"sede" poems
Douro que corres por querer
Correr sem direcção por encostas esculpidas,
Brilho nas noites de luar em que te sentes só,
Amanhecer com névoas ainda adormecidas,
Rio meu, de meus pais e avós....
Tua melancolia que parece humana,
Nas tuas margens sargaço que emana,
Rio que escondes segredos e enganos,
Sejam eles grandes ou pequenos.
Douro dourado de um sol fatigante,
Rio feito de amor por sua gente.
Esbate teu amor nas sombras do salgueiro,
Sublime e excelente conselheiro.
Rio Douro esverdeado e também azulinho,
A tua límpida água parece ser puro vinho,
Rio do Douro belo que à alma dá prazer,
Sede de sempre tua água beber.
Victor Marques
Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 1:54 PM UTC
Penso em ti
Noite mal dormida sem sono nem vontade,
Calor do teu beijo dá felicidade,
Açucena flor campestre florida,
Estrela do céu esquecida.
Tu tens magia sem censura,
Pinceladas nos teus olhos,
Boca sem sede com eterna brancura,
Candeia acesa na noite escura.
Pareces uma onda sem espuma,
Uma borboleta e até coisa alguma?
Um horizonte que não se abraça,
Uma nuvem que nunca passa.
Tu tens a melodia eterna,
Pureza de água cristalina,
A serenidade de uma donzela enfeitiçada,
Fazes parte de mim e da minha caminhada.
Victor Marques
Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:37 AM UTC
Grão de trigo
Quando me levanto sem sono,
Acordo com Deus ao abandono.
O seu amor se projecta no horizonte,
Fresca é a água de sua fonte.
O bom Deus nos ama feliz,
Senhora Mãe sua imperatriz.
Sem fé o mundo e a consternação,
O homem sem coração.
Caminhante com sede e fome,
Deus feito homem.
A Luz é eterna e gratuita,
Deus te ama e purifica.
Nós acreditámos em Nosso Senhor,
Foi divino, é amor.
O grão de trigo que produz,
Amor a Deus, a Jesus.
Victor Marques
Nov 16, 2011
Nov 16, 2011 at 11:29 AM UTC
Femenina, pero sin excesos,
que fluya la luz de sus ojos
pero sin apagar los neones
de MONSANTO, luz biodegradable
pero agradable al tacto.
Libre y Natural, como un sombrero.
Mezcla sutil de lana y jacquard.
Silueta relajada a la altura del *****
como una virgen romana,
y un concierto de colores húmedos
según va cayendo la tarde
Muy casual a partir de los labios
y un lindo ABCdario entre las piernas.
Transmisión sin pausa, dejando un eco
al volver a casa, sin caer en brazos
de una sonrisa armada hasta los dientes.
El color blanco es su aliado
y los pájaros pintados en el jardín
de sus sueños, en las manos, la imprescindible
lencería de una imaginación sin prisas,
y la siempre impredecible pasión
en su fresquito pequeño, aroma a alba
con un poco de opio en los cristales.
Un look de muerte para terminar
con el ideal de hombre, todo sin dejar de ofrecer
la cara oculta de su luna, un poco descabellada
al caminar por el Mercado
dejando claro que su hogar no se marchita.
El éxito como una póliza de seguros
guardado a la altura de su láctea paradoja.
Y de vez en vez mostrar la plantación de flores
cultivadas por la maniquí secreta
que en ASIA o en los fiordos del alma, arde.
Sin dejar oír nunca un si te quiero
que no sea el fru fru de su trastienda,
seda y sede de coral ***** y una navajita
para degollar pecado como peces
sin dejar de ser sofisticada con los dedos
y una delicadez a prueba de balas.
Es lo que se va llevar en las Avenidas de este Otoño.
Y un cielo en rama para amar un poco.
Sep 15, 2014
Sep 15, 2014 at 11:12 AM UTC
Se da água limpa dos rios
o poeta alcança - incólume
as fontes d'água viva...
Oh, claro lume: dela bebe.
Sedento à sanga clara colhe
a água c'o as mãos.
Na vertente rara, sequioso
estro não se abaixa,
à flor d'água, feito cão,
lambendo a lótus n'água.
É de Gideão soldado
entre os trezentos.
O que não lambe a água
O que usa as mãos.
Bebe e proclama:
- Eis a água!
Água da chuva sempre exata.
Água da fonte sempre basta.
Água que a todo fogo apaga,
Limpa água que a sede mata.
