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Oct 29 · 15
Vírgula
O eco que a dor faz em meu peito,
e eu sei que eu sou o próprio responsável,
por sangrar assim...

Eu não consigo lidar,
lidar com tanto e tão pouco,
ao mesmo tempo que eu quero um fim eu não quero.

Se a gente pudesse pelo menos fingir que tá tudo bem,
Quem sabe não fica?
Eu não sirvo pra despedidas, não assim...

Se a gente pudesse ficar um pouco mais aqui,
deita no meu colo, eu te conto uma história pra dormir,
mas fica aqui.

Eu não sirvo pra despedidas meu amor,
Eu não sirvo pra pontos finais,
A gente poderia ser uma vírgula.

E depois a gente vê o que é que faz...
Dec 2020 · 45
Unreal
Dayanne Mendes Dec 2020
Words can't express my feelings right now
I'm felling like a flower
But I'm not a real flower
I'm plastic
Unreal
Dec 2020 · 119
Natureza selvagem
Dayanne Mendes Dec 2020
Me sinto como um jardim sombrio
Assombrada pelos fantasmas do passado
E temerosa pelos ventos do futuro

Eu choro, como a chuva tropical mais forte
Eu me deito desamparada, como se um furacão tivesse me devastado por dentro

Eu levanto, como uma onda selvagem quebrando na areia
Tenho vivido em meio a natureza selvagem
Dos meus próprios sentimentos
Nov 2020 · 154
Luz
Dayanne Mendes Nov 2020
Luz
Eu me encontrei,
nos meus piores momentos...
Eu tive forças pra seguir,
Ainda estou aqui.

Lutando contra tudo que há de ruim,
Contra todos que me fazem mal,
Tentando trilhar meu próprio caminho,
E plantando flores no meu quintal.

Eu existo.
Eu resisto.
Eu me fortifico.
Há luz em mim.
Oct 2020 · 56
chuva
Dayanne Mendes Oct 2020
São dias chuvosos,
mas dias alegres,
as minhas raízes estavam secas,
é bom me hidratar

então chova
de dentro pra fora,
de fora pra dentro,
chova

a chuva há de me renovar
Aug 2020 · 83
Primavera
Dayanne Mendes Aug 2020
A primavera chegou,
Eu vejo flores por todos os lados.
Estou rodeada de ipês-amarelos,
Sentada no chão...

Há beija-flores,
As araras pousam por aqui,
De vez em quando até as abelhinhas vêm,
É um espetáculo da natureza.

Do outro lado da rua, os prédios continuam cinzas...
A cidade não para,
Há barulho demais.
As pessoas se esbarram e não se olham.

A única coisa que importa são os views,
As selfies felizes, o relacionamento nas redes.
O cinza da cidade reflete o cinza das pessoas,
Quem tornou quem cinza?

Ainda bem que a primavera ainda visita o meu quintal.
Aug 2020 · 74
Lost
Dayanne Mendes Aug 2020
I was lost in myself, lost in my mind, in my thoughts, in my feelings
I am lost now
I don't know if I'm always was lost
Or when it started
But I feel lost for so long
That it feels like I was born that way
Aug 2020 · 92
O tempo
Dayanne Mendes Aug 2020
Eu tive a ilusão de que o tempo fosse me salvar
Como um príncipe num cavalo branco...
Mas quanto mais tempo passa, mais  eu me sinto só

Se pelo menos eu amasse a solidão...
Mas tanto tempo sozinho, como eu poderia?


Eu queria sentir
Eu queria viver
Eu queria sorrir

Mas o tempo me deixou vazio
Como uma montanha em uma nevasca
Ou uma tela em branco

Vazio como o futuro
Aug 2020 · 61
Jardim
Dayanne Mendes Aug 2020
Há vazio por todo lado
Eu me sinto num buraco    

Sufocada      

Pressionada      

Sentida  

Me esvazio
Todo dia
Vivo num ciclo

Me esvazio
E tento me preencher
E me esvazio outra vez

É mecânico

E eu nem sei o porquê
Já não sinto nada
Não há luz no escuro
Eu queria dormir e acordar em meio as flores na primavera
Mas meu jardim está morto

