Hello Poetry
Submit your work and get some sparkles! Create free account
"tornar" poems
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
0
Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Dói-me Ser - 17/09/17
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
Continue reading...
43
Possa eu, um dia, ao fechar os olhos Tornar-me espuma de ondas, Ou brisa carregada de odor a maresia E possa eu, um dia, ao abrires os teus, Ser o Sol que os ilumina e transforma. E, como os teus olhos, Ambiciono ter, também eu, um dia O poder de me fazer algo mais do que eu. O poder de ser pura e bela como me vês O poder de ser o vento ou o Sol ou o mar Ou uma folha seca e avermelhada Tombando no chão ao soar do Outono. Possa eu transformar-me em tudo isso, Como se transformam os teus olhos (quais pedaços de céu descoberto ou relva húmida de orvalho sempre regados de Sol, sempre.) Fosse esse Sol um dia eu...
0
Sep 4, 2017
Sep 4, 2017 at 5:05 PM UTC
04-09-2017
Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
0
May 25, 2015
May 25, 2015 at 9:44 AM UTC
Minha filha Victória
Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
Continue reading...
9
A vida, há não sei dizer quanto tempo, Tem-se mostrado uma interminável batalha. Conseguir ouvir a razão sem abafar o sentir Conseguir sentir sem por ele ser consumida Inteiramente. Não quero mais escrever poesia de guerra Nem fazer da poesia uma guerra de amor Só vale o que eu deixar que valha. E escrevo-o aqui, as desculpas de merda não valem Nem valeriam se fossem desculpas muitíssimo boas Se estou a perder a cabeça vou atrás dela e Encaixo-a de novo no pescoço e Bato com ela nas paredes até tornar a funcionar Não a ajudo a ir. Não. Não quero continuar a perguntar-me à noite O que raio é que estou a fazer Que vida é esta que escolho e não vivo Que não vivo por a escolher incessantemente. Não se pode querer paz e respostas E por ambas querer nenhuma tenho Só a mim e ao silêncio que não deixo existir. Não quero. Não sei o que quero mas Não quero isto. Querer isto não Me deixa querer mais nada. Nem a mim. Especialmente a mim. E tenho que me querer a mim Antes de querer qualquer outra coisa.
0
Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 10:27 AM UTC
Poesia de Guerra
A noite chega com gemidos e lamentos, Eu com a vida em torno de ternos momentos, Se nasce em qualquer lugar, vivemos com sonhos para realizar, E eu aqui sentado com o pranto e o luar... A lua hoje é plena e observa todos os seres que vivem para sempre morrer, Uns acreditam outros não numa vida sem tristeza em eterna comunhão, Pedaços de saudade de quem partiu sem por vezes querer... Jesus Cristo foi vinho, foi pão, foi a única esperança para a vida,morte e ressurreição. A vida foi aquilo que quis ser, pois pensamos que tudo podemos fazer, Nunca temos a verdadeira preocupação que nascemos e vivemos para terra tornar a ser... Com o canto dos grilos e com a terna saudade de quem foi vivo e nos deixou, Me abandono ao mundo, ao céu e a Deus que tudo criou. Victor Marques
0
Aug 25, 2018
Aug 25, 2018 at 5:55 PM UTC
A Saudade de quem nos deixa
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida. Inevitável e também incoerente, Continuar a ser (peleja) "Um equívoco desmistificado; uma perturbação" Os ideais se contrapõem aos já extintos/ Sedimentos navegam eternamente sem rumo/ Inexprimível Sensível/ O oculto que assim permanece/ Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados. Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia: fundir-se pela semelhança! tornar-se pela simples analogia! Homo-Sutra; Homo-Isso. Homo-Tundra; Homo-Aquilo. **** Sapiens **** Gênio Entrementes, através de seus poros abertos pela alta temperatura, sente por seu corpo, de muitos corpos, a circulação efervescente do mais intenso calor, o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu, (de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto); contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído,  em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem; ...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal, Que Mantêm-se em correnteza, Metamorfose lavareda.
