
Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor.
Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem.
Adoro-te filha
Victor Marques
May 25, 2015
May 25, 2015 at 9:44 AM UTC
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura,
E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres,
Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura
Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres!
Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro,
Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes,
Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro,
Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes!
De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações,
São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia,
Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia,
Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões!
Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura,
Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi,
Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi,
Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura!
Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes,
Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe,
Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além,
E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes!
Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou,
Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei,
Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou,
Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.30.02.18
Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
O amor de Pai
Na minha mente nobre e cansada,
Te vejo com carinho e abrigo,
Os anjos passam sem prévio aviso,
Caminhas pelas vinhas no paraíso.
A tua preocupação doentia,
O teu labor te bendizia.
Janela sempre aberta,
Teu amor me desperta.
Horizonte duriense que padece,
O teu amor vive e não se esquece.
O xisto continua inerte e não esmorece,
Teu amor é uma como uma prece.
Victor Marques
11/11/2005
May 30, 2011
May 30, 2011 at 8:38 AM UTC
In{peace}ner
Yet again, I a(struggling)m to sleep,
Yearning for m(soul)y to keep.
Day by pa(day)ss with no remorse.
Death scouring the lands on his tire(horse)less.
There was Mar(First)cos,
There was Ka(Then)in.
De(coming)ath is for all of us,
As morale beg(wane)ins to.
Shots are fired in hot spu(sporadic)rts,
du(I)ck for cover as my shoulder hurts.
Blood flo(down)ws my arm as I grasp my gun,
I close my eyes as my comr(run)ades begin to.
I am paralyzed, planted in the ea(bunkered)rth,
My comrades car(me)ry as they flee.
I fig(sanity)ht, refusing to see my own worth,
As bullets fly by, in an endl(torrent)ess of maniacal glee.
The pain sears, racing through mi(my)nd.
Muscles, tissue, bone, to unw(beginning)ind.
Con(crosses)cern my comrade’s face,
As he looks at my pai(disgrace)ned.
Earth spews the gro(from)und to my right,
Launching us into the thick fum(air)ed.
I scream again as my pa(rears)in its roaring might.
My vis(fading)ion as my body lands on my earthen lair.
whi(Death’s)sper then did creep,
His bre(cold)ath in did seep.
I no pa(feel)in as I know its time,
To join m(mates)y, out here on the Rhine.
May 7, 2012
May 7, 2012 at 8:44 PM UTC
I crave peace
security....
and i get annoyed....
i feel not understood
...my mind is so ******* overwhelmed
...but projects not ****
its so mother *******
afraid of who knows ******* what
...i sit here like a ******* doll
with my Mom yelling in my ear
as insecurity
those annoying *** voices...
continue to say your nothing
your nothing because your not good enough
...for this person
he wont think your hot
your not good enough
....i think you should be more like this ****** up person
...all it does is degrade me
...tell me im nothing
.....tell me im something according to society
...then ******* deceit me
its like what am i...
who am i
what have i become
....what do i truly value
...who the **** am i
...im a wreck
a ******* train crash
dead...
and its like
i crave identity and security so much
im willing to find it in a matter of seconds
...its like i have no sense of patience in that field
its like ive been sad
...crying internally
totally hiding it
....insecure with myself
angry
...but in denial
completely in denial
about my entire existence
its like i dont want to admit to the person that i am
...my mind craves more
it doesnt crave real
its a ******* ***** i tell a ******* bith
a real pai in the ***
im tired of giving a **** about what others think about me
im tired of giving a **** about anything
im tired of being so annoyed and in denial about myself
its like i want to ******* scream
its like im trapped
trapped
and i feel obligated to stay trapped
..because im me
and because society and ppl
and like im not one to like to make others feel bad
....but like im so tired
its a ******* pain
making each and every day a task
...to mask the real me
and try and build this facade
impress evry ******* person i meet
...like its such a ******* task
every ******* day
for the past years
..its fustrating
i look at miley and demi and avril
then i look at me....
and i know that security and complete you...is possible
but its like...
who wants to sit sad
be ******* sad for a day, for weeks, for months
even years
like...
not me
im so tired and sick
and im done tryig to be what everyone else wants
....im done scrolling down my feed
and only seeing wrong
seeing wrong in me
and opportunities to change me
im tired of the negativity
and i refuse to live a day i jealousy, or in envy of some white, blonde *****
...i refuse
i refuse
...but also i fear
meaning i have no faith
my faith is in my mind
its coming out through my mouth
but its not their
its non existant
it wants to be their so ******* badly
but its not
its like i want to command my heart to believe
...but thats not possible
i cant command myself to die can i....
i mean.....
Jan 18, 2015
Jan 18, 2015 at 7:30 PM UTC
Últimos suspiros de meu Pai
Tantos sonhos que a vida te trouxe,
Amigos teus que meus fossem.
Videiras com cepas tortas da colheita fraterna,
Peço á Virgem a absolvição plena.
Os teus sonhos partilhados,
Ficam em mim guardados.
Não serão sequer lidos,
Ficam para teus amigos.
Anjos do Céu que piamente venerei,
Tantos sonhos tu terias que eu não sei?
A vida eterna não tortura nem consome,
O xisto da Encosta de Bizarra sabe teu nome.
