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"eram" poems
rosas brancas eram sua paixão flores tão puras quanto ela das mesmas que com sangue, vomitei o botão quando os espinhos arranhavam minha goela eu percebia que aquilo não doía tanto quanto não poder ter ela morri de amor, sufoquei-me com o buquê pós-vida, olhei meu corpo e me perguntei Se a paixão nos move, então por quê?
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Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:17 PM UTC
hanahaki, as fatalidades do amor
Que grande a geração, a de Camões, Saia de Belém, num pranto oral... Dizia adeus a grandes multidões! Olhava o horizonte pequeno Portugal Traçado o rumo do futuro, Passado o mar forte e indeciso, Pegava no leme, firme e duro, Sem dor, frio ou bramido. As ninfas, rodeavam o leme, O Sol, queimava a proa do navio, O capitão nada teme Naquele mar, escuro e bravio... Victor Marques e Atavio Nelson Chegamos a outros pontos, Do globo esférico, sem saber! Que hoje são contos, Que ainda temos de ler. Desde Ourique, Calado e Cala trava Com turbantes brancos reluzentes Os portugueses lutaram com palavra Com alegria mostravam seus dentes. Correram os desertos, tão estéreis Na defesa de um Santo Universal Pela cruz combateram infiéis Dentro e fora de Portugal. Oh.Isabel que suaves eram tuas flores! Que rosas encarnadas pueris Que as músicas sejam cantadas para seus amores Prendes-te por milagre o teu Diniz. OH Coimbra.que tiranas do fadário Oh Sé velha, cheia de segredos Que encantos lá havia do Hilário Ainda hoje escritos nos penedos... Santa Clara, no alto...que te vê clarissa Jovem, esbelta coimbrã! Foste, cedo freira e noviça. Salva-me deste fado, minha irmã! Olá Marquez, és do Pombal Traidor, usurpador, ladrão. NO ódio foste genial. E TUDO, tudo metia no gibão. Malandro, enganas-te o teu Rei Iludiste-o, meu falso...e mandas-te O Távora, inocente para o cadafalso Maldito sejas! Isso não foi Portugal...mas foi No norte, que uma mulher Forte, com seios apertados E espada no dentes bem cerrados Em serpente e com sua gente Em zip filas genial Firme.destinada Deu a vida mas Acabou com o Cabral Sim ali, no monte Naquele lugar Maria da Fonte Só com gente destemida, como eu ! Tal como o Lusitano no Gerez Esta pátria com um plebeu Concebeu o Tavares com um grande PORTUGUÊS Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:27 PM UTC
Portugal....
Que grande a geração, a de Camões, Saia de Belém, num pranto oral... Dizia adeus a grandes multidões! Olhava o horizonte pequeno Portugal Traçado o rumo do futuro, Passado o mar forte e indeciso, Pegava no leme, firme e duro, Sem dor, frio ou bramido. As ninfas, rodeavam o leme, O Sol, queimava a proa do navio, O capitão nada teme Naquele mar, escuro e bravio... Victor Marques e Atavio Nelson Chegamos a outros pontos, Do globo esférico, sem saber! Que hoje são contos, Que ainda temos de ler. Desde Ourique, Calado e Cala trava Com turbantes brancos reluzentes Os portugueses lutaram com palavra Com alegria mostravam seus dentes. Correram os desertos, tão estéreis Na defesa de um Santo Universal Pela cruz combateram infiéis Dentro e fora de Portugal. Oh.Isabel que suaves eram tuas flores! Que rosas encarnadas pueris Que as músicas sejam cantadas para seus amores Prendes-te por milagre o teu Diniz. OH Coimbra.que tiranas do fadário Oh Sé velha, cheia de segredos Que encantos lá havia do Hilário Ainda hoje escritos nos penedos... Santa Clara, no alto...que te vê clarissa Jovem, esbelta coimbrã! Foste, cedo freira e noviça. Salva-me deste fado, minha irmã! Olá Marquez, és do Pombal