0
Nov 7, 2014
Nov 7, 2014 at 7:55 AM UTC
Sedimento Agonizantardil
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida. Inevitável e também incoerente, Continuar a ser (peleja) "Um equívoco desmistificado; uma perturbação" Os ideais se contrapõem aos já extintos/ Sedimentos navegam eternamente sem rumo/ Inexprimível Sensível/ O oculto que assim permanece/ Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados. Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia: fundir-se pela semelhança! tornar-se pela simples analogia! Homo-Sutra; Homo-Isso. Homo-Tundra; Homo-Aquilo. **** Sapiens **** Gênio Entrementes, através de seus poros abertos pela alta temperatura, sente por seu corpo, de muitos corpos, a circulação efervescente do mais intenso calor, o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu, (de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto); contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído,  em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem; ...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal, Que Mantêm-se em correnteza, Metamorfose lavareda.
Continue reading...
28
Nunca achei que seria tão fácil me vendar Mas olhando para trás Havia tantas coisas que não gostaria de ver E talvez graças a essa cegueira, lembrar não me faz sofrer Apenas buscar um abraço e tentar esquecer Ver o mundo desaparecer Talvez viver de promessas e sonhos foi o que nós fez perder E todo esses pedregulhos viraram aterros Para os próximos sonhos Que podem se tornar verdadeiros E não apenas uma moldura sem fotografia Que decora a mobília de um cômodo sem a pintura do apego E deixar o tempo passar seja o melhor que tenho a fazer Ele revigora e maquia cicatrizes que nem podemos ver Por isso talvez, mesmo sem historias para contar Acho que deveria me entregar Para que ele me leve ao lugar mais distante de ti Sempre achei que um pouco de nós faria bem O que dizer? nunca fui muito bom em escolher Mas talvez se nós reencontrarmos em alguns anos quais quer Podemos perceber que o jogo nunca terminou Apenas virou, e agora estamos em times diferentes Sempre se esbarrando e se machucando Mas nunca se cumprimentando Talvez devesse ter visto de longe Ou não ter me iludido tanto E saber que fomos Destinados a fingir Viver de falsas proximidades e carícias geladas E nunca de ternura nos abraços ou paixão nos beijos Destinados a fingir Uma paixão idiota Que mais parecia um cigarro Que logo se transforma em fumaça E no vento para o mundo se esvai
0
Nov 5, 2015
Nov 5, 2015 at 7:48 PM UTC
Tempo de fingir
Sou medrosa Sempre tive um vasto medo de te perder Com minha simples prosa relembro bons momentos que passei com você Das noites em que passávamos acordados vendo filmes e tomando sorvete, Manhãs em que acordavamos cedo para ver desenhos animados, Quando ia para sua cama no meio da noite pois estava com medo Até quando me dava ovadas no meu aniversário, Me diverti contigo. Na medida em que crescemos, Mudamos o nosso jeito de ser, Tomamos rumos diferentes, Você começou a me deixar em último plano, Mas o pior de tudo, Se afastou, Afastou-se de um jeito inexplicável, De um jeito doloroso Pessoas me perguntam até hoje "Onde está seu irmão? Vocês costumavam ir a todo lugar juntos..." E eu, olho para os meus pés e relembro como éras "Está em casa" respondo, quando naverdade, não sei onde está Digo isso para não revelar o fato de que não me quer mais em seu mundo, Para não mostrar aos outros que você não me aceita mais. Estúpidas mudanças! Por causa delas, você se tornou assim comigo: Amargo, como o gosto da tristeza em minha boca, Um desconhecido E o pior de tudo, Se tornou a pessoa que prometeras nunca se tornar, E o meu pior pesadelo acabou acontecendo na vida real: Te perdi.
0
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 2:17 PM UTC
Desconhecido que conheço a anos
Aceito todas  as pessoas assim como são (não se enganem, não disse que gosto) Simplesmente não vejo por quê não deveriam ser assim Vejo o fatalismo total e inevitável da vida A aleatoriedade dos factos A imaginação e a memória humanas A submissão incontrolável ante a força Não há destino, mas não há escolha Ser é simplesmente existir seguindo um fluxo Tornar expressivo e externo o caos íntimo da mente Não exite mentiras, nem falsidade, menos ainda heroísmos, ou coragem O homem é ser dotado de todos os sentimentos Impregnado (estupidamente impregnado) da certeza da vida de toda a moral e inescrupulosos egoísmos Não há como negar Nos resta observar e e rir... Toda ação gera consequências, se alguém faz é porque é inevitável que o faça e tudo o leva a fazer.