Tiveste amor por quem te visitava e conhecia,
Divulgaste a devoção a nossa Mãe Maria.
Guardo as mais ternas recordações,
A Virgem te amparou nas últimas orações.
Na vida e na morte sentiste,
Que Deus é Pai e existe.
Victor Marques
Nov 5, 2012
Nov 5, 2012 at 10:50 AM UTC
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta,
Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal,
Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer!
Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar.
Apressado como de costume e porque admito é feitio meu,
Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir,
O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido,
Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos,
Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela,
Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo,
Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa,
Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule,
O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer!
Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças,
Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir!
Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela,
Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados,
Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia.
Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias,
É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento.
E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia,
O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança.
A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim.
Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho,
E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim,
Enquanto dormia!
Autor: António Benigno
Dedico à minha vida que nem para nem anda!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
CORDEL TROVADO
*
Antonio Cabral Filho - Rj
*
Meu bisavô João Cabral
Padrasto do meu avô,
Não sabe quanto é legal
Me orgulhar de quem eu sou.
*
Meu avô “ José Cabral “
É José Pedro da Silva,
Mas acabou como tal
Pelas graças da mãe diva.
*
Meu pai honra meu avô,
São CABRAIS de alto renome.
Seus legados dão valor
A quem tem Cabral no nome.
*
ANTONIO CABRAL DA SILVA,
Que no Cavaco dedilha,
Espero que a lira sirva
De base na redondilha.
*
ANTONIO CABRAL é homem,
Pois homem tem que ser homem.
Quem não tem verve de ANTONIO,
Tire o Cabral do seu nome.
*
Sou ANTONIO CABRAL FILHO,
Que em vossa presença emigra;
Do pinto que não quer milho
João Cabral que lho diga.
*
Sei que não fez porque qui-lo,
Mas o Antonio Cabral,
Assim, solteiro, sem FILHO,
Não sou eu nem o LEGAL.
*
Todo CABRAL é parente,
Com raízes além mar,
Tem cara de boa gente,
Mas é bom não descuidar...
*
Antonio fui batizado
Por glória da devoção,
Mas CABRAL é meu legado
Pela pura tradição.
*
Aquele que nasce ANTONIO
Não se dobra pelo cobre,
Pois vem de filão idôneo
E tem espírito nobre.
***
Jan 30, 2015
Jan 30, 2015 at 9:43 PM UTC
Lembro meu Pai António Alexandre Marques
Na vida de todos nós,
Temos pais e avós.
Os dias passam sem despedida,
Amo meu pai toda a vida.
As videiras são teu paraíso,
Uvas do lagar se pisam sem aviso.
Vida por vezes sorridente,
Se ganha e perde num instante.
Foste podador da boa colheita,
Vinho que com Deus se deita.
As folhas das videiras avermelhadas, verdes e amarelas,
São teus anjos, tuas sentinelas.
Deus também amou o vinho,
Pois Cristo Sofreu sozinho.
As tuas memórias são sonhos lindos bem meus,
Amor eterno de filhos teus.
Victor Marques
Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 11:44 AM UTC
Lip Dip Paint
One Two
Lip Dip Pain
Three Four
Lip Dip Pai
Five Six
Lip Dip Pa
Seven Eight
Lip Dip P
Nine Ten
Lip Di
Eleven Twelve
Necrosis of the teeth
the bone becomes brittle
limping with sore feet
the jaw shatters
sores line the throat
mouth only of gums
blood starts to flow
only holes left to tongue
red seeps out the mouth
doctors say this must be syphilis
Oh God, it hurts
to work for greed so villainous
Lip D
One Two
Lip
Three Four
Li
Five Six
L
Seven Eight
Nine Ten
Another girl in the ground again
Eleven Twelve
It's safe, don't you want to
radiate?
Jul 15, 2019
Jul 15, 2019 at 1:36 PM UTC
Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei.
O Mundo lá fora não me atrai.
Quero passar a eternidade no teu quarto.
Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto.
Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim.
Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras.
E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério.
Passei a minha vida a brincar com crianças.
Quero te a ti acima de tudo.
E perdoou o te o vício do tabaco.
E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver.
Eu só te quero bem!
Quero que te cases e nem têm de ser comigo.
Eu só te quero bem!
E perdoou o te o vício de não acreditares em mim.
E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem.
Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar.
Porque eu só quero que andes com quem te faz andar.
E nem me importo que me mintas.
E nem me importo que me ignores.
Não quero que te apresses por mim.
Não quero que me peças desculpa.
Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos.
Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões.
Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei.
Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto.
Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo.
E diz aos nossos filhos que não sou pai deles.
Diz me que nunca na vida serei teu.
Mas dá me uma razão para ficar.
Que Hoje...
Hoje Eu faço o Jantar.
Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 9:30 PM UTC
A minha descendência
A tua juventude que tiveste,
A minha força já veio de ti,
O teu olhar que em mim ficou,
Amor do pai e daquilo que sou.
As videiras tuas e de meus avós,
Vinhos de todos nós,
Oliveiras pacificas e queridas,
Uvas maduras apetecidas.
Paisagem que mata tua saudade,
A morte e a vida se beijam.
O Deus infinito nos precedeu,
Amor eterno do vinho que ainda é teu.
Victor Marques
Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 12:16 PM UTC