Traidor, usurpador, ladrão. NO ódio foste genial. E TUDO, tudo metia no gibão. Malandro, enganas-te o teu Rei Iludiste-o, meu falso...e mandas-te O Távora, inocente para o cadafalso Maldito sejas! Isso não foi Portugal...mas foi No norte, que uma mulher Forte, com seios apertados E espada no dentes bem cerrados Em serpente e com sua gente Em zip filas genial Firme.destinada Deu a vida mas Acabou com o Cabral Sim ali, no monte Naquele lugar Maria da Fonte Só com gente destemida, como eu ! Tal como o Lusitano no Gerez Esta pátria com um plebeu Concebeu o Tavares com um grande PORTUGUÊS Victor Marques
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Last night, ah, yesternight, betwixt her lips and mine There fell thy shadow, Cynara! thy breath was shed Upon my soul between the kisses and the wine; And I was desolate and sick of an old passion, Yea, I was desolate and bowed my head: I have been faithful to thee, Cynara! in my fashion. All night upon mine heart I felt her warm heart beat, Night-long within mine arms in love and sleep she lay; Surely the kisses of her bought red mouth were sweet; But I was desolate and sick of an old passion, When I awoke and found the dawn was gray: I have been faithful to thee, Cynara! in my fashion. I have forgot much, Cynara! gone with the wind, Flung roses, roses riotously with the throng, Dancing, to put thy pale, lost lilies out of mind; But I was desolate and sick of an old passion, Yea, all the time, because the dance was long: I have been faithful to thee, Cynara! in my fashion. I cried for madder music and for stronger wine, But when the feast is finished and the lamps expire, Then falls thy shadow, Cynara! the night is thine; And I am desolate and sick of an old passion, Yea, hungry for the lips of my desire: I have been faithful to thee, Cynara! in my fashion. [The title translates, from the Latin, as 'I am no more the man I was in the reign of the Good Cynara']
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Non Sum Qualis Eram Bonae Sub Regno Cynarae
Os Homens e a natureza! Quando me levanto sem o toque do galo, com o despertador de forma assustadora. Vejo um novo dia de eterna graça e bênção para todos aqueles que por um motivo se entrelaçaram em minha vida. Os comboios, aviões, carros seus ruídos e rapidez nos fazem cavalgar por imensos lugares que outrora eram esquecidos no tempo. A natureza diferente de nós homens acorda com sinfonias de pássaros, grilos e rãs! A ganância consome corações rotineiros e injustiçados de homens sem valor que são falsos profetas de um tempo sem ser tempo, de um mundo maltratado por esses mesmos homens, Que se vestem de fato e gravata e exploram seus semelhantes. Enquanto o homem se esquecer de que todo o seu irmão nasce, vive e morre por uma vontade sublime da criação de um Deus infinito. Por de lado o amor pelo luxo, dinheiro, poder e plena satisfação pessoal. A natureza sim é plena, gratuita, nobre, singela. A harmonia de vales e montes sonolentos motivos de meditação, sustento e um amor infindável com seu criador me bafeja hinos cantados com belas harpas do tempo de David. Um mundo de homens que deixam de ser homens, que o tempo deixa de ser tempo e que a natureza é mal-amada geram uma desconfiança e um sofrimento em todos os seres humanos que labutam por dias melhores na rotina do nosso tempo. Ensinamentos de cada pedra que se pisa, de cada ave livre que esvoaça no céu, dos golfinhos que comunicam sem o homem os entenderem… Victor Marques
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Jul 17, 2012
Jul 17, 2012 at 9:58 AM UTC
Os Homens e a natureza!