0
Jun 9, 2014
Jun 9, 2014 at 11:36 AM UTC
Do fatalismo dos factos
Miki Féher Olho para o céu do Deus Infinito, Sorriso do menino com amor. Povo magiar e vermelha dor, Povos sem raça e com a mesma cor. Miki Féher este foi o teu grito… Sucumbiste for força dum apito, Deixaste o mundo sofredor. Tua juventude terna e grata, Sem ouro nem prata. Nosso Deus não maltrata, Empolgaste multidões, Para sempre em nossos corações… O nosso Deus te dá sossego no paraíso, Pois para se tornar a viver, morrer é preciso! O Benfica canta teu sublime fado, Pois o destino estava traçado. Cordiais Cumprimentos Victor Marques 28 de Janeiro 2004
0
Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 8:06 AM UTC
Miki Féher
O vento sopra por entre as folhas que vão caindo lentamente, o chão vai ficando como uma esteira dourada, a pouco e pouco as árvores vão-se desnudando, deixando a descoberto, todo aquele tecido que as envolve num mistério tal. Envelhecer! Sim é um pouco isso, deixar de parte as máscaras que nos encobriam desde a juventude, e tornar público, aquilo que realmente somos, deixar ver as rugas de um tempo ido e recordado, deixar transparecer a pura essência que realmente somos. Apreciamos num quadro as fissuras da tela, marcas de um tempo que teima em passar. Se assim é, porque é que não aceitamos o nosso envelhecimento, como fissuras em tela antiga? Talvez porque é aqui, que pela primeira vez somos realmente nós, sem sombra de dúvida, talvez porque, simplesmente o receamos. Talvez tenhamos receio de olhar de frente o espelho da vida e ver que não voltamos mais a ser crianças.
0
Jan 11, 2014
Jan 11, 2014 at 6:27 PM UTC
idade
¡Cómo te agitas bajo nubes grises, lámina fina de metal de infancia! ¡Cómo tu rabia, corazón de niebla, rompe la brida! Cómo te miro con mis pobres ojos! ¡Qué imagen tuya la que inventa el sueño! ¡Qué lentamente te deshace el aire, roto en pedazos! Tú que guardabas en cristal salado vivos retratos que ondulaba el viento; tú que arrancabas en el alba fina sones al alma, tú que nutrías con tu amarga leche sombras de playas, olvidados pasos, ansia de ser sobre tu vientre verde, locos piratas, has ido ahogando temblorosamente sombras que hundieron en tu paz sus ojos. Hoy tu recuerdo, como lluvia fresca, moja mi frente. Si ahora volviera a recorrer tu orilla, si ahora en tu cuerpo me volcara todo, si ahora tu cuerpo le prestara al mío frescos harapos, si yo desnudo, si cansado, ahora, más hijo tuyo, ahora, si el otoño vuelto a mi lado me trajera el tibio pan en el pico. -lámina fina de metal de infancia-, todo olvidado quedaría, todo: látigos, cuerdas con que me azotabas, vientos que mugen. Todo sería nuevamente hermoso, aunque tu garra me arañase el cuerpo, aunque al tornar tuvieran tus mañanas soles más negros.