Eu rego as flores, e é como regar um tronco de árvore
Não há solução

Eu sinto e por sentir demais
Não queria sentir, queria anestesiar

Eu continuo, por continuar
Quem sabe um dia a dor há de cessar
E meu jardim volte a florar
Apr 2020 · 511
Now
Dayanne Mendes Apr 2020
Now
It’s time to forget
Everything u wanted
Maybe
Who know
You and me stay together after all this things
After all this pain

Oh, I love you
I love you the way you hurt me
And say goodbye
In every time

Now
I love you but I love the pain you cause me the most

Make me love you more then I loved me
More then I loved every criature

Now
You leave me
With my pain

And now
I think I love the pain more than you.
Apr 2020 · 86
Não mais
Dayanne Mendes Apr 2020
Tanta coisa me apavora
E eu já não sei que tanto
Não sei se caibo em mim

Não mais
Não me sirvo
E a quem eu venho servindo por todo esse tempo?

Se não as lástimas que me assolam?
E eu me julgava tão dona de mim,
E me perdi

No meu próprio labirinto.
Eu queria a luz, quando estava escuro
Mal sabia que ela me cegaria, e a dor que traria ao revelar quem sou eu.

E quem sou?

O nada.
A perdição.
Um abismo.
Oct 2019 · 99
Amor de verão
Dayanne Mendes Oct 2019
Você foi meu amor de verão.
Nós nos encontrávamos, no píer, e andávamos pela praia iluminada.

Eu tomava sol todo dia,
Vivia embriagada.
E não era só do vinho.

O brilho do seu olhar me alucinava...
Eu queria você pra mim, em todas as estações, mas amor assim não dura.

Eu era do sol e você da lua.
Jul 2019 · 158
Rotina
Dayanne Mendes Jul 2019
O que tenho passado
E o que tenho vivido
Não dá pra saber

Não serão esses versos
Que irão te dizer

Nem o feed perfeito
Nem a conversa na rua
Poderão expressar

As coisas que sinto
O que eu tenho vivido
É tudo tão subjetivo

Não há nada de poético
No simples cotidiano
No adiar o viver
E apenas sobreviver

Idealizando que um dia
Quem sabe eu poderia
Ter a vida perfeita
Com a família perfeita

As mensagens perfeitas
Pra responder

É tudo subjetivo

No abismo da poesia
Eu hei de me perder

E quem dera que por um dia
Eu pare com toda essa agonia

E aprenda apenas a ser
May 2019 · 105
The space
Dayanne Mendes May 2019
I never be good in a relations
Friendships
Relationships
And say  hi for a neighbor is very complicated to me

Well, and one day
I had  this idea
And I gone to space

I live in mars now

Martians are  very respectful
They dont destroy ourselves
We dont have wars here

The environment is always the same

I love space
I love mars

Please people of earth
Stay in your place

I want to live calm

I want to live just with marcians

Dont bring  your trash

Please
Apr 2019 · 86
Untitled
Dayanne Mendes Apr 2019
As cores
Que eu vejo
Eu olho
E sinto

As coisas que carrego comigo
São vagas lembranças
Do que fui
Do que planejo ser

O ser humano é uma bagunça
Mar 2019 · 111
Gatilho emocional
Dayanne Mendes Mar 2019
Eu não lido bem com a pressão,
Em pressão eu me pressiono,
Mais e mais,
É um círculo vicioso.

Eu não consigo interromper.
Eu me culpo.
Eu mesma sou meu gatilho emocional.
Não há solução pra nada.

Um ponto vira um precipício.
As vírgulas não existem.
Reticências assustam.
Eu exclamo, contra mim, contra as paredes, contra as pessoas.

Eu interrogo no espelho,
Sobre as marcas no meu rosto,
Sobre o choro constante,
Sobre o meu profundo desentendimento com o mundo.
Eu não me entendo.
Quem irá então?
Dec 2018 · 114
The Christmas
Dayanne Mendes Dec 2018
It is Christmas that the emptiness in my soul expands
I miss the family suppers (sometimes not so full)
From the union of people
From the time when I was just a child
And I did not understand the complexity of the adult world

I miss the gifts that
They always rejoiced me
There was no game of egos
To know who had spent more

I miss going to the town square to see Santa Claus
Of the purity of that act

I miss the lights
Which were much better when I was a child

Of the trees
To dream about the snow
Because it's very hot in here

To go to the church
Sitting on the wooden stools
That even my great-grandparents must have sat