Os Homens e a natureza! Quando me levanto sem o toque do galo, com o despertador de forma assustadora. Vejo um novo dia de eterna graça e bênção para todos aqueles que por um motivo se entrelaçaram em minha vida. Os comboios, aviões, carros seus ruídos e rapidez nos fazem cavalgar por imensos lugares que outrora eram esquecidos no tempo. A natureza diferente de nós homens acorda com sinfonias de pássaros, grilos e rãs! A ganância consome corações rotineiros e injustiçados de homens sem valor que são falsos profetas de um tempo sem ser tempo, de um mundo maltratado por esses mesmos homens, Que se vestem de fato e gravata e exploram seus semelhantes. Enquanto o homem se esquecer de que todo o seu irmão nasce, vive e morre por uma vontade sublime da criação de um Deus infinito. Por de lado o amor pelo luxo, dinheiro, poder e plena satisfação pessoal. A natureza sim é plena, gratuita, nobre, singela. A harmonia de vales e montes sonolentos motivos de meditação, sustento e um amor infindável com seu criador me bafeja hinos cantados com belas harpas do tempo de David. Um mundo de homens que deixam de ser homens, que o tempo deixa de ser tempo e que a natureza é mal-amada geram uma desconfiança e um sofrimento em todos os seres humanos que labutam por dias melhores na rotina do nosso tempo. Ensinamentos de cada pedra que se pisa, de cada ave livre que esvoaça no céu, dos golfinhos que comunicam sem o homem os entenderem… Victor Marques
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Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Em mil covas profanadas encontrará o rosto profundo palhaço
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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E abriu um buraco na alma, deram alguns tiros na alma e agora ela ta toda furada. Até pouco tempo atrás esses buracos eram um problema, mas o homem percebeu que os furos eram pequenos e não atrapalhavam em nada, eles até melhoravam a alma, pois ela acabou se tornando uma peneira, que filtra tudo o que passa por ela e só permanece com o necessário. A alma fura e remenda, até o dia que ela se solta e vai viver em outras vidas. "Alma mole, vida dura, tanto insiste em sua fuga."
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Mar 31, 2015
Mar 31, 2015 at 1:29 AM UTC
"Água mole, pedra dura, tanto bate até que fura"
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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For a time, Nova bright, I burned. Now, glanced back 'Cross a shoulder sloped, Smiled over self At what was learned.
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Oct 20, 2015
Oct 20, 2015 at 6:01 PM UTC
Nom Sum Qualis Eram - Psychosis Ode
Penso eu, que a plenitude de uma vida, Não é ir ao mercado e comprar felicidade, É sim, sem muito contar, adquirir uma dívida, Não cobrável, muito menos reembolsável! Os meus planos eram meramente vagos, Seguia um caminho longo, sem ambição, Pouco mais do que sobreviver meu coração, Não havia muito sentido para estes lados! Contudo, e porque eu agora acredito no destino, Estes anos todos me preparei como homem, Para que agora, sem contar, visse o céu divino, Que Deus me quis dar! Deixei de ser lobisomem! Decidi mesmo despir todas as vestimentas faciais, Sem dúvidas e calmamente feliz, me dou todo a ti, Porque nessa mulher fantástica, cheia de sonhos, eu vi, O amor de verdade, nosso, de segredos confidenciais! Decidi logo ao fim de poucas horas da minha presença, Frente aos teus olhos directos e sorriso espontâneo, Entregar a ti, em tuas mãos, o meu sonho, contemporâneo, Nunca senti necessidade de te pedir a ti qualquer licença! E a chave do meu mundo, dos meus sonhos, te dou agora na mão, Sinto o teu corpo vibrar e felicitar-se, na confiança desta aliança, Melhor que um anel, um qualquer contrato ou confissão, É hoje sentir que sou feliz e não tenho qualquer fiança! O preço dos meus sonhos, da minha felicidade, Eu te devo a ti mulher, de estimada liberdade, És ágil, subtil e eu sortudo com imensa vaidade, Te prometo agora amar, pela nossa eternidade. Autor: António Benigno Para ti, Liliana. És o melhor na minha vida…
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 9:58 AM UTC
A minha pública carta de amor
Um terceiro terço livrado de fúria e de autoridade, Um homem duro bêbado e por demais vadio, Procurando na noite prazeres de um defunto, Sem vida, nem espaço para entrar em outra vida! Se eu fosse assim escuro perdido pelos vícios, E se eu me esquecesse mesmo, que eras mulher, Procurasse nesses rabos oferecidos de saia, Prazer, loucura, hábitos de gente vadia! Se me pintasse de vida, e me vestisse de Gay, Mostrando fantasias de pouco valor, Coisas que mesmo feitas, eram coisas de contentor, Seria eu assim Homem de mais esplendor? Porque não posso ser eu assim, roto por fora, E dentro ter o meu maior tesouro, partilhando-to, Cheiro de verdades, carinhos e cimentados valores! Porque não podes ouvir a experiencia, que nunca te enganou! Querer fluir pensamentos alcoolizados, de uma vida sem fé, Sem alimento quarente algum, que permanece duradouramente? Nem tu sabes, nem eu entendo o porquê de não teres esperança, Porque duvidas-te de mim se só te contei verdades confirmadas! Autor: António Benigno Dedico este poema à vida de merda da gente que está perdida.