0
846
Recuerdo del mar
Con cartas sus mensajeros   el rey al Carpio envió: Bernardo, como es discreto,   de traición se receló: las cartas echó en el suelo   y al mensajero habló: -Mensajero eres, amigo,   no mereces culpa, no, mas al rey que acá te envía   dígasle tú esta razón: que no le estimo yo a él   ni aun a cuantos con él son; mas por ver lo que me quiere   todavía allá iré yo. Y mandó juntar los suyos,   de esta suerte les habló: -Cuatrocientos sois, los míos,   los que comedes mi pan: los ciento irán al Carpio   para el Carpio guardar, los ciento por los caminos,   que a nadie dejen pasar; doscientos iréis conmigo   para con el rey hablar; si mala me la dijere,   peor se la he de tornar. Por sus jornadas contadas   a la corte fue a llegar: -Dios os mantenga, buen rey,   y a cuantos con vos están. -Mal vengades vos, Bernardo,   traidor, hijo de mal padre, dite yo el Carpio en tenencia,   tú tómaslo en heredad. -Mentides, el rey, mentides,   que no dices la verdad, que si yo fuese traidor,   a vos os cabría en parte; acordáseos debía   de aquella del Encinal, cuando gentes extranjeras   allí os trataron tan mal, que os mataron el caballo   y aun a vos querían matar; Bernardo, como traidor,   de entre ellos os fue a sacar. Allí me diste el Carpio   de juro y de heredad, prometísteme a mi padre,   no me guardaste verdad. -Prendedlo, mis caballeros,   que igualado se me ha. -Aquí, aquí los mis doscientos,   los que comedes mi pan, que hoy era venido el día   que honra habemos de ganar. El rey, de que aquesto viera,   de esta suerte fue a hablar: -¿Qué ha sido aquesto, Bernardo;   que así enojado te has? ¿Lo que hombre dice de burla   de veras vas a tomar? Yo te dó el Carpio, Bernardo,   de juro y de heredad. -Aquestas burlas, el rey   no son burlas de burlar; llamásteme de traidor,   traidor, hijo de mal padre: el Carpio yo no lo quiero,   bien lo podéis vos guardar, que cuando yo lo quisiere,   muy bien lo sabré ganar.
0
777
Entrevista de bernardo con el rey
Con cartas sus mensajeros   el rey al Carpio envió: Bernardo, como es discreto,   de traición se receló: las cartas echó en el suelo   y al mensajero habló: -Mensajero eres, amigo,   no mereces culpa, no, mas al rey que acá te envía   dígasle tú esta razón: que no le estimo yo a él   ni aun a cuantos con él son; mas por ver lo que me quiere   todavía allá iré yo. Y mandó juntar los suyos,   de esta suerte les habló: -Cuatrocientos sois, los míos,   los que comedes mi pan: los ciento irán al Carpio   para el Carpio guardar, los ciento por los caminos,   que a nadie dejen pasar; doscientos iréis conmigo   para con el rey hablar; si mala me la dijere,   peor se la he de tornar. Por sus jornadas contadas   a la corte fue a llegar: -Dios os mantenga, buen rey,   y a cuantos con vos están. -Mal vengades vos, Bernardo,   traidor, hijo de mal padre, dite yo el Carpio en tenencia,   tú tómaslo en heredad. -Mentides, el rey, mentides,   que no dices la verdad, que si yo fuese traidor,   a vos os cabría en parte; acordáseos debía   de aquella del Encinal, cuando gentes extranjeras   allí os trataron tan mal, que os mataron el caballo   y aun a vos querían matar; Bernardo, como traidor,   de entre ellos os fue a sacar. Allí me diste el Carpio   de juro y de heredad, prometísteme a mi padre,   no me guardaste verdad. -Prendedlo, mis caballeros,   que igualado se me ha. -Aquí, aquí los mis doscientos,   los que comedes mi pan, que hoy era venido el día   que honra habemos de ganar. El rey, de que aquesto viera,   de esta suerte fue a hablar: -¿Qué ha sido aquesto, Bernardo;   que así enojado te has? ¿Lo que hombre dice de burla   de veras vas a tomar? Yo te dó el Carpio, Bernardo,   de juro y de heredad. -Aquestas burlas, el rey   no son burlas de burlar; llamásteme de traidor,   traidor, hijo de mal padre: el Carpio yo no lo quiero,   bien lo podéis vos guardar, que cuando yo lo quisiere,   muy bien lo sabré ganar.
Continue reading...
36
Me vi parada, sem conseguir andar Encalhada em um momento do tempo em que não conseguia, mesmo que tentasse, prosseguir ou retornar. Parei. Não por escolha, não por desejo Eu precisei parar Aquele momento em que voce está meio perdido, Meio lá meio cá E praticamente pela primeira vez sem interferencia, voce pode observar sua vida como um todo O que foi aquilo? O que e por que havia feito? Quem eram aqueles? Por que não estão aqui? O que será daqui para frente? Continuaremos juntos? Perderemos tudo? E nessa chatice de pensamentos percebemos que talvez nem tudo seja discutível Mas tudo podendo, com a possibilidade de ser vivido Se tornar inesquecível
0
Mar 17, 2015
Mar 17, 2015 at 10:11 PM UTC
Untitled
Señora, Amor es violento, y cuando nos transfigura nos enciende el pensamiento la locura.No pidas paz a mis brazos que a los tuyos tienen presos: son de guerra mis abrazos y son de incendio mis besos; y sería vano intento el tornar mi mente obscura si me enciende el pensamiento la locura.Clara está la mente mía de llamas de amor, señora, como la tienda del día o el palacio de la aurora. Y el perfume de tu ungüento te persigue mi ventura, y me enciende el pensamiento la locura.Mi gozo tu paladar rico panal conceptúa, como en el santo Cantar: Mel et lac sub lingua tua. La delicia de tu aliento en tan fino vaso apura, y me enciende el pensamiento la locura.
0
704
Dezires, layes y canciones
Talvez essa foi a nossa ultima chance de tornar as coisas melhores Mas também foi a unica vez que eu fecheis os olhos e olhei para longe de você Algumas coisas  são feitas para acabarem Eu nunca me expressei verdadeiramente para você Também nunca imaginei que você iria me fazer tão mal Eu tempo para ajustes talvez seja o que eu preciso Então faça o seu nunca Ele é para sempre, sabendo o que você negou Então como nós embelezamos essa discussão E não, eu não estou disfarçando todas essas brigas e sonhos se despedaçando Nunca se esquecendo da lua que foi nosso
0
Oct 29, 2015
Oct 29, 2015 at 5:59 PM UTC
Untitled
Nascemos por amor  por desejos, Uns nascem sem pressa, sem beijos. A natureza tudo parece querer determinar, Nascemos na terra,no céu,no mar. Dilema de descendência adequada, Uma vida nova nunca preparada. Nus e sem nada brotamos como a flor, Por obra de Deus e do amor. Abundância e esperança  de viver, Nascemos para terra tornar a ser. Racionais e com sentimentos, Dilema dos termos momentos. Nao somos plantas ,somos seres, Com o livre arbítrio de tudo escolher. Deus deu a alma para tudo perceber, Dilema do nascer,viver e morrer. Victor Marques
0
May 12, 2022
May 12, 2022 at 4:41 AM UTC
Dilema
A noite chega com gemidos e lamentos, Eu com a vida em torno de ternos momentos, Se nasce em qualquer lugar,  vivemos com sonhos para realizar, E eu aqui sentado com o pranto e o luar... A lua hoje é plena e observa  todos os seres que vivem para sempre morrer, Uns acreditam outros não numa vida sem tristeza em eterna comunhão, Pedaços de saudade de quem partiu sem por vezes querer... Jesus Cristo foi vinho, foi pão, foi a única esperança para a vida,morte e ressurreição. A vida foi aquilo que quis ser, pois pensamos que tudo podemos fazer, Nunca temos a verdadeira preocupação que nascemos e vivemos para terra tornar a ser... Com o canto dos grilos e com a terna saudade de quem foi vivo e nos deixou, Me abandono ao mundo, ao céu e a Deus que tudo criou. Victor Marquesrealizar
0
Apr 22, 2022
Apr 22, 2022 at 2:33 PM UTC
A Saudade de quem nos deixa (DRAFT)
Queria ser aprendiz de poeta da Natureza Deitar-me na relva entre cravos e margaridas E tornar-me cravo ou margarida Também. (e como um cravo perder as pétalas e ser livre no vento) (e como uma margarida perder as pétalas nas mãos de uma criança qualquer)
0
Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:09 PM UTC
aprendiz de poeta da natureza
Esta manera de esparcir su aroma de azahar silencioso en mi tiniebla; esta manera de envolver en luto su marfil y su nácar; esta única manera con que porta la golilla de encaje; esta manera de tornar su mutismo en venero de palabras y su boca en ahorro...                                               Esta manera que es reservada y que es acogedora, con que viene a encontrar mis panegíricos; esta manera de decir mi nombre con mofa y mimo, en homenaje y burla, como que sabe que mi interno drama es, a la vez, sentimental y cómico; esta manera con que en la honda noche, de sobremesa en vagos parlamentos, se abate su sonrisa desmayada sobre el mantel; esta feliz manera con que niega su brazo y con que otorga la emoción, cuando vamos de paseo por la alameda colonial y adusta... Por este suspitante y sobrio estilo de amor, te reverencio, estrella fiel que gustas de enlutarte; generoso y escondido azahar; caritativa madurez que presides mis treinta años con la abnegada castidad de un búcaro cuyas rosas adultas embalsaman la cebecera de un convaleciente; enfermera medrosa; cohibida escanciadora; amiga que te turbas con turbación de niña al repasar nuestra común lectura; asustadizo comensal de mi fiesta; aliada tímida; torcaz humilde que zureas al alba, en un tono menor, para ti sola. ¡Bien hayas, creatura pequeñita y suprema; adueñada de la cumbre del corazón; artista a un mismo tiempo mínima y prócer; que en las manos llevas mi vida como objeto de tu arte! Estrella y azahar: que te marchites mecida en una paz celibataria y que agonices como un lucero que se extinguiese en el verdor de un prado o como flor que se transfigurase en el ocaso azul, como en un lecho.