To think that in the new year
It would be another year at school and soon I would get very big and be able to use a pen (as a child I only used pencils)

I miss the past
Even if it has its ups and downs
I missing my Christmas
Dayanne Mendes Nov 2018
Nos dias em que eu me sinto mais sozinha, eu me agarro as palavras...
É bem verdade que elas nunca tem me abandonado, nem sempre me agradam, eu confesso.
Mas estão sempre presentes.
As palavras que permanecem só em pensamento: essas pra mim são as mais sagradas.
Elas me conhecem.
São meu íntimo.
Já me mostraram as coisas mais bonitas e as mais horríveis.
Dentro de mim: revelaram minha ira e meu amor cego...
As palavras: elas nunca me abandonaram!
Queria eu que fossem as pessoas, mas ah, as pessoas falham.
Oct 2018 · 91
Saia
Dayanne Mendes Oct 2018
Por favor
Me diga
Que esse sentimento
É efêmero

Por favor
Me diga
Que fará as malas hoje
E que
Me deixará

Por favor
Parta
Me deixe
Eu
E minha dor

Por favor
Eu imploro
Hoje
Seja só
Um passageiro
Sep 2018 · 167
A morte
Dayanne Mendes Sep 2018
Quando eu era pequena, eu via a morte, com uma capa preta e uma foice, e uma expressão melancólica no rosto, sombria por vezes, de quem já havia levado muitas vidas.
O peso, em suas vestes, das almas corrompidas, que não queriam partir, o sangue da sua foice, onde também haviam lágrimas de quem ficava.
Com o tempo, eu passei a ter medo dela.
A vi como má.
Injusta.
Insensível.
“Como pôde Dona Morte, levar aqueles que eu amava?” Eu perguntava.
Mas a morte é só uma passagem.
Eu demorei a entender.
A aceitar.
É como se a Dona Morte fosse uma guia turística, que vem nos buscar rumo às nossas férias eternas.
Ela vem, nos despimos de qualquer bagagem, a passagem, é a nossa vida. Esse é o preço.
E então embarcamos no trem.
Rumo ao desconhecido.
Mas ao eterno.
Oct 2017 · 167
Respirar...
Dayanne Mendes Oct 2017
O ar,
Anda pesado.
É o fogo?
Não!

Meus passos não são leves,
E não é meu sapato.
Não é meu andado...
Não é  o caminho!

Não!

Eu ando,
E ando,
E rodo,
E me pego de volta ao mesmo ponto.

Eu respiro fundo,
Mas não absorvo o ar.
Eu nunca imaginei,
Que ia doer respirar.

E o que não doi, nesses últimos dias?
O que não se transformou em agonia?
O que se manteve afinal?

São perguntas vagas,
Pra uma vida vaga.
Só me resta respirar...
Aug 2017 · 246
Cotidiano
Dayanne Mendes Aug 2017
O cotidiano tem me afetado como nunca.
Nesses últimos 23 anos de existência,
Eu nunca tinha atingido o ponto de saturação máxima.

Porém hoje, eis me aqui.
Sofrendo pelo futuro,
Chorando pelo passado.

Revendo todos os meus atos,
Os mínimos detalhes...
E querendo mudar o que não pode ser mudado.

Porque o ser humano é tão complicado.
Quem dera eu, viver num cotidiano robotizado.
Sabendo o que fazer a cada segundo.

Com a respiração contada...
Parece escravidão?!
Mas e esse meu cotidiano não é,

Um tipo diferente talvez,
e digo talvez.
Grafe bem o talvez.

Porque a existência nestes últimos tempos,
Tem se tornado tão pesada,
Que ser cotidiana já não me basta.
Jun 2017 · 163
Untitled
Dayanne Mendes Jun 2017
"Oi!"
Ele me disse, com os olhos cheios de água...
"Quanto tempo não?!
Eu pensei que você não voltava!"
Eu disfarcei,
pensei duas vezes no que dizer,
não nasci pra sofrer!
Por amor então que não.

E ficamos nessa pequena caixa de texto,
nesse pequeno diálogo...
Passaram-se os anos, 20...
Ele se casou,
Teve filhos,
Morreu.