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:00 AM UTC
Se eu fosse indiscreto?
We are strangers, strangers we remain, From distant worlds, apart we came. You call to me, I call to you, But silence answers, cutting through. You don’t know me, I don’t know you, Our thoughts diverge like morning dew. Alive we are, yet still we stare, As if from graves, from shadows there. I’m not your loss, nor you are mine, Like clouds, we drift through endless time. Wherever I go, wherever you’ll be, We’re at the edges, lost at sea. Yet yesterday felt near and bright— You held my hand; your voice was light. When love was endless, pure, and true, And I was me, and you were you. When whispers spoke of tender care, And hearts embraced in love’s repair. When vows were shared, no lies between, And strangers we had never been. I (Alternative translation) STRANGERS We are strangers, strangers through, From worlds apart, both old and new. I call to you, you call to me, Yet silence falls like waves at sea. You do not know me, nor I know you, Our thoughts like paths that never grew. Alive we stand, yet lost we seem, As if we lived within a dream. I do not miss you, nor you miss me, Two fleeting clouds the wind sets free. Where you may go, where I may roam, We’re at the edges, far from home. But yesterday, it feels so near, I held your hand, your voice sincere. When love was boundless, bold, and true, And I was me, and you were you. When whispers shared what hearts could feel, And hands embraced with love so real. When we were one, no space between, And strangers we had never been. II (Literal translation) STRANGERS We are strangers, strangers we remain, From different worlds we come. When you call me, when I call you, We cannot hear, we cannot hear. You do not know me, I do not know you, I have one thought, and you another. You are alive, and I am alive, But we look at each other as if from graves. I don’t miss you; you won’t miss me, We are two clouds driven by the wind. Wherever I am, wherever you are, We are at the edges of the earth. But, it seems, yesterday there was a day, You remember it; I remember it, too, When we could not stop loving each other, Believing we would love forever. When I whispered how dear you were, And we held each other’s hands with love, When you told me that you loved me, And we were not strangers at all. III (Original poem, Romanian) STRĂINI Suntem străini, străini suntem, Din diferite lumi venim. Când tu mă chemi, când eu te chem Nu ne-auzim, nu ne-auzim. Tu nu mă ştii, eu nu te ştiu, Un gând am eu şi tu alt gând. Eşti vie tu şi eu sunt viu, Dar ne privim ca din mormânt. Eu nu-ţi lipsesc, tu nu-mi lipseşti, Suntem doi nori mânaţi de vânt. Oriunde-aş fi, oriunde eşti, Suntem la margini de pământ. Dar, parcă ieri, a fost o zi, Ţii minte tu, ţin minte eu, Când nu-ncetam a ne iubi, Crezînd că ne-om iubi mereu. Când îţi şopteam ce dragă-mi eşti Şi ne strângeam cu drag de mâini, Când îmi spuneai că mă iubeşti Şi nu eram deloc străini.
