"escrita" poems
Poesía, ¿qué es poesía? poesía es más
que palabras, oraciones y rimas. Poesía es hablar con el corazón
en la mano, poesía es expresar los sentimientos al máximo,
hacer que la corriente de sentimientos se apodere de tu corazón,
haciendo que poco a poco tu pluma se mueva mas rápido y haga que
las palabras no sean palabras, sean sentimientos y hagan sentir a quien
las lee el sentimiento que transmites al papel; el papel que absorbe todo,
que gentilmente se presta como medio para bien o para mal, ése,
el que puedes borrar y borrar pero siempre dejarás una mancha. Pero
la poesía no está escrita en papel, está escrita en
el corazón de quien la escribe y de quien la lee, y deja huellas
en los corazones, tanto o más que en el papel, los corazones son
como una hoja de papel, se escriben historias y se dejan recuerdos, se
escriben promesas y se dejan angustias; se alimenta de palabras, haciéndolo
más grande cada vez que le dicen un te quiero, cada vez que le hacen
palpitar con fuerza. La poesía nace y crece de dos formas, cuando
estás muy feliz tan feliz que piensas que no estás en ese
momento, o cuando estás tan triste que quieres olvidar los amargos
recuerdos. Así lo logro, dejando que el suave papel se impregne
de sentimientos y causen un raro efecto en quien lo lee.. porque el papel
siempre será papel y los sentimientos siempre se harán poemas...
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El sol dentro del día
El frío dentro del sol.
Calles sin nadie
autos parados
Todavía no hay nieve
hay viento viento
Arde todavía
en el aire helado
un arbolito rojo
Hablo con él al hablar contigo
Estoy en un cuarto abandonado del lenguaje
Tú estás en otro cuarto idéntico
O los dos estamos
en una calle que tu mirada ha despoblado
El mundo
imperceptiblemente se deshace
Memoria
desmoronada bajo nuestros pasos
Estoy parado a la mitad de esta línea
no escrita
Las puertas se abren y cierran solas
El aire
entra y sale por nuestra casa
El aire
habla a solas al hablar contigo
El aire
sin nombre por el pasillo interminable
No se sabe quién está del otro lado
El aire
vuelve aire todo lo que toca
El aire
con dedos de aire disipa lo que digo
Soy aire que no miras
No puedo abrir tus ojos
No puedo cerrar la puerta
El aire se ha vuelto sólido
Esta hora tiene la forma de una pausa
La pausa tiene tu forma
Tú tienes la forