Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"portas" poems
Todos me dizem que o seu coração é impenetrável O Castelo mais seguro perderia Não tenho códigos, chaves e nem força Tenho apenas palavras escritas Mas como também me dizem, palavras abrem portas E se portas podem ser abertas Seu coração também pode ser penetrado Por mais difícil que seja Leia o que eu escrevo Pode ser meio complicado pelas lágrimas que mancham o papel Nas palavras manchadas pelas lágrimas Finja que "amor" está escrito Por que com amor as coisas ficam mais bonitas Mais uma lagrima cai no papel Mais amor eu vejo nele É aconselhável eu parar por aqui Pode ser que o papel se rasgue E se meu papel se rasgar Ler isso você não vai E então  as portas continuaram fechadas Ficarei sem códigos, chaves, força e agora sem palavras Então o que você guarda ai dentro do seu coração não será desvendado Por toda a eternidade.
0
Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 7:59 PM UTC
Numa folha de papel
O teu amor.   Nunca escondas meu amor.   Te amo e te quero fazer sorrir Te baloiçar ao vento sem tu pedires,   Te amo seja onde for.   Quando nascestes choravas,   Teus pais davam gargalhadas de felicidade,   Nem sabias então o quanto me amavas,   O teu amor nunca teve idade.   Terei a vida toda para sempre te amar.   As estrelas do céu para olhar,   As portas e janelas sempre abertas,   Papoilas do campo e giestas.   Victor Marques
0
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:14 PM UTC
O teu amor....
Nós e a universo O futuro será o que a mente pensa, Procuro resposta ao meu passado, Do meu interior rebuscado, Acção e boa esperança…. Fecham-se janelas, portas se abrem, Com boas razões e motivos, Estradas direitas e por vezes tortas, Pensamentos sempre positivos. O ser humano se fustiga e consome, As estrelas, as montanhas e o mar, Sentem o seu próprio nome, Nós somos navegadores sem navegar…. Victor Marques
0
Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:45 PM UTC
NÓS E O UNIVERSO
Canção Do Verbo Encarnado *** Minha geração foi assim, começou pelo quando e acabou pelo fim. O amor escorreu pelos cantos e quando cantamos a canção do amor armado, Thiago de Melo estava em Berlim mergulhado no verde dos olhos da alemãzinha da ACNUR , nossa orquestra saiu de cena e nossa guerra de guerrilhas acabou no maior calor... O suor que expelia seu odor era o suor frio dos tiranos nos porões mórbidos da ditadura executando nossos irmãos. O ar jazia cheio de sangue e nós estávamos congelados nas câmaras de gás dos IMLs. Vínhamos de todos os lados, desde os vales profundos do Ribeira, das chapadas mais íngremes do Araguaia ou dos guetos subumanos da urbe. Éramos nós o odor de fumaça que agredia as narinas alheias com a catinga de carne queimada. Éramos nós o encanto das canções de protesto cantadas na avenida com euforia para engendrar os projetos do futuro, como somos nós os ignorados da história, os estranhos os comícios, a cadeira vazia das reuniões oficiais, pois somos nós que chegamos e partimos sem ninguém saber quem somos e que vamos lá adiante, distantes da balburdia alienante e quando vós menos esperais somos nós que nos imolamos às vossas portas contra a apatia com que nos matais. Como todos vós podeis ver, a minha geração é assim: começa pelo quando e acaba pelo fim, mas não fica à toa na vida pro seu amor lhe chamar e ver a banda passar tocando coisas de amor... ***
0
Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 12:30 AM UTC
Canção Do Verbo Encarnado * Antonio Cabral Filho - Rj/Brasil
Hoje sinto que aquela bola de sabão existe! É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento, Sente-se os sons das palavras, que expeliste, Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento! O longo curso, no horizonte dessa montanha, Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui! Brilham olhares atentos à noite, agora estranha, O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui! Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos, Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos, Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos, Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos? Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno, Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso, Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso! Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso! Os círculos controversos do prender da abertura das portas, Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento, Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento, Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras! O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes, Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso, Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes, Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.18.02.23
0
Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Vê-se a bola de sabão
As aldeias Outrora as plantas eram verdes e singulares, Aldeias dispersas expostas ao luar, Pelourinhos estranhamente nus, Candeias e pouca luz. Cavalos, burros com albardas e ferraduras, Charruas, enxadas e portas sem fechaduras. Cabras, ovelhas, cães e as alcateias, Galinhas e galos  passeiam nas aldeias. Tantas Igrejas do tempo do Marques de Pombal, Se expõem e embelezam Portugal. As fontes são antigas com água para beber, Ribeiro que corre por correr… O xisto e o granito ficam imortalizados, Exaltam o trabalho de nossos antepassados. Aldeias lindas que enchem livros nunca lidos, Aldeias dos amores e dos amigos… Victor
0
Oct 7, 2013
Oct 7, 2013 at 3:07 AM UTC
As aldeias
As areias e o mar As tuas caricias me fazem penar, Noite e serões de embalar, Violinos que tocam afinados, Sonhos acordados… Pele como a seda fina, Cara de sempre menina. Cedro no ermo sobranceiro, Areias de um mar solteiro. Tuas confissões sentidas, Areias do mar movidas, Noites mal dormidas, Areias queridas. O mar nos envolveu, A lua se transcendeu, Areias finas para nelas caminhar, Portas abertas de um só olhar… Victor Marques
0
Apr 6, 2013
Apr 6, 2013 at 7:47 PM UTC
As areias e o mar
Amar a vida primeiro Gratidão para o resto do dia, dando sorrisos para irem muito longe. As coisas estão serenas tais como os rios Douro e Tua que esperam pacientemente todas as águas que se deleitam em correr desenfreadamente para seus leitos. Vinhas com folhas que caem coloridas e se assemelham a um horizonte de ouro luzidio. Os pecadores sem sinos para tocar os remorsos dos seus pecados mais graves. A consciência humana dignifica e purifica ao mesmo tempo tantos seres que com pequenos delitos caminham livremente. Portas e janelas abertas logo de amanhã para espreitarem a biblioteca do universo. Amando cada ser humano em excesso, cada folhinha que tem medo de estar ligada. Folhas com o medo de estar no ar. A vida nem sempre é justa para leõezinhos que na selva com cabras e cordeiros confraternizam no paraíso de um Deus infinito e imparcial. Amar a vida meus queridos amigos porque não se pode amar ninguém senão amarmos a vida primeiro. . Victor Marques
0
Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 2:10 PM UTC
Amar a vida primeiro
O bom ladrão da aldeia Seus pais embriagados estão, Felicidade nunca tida, Olhos de solidão incontida, Despedaçou meu coração. Partes vidros da janela, Dormirias em qualquer cela, Poderias matar e ser assassino, Carinho que não tiveste em menino. Arrombarias portas sem saber porquê? Tens a falsa e estranha sensação, De sentar num sofá e ver televisão, Carinho e amor que Deus te dê… Cordiais Cumprimentos Victor Marques Lavandeira, 28 de Junho de 1991
0
Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:17 PM UTC
O bom ladrão da aldeia
Estava encostado, ao muro da escada, Que me levava junto à velha casa, Meditava ao som de uma doce balada, Passarinhos cantavam música em brasa! Despertou em mim, que estava ali especado, Tamanhos sonhos, que dei um grande grito, No pensamento, sentia o coração alargado, Abram-se as portas, sem haver qualquer conflito! É essa a viagem, a mais esperada e que procurei, Senti ali a direcção, a um mundo muito nobre, A frontalidade e a esperança, é agora, e eu achei, É o mundo onde a minha presença não é pobre! Ali vale a coragem e a dificuldade dos que tentam, Vale a alma e a presença da aparência, não é sorte, Todos se sentem belos, porque se vive sem morte, Aquela morte passaporte, que na vida é mais forte! Vi o que desejava ali naquela escada, mas nem sonhava, Naquela velha casa, meu pai e minha mãe nos preparava, Enquanto vagueava, pensei que o que eu sonhei, não realizava, Mas mesmo naquela casa, estava tudo com que ambicionava! O caminho pra o enxergar foi longo e demorado, Mas vivi tão perto e durante anos não a alcançava! Não foi em vão a viagem ganhei vida avantajada, Tirei do pensamento maravilhas maiores doutro mundo! Autor: António Benigno Código de autor: 2014.02.02.21.41.04.02