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Nov 24, 2024
Nov 24, 2024 at 3:36 PM UTC
Strangers
We are strangers, strangers we remain, From distant worlds, apart we came. You call to me, I call to you, But silence answers, cutting through. You don’t know me, I don’t know you, Our thoughts diverge like morning dew. Alive we are, yet still we stare, As if from graves, from shadows there. I’m not your loss, nor you are mine, Like clouds, we drift through endless time. Wherever I go, wherever you’ll be, We’re at the edges, lost at sea. Yet yesterday felt near and bright— You held my hand; your voice was light. When love was endless, pure, and true, And I was me, and you were you. When whispers spoke of tender care, And hearts embraced in love’s repair. When vows were shared, no lies between, And strangers we had never been. I (Alternative translation) STRANGERS We are strangers, strangers through, From worlds apart, both old and new. I call to you, you call to me, Yet silence falls like waves at sea. You do not know me, nor I know you, Our thoughts like paths that never grew. Alive we stand, yet lost we seem, As if we lived within a dream. I do not miss you, nor you miss me, Two fleeting clouds the wind sets free. Where you may go, where I may roam, We’re at the edges, far from home. But yesterday, it feels so near, I held your hand, your voice sincere. When love was boundless, bold, and true, And I was me, and you were you. When whispers shared what hearts could feel, And hands embraced with love so real. When we were one, no space between, And strangers we had never been. II (Literal translation) STRANGERS We are strangers, strangers we remain, From different worlds we come. When you call me, when I call you, We cannot hear, we cannot hear. You do not know me, I do not know you, I have one thought, and you another. You are alive, and I am alive, But we look at each other as if from graves. I don’t miss you; you won’t miss me, We are two clouds driven by the wind. Wherever I am, wherever you are, We are at the edges of the earth. But, it seems, yesterday there was a day, You remember it; I remember it, too, When we could not stop loving each other, Believing we would love forever. When I whispered how dear you were, And we held each other’s hands with love, When you told me that you loved me, And we were not strangers at all. III (Original poem, Romanian) STRĂINI Suntem străini, străini suntem, Din diferite lumi venim. Când tu mă chemi, când eu te chem Nu ne-auzim, nu ne-auzim. Tu nu mă ştii, eu nu te ştiu, Un gând am eu şi tu alt gând. Eşti vie tu şi eu sunt viu, Dar ne privim ca din mormânt. Eu nu-ţi lipsesc, tu nu-mi lipseşti, Suntem doi nori mânaţi de vânt. Oriunde-aş fi, oriunde eşti, Suntem la margini de pământ. Dar, parcă ieri, a fost o zi, Ţii minte tu, ţin minte eu, Când nu-ncetam a ne iubi, Crezînd că ne-om iubi mereu. Când îţi şopteam ce dragă-mi eşti Şi ne strângeam cu drag de mâini, Când îmi spuneai că mă iubeşti Şi nu eram deloc străini.
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Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia, Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura, Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura, As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia! Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos, Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava, Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos! Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações, Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções, Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia, Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia! Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão, Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração, Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim, Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim! Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto, Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar, Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.29.02.17
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
Hoje tive um sonho brilhante