0
591
Por este sobrio estilo
Esta manera de esparcir su aroma de azahar silencioso en mi tiniebla; esta manera de envolver en luto su marfil y su nácar; esta única manera con que porta la golilla de encaje; esta manera de tornar su mutismo en venero de palabras y su boca en ahorro...                                               Esta manera que es reservada y que es acogedora, con que viene a encontrar mis panegíricos; esta manera de decir mi nombre con mofa y mimo, en homenaje y burla, como que sabe que mi interno drama es, a la vez, sentimental y cómico; esta manera con que en la honda noche, de sobremesa en vagos parlamentos, se abate su sonrisa desmayada sobre el mantel; esta feliz manera con que niega su brazo y con que otorga la emoción, cuando vamos de paseo por la alameda colonial y adusta... Por este suspitante y sobrio estilo de amor, te reverencio, estrella fiel que gustas de enlutarte; generoso y escondido azahar; caritativa madurez que presides mis treinta años con la abnegada castidad de un búcaro cuyas rosas adultas embalsaman la cebecera de un convaleciente; enfermera medrosa; cohibida escanciadora; amiga que te turbas con turbación de niña al repasar nuestra común lectura; asustadizo comensal de mi fiesta; aliada tímida; torcaz humilde que zureas al alba, en un tono menor, para ti sola. ¡Bien hayas, creatura pequeñita y suprema; adueñada de la cumbre del corazón; artista a un mismo tiempo mínima y prócer; que en las manos llevas mi vida como objeto de tu arte! Estrella y azahar: que te marchites mecida en una paz celibataria y que agonices como un lucero que se extinguiese en el verdor de un prado o como flor que se transfigurase en el ocaso azul, como en un lecho.
Continue reading...
48
Resuelve tornar al padre No temas, Cristo rey, si descarriado tras locos ideales he partido: ni en mis días de lágrimas te olvido, ni en mis horas de dicha te he olvidado. En la llaga crüel de tu costado quiere formar el ánima su nido, olvidando los sueños que ha vivido y las tristes mentiras que ha soñado. A la luz del dolor, que ya me muestra mi mundo de fantasmas vuelto escombros, de tu místico monte iré a la falda, con un báculo: el tedio, en la siniestra; con andrajos de púrpura en los hombros, con el haz de quimeras a la espalda.De cómo se congratularán del retorno Tornaré como el Pródigo doliente a tu heredad tranquila; ya no puedo la piara cultivar, y al inclemente resplandor de los soles tengo miedo. Tú saldrás a encontrarme diligente; de mi mal te hablaré, quedo, muy quedo... y dejarás un ósculo en mi frente y un anillo de nupcias en mi dedo; y congregando del hogar en torno a los viejos amigos del contorno, mientras yantan risueños a tu mesa, clamarás con profundo regocijo: «¡Gozad con mi ventura, porque el hijo que perdido llorábamos, regresa!»Pondera lo intenso de la futura vida ¡Oh sí!, yo tornaré; tu amor estruja con invencible afán al pensamiento, que tiene hambre de paz y de aislamiento en la mansa quietud de la cartuja. ¡Oh sí!, yo tornaré; ya se dibuja en el fondo del alma, ya presiento la plácida silueta del convento con su albo domo y su gentil aguja... Ahí, solo por fin conmigo mismo, escuchando en las voces de Isaías tu clamor insinuante que me nombra, ¡cómo voy a anegarme en el mutismo, cómo voy a perderme en las crujías, cómo voy a fundirme con la sombra!
