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"tenta" poems
Não sei como é viver em paz, Canta o sapo e bom rapaz. As cabras pastam nos montes, Burros e frescas fontes. Tantos problemas sociais, Politiquice e  coisas banais. O ser humano tenta ser justo, Hipócrita a qualquer custo. Sociedade portuguesa tão triste, Nossa identidade existe. Enfermo em águas termais bem quentes, Amor a nossos semelhantes. Outrora nossos navegadores o mar eternizaram, Dragões e tormentas ultrapassaram. Hoje estamos num tempo perdido sem beleza, Falta amor à mãe natureza. Victor Marques
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Jan 6, 2014
Jan 6, 2014 at 3:18 AM UTC
A nossa Identidade na Natureza
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
Sinto a areia entre os meus dedos. Sinto o cheiro do mar a invadir-me. Sinto a calma que me transmitem as ondas. Um dia na praia. Um dia em que desaparecem os medos Em que a paz me-os tenta dissuadir Com as mais puras sensações. Um dia em que me sinto eu Sem dar explicação. Durante os meus dias, Este é o meu apogeu O mais alto ponto O maior clímax Da felicidade que sinto. Respiro toda a tranquilidade Tento que esta fique em mim E me faça rugir em prol de viver... Que em vez da sobrevivência Eu tenha que optar pela vivência Optar pela respiração voluntária E não apenas na involuntária por obrigação. Basta querer. Arranjar poder. De me poder mover. E repor vontades E liberdades. Respiração ofegante. A nostalgia lembra o proibido. A Saudade amassa e esbofeteia O ilícito, o ilegal, o que não tem.... A permissão de ser lembrado Para cá entrar e marca deixar.
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Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 7:43 PM UTC
Um dia na praia
Percorri a tua alma, Na noite, na calma. Esperei por ti, nada, Fico aqui, abalada. Prezo para que chegues, Que chegues e me aconchegues. Rebeldia à tua maneira, Junto da luz da fogueira. Sente o toque da areia, Pensa nela como uma odisseia. Lembra-te da felicidade, Em ver o mar, na pura cumplicidade. O pôr-do-sol se instala, Ninguém tenta soltar a fala. Prendo-me a ti, Tal como antevi. Solto a mente, livre do inconsciente. Toque de lábios, O caminho, esse é de sábios.
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May 28, 2014
May 28, 2014 at 5:55 PM UTC
Rimas galopantes de amor encantado
Na mesma posição, estática por dentro, pra quem olha de fora a inquietação é vívida, aquele esfregar das mãos e as pernas que não param de balançar. Gosto de observar a fundo todas as situações enquanto a mente tenta formular algo pra dizer, mas por final já está tudo pronto e a boca parece estar acostumada a repetir aquelas falas. Sabe quando você para na beira de uma cachoeira contemplando aquela natureza linda e nota como a água segue o seu fluxo natural? É apenas sobre isso... A vida adulta é sobre aceitação ela disse, mal sabia o quão habituada estou a essa palavra, já faz parte de mim a um bom tempo. O chá de camomila esfriou, o sono prometido nem deu as caras e sigo escutando as gotas de água caindo sobre o chão da vila, acompanhada das minhas escorrendo pela face. Agradeço pelo encontro, vivi mais uma vez e foi bom.
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Jun 4, 2019
Jun 4, 2019 at 9:43 PM UTC
Mais uma vez
São quatro e vinte da madrugada E o fraco ainda resiste. O dia nasce não tarda E continua a sina daquele triste. Será ele um poeta, Um que se viu de alma abandonada Ou um cuja profissão é a mais antiga que existe? O seu coração pinga solidão, que se tenta encobrir, Fundida pela malfadada escuridão que o rodeia E que goza do ferir. O vagabundo olha à volta como se tivesse casa cheia E ouve, gota a gota, a gota, abusadamente, cair. Repete-se todas as noites a ladainha No aconchego de sua cama quentinha. Para este fraco, viver é ousadia. Limita-se a existir e até isso é um ultraje. Vê o sol que na janela luzia; Vai ao espelho ver se este lhe traz Aquele brilho que outrora o seduzia E que há muito não o via. Depara-se com o rotineiro: O pesar do vazio corriqueiro Que em forma de sombra breu Sobre si subtilmente desceu. Fatalidade que o destino por si escolheu. É este o tal fado De quem não se sente satisfeito Nem é valorizado P'las cicatrizes que carrega ao peito. Dizem que tem vida de vadio. Terminará o triste por rir De quem um dia dele se riu? É esta a "pseudoprofecia" Que o acompanha noite e dia. É só mais um que não vive o ultraje que é existir.