0
Feb 5, 2014
Feb 5, 2014 at 4:20 AM UTC
A viagem
Nova Andradina, meu moinho Sua gente me recebeu com carinho Lembro-me de cada rua e praça Ali construí uma vida cheia de graça Domingos entre amigos e festas Passeios pelos seus rios e florestas Sábados aminados em seus bares Papeando com os tipos populares No caminho do trabalho aventuras garantidas Na “Escola Agrícola” se vai parte da minha vida Ali fiz amigos e tenho estudantes incríveis E aprendi com as mais situações horríveis Política, cultura, dia-dia e aventuras Aproximaram-me da vida dura Que esse povo forte e lutador Ostenta com graça e esplendor Aqui somente abri portas e janelas Aprendi o preço da liberdade Descobri a força da vida e da solidariedade Para sobreviver às contradições e querelas
0
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 12:39 PM UTC
Nova Andradina, meu moinho
Introite portas eius in gratiarum actione, I entered the porter's lodge and monks awaited me three walked with me up the drive taking my bags, bell tower against a blue sky bells tolled, Hugh showed me my cell and where to put my books, sorrow can be alleviated by good sleep a bath and a glass of wine said Thomas, what can I get you? she said unbuttoning my flies with her nimble fingers and tongue to one side, toccare la mano di Dio the Italian monk said as we placed books in the shelves of the library in the abbey, Dom James talked of the plainsong and when we would need to sing Latin by and small lines of chant and I tried, parler à Dieu et il répondra the French monk said, a dry desert of prayer I told him, she put her legs about my waist and I entered her garden of Eve, the French peasant monk sythed the tall grass like death sweeping through a plagued city, smell of incense as I entered for mass, choir stalls highly polished smell of wax in the air, yes my Beloved it is thus that my life's brief day shall be spent before Thee Therese said, we walked the cloister George and I morning Terce hour over and onto work tasks, vertrauen auf Gott und seine Liebe the Austrian monk told me as he sawed the wood for log fires and I held the end firm, one can find out more about a person in one hour of play than in a year of conversation Gareth said quoting Plato as we sat on the beach in the abbey grounds, amor Dei in veritate Dom Joe(dear Bunny) said trust to God and his love, she milked me off thoughts of her drained my days in all ways.
0
Apr 30, 2016
Apr 30, 2016 at 4:28 AM UTC
ALL MY DAYS MCMLXXI.
Introite portas eius in gratiarum actione, I entered the porter's lodge and monks awaited me three walked with me up the drive taking my bags, bell tower against a blue sky bells tolled, Hugh showed me my cell and where to put my books, sorrow can be alleviated by good sleep a bath and a glass of wine said Thomas, what can I get you? she said unbuttoning my flies with her nimble fingers and tongue to one side, toccare la mano di Dio the Italian monk said as we placed books in the shelves of the library in the abbey, Dom James talked of the plainsong and when we would need to sing Latin by and small lines of chant and I tried, parler à Dieu et il répondra the French monk said, a dry desert of prayer I told him, she put her legs about my waist and I entered her garden of Eve, the French peasant monk sythed the tall grass like death sweeping through a plagued city, smell of incense as I entered for mass, choir stalls highly polished smell of wax in the air, yes my Beloved it is thus that my life's brief day shall be spent before Thee Therese said, we walked the cloister George and I morning Terce hour over and onto work tasks, vertrauen auf Gott und seine Liebe the Austrian monk told me as he sawed the wood for log fires and I held the end firm, one can find out more about a person in one hour of play than in a year of conversation Gareth said quoting Plato as we sat on the beach in the abbey grounds, amor Dei in veritate Dom Joe(dear Bunny) said trust to God and his love, she milked me off thoughts of her drained my days in all ways.