0
505
En el camino
Resuelve tornar al padre No temas, Cristo rey, si descarriado tras locos ideales he partido: ni en mis días de lágrimas te olvido, ni en mis horas de dicha te he olvidado. En la llaga crüel de tu costado quiere formar el ánima su nido, olvidando los sueños que ha vivido y las tristes mentiras que ha soñado. A la luz del dolor, que ya me muestra mi mundo de fantasmas vuelto escombros, de tu místico monte iré a la falda, con un báculo: el tedio, en la siniestra; con andrajos de púrpura en los hombros, con el haz de quimeras a la espalda.De cómo se congratularán del retorno Tornaré como el Pródigo doliente a tu heredad tranquila; ya no puedo la piara cultivar, y al inclemente resplandor de los soles tengo miedo. Tú saldrás a encontrarme diligente; de mi mal te hablaré, quedo, muy quedo... y dejarás un ósculo en mi frente y un anillo de nupcias en mi dedo; y congregando del hogar en torno a los viejos amigos del contorno, mientras yantan risueños a tu mesa, clamarás con profundo regocijo: «¡Gozad con mi ventura, porque el hijo que perdido llorábamos, regresa!»Pondera lo intenso de la futura vida ¡Oh sí!, yo tornaré; tu amor estruja con invencible afán al pensamiento, que tiene hambre de paz y de aislamiento en la mansa quietud de la cartuja. ¡Oh sí!, yo tornaré; ya se dibuja en el fondo del alma, ya presiento la plácida silueta del convento con su albo domo y su gentil aguja... Ahí, solo por fin conmigo mismo, escuchando en las voces de Isaías tu clamor insinuante que me nombra, ¡cómo voy a anegarme en el mutismo, cómo voy a perderme en las crujías, cómo voy a fundirme con la sombra!
Continue reading...
43
Mi infancia son recuerdos de un patio de Sevilla, y un huerto claro donde madura el limonero; mi juventud, veinte años en tierras de Castilla; mi historia, algunos casos que recordar no quiero.Ni un seductor Mañara, ni un Bradomín he sido -ya conocéis mi torpe aliño indumentario-, más recibí la flecha que me asignó Cupido, y amé cuanto ellas puedan tener de hospitalario.Hay en mis venas gotas de sangre jacobina, pero mi verso brota de manantial sereno; y, más que un hombre al uso que sabe su doctrina, soy, en el buen sentido de la palabra, bueno.Adoro la hermosura, y en la moderna estética corté las viejas rosas del huerto de Ronsard; mas no amo los afeites de la actual cosmética, ni soy un ave de esas del nuevo gay-trinar.Desdeño las romanzas de los tenores huecos y el coro de los grillos que cantan a la luna. A distinguir me paro las voces de los ecos, y escucho solamente, entre las voces, una.¿Soy clásico o romántico? No sé. Dejar quisiera mi verso, como deja el capitán su espada: famosa por la mano viril que la blandiera, no por el docto oficio del forjador preciada.Converso con el hombre que siempre va conmigo -quien habla solo espera hablar a Dios un día-; mi soliloquio es plática con ese buen amigo que me enseñó el secreto de la filantropía.Y al cabo, nada os debo; debéisme cuanto he escrito. A mi trabajo acudo, con mi dinero pago el traje que me cubre y la mansión que habito, el pan que me alimenta y el lecho en donde yago.Y cuando llegue el día del último vïaje, y esté al partir la nave que nunca ha de tornar, me encontraréis a bordo ligero de equipaje, casi desnudo, como los hijos de la mar.
