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"calada" poems
A vida é séria o suficiente para nos olhar e ficar calada, se a tratarmos da mesma forma viveremos em um profundo abismo sem alvorada. Life is serious enough to look at us and remain silent; if we treat it the same way, we will live in a deep abyss without dawn.
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Sep 14, 2024
Sep 14, 2024 at 3:20 PM UTC
Frases
O coração não mais bate ansioso Não se queixa se se parte Mudo, calado, Pede que me esqueça que existe E que sucumba, Muda, calada, Ao vazio que me toma o peito Para que nele faça casa novamente. A cabeça divaga, inquieta, Queixando-se só de não se queixar Calada, indiferente, À impulsividade que me toma E que me torna, Feroz, calada, Num outro animal qualquer Que me rasga a pele e alma sujas. Sou presa e predadora nesta Primavera que chega Não mais borboleta mas fera sedenta Do sangue que em si mesma corre Feroz, abafada, Por drogas rotineiras E uma cabeça que se não cala Abafada, empurrada, Por whiskey rasca e brancos quentes Caio no ímpasse do quase esquecimento. O corpo que me prende não é o meu O Ser, levou-o a nortada Sou só sentires inexistentes e pensares duvidosos Matei-me e, impura, continuo a viver Presa na vida e presa de mim.
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Mar 21, 2017
Mar 21, 2017 at 6:19 PM UTC
21-03-17
Melancolia impregnada na alma: Tento varrer todo esse sentimento Com a imagem alegre que acalma Não adianta, pesa sobre mim o sofrimento Dos tombos dos homens do deserto. Todas aquelas imagens apagadas Para sempre se fazem perdidas Desfeitas na areia calada Se fazem eternas desconhecidas E como eu lamento! Oh, não podem ver? O meu tormento? Na areia, padece o meu ser. Um dia, eu também tombarei E quero em uma concha me enclausurar, Pelas ondas flutuarei E o mar me levará aonde eu sempre quis estar.
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Apr 30, 2014
Apr 30, 2014 at 10:12 PM UTC
Os tombos dos homens do deserto
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
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May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
Nunca vou pronunciar essas três palavras Isso não significa que não existam Mas quando as tento dizer em voz alta Nada sai dos meus lábios além do ar. Nunca vou dizer estas três palavras Decidi fazer disso uma regra Como Maria Madalena Não sou uma boba amante. Nunca vou pronunciar essas três palavras Mas isso não significa que não seja verdade. Não vou ficar calada, nunca tenha medo, mas por enquanto, você não sabe " nada de nada".
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Jul 28, 2018
Jul 28, 2018 at 5:59 PM UTC
I'll Never Tell You Those Three Words (translated by Everardo Norões)
o vento fazia o pó levantar. de olhar maduro, óculos de protecção, casaco preto e chapéu, ao peito um medalhão. ele era um rapaz nobre. nunca se tinha visto ninguém como ele. que segredos antigos estavam à espreita? e ali estava ele, flutuando na magia da brisa. ao peito a mais perfeita arma de julgamento. cano curto. o segredo fora revelado, e o carrasco chegava para mim. com uma intenção maravilhosa de assassino malicioso, Spyglass olhou-me nos olhos e senti o vento no meu cabelo. flashes de fogo na calada da noite. a maravilhosa máquina de sua majestade. gritei: "semeador de chumbo". o sangue, escuro, corria, mortal.