Apr 21, 2016
Apr 21, 2016 at 10:44 AM UTC
O grão de trigo
Quando me levanto sem sono,
No amor á escrita me abandono…
O seu amor se projeta no horizonte,
Água fresca de sua fonte.
O bom Deus nos ama feliz,
Nossa Senhora é sua Imperatriz,
Sem fé o mundo seria consternação,
Grão de trigo sem dar pão.
Caminhante com sede e fome,
Deus também foi homem,
A natureza se expõe gratuita,
Deus ama e felicita.
Como podemos nós não acreditar em Nosso Senhor?
Foi divino, foi só amor…
O grão de trigo na terra fértil tanto produz,
Amor a Nosso Deus e a Jesus.
Victor Marques
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 4:24 AM UTC
Sede de Cultura
Encontro-me sobre nuvens com verdade,
Olho com calor, Lealdade…
O estigma de estranha dor,
Escrevo num berço sem valor.
Aspirar a uma perfeição intelectual feita com arte,
Falar da vida, de um mundo sem dele fazer parte,
Me embebedar com o excelente vinho do Douro,
Ver a tourada com o forcado e sem toiro.
A minha dimensão é simples e pequena,
Cultura da linda açucena,
Um calor quando escrevo é terno e bendito,
Aplaudir a voz, o canto, o grito….
Victor Marques
Apr 22, 2013
Apr 22, 2013 at 11:15 AM UTC
Corroeu as paredes da garganta
Ficou sem fala pra dizer "eu te amo"
Sozinha bêbada na varanda
Temendo pela falência de seu âmago.
O líquido toca sua boca
Atinge seu organismo com um açoite
Convidativo, vivo
Não exigia nada mais aquela noite.
Não sentia mais seu fígado
Assim como seu coração
Bebida quente que um dia a enlouquecia
Hoje lhe extingue a solidão.
Se seu rosto é a garrafa, ela quebra na parede
Se seu gozo é a bebida, prefere viver com sede
Se o sol é a sua presença, só sai a luz do luar.
Se rajska quente é a sua ausência, ali vai se afogar.
Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 4:58 PM UTC
Quale in notte solinga
sovra campagne inargentate ed acque,
là 've zefiro aleggia,
e mille vaghi aspetti
e ingannevoli obbietti
fingon l'ombre lontane
infra l'onde tranquille
e rami e siepi e collinette e ville;
giunta al confin del cielo,
dietro Appennino od Alpe, o del Tirreno
nell'infinito seno
scende la luna; e si scolora il mondo;
spariscon l'ombre, ed una
oscurità la valle e il monte imbruna;
orba la notte resta,
e cantando con mesta melodia,
l'estremo albor della fuggente luce,
che dinanzi gli fu duce,
saluta il carrettier dalla sua via;
tal si dilegua, e tale
lascia l'età mortale
la giovinezza. In fuga
van l'ombre e le sembianze
dei dilettosi inganni; e vengon meno
le lontane speranze,
ove s'appoggia la mortal natura.
Abbandonata, oscura
resta la vita. In lei porgendo il guardo,
cerca il confuso viatore invano
del cammin lungo che avanzar si sente
meta o ragione; e vede
ch'a sé l'umana sede,
esso a lei veramente è fatto estrano.
Troppo felice e lieta
nostra misera sorte
parve lassù, se il giovanile stato,
dove ogni ben di mille pene è frutto,
durasse tutto della vita il corso.
Troppo mite decreto
quel che sentenzia ogni animale a morte,
s'anco mezza la via
lor non si desse in pria
della terribil morte assai più dura.
D'intelletti immortali
degno trovato, estremo
di tutti i mali, ritrovar gli eterni
la vacchiezza, ove fosse
incolume il desio, la speme estinta,
secche le fonti del piacer, le pene
maggiori sempre, e non più dato il bene.
Voi, collinette e piagge,
caduto lo splendor che all'occidente
inargentava della notte il velo,
orfane ancor gran tempo
non resterete: che dall'altra parte
tosto vedrete il cielo
imbiancar novamente, e sorger l'alba:
alla qual poscia seguitando il sole,
e folgorando intorno
con le sue fiamme possenti,
di lucidi torrenti
inonderà con voi gli eterei campi.
Ma la vita mortal, poi che la bella
giovinezza sparì, non si colora
d'altra luce giammai, né d'altra aurora.
Vedova è insino al fine; ed alla notte
che l'altre etadi oscura,
segno poser gli Dei la sepoltura.
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Nulla di ciò che accade e non ha volto
e nulla che precipiti puro, immune da traccia,
percettibile solo alla pietà
come te mi significa la morte.