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May 1, 2018
May 1, 2018 at 4:15 PM UTC
O ultraje que é existir
Fable XIII, Livre V. Entre nos frères les meuniers Et nos frères les charbonniers J'ai vu régner longtemps une haine assez forte. À quel propos ? C'était... que le diable m'emporte, Si plus qu'eux-mêmes je l'ai su ! Eh ! n'est-ce pas souvent pour un malentendu Qu'un premier combat se donne ? Le tort en est à tous, comme il n'est à personne, Au second, où l'on rend ce que l'on a reçu, Où l'on se bat du moins parce qu'on s'est battu. Mais revenons au fait : ainsi qu'on peut le croire, Chaque héros dans sa valeur, Se signalant pour sa couleur, Criait haro sur l'autre, et tombait, dit l'histoire, Charbonnier sur la blanche et meunier sur la noire. Par la seule nature armés, Les voyez-vous en cent manières Les bras tendus, les poings fermés, Venger l'honneur de leurs bannières ? Que de coups donnés et rendus ! Que de flots de sang répandus Par tous ces nez cassés des mains de la victoire ! Chantre de Jeanne et de Bourbon, C'est ta voix qui devrait transmettre la mémoire De tous ces preux couverts de gloire et de charbon, Couverts de farine et de gloire ! Certain jour cependant que ces poudreux guerriers Se reposaient sur leurs lauriers, Un philosophe, un philanthrope, Un marguillier, mortel ennemi des combats, Tenta de mettre un terme à ces trop longs débats. D'un manteau neutre il s'enveloppe ; Et le voilà, du matin jusqu'au soir, De l'un à l'autre camp sans cesse en promenade ; Qui va, vient et revient, en courtier d'ambassade, Du noir au blanc, du blanc au noir. Or, à son drap qui n'est noir, ni blanc, mais pistache, Tantôt le blanc, tantôt le noir laisse une tache. Comme on en murmurait d'un et d'autre côté : « Charbonniers et meuniers, dit-il, parlons sans feinte : Voit-on les deux partis, sans prendre un peu la teinte Des gens à qui l'on s'est frotté ? »
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Les charbonniers, les meuniers, et le marguillier
Fable XIII, Livre V. Entre nos frères les meuniers Et nos frères les charbonniers J'ai vu régner longtemps une haine assez forte. À quel propos ? C'était... que le diable m'emporte, Si plus qu'eux-mêmes je l'ai su ! Eh ! n'est-ce pas souvent pour un malentendu Qu'un premier combat se donne ? Le tort en est à tous, comme il n'est à personne, Au second, où l'on rend ce que l'on a reçu, Où l'on se bat du moins parce qu'on s'est battu. Mais revenons au fait : ainsi qu'on peut le croire, Chaque héros dans sa valeur, Se signalant pour sa couleur, Criait haro sur l'autre, et tombait, dit l'histoire, Charbonnier sur la blanche et meunier sur la noire. Par la seule nature armés, Les voyez-vous en cent manières Les bras tendus, les poings fermés, Venger l'honneur de leurs bannières ? Que de coups donnés et rendus ! Que de flots de sang répandus Par tous ces nez cassés des mains de la victoire ! Chantre de Jeanne et de Bourbon, C'est ta voix qui devrait transmettre la mémoire De tous ces preux couverts de gloire et de charbon, Couverts de farine et de gloire ! Certain jour cependant que ces poudreux guerriers Se reposaient sur leurs lauriers, Un philosophe, un philanthrope, Un marguillier, mortel ennemi des combats, Tenta de mettre un terme à ces trop longs débats. D'un manteau neutre il s'enveloppe ; Et le voilà, du matin jusqu'au soir, De l'un à l'autre camp sans cesse en promenade ; Qui va, vient et revient, en courtier d'ambassade, Du noir au blanc, du blanc au noir. Or, à son drap qui n'est noir, ni blanc, mais pistache, Tantôt le blanc, tantôt le noir laisse une tache. Comme on en murmurait d'un et d'autre côté : « Charbonniers et meuniers, dit-il, parlons sans feinte : Voit-on les deux partis, sans prendre un peu la teinte Des gens à qui l'on s'est frotté ? »
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Odeio a forma como ela desacolhe, não se expressa e muito menos se interessa Vomita seu ego e seu caos Duvido de mim e dela seus sentimentos me quebram e os meus me desintegram Nosso lar é permeado por uma enorme serpente presente, invisível e insensível tenta me arrancar um riso antes de me esmagar com gosto Durmo num pântano de rancor e me sinto protegida enquanto estou despida e injuriada Ardo e desando a cada noite dormida De peito esmagado eu gargalho respiro suavemente o veneno e agradeço o meu apreço pela pena e pelo ódio é tudo o que eu conheço
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Jul 1, 2019
Jul 1, 2019 at 11:20 AM UTC
Ophidia