Continue reading...
78
Em épocas de instabilidade, Caro navegante... Tenha muita cautela ao escolher teus caminhos. Pois existem portas que, quando abertas... Nunca mais se fecharão. Já outras portas, quando se fecham, Jamais poderão ser abertas novamente. Grande amigo... Há caminhos em que os Espíritos gritam E o sangue se derrama... Caminhos esses por onde o fogo consumidor se alastra E o ímpio se transmuta. Ali a dor é colossal. E cresce a cada passo dado. Onde a guerra é lei. E te fere a todos instantes. A morte será teu guia por estes vales estreitos. Lugar em que abismos devoram os injustos Em que a própria terra engole os fracos E o veneno proferido se multiplica no retorno Afogando os incautos nas marés do próprio sangue. Por ali deve ser o teu andar, filho meu. Não temas. Tais caminhos se cruzarão, um dia Onde não houver mais tempo nem espaço, nobre guerreiro... E os véus ocultos do eterno se abrirão, Para os vitoriosos que se deleitarão Nas glórias do amor infinito.
0
Aug 24, 2016
Aug 24, 2016 at 11:44 AM UTC
CONCILIUM
Tu és um milhão de coisas; Desejos, pesadelos, alucinações que nem bálsamos aplacam Olho ao meu redor, e lá estás, Porém, em meu ser, não te sinto. A voz do povo, como um roubo de opiniões, revela a lógica E o absurdo, Pois o verbo é o que é, E também o que não pode ser. Antigas poesias, Clamando às estrelas e à lua, Mais um divertimento fugaz. Sentimentos que não encontram sentido em tua mente turvada, Como uma epiléptica a observar um estroboscópio sem fim. Tu fizeste flores brotarem em meus pulmões E em meu peito; Embora formosas sejam, Não consigo respirar. Arrancaria tais flores e te as entregaria, Um ramo de “eu te amo” que jamais foram ditos. Teu nome, como gelo, cala meu coração. Espero, aguardo, pela próxima mensagem, Risadas que me impelirem ao retorno, Ansiedade que confunde o pensamento, Sofrendo por males que não ocorreram… ou ainda ocorrerão? Na minha sepultura, portas se fecham, Meu corpo se desfaz, As flores se tornam parte de mim, Pouco chegam a mim as vozes que falam De uma fantasia. Resta, enfim, a solidão.
0
Jan 14, 2025
Jan 14, 2025 at 4:59 PM UTC
Átomos Que Nunca Se Tocaram
A efêmera existência No tênue fio entre a vida e a morte Busca a razão na essência Chega ao fim sem entender a sorte A mais simples dúvida No mais complexo ser Se ainda resta muita vida O que temos que escolher? Se é tão fácil resistir Onde estão os que sobraram? Se todas as portas vão se abrir Quantas já se fecharam? Mas viver é tão bonito Que não há quem resista Mesmo encarando o risco Mesmo quando não há terra à vista
0
Oct 26, 2019
Oct 26, 2019 at 5:07 PM UTC
Uma manhã de sábado
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
0
Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
Continue reading...