Eu fui ao seu enterro.
Eu não me casei, nem tive filhos,
nem sofri.
Nem amei.
Mas ah o amor, é só sofrimento...
Eu não nasci pra sofrer,
Ainda mais por amor.
Jun 2017 · 276
Intensidade
Dayanne Mendes Jun 2017
Eu não sei se você já reparou,
Mas vivemos diferente cada amor.
Faz todo o sentido não é mesmo?
As pessoas são diferentes.
As conexões são diferentes.
Não podemos nos exigir o mesmo comportamento em todo o relacionamento, só porque a sociedade nos empurra um modelo de casal perfeito.
Já parou pra pensar que muitas das nossas frustrações amorosas acontecem também por isso?
Focamos tanto em um modelo ideal de amor,
E esquecemos de amar.
Não existe amor ideal,
Não existe casal perfeito.
Não existem regras pro amor.
O amor é algo inexplicável, é sensível e nada mais!
Dayanne Mendes Jun 2017
Eu vivi vidrada em uma realidade paralela,
Por muito tempo...
Acreditei em pessoas,
Por muito tempo...
Me perdi nas minhas próprias escolhas,
Por muito tempo...

Vivi sendo julgada por pessoas,
Que eu nem conhecia,
Que mal me conheciam...

Que peso tem a maldade!

Derramei lágrimas e lágrimas de saudade,
Que foram interpretadas como atuação dramática.
As pessoas, elas nunca param!
Falam e falam!

Se enxergar num espelho e refletir sobre si é tão difícil?!
Jun 2017 · 118
Untitled
Dayanne Mendes Jun 2017
Here, where we have
1 day of the summer.
Here, when we feel just pain
Here, I'm stay here
Without you.
Nov 2016 · 250
Untitled
Dayanne Mendes Nov 2016
é comum uma noite fria, em meio ao verão
chuvas quentes
fortes
lembram minhas lágrimas
que aqui derramo enquanto escrevo.

sabe Deus porquê

amor
lealdade
ou nada disso

o que é a vida em meio a tudo isso...

em meio a meu emaranhado de palavras, que saem engasgadas,
do meu peito sofrido.
Dayanne Mendes Jul 2016
A gente escreve pra afogar o que sente,
E enquanto escreve, chora, ri ou bebe.
Nem sempre é de amor,
As vezes é dor.
E as vezes,
poucas vezes,
É só necessidade da alma.

Nem sempre é sobre a gente,
As vezes é mais do outro mesmo.
Tem vezes que a gente escreve, lê e chora.
E as vezes nem compreende.

E isso é saber ou não usar a palavra?
Apr 2016 · 397
Amor banal
Dayanne Mendes Apr 2016
Me perdi por inteiro,
Seu olhar certeiro,
Me ensinou a amar!

Você veio com jeito,
Me balançou devagar...

Eu deveria saber,
Que tu é veneno,
Ao encontrar  se te aperto,
Podes me matar...

O que eu faço moça?!
Se num instante te amo,
E no outro passo a te odiar?
Apr 2016 · 278
Untitled
Dayanne Mendes Apr 2016
Me sinto sozinha,
Cercada por nada,
Triste, um misto de mágoas.

Eu choro por dentro,
Por fora,
Por todos os lados.

Não sei o que é isso,
Não sei o que faço,
Estou desnorteada.

Acendo um cigarro atrás do outro,
Já acabei com um maço,
Do whisky, bebi 1,3,6 doses.

Isso é viver? Ou está chegando a morte?
Feb 2016 · 374
Untitled
Dayanne Mendes Feb 2016
Sentimentos esparsos,
Vazio infindável,
Coração congelado...

A distância de você,
Me fez assim.
Só posso querer
Que isso tenha um fim...

Querer você
E não ter,
Não me tortura mais.

Faz parte dos meus dias,
Não sonhar com tuas carícias,
Faz parte de mim,
Achar que te amar é pecado.

Amar só por amar
Não me faz culpado,
E querer sem ter
Não dá resultado...
Jan 2016 · 351
Untitled
Dayanne Mendes Jan 2016
O que queres de mim,
Meu amor?
Se já tens meu coração,
Até minha vida já levou...