As aldeias Outrora as plantas eram verdes e singulares, Aldeias dispersas expostas ao luar, Pelourinhos estranhamente nus, Candeias e pouca luz. Cavalos, burros com albardas e ferraduras, Charruas, enxadas e portas sem fechaduras. Cabras, ovelhas, cães e as alcateias, Galinhas e galos  passeiam nas aldeias. Tantas Igrejas do tempo do Marques de Pombal, Se expõem e embelezam Portugal. As fontes são antigas com água para beber, Ribeiro que corre por correr… O xisto e o granito ficam imortalizados, Exaltam o trabalho de nossos antepassados. Aldeias lindas que enchem livros nunca lidos, Aldeias dos amores e dos amigos… Victor
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Oct 7, 2013
Oct 7, 2013 at 3:07 AM UTC
As aldeias
Ontem descia a colina, pelos caminhos da natureza, Foi quem sabe o seu trilho, que me mostrou a beleza, Desde as plantas, ao ar que lá respirei, me maravilhei, Foi nessa viagem que descobri, que ali tudo eu farei! O cheiro a vida e os animais descascados de preconceitos, A paz que se sentia entrar nos seus ninhos, eram preceitos, De cores de luz ardente, onde o sol encoberto de folhas, Mostrava atos ou sentimentos que são nossas escolhas! Não escolho de quem posso gostar, mas escolho preservar, Não luto pelo amor, se não o posso cultivar, porque não ó é, Mas se eu escolher amar entre as folhas eu vou me mostrar, E se estiver por trás delas, alguém, também deixo brilhar. Pois é! É umas mistura de sons e tons, numa bebida alcoólica, Sente-se os cheiros e sabores, escorrendo pela goela, Percorrem-se os melhores encontros, gente acolita, Se não são seus valores, nem são dele, nem são dela! Porém, esta minha caminhada, vale escuro abaixo, Que entre o brilho da estrela do dia mais claro, Se perdi, porque vi, o que não guardei e encaixo, E já vale adentro, hoje teu abraço é o meu amparo! Autor: António Benigno Código do texto: 2013.07.21.02.07
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:09 AM UTC
Vale de segredos
Havia uma garota E um garoto eles eram melhores amigos Ele gostava de música boa Ela era nova e não sabia muito sobre muita coisa Ele vivia intensamente Ela mal sabia como beija Ele sofria muito, pois sabia demais Ela era feliz, pois era jovem Ele vivia em um mundo fechado Ela queria saber como era esse mundo Ele era muito fechado Ela era curiosa Ele resolveu se abrir com ela Ela ficou fascinada pela dor dele Ele deu a ela a confiança Ela se apaixonou por tudo sobre ele Mas ele só se abriu com ela E por mais que isso fosse algo grande Se abrir não era um código para paixão Era apenas o que era Ela guardou toda a dor dele dentro dela Fez daquela dor parte dela Descobriu as coisas Escutou música boa Dali então ela era quem mais sofria Pois tinha a dor dele, dela e do mundo inteiro E não havia ninguém para se abrir
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Jun 29, 2013
Jun 29, 2013 at 11:56 PM UTC
Ele e Ela
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:11 AM UTC
Que é feito desse vosso vazio
Hoje apetece-me penetrar no fundo da vossa escuridão, E desde já, uma palavra ao leitor passageiro de viagem, Estas palavras, são minhas e de quem as consegue ler, Não são para ninguém, a menos que as consiga querer! A todas as almas negras da minha vida, peço calma, Não podereis ter sabor de vitória, nem de mim glória, Sendo pobre que nem riacho sem peixes, ou rico de gral, Como pobre, sou feliz porque respiro o cheiro do amor, Do amor que me consola e que como eu se sente rico! Se fossem de riqueza os meus bolsos, eram as coisas mais simples, Que teriam lugar em minha vida, pois só assim me deitaria feliz! Por isso nem que o corpo me tirem, nunca nem assim me venderei, Nunca a vós darei almas negras, o desdém de perder a minha honra! Por mais pobre que sejam minhas vestimentas, há coisas que manterei, Minha integridade e valores de amor verdadeiro, por amigos e meu amor! Eles conhecem-me a mim e eu conheço-os a eles, e de vós a ideia não mudarei! Por isso, dediquem-se a ter uma vida de utilidade, deitem-se à noite ignorantes! Acordem de manha, pensando em vossas vidas, porque eu estou vivendo, Apesar de pensarem que quero gritar e me despedir, é mentira agora e será. Será assim, sempre, porque o destino de minhas mãos, depende de eu querer, Daquilo que me dedico, eu sei fazer, e por isso faço para as merecer! O céu agora é escuro, distinto do meu coração verde de esperança, Não desejo a meus inimigos, pior do que aquilo que quero para mim, Porém, eu sei que o homem, não faz justiça tão atempo, como a de Deus! E agora vou dormir, continuar sonhando com os sonhos que de dia já vivi, Sei que vou acordar na lembrança de alguém, de quem eu amo e me ama também! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.15.02.05