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Apr 9, 2015
Apr 9, 2015 at 5:05 PM UTC
Semeador de chumbo
Summer weather You see it's the summer weather The barbecues are being cooked so well yeah And the swimmers at the beach are swimming between flags avoiding the sharks And those crazy surfers as they surf with Santa they drop off at the night club to order a pina calada, yeah, that sure keeps us cool You see it's summer weather And you sun bake on the beach yeah put on heaps of suncream, so cancer don’t strike, yeah yeah yeah You see it's the summer weather My poppy came out with a nice beer And my two kids bobby and Toby had a coke and they enjoyed that a lot You see it takes away the hot, especially in ice And it is great in the summer weather Cause our drinks keeps us cool You see it's the summer weather The cricket and baseball is a playing You see the players take about 5 hours to move oh yeah And we see these players stand around forever And in late of summer is the summer of tennis watching the best players from around the world and afterwards they go to the pub and celebrate we say it's the summer weather cause those drinks keeps us cool it’s the summer weather, the end of another year yeah we lay the fireworks on the beach so the lightshow, will be great as midnight approaches we yell HAPPY NEW YEAR and then we say what great summer weather, out champagne sure, keeps us cool Sent from my iPhone
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Sep 21, 2015
Sep 21, 2015 at 2:23 AM UTC
summer weather
Em gracioso sonho, a neblina calada e fria Recobre o sol, cujo brilho ilumina a solidão Por vezes, a desatar na paisagem luzidia, O que brevemente, tudo se verá como ilusão, Dúvida, que flore devaneios e à realidade esguia, Ludibria mil consciências em tua tátil escuridão Para ao remate, subtrair os desejos à sorte fugidia, E teu manto encher-te dos homens a servidão Destino, dúvida, hediondo engano; Que natureza sorri e cisma perdida, Ao teu feitio de lástima precedida? Qual força além do fraco humano, Cuja força estaca à eternidade concedida, Fará minha mente, neste sonho, esculpida?
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Feb 2, 2018
Feb 2, 2018 at 1:02 AM UTC
Paisagens de Verão - Devaneio
em noites de lua cheia corro dos desígnios da vida tentando esconder assim o animal que há em mim. regresso às minhas origens e à procura de virgens percorro as escuras ruelas sempre, sempre à procura delas. procuro nos locais mais sombrios e espreito nos mais insólitos para gáudio da minha alegria é assim até ao romper do dia. e é já de madrugada que com a camisa rasgada se dá o regresso a casa já com a fome saciada. e ansiando pela lua cheia me deito pela calada nesta busca tresloucada por uma virgem mal amada.
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Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 5:46 AM UTC
Lobisomem
you put your wagon wheel down, so you can piddle on your car go off to the pub to buy a pina calada oh yeah you see we party all night long and we never lose our marbles and when we drink water we fucken gargle you see i am trying to fight off my desire to eat breakfast cereal at 9 at night can’t be too good for you, but i ate peaches and nectarines so cool you see i have a big yawn at the sight of stupid old timers i like looking at you tube videos of my nannas new life, john robert rimel you see i am partying at the pub and screaming as i say we just sit here, all fucken day saying, i will sit here sit ****** here saying you are nothing but a big buffoon you see up up and away in a big red balloon trying to sing songs from the album of tim minchin not perfect and fat children and some people have it worst than i that man inspired me to live my life being a total cool dude you see i am trying not to **** anyone off, but really it’s hard when others don’t share your opinion i try to be respectful as i talk to them, but i like talking to them, and sometimes it’s good to laugh i don’t mean much from that i don’t want to fight at the mall with the big strong man i prefer to be at home on the internet watching TV really, i have to fight my eating urges i have by saying, STOP STOP STOP I do believe in buddhism and the paranormal too but i don’t want to cross both of them, because that can cause like i sang fly burgers are good enough to eat we go around saying hello to everyone we meet the internet is cool as well as TV too but i hate reality TV, it makes me wanna spew up the world and love life with me
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Feb 17, 2016
Feb 17, 2016 at 4:51 AM UTC
love life with me