A saúde já se foi
Com os cigarros e garrafas no chão,
A dignidade também,
Me deito com um qualquer em busca da ilusão

Do seu amor.
O orgulho você levou,
Com minhas mensagens, lágrimas e até mesmo cartas,
Cheguei a bater na sua porta,
Sentei na sua sala,
Peguei uma navalha,
Cortei minha aorta,
Morri
Por dentro.
Por fora já estava morta,
Antes mesmo de você.
Dec 2015 · 509
Nota sobre um antigo amor
Dayanne Mendes Dec 2015
Invasão
Foi você chegar na minha vida
Já me dizendo o que fazer
E o que não fazer
E achando isso certo
Me julgando pelo passado
Minhas escolhas erradas
Eu fazia tudo errado
Pra você

Decepção
Foi você me dizer
Que eu não presto
Que não havia confiança
Pra eu parar com minhas atitudes
Pra eu não ser mais quem eu era

Solidão
Foi ver você ir embora
Depois de todo o estrago
E me culpar por isso

Doloroso
Foi o processo
De aceitar que não foi amor
Só violência
Que você não passava de um babaca
Sem essência
Nov 2015 · 279
Untitled
Dayanne Mendes Nov 2015
Café
Pão-de-queijo
Chocolates

Frio
Chuva
Lágrimas

Séries
Filmes
Amor

Lágrimas
Dor
E mais dor
Nov 2015 · 346
Eu/Você
Dayanne Mendes Nov 2015
Chuva
Frio
Incertezas
Você
Diálogos
Discussão
Rompimento
Certeza
Você
Cigarro
Álcool
Filmes
Eu
Cama
Verdades
Música
Eu
Angústia
Eu
Mentiras
Você
Tristeza
Eu
Insensibilidade
Você
Amor
Eu
Gelo
Você
Oct 2015 · 391
Untitled
Dayanne Mendes Oct 2015
Não dá pra reviver coisas mortas,
Eu não consigo pensar na hipótese
De te ter de volta...
É impossível esquecer tanta mágoa,
Não dá pra pensar que,
Logo agora,
Algo
Você me valha.

São sonhos impossíveis,
Desejos em vão,
Eu te disse: vem!
Mas deixa teu coração.
Pois, a minha nobre alma,
Não comporta nada,
Além de vazio,
**** e outras claras madrugadas.
Oct 2015 · 408
Fardo
Dayanne Mendes Oct 2015
Sentada na porta de casa,
Paro, reflito.
Não sei a função da minha existência...
Não sei qual a consequência,
De levantar todo dia,
Com a mesma rotina,
Esperar mudança
E não mudar nada.
Eu sei,
Falha minha.
Mas eu não consigo ser descomplicada,
Eu só vivo por viver.
Sufoco o amor pra não sofrer,
E morrendo vou aos poucos,
Por não ter coragem suficiente,
De assumir o fardo da vida.
Oct 2015 · 316
Meu fim
Dayanne Mendes Oct 2015
Na frente da tela,
Não sei o que escrever.
Toda hora, na minha mente,
Vem você...

As lágrimas rolam...
Junto se vai o delineador,
E as vezes, me pergunto,
Se isso foi amor.

Decepção,
Primeira palavra ao lembrar de você,
Um jogo, mentiras...