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Camiseta preta Camiseta branca Enrolado Liso Eram apenas amigos Pontas de cigarros Os dois se encontram Whiskey e conversar alheias Tudo o que ela queria era um beijo dele Era confuso escuro E chovia também Ela ganhou o beijo Mas perdeu o amor
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Jun 24, 2013
Jun 24, 2013 at 6:40 PM UTC
#1
Como um ser humano qualquer precisa de água Ela precisava da presença de alguém Ou acha que precisava Acreditava que só na presença de outro Podia ter uma saúde mental Acreditava que sofrer era o remédio Fazia das palavras dos outros lei Vivia em função de uma imagem E por dentro entrelaçava os sentimentos de abandono Sentia-se sozinha no mundo Sem fé Sem amor Mal sabia que não havia sido abandonada pelo mundo E sim que vivia em um mundo abandonado Seus sentimentos de solidão não eram seus Era de todos Pois vivia sozinha junto com o mundo inteiro
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Jul 5, 2013
Jul 5, 2013 at 8:31 PM UTC
Solidão
Pior do que a certeza de que morreu, é a dúvida disso. Não posso provar sua existência, já é memória em fragmentos. Vida sua que mudou a minha Cheia de histórias, ideologias Você que vem cheio de defeitos e perfeições Eu tão impotente Minhas palavras, todas tiradas dos teus poemas Teu sotaque, uma voz imaginada Que obra de arte eram teus olhos Feitos de um azul-convite E eu aceitei.
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Aug 21, 2014
Aug 21, 2014 at 10:31 AM UTC
Ode ao Jimmy
She’s each soul of those who slip on dark rooftops at night Every brick of every tenement wearing her bullet wounds like rings on her slender pale fingers. She has long blonde hair golden grain alike Always dyed dark, hidden under thy hood. That’s how she goes unnoticed forever bruised ***** beaten and hurt. She lurks in stone archways weeping, screaming into the night She hasn’t slept in ages yet she feels so restful facing cool dank pavement. She would kiss every sculpture in Saxon Garden Paskuda – she calls one of them, signed so proundly – Historia She would try to drown herself in cold waters of her beloved river Which saved her so many times before that it wouldn’t even be capable of doing anything but loving her and her beautiful blue eyes and the way she chokes on her memories every single night walking down old stone stairs of her forsaken streets. Non sum quails eram says her ****** tattoo inked with blood of her dear children and cherished lovers. And every other day she’d try to destroy herself she’d rot she’d burn she’d cry Because she’s reckless yet so sophisticated So beautiful and so wasted.
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Apr 6, 2015
Apr 6, 2015 at 2:28 PM UTC
Oh Varsovia, I feel pain in your streets
Nas palavras da mulher que viveu em 1910 Os "anos 80" eram 1880 E suas reclamações da nova Rússia eram tão atuais quanto as nossas Em meio a semi ditadura e intolerância política e religiosa Eu, que quase achei que estávamos progredindo e crescendo Esqueci que esse é o maior defeito dos seres humanos, o esquecimento Esquecer que isso tudo já aconteceu E vai acontecer de novo e de novo Mesmo eu, assim, maldizendo. Talvez uma ou outra coisa melhore Como disse um conhecido certa vez Mesmo que o mundo se afogue No consumismo, e exploda de vez Em puro esquecimento Afinal, você não pensa? Sim, sobre isso mesmo Sobre o sentido de tudo isso Em meio a minha juventude nunca entendi a complexidade desse pensamento Hoje, perdida entre sentimentos, compreendo Não é sobre o sentido da vida Mas sim de tudo do mundo Afinal o ser humano gosta de se ver como uma dádiva, uma criação Mas não pára para pensar na simples ocasião De ser fruto de um erro de equação