4
Tu fus une grande amoureuse À ta façon, la seule bonne Puisqu'elle est tienne et que personne Plus que toi ne fut malheureuse, Après la crise de bonheur Que tu portas avec honneur. Oui, tu fus comme une héroïne, Et maintenant tu vis, statue Toujours belle sur la ruine D'un espoir qui se perpétue En dépit du Sort évident, Mais tu persistes cependant ! Pour cela, je t'aime et t'admire Encore mieux que je ne t'aime Peut-être, et ce m'est un suprême Orgueil d'être meilleur ou pire Que celui qui fit tout le mal, D'être à tes pieds tremblant, féal ! Use de moi, je suis ta chose ; Mon amour va, ton humble esclave, Prêt à tout ce que lui propose Ta volonté dure et suave, Prompt à jouir, prompt à souffrir, Prompt vers tout, hormis pour mourir ! Mourir dans mon corps et mon âme, Je le veux si c'est ton caprice. Quand il faudra que je périsse Tout entier, fais un signe, femme, Mais que mon amour dût cesser ? Il ne peut que s'éterniser. Jette un regard de complaisance, Ô femme forte, ô sainte, ô reine, Sur ma fatale insuffisance Sans doute à te faire sereine : Toujours triste du temps fané, Du moins, souris au vieux ****
0
363
Tu fus une grande amoureuse
Sabe quando a gente ama sem nem ver? Tem acontecido por aqui! Sempre que avistava ela há anos atrás eu ficava nervosa. Naquele restaurante que era bom mas também não era nada demais, ficava querendo dar um oi, perguntar quem é você? O que tá fazendo da vida? Adorei seu crachá do cartoon! E passou... Um tempo depois eu estava rodando meu Instagram e boom, foto dela com uns conhecidos da minha cidade... fiquei sem entender nada, mas naquela época eu tava em outra e passou.. Depois de um tempo a encontrei em uma aula da faculdade por acaso e a vontade de falar continuava. Tu não vem nunca nessa aula né, qual seu tema do tcc? Você ê muito séria!... Ela tem cara de brava, amigos, eu gostei dela, mas ela não tem nada no Instagram, como que vou começar a falar com ela?... E passou... Então o famoso tinder veio, só pra confirmar nosso match e abrir as portas pro diálogo. E eu já tinha bastante coisa pra perguntar e falar... Ficou! Dessa vez ficou, porque já tava na hora de ser. E que bom que está, me faz feliz, sorrir, dançar na cozinha enquanto cozinho, me faz acreditar em mim, me traz aquele amor leve, sem nem ver... Acolhe, me deixa confortável pra deitar no peito e chorar, me abraça apertado pra ansiedade ir embora, me sinto segura. Sem contar as zilhões de diversas coisas que ela faz, cozinhar, organizar minha casa pra tirar obsessor kkk, arrumar meu pc, vixe, essa mulher tem feito de tudo por aqui. E é nessa bagunça organizada do amar que vou terminar... ficamos!
0
Apr 23, 2020
Apr 23, 2020 at 11:43 AM UTC
Timing
Sabe quando a gente ama sem nem ver? Tem acontecido por aqui! Sempre que avistava ela há anos atrás eu ficava nervosa. Naquele restaurante que era bom mas também não era nada demais, ficava querendo dar um oi, perguntar quem é você? O que tá fazendo da vida? Adorei seu crachá do cartoon! E passou... Um tempo depois eu estava rodando meu Instagram e boom, foto dela com uns conhecidos da minha cidade... fiquei sem entender nada, mas naquela época eu tava em outra e passou.. Depois de um tempo a encontrei em uma aula da faculdade por acaso e a vontade de falar continuava. Tu não vem nunca nessa aula né, qual seu tema do tcc? Você ê muito séria!... Ela tem cara de brava, amigos, eu gostei dela, mas ela não tem nada no Instagram, como que vou começar a falar com ela?... E passou... Então o famoso tinder veio, só pra confirmar nosso match e abrir as portas pro diálogo. E eu já tinha bastante coisa pra perguntar e falar... Ficou! Dessa vez ficou, porque já tava na hora de ser. E que bom que está, me faz feliz, sorrir, dançar na cozinha enquanto cozinho, me faz acreditar em mim, me traz aquele amor leve, sem nem ver... Acolhe, me deixa confortável pra deitar no peito e chorar, me abraça apertado pra ansiedade ir embora, me sinto segura. Sem contar as zilhões de diversas coisas que ela faz, cozinhar, organizar minha casa pra tirar obsessor kkk, arrumar meu pc, vixe, essa mulher tem feito de tudo por aqui. E é nessa bagunça organizada do amar que vou terminar... ficamos!
Continue reading...
1