Il vento ricco oscilla corrugato
sui vetri, finge estatiche presenze
e un oriente bianco s'esala
nei quadrivi di febbre lastricati.
Dalla pioggia alle candide schiarite
si levano allo sguardo variopinto
blocchi d'aria in festevoli distanze.
Apparire e sparire è una chimera.
È questa l'ora tua, è l'ora di quei re
sismici il cui trono è il movimento,
insensibili se non al freddo di morte
che lasciano nel sangue all'improvviso.
Loro sede fulminea è qualche specchio
assorto nella sera, ivi s'incontrano,
ivi si riconoscono in un battito.
Sei certa ed ingannevole, è vano ch'io ti cerchi,
ti persegua di là dai fortilizi,
dalle guglie riflesse negli asfalti,
nei luoghi ove l'amore non può giungere
né la dimenticanza di se stessi.
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E foda.se a vida que demora a fazer-se homem.
E foda.se a o vinho que só me conta mentiras.
E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter.
E foda.se o espelho que é demasiado honesto.
E foda.se os livros que não consigo ler.
E foda.se os autores que não consigo entender.
E foda.se o que quer que seja que me retira confiança.
E foda.se o destino que não pude escolher.
E foda.se o passado que não pude escrever.
E foda.se o futuro que já só quero esquecer.
E foda.se a liberdade que não me deixa crescer.
E foda.se a inercia que me quer prender.
E foda.se as palavras que me deixão com sede.
E foda.se a sede que só quer vinho.
E foda.se o vinho que me voltou a enganar.
E foda.se o coração que não sabe como amar.
E foda.se o amor e a falta de ar.
E foda.se o sal que impede de chorar.
E foda.se o choro de quem me morde a alma.
E foda.se a quem me pede para ter calma.
E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo.
E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo.
E foda.se a cama que me faz sonhar.
E foda.se o sonho que se acha ordem.
E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
Hoje acordei e encontrei na rua frutos da vida,
Penduradas numa mente distante, doces vivencias,
Sim alguém falava comigo com mente sofrida,
Como eu, como tu, todos temos diferencias.
Simplesmente é complicado simplificar o fácil,
Essa é a minha dor, era a sua dor, é a dor do mundo
Não é fácil entender Deus no sentimento profundo,
Quer que amamos a família sendo comunidade volátil.
Aí a mente divaga, fumega e se acomoda na facilidade,
Facilidade, que na real não é fácil e complica o nosso dia,
Enfim que adianta dizer a alguém que por ele se morria,
Se tendo ele sede, lha saciar se torna grande dificuldade!
Então eu penso que porquê prometer se não quero fazer,
Porquê não fazer, se ajudar me daria tanto orgulho e prazer,
Serão acomodação a algo que não sabemos explicar ou dizer,
Será o corpo que segura e rompe com a mente para te ver morrer!
Autor: António Benigno
Código de Autor: 201608051243.08.01
Aug 5, 2016
Aug 5, 2016 at 7:57 AM UTC
vento
primavera,
ao longe uma música estranha
sinto a vida escorrer
sinto a sombra das almas passar
com uma sede louca pelo néctar da vida
agrilhoadas pela putrefacção da sua demência
percorrem os caminhos efémeros
rumo ao salão dos mortos
a lua respira
num último adeus à eternidade
numa interminável noite sem estrelas
no trono
o herdeiro da morte
dança
no fogo do inferno
sou prisioneiro dentro de mim
no ventre de satanás
pobre homem empalado
banha-se no sangue
dos amanhãs do mundo
estou pronto para abandonar
esta vida mundana
e entregar-me à magnificência
do seu SER
e o diabo cospe na divindade
Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 5:44 AM UTC
Evening chill in cloister,
moon in one corner of the garth,
stars sprinkled like dust,
what you do not see
and believe is faith
Augustine said,
I smelt the evening air,
sharp, chilling,
as I walked the cloister
from the novice room
to my cell Dom Jame's
voice in my ears,
words on plainsong,
Latin language,
study he said until it sticks,
and she had me
between her and within her
as a flower in a vase,
no one heals himself
by wounding another
Ambrose said,
I breathed the air as I stood,
a monk walked past
head down eyes
on the cloister floor,
I fingered the rosary
in the pocket
of my black jeans,
felt the silver plated Christ
with my thumb,
the clock tower
chimed a quarter,
echoed the area,
without love, deeds,
even the most brilliant,
Theresa said, count as nothing,
moon glow, stars as dust,
Dixit Dóminus Dómino meo,
bell tolled from bell tower,
orange bricks, seemly darker,
sede a dextris meis,
hold me she said
I felt her warm skin
against warm skin flower fresh,
arms about my body,
my ship in her harbour,
the French monk
placed flowers
by the Holy Virgin's feet
in the cloister
lit by moon's light,
I walked the stairs to my cell,
one step at a time,
Hugh walked past,
glum as a whore's ***
eyed me as he went,
in my cell the Crucified
is high on the wall,
aged by years,
I sign the sign of the cross,
I am at sea,
like one
in deep ocean's toss.