you put your wagon wheel down, so you can piddle on your car go off to the pub to buy a pina calada oh yeah you see we party all night long and we never lose our marbles and when we drink water we fucken gargle you see i am trying to fight off my desire to eat breakfast cereal at 9 at night can’t be too good for you, but i ate peaches and nectarines so cool you see i have a big yawn at the sight of stupid old timers i like looking at you tube videos of my nannas new life, john robert rimel you see i am partying at the pub and screaming as i say we just sit here, all fucken day saying, i will sit here sit ****** here saying you are nothing but a big buffoon you see up up and away in a big red balloon trying to sing songs from the album of tim minchin not perfect and fat children and some people have it worst than i that man inspired me to live my life being a total cool dude you see i am trying not to **** anyone off, but really it’s hard when others don’t share your opinion i try to be respectful as i talk to them, but i like talking to them, and sometimes it’s good to laugh i don’t mean much from that i don’t want to fight at the mall with the big strong man i prefer to be at home on the internet watching TV really, i have to fight my eating urges i have by saying, STOP STOP STOP I do believe in buddhism and the paranormal too but i don’t want to cross both of them, because that can cause like i sang fly burgers are good enough to eat we go around saying hello to everyone we meet the internet is cool as well as TV too but i hate reality TV, it makes me wanna spew up the world and love life with me
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liberta-me do nosso imenso abandono rasgaste-me ao meio para que exista tristeza em todos os lugares onde não estamos onde não existe revolução quando os nossos lábios se tocam não consegues ser sóbrio e por isso não conseguimos ser tu grita o meu nome arde o teu cheiro a única coisa onde não existe dor nós em todo o lado de todas as formas e eu sem ti inteira regressas e sinto calor o mesmo calor de quando chegaste pela primeira vez e será sempre assim quando apareceres querer-te-ei calada sozinha mas a ti magoa-te saber que serei sempre eu o sol que te alumbra a noite
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Jul 3, 2019
Jul 3, 2019 at 1:43 PM UTC
o sol que te alumbra a noite
¡Cuántas veces, al pie de las musgosas paredes que la guardan, oí la esquila que al mediar la noche a los maitines llama!¡Cuántas veces trazó mi silueta la luna plateada, junto a la del ciprés, que de su huerto se asoma por las tapias!Cuando en sombras la iglesia se envolvía, de su ojiva calada, ¡cuántas veces temblar sobre los vidrios vi el fulgor de la lámpara!Aunque el viento en los ángulos oscuros de la torre silbara, del coro entre las voces percibía su voz vibrante y clara.En las noches de invierno, si un medroso por la desierta plaza se atrevía a cruzar, al divisarme el paso aceleraba.Y no faltó una vieja que en el torno dijese a la mañana, que de algún sacristán muerto en pecado acaso era yo el alma.A oscuras conocía los rincones del atrio y la portada; de mis pies las ortigas que allí crecen las huellas tal vez guardan.Los búhos, que espantados me seguían con sus ojos de llamas, llegaron a mirarme con el tiempo como a un buen camarada.A mi lado sin miedo los reptiles se movían a rastras; hasta los mudos santos de granito creo que me saludaban.
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Rima lxx
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra. logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém. escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó. sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço. eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era. um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens. há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite. minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe. quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém. haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão. um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
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Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:02 PM UTC
caibro
como quando tigres enfeitam a maçaneta dos ventos e cobrem o fio de náilon sobre a camada espessa da terra. logo eu que pairo sobre as montanhas cobertas de neve de açúcar chego cansada pelos montes de veludo e sopro todo ar que um dia foi de alguém. escuto os sons que meu pai grita da garganta seca e consumida pela vida falha dos danos em nó. sigo firme no *** que um dia foi de minha vó que morreu nos braços de deus enquanto vomitava em uma bacia de metal em formato de baço. eis que um dia pensei: sou feliz e não sabia que era. um dia quando tudo se cair pela metade na esquerda irei confusa dormir sob os véus dos espíritos que pairam na terra secreta e silenciosamente dominam a mente de pastores homens. há de um dia ser tudo amor e mais vívido como quando quadros pintam a si mesmos na calada do dia em pleno raio de sol das três e quinze da tarde enquanto tomam café gelado sem leite. minha mãe um dia travou em pé e encarou a guarda de um poderoso pai e padeci de medo mas superei a realidade que o mundo um dia me trouxe. quisera eu dominar a xícara de licor sob os pés de caixas simbolizantes e soprar uma lágrima pelos ombros que um dia foram meus e de mais ninguém. haja fé suficiente na vida dos que ainda não foram e procuram por paz no meio do caminho tortuoso de outra dimensão. um dia uma nuvem vai cair do céu e parar sentada no meu colo; e quando a tesoura que usarei pra corta-la sair da gaveta, gritarei quatro vezes: esse mundo não é teu.
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possuir-te mais que todos por não te ter mas ter tudo o que fomos na calada tenho-te quero-te porque te relembro e vejo-te no sol que me aquece e na água que nos fluiu feliz exausta
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Mar 2, 2019
Mar 2, 2019 at 4:57 AM UTC
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