0
476
Retrato
Mi infancia son recuerdos de un patio de Sevilla, y un huerto claro donde madura el limonero; mi juventud, veinte años en tierras de Castilla; mi historia, algunos casos que recordar no quiero.Ni un seductor Mañara, ni un Bradomín he sido -ya conocéis mi torpe aliño indumentario-, más recibí la flecha que me asignó Cupido, y amé cuanto ellas puedan tener de hospitalario.Hay en mis venas gotas de sangre jacobina, pero mi verso brota de manantial sereno; y, más que un hombre al uso que sabe su doctrina, soy, en el buen sentido de la palabra, bueno.Adoro la hermosura, y en la moderna estética corté las viejas rosas del huerto de Ronsard; mas no amo los afeites de la actual cosmética, ni soy un ave de esas del nuevo gay-trinar.Desdeño las romanzas de los tenores huecos y el coro de los grillos que cantan a la luna. A distinguir me paro las voces de los ecos, y escucho solamente, entre las voces, una.¿Soy clásico o romántico? No sé. Dejar quisiera mi verso, como deja el capitán su espada: famosa por la mano viril que la blandiera, no por el docto oficio del forjador preciada.Converso con el hombre que siempre va conmigo -quien habla solo espera hablar a Dios un día-; mi soliloquio es plática con ese buen amigo que me enseñó el secreto de la filantropía.Y al cabo, nada os debo; debéisme cuanto he escrito. A mi trabajo acudo, con mi dinero pago el traje que me cubre y la mansión que habito, el pan que me alimenta y el lecho en donde yago.Y cuando llegue el día del último vïaje, y esté al partir la nave que nunca ha de tornar, me encontraréis a bordo ligero de equipaje, casi desnudo, como los hijos de la mar.
Continue reading...
29
não pode ser justo que eu tenha nascido nesse mundo com a culpa de uma vida inteira que ainda nem vivi que antes de ter chegado meus olhos já tivessem visto tudo o mais que eu não pudesse suportar e carregado tanto peso em minhas costas pequenas costas de criança com medo sem nem saber o que tanto carregava era o peso de uma mulher pesada que não tinha medo pois tinha conhecido o abandono e ele ocupava todo o espaço era também a ironia de que aquilo que eu mais temia a mulher pesada que me tinha em seu colo era também o que eu mais viria a precisar desde o leite empedrado a mulher pesada aquilo que eu mais temia a que me tinha pendurada em seu seio era também o que eu viria a me tornar sem escapatória sem saber que eu já havia me tornado muito antes de existir e a culpa tão grande a culpa desde o leite e da pedra
0
May 12, 2019
May 12, 2019 at 10:21 AM UTC
I
Nubes besándose Hoy vi dos nubes besándose y me recordó a ti! Recordé después de vivir en una prolongada amnesia, inducida por mi, negándome a ese sentimiento, hasta pretender que ya no había nada de ti en mi. Hoy vi dos nubes besándose que me hablaron de aquellos besos, esos entregados en el alba y esos en el postado sol! Esos besos compartidos después de una larga platica, y aquellos que fueron puente para una reconciliación! Vi dos nubes besándose, como lo hacíamos tú y yo, sin importar la audiencia o el tiempo que marcaba el reloj! Creo que vi dos nubes besándose, y se coqueteaban como lo hacíamos tú y yo, besándonos con la mirada, o cuando entrecruzábamos nuestras manos, o en ese silencio que tanto amábamos! Vi dos nubes besándose y al tornar la mirada, de pronto note, que las nubes se habían esfumado.... como se disipó nuestro amor! LeydisProse 11/12/2017 https://m.facebook.com/LeydisProse/
0
Nov 12, 2017
Nov 12, 2017 at 9:30 PM UTC
Nubes besándose
eu costumava sonhar em me tornar o mar imenso e vasto como tal, com a mesma selvageria caótica que é viva e dissemina a calmaria e se eu puder ser mar receber-te-ei como um dos meus que banham-se em meu colo enquanto se libertam das âncoras mundanas às pressas de escapar desse não-lugar onde me esconderam me vi na areia, em mutação preto no branco gritando e a natureza fundindo eu me vi fruto da miscigenação eu me tornei mar e agora tenho um amante que queima em meu horizonte mas se esconde ao anoitecer na manhã ele retorna e logo põe-se a iluminar todas as almas pretas que ainda procuram um lar escapei do esconderijo que era um tipo de prisão pra que ninguém mais seja preso longe da escuridão por isso enquanto eu for mar te deixarei livre, na leveza de existir te emprestarei meu amante pois sei da tua vontade vai ter calor no teu corpo em todo amanhecer felizmente hoje eu sou mar então recebo-te como um dos meus e lhe convido a nadar
0
Jun 17, 2018
Jun 17, 2018 at 8:37 PM UTC
ser mar.