Dec 13, 2015
Dec 13, 2015 at 4:05 AM UTC
A ETERNIDADE ESTÁ SEMPRE À NOSSA ESPERA.
As estrelas escrevem sempre que o sol se deita,
Eu sinto a natureza que me rodeia e me deixa mais feliz...
Que sinfonia com ruídos e tantos sons que na minha memória ficam...
Aqui estou eu aplaudindo aquilo que muitos se esqueçam de bendizer.
Velinhas acesas que Santo António veneram e a mim dão vida...
Que tormento medonho se encaixa no amor que tenho por Deus amor, eterno, fraterno. Rei e sempre Senhor.
Aqui estou eu sentado e deliciado com a bela orquestra que toca a mais linda balada quando morrer.
Na inspiração que me rodeia e de quem sabe compreender o amor que se tem pelo pelo anoitecer e amanhecer me consagro a Deus que me nos ama sem nos dizer....
Mas a vida é assim amiga e também agridoce como plantas silvestres que continuarão a nascer.
A Deus antes de dormir no travesseiro me confesso como um menino que quer água sem sede para beber..
Victor Marques
P. S DEDICADO A TODOS OS MEUS AMIGOS QUE FALECERAM COM ESTA TERRÍVEL DOENÇA COVID-19.
Abraço amigo.
Feb 1, 2021
Feb 1, 2021 at 8:48 AM UTC
A noite sussurra seu lânguido canto entremeado pelos gritos agora abafados pela distância.
Arquejo enquanto caminho pelas fétidas ruas decoradas com cadáveres em decomposição, festa de vermes e aves carniceiras;
O tintilar dos vitrais anuncia a chegada da morte. Sua foice esbarra no delicado vidro das igrejas formando uma melodia fúnebre que gela meus ossos e consome minha mente.
Quantas vezes implorei de joelhos como um fraco para que me levasse junto, quantas vezes matei para saciar minha sede doentia; esperando, desejando que o castigo do Deus de que falam recaísse sobre minha existência amaldiçoada e retirasse de mim a não-vida eterna.
O gosto quente do sangue ainda pulsa em minha boca
Repulsa.
Apr 10, 2020
Apr 10, 2020 at 4:45 PM UTC
Eu te quero, wouldn't cut it.
Então, eu preciso de você, tried to.
Mas tudo o que eu conseguia fazer era desejar sua existência.
Eu te quero com toda a minha sede
Eu te desejo loucamente
Não quero pegar leve esta noite.
Quero você de joelhos, olhos brilhantes, boca cheia.
Quero você engasgando com cada centímetro até seus lábios incharem e seus pensamentos desaparecerem.
Espere só.
Mantenha seus óculos.
E então eu vou te dobrar e fazer você esquecer como falar.
Chega de Google Tradutor
Quero te deixar meu coracao para tudo tempo de meu vida.
A hi buleni.
Jun 29, 2025
Jun 29, 2025 at 6:03 PM UTC
23:23 eu dou play na musica
e finjo que sou você ouvindo pela primeira vez
cada palavra
cada acorde
é novo
fecho os olhos e finjo nao saber
o próximo verso que vem
vou no sacolão e escolho a dedo
as frutas que você odeia
ignoro intuitivamente as uvas thompson
mesmo sendo as minhas preferidas
pendurei uma samambaia dificil de cuidar
mesmo sabendo que ia matá-la de sede
acho que eu quero mesmo
ver ela morrer
folheio uma revista e penso em como seria cada figura em suas mãos
ligo a tv e adormeço nos canais
cai em 5 sonhos diferentes
trazidos pela lua em gêmeos
acordo acelerada buscando uma roupa que possa me disfarçar o corpo cansado de tanta projeção astral
atravesso a rua
pisando nos seus passos
e a cada passo
me abandono
sem nunca chegar em lugar nenhum
Jul 5, 2023
Jul 5, 2023 at 11:00 PM UTC