Não sei o que sobrou de mim.
Foi o fim...
De um amor?!
Ou de mim?!
Sep 2015 · 341
Coração
Dayanne Mendes Sep 2015
Eu escrevo,
Sem saber porque,
Sem nada na alma pra lamentar,
Sem versos pra chorar,
Ou amor pra revelar.
Eu escrevo,
Sem lágrimas
Ou sorrisos,
Um vazio enorme,
Em mim.
Um buraco *****,
Algo que chamam:
Coração.
Aug 2015 · 256
Untitled
Dayanne Mendes Aug 2015
Eu me enganei tanto,
Fingindo que tanto faz,
Até cheguei a acreditar que era verdade,
Mas nessa tarde,
Ao levantar,
Eu vi lágrimas...
Aug 2015 · 306
Untitled
Dayanne Mendes Aug 2015
Parada na sala
De frente à tv
Eu não pareço ser tão reflexiva
Eu não pareço ser tão complexa
Eu pareço distante
Normal
Talvez até feliz
Eu ando bipolar
Chorando e rindo a cada segundo
Me desconstruindo desse mundo
Me perdendo e me achando
Ou me perdendo mais?
Sei lá
Eu estou tão alheia a tudo
Eu nem sei mais o que pensar
Desconexa
Antes de dormir
Nem vou viajar
Na bagunça da minha vida
Vou só fechar os olhos e desligar
Jul 2015 · 426
Untitled
Dayanne Mendes Jul 2015
Lágrimas escorrem,
Está frio aqui.
Não tenho mais seu beijo,
Se é que o tive um dia.
Não tenho nem desejo
De viver, nessa melancolia.
Tudo tão amargo,
Eu precisava de um doce,
De açúcar, de balas e festas de criança.
Mas estou só na minha sala,
Um coração partido me acompanha.
Derramei vinho no tapete,
E deixei cigarros espalhados.
Não vivendo tão intensamente,
Que acabei vivendo...
Jul 2015 · 346
Confusão
Dayanne Mendes Jul 2015
Você, meu lindo
Que com palavras bonitas
Me confunde
Me ilude
E eu, mesmo sabendo disso
Estou apenas vivendo o amor
Tão impossível
Eu olho você
E vejo tanto
No fundo dos seus olhos
Eu vi tanta beleza
Fico absorta, não me movo
Que ilusão mais bonita
Você
Jul 2015 · 380
Quem sabe
Dayanne Mendes Jul 2015
Eu me identifico sempre,
Nunca me perco.
Eu amo demais,
Sou assim intensa.
As vezes breve,
Mas queria eu ser eterna
E perder a intensidade do meu ser?
Não!
Sou fogo ardente,
Tempestade,
Preciso de brisa pra me acalmar.
Quem sabe é você,
Quem sabe...
May 2015 · 385
Amor complexo
Dayanne Mendes May 2015
Coisas que eu não entendo,
Eu te faço entender,
E o que eu não explico
Te faço esquecer.

É tão complicado meu bem,
Eu e você.
E eu me confundo tanto.
A cada entardecer,

Te vejo mais profundo.
E me assusto mais e mais.
A verdade surpreende,
Tem coisas que pra mim

De nada valem mais.
Eu penso positivo,
Ignoro teu desdém,
Mas percebo que está aquém,

De mim,
De tudo,
É só que eu não quero te perder,
Antes de ter.
May 2015 · 487
Sobrevivo
Dayanne Mendes May 2015
Dormi sem amor,
Foi como eu devia ter acordado hoje.
Acho que meu problema está nas expectativas.
Eu entro num balão cheio delas,
Voamos e voamos,
E no alto da emoção ele se fura,
Eu caio no mar.
E depois vou tentando sobreviver com os restos amargos que ficaram.
Aí eu me embriago, choro,
Digo que vou colocar ponto final.
E no outro dia acordo com uma vírgula.
May 2015 · 345
Untitled
Dayanne Mendes May 2015
Há Sol lá fora,
E eu ainda aqui na cama.
Eu não saí rindo, correndo, gritando
O que eu sinto agora.

Eu me sinto tão leve e viva,
Eu me sinto alegre,
Respiro feliz a realidade
E não me iludo em falsos sonhos.

Acho que aprendi a viver,
A ditar meu próprio ritmo,
Escolher o que é bom,
Renascer com o ruim.

É , a vida é assim.
Apr 2015 · 556
Versos embriagados
Dayanne Mendes Apr 2015
Eu deixei meu conhaque no carro,
Não dirigi,
Vim a pé do trabalho.
O amor que me mata,
Me sangra e corrompe.
É o mesmo que floresce, nasce, repara.
Eu queria você.
Você não me queria?
Madrugada a fora,
Eu ia.
Dancei a balada dos embriagados,
Terminei nos seus braços,
Doces e salgados,
Eu vivi a utopia da felicidade,
E agora cá estou,
Nessa cidade
Da morte.
Mar 2015 · 251
...
Dayanne Mendes Mar 2015
...
I  have not written anything,
But my love is here.
My heart is broken,
And I don't know which way to go.
I don't have many words to say for you,
I don't have many things to live whithout you.
Mar 2015 · 526
Nada
Dayanne Mendes Mar 2015
Eu não sei escrever sobre o amor,
Quem dirá vivê-lo?!
Há coisas que o tempo muda,
Outras, ele piora.

E, nesse meio tempo,
Meu coração foi congelado,
De fora pra dentro.

Ouvir tuas duras palavras,
E sentir o vento,
Me deixaram paralisada,
Até esse momento.

Eu me levantei,
Sozinha estava,
Nem sua pena, você deixara.

O adeus foi dito,
Meu coração, partido.
E o tempo, mudando...

Me mudando aos poucos,
Me transformando em nada mais que nada.
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