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Apr 26, 2019
Apr 26, 2019 at 7:06 PM UTC
Ouroboros
Faz um tempo que venho tentando encontrar alguém que me ame, eu achava que era suposto amar e ser amada de volta… não sei o que está a acontecer, será que o problema sou eu? Será que meu Romeu está realmente morto ou Homens não são capazes de amar? Ou eu é que dou passos errados? Estou cansada de acordar com um homem diferente em cada final de semana que decido ir para aquele maldito bar para afogar minhas mágoas, só tenho 25 anos, com quantos anos é suposto encontrar o homem certo? Porque que só querem se aproveitar de mim? Será esse corpo que dizem ser perfeito? Será esse rosto que dizem ser lindo? Isso não devia ser motivação eles me levarem a serio? Deus, estou a começar a odiar este corpo perfeito e essa cara linda, só quero um pouco de amor. Todas as minhas amigas me falam de coisas que seus namorados fazem por elas, falam-me sobre as declarações de amor e flores que recebem e a mim só dão orgasmos atrás de orgasmos, meu ex namorado era um Brutamontes que achava que os presentes caros e **** eram as únicas coisas que eu queria, EU SÓ QUERO UM POUCO DE AMOR… Aqui estou de novo, neste maldito bar, porquê que sempre venho parar aqui? Quem são essas pessoas comigo? Acho que estou bêbada, mas é assim que eu decidi fugir da realidade de não ser amada, e essas pessoas, que nem conheço fazem-me companhia, “Garçom, mais uma rodada” “ adiciona na minha conta por favor”.
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Feb 26, 2017
Feb 26, 2017 at 11:04 AM UTC
Garçom, mais uma rodada por favor
Nos meus lábios tocam lágrimas. Lágrimas que meus olhos vertem sobre v e r d a d e s c r u a s e insuportáveis. Passo os dias a recordar-te e aos momentos que passámos “ juntos “. Momentos tão especiais em que eu era capaz de jurar que me amavas. Eram os teus olhos sem fim que o diziam... era tanta a mentira nas tuas palavras e nos teus carinhos... era, e é tanto o amor em mim. Mais uma quimera. Mas tu partiste... partiste dizendo que não me amavas. Que julgavas tê-lo sentido, mas não. E agora cabisbaixo e triste divagarei constantemente com meus olhos, como duas nuvens nostálgicas.
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Jan 14, 2014
Jan 14, 2014 at 2:02 PM UTC
Lágrimas
Me vi parada, sem conseguir andar Encalhada em um momento do tempo em que não conseguia, mesmo que tentasse, prosseguir ou retornar. Parei. Não por escolha, não por desejo Eu precisei parar Aquele momento em que voce está meio perdido, Meio lá meio cá E praticamente pela primeira vez sem interferencia, voce pode observar sua vida como um todo O que foi aquilo? O que e por que havia feito? Quem eram aqueles? Por que não estão aqui? O que será daqui para frente? Continuaremos juntos? Perderemos tudo? E nessa chatice de pensamentos percebemos que talvez nem tudo seja discutível Mas tudo podendo, com a possibilidade de ser vivido Se tornar inesquecível
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Mar 17, 2015
Mar 17, 2015 at 10:11 PM UTC
Untitled
De onde vens, ó andarilho? Já não me lembro... A tempos caminho por esta estrada Mas não sei de onde vim E para onde ela segue? Também isso não sei, simplesmente continuo a caminhar... Se me perguntas, acaso saberias o destino? Venho da direção oposta à tua E assim como tu, me esqueci de onde parti Havia um menino Que gostava de construir castelos de areia Cada vez que construía O vento soprava forte e desmoronava um pedaço de si Até que um dia restou apenas... Areia Havia outro menino Que gostava de destruir castelos de areia Cada vez que destruía Um pedaço de si mesmo também desmoronava Até que um dia restou apenas... Areia Vagavam então pelo deserto que eles mesmos construiram O Sol escaldante era como a sombra A mais profunda e obscura sombra Que queimava seus corações e lhes cegava os olhos Cegos e perdidos nas areias do esquecimento Ao fim eram como um só Caminhando em direções opostas Carregando o mesmo destino
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Dec 31, 2016
Dec 31, 2016 at 12:19 PM UTC
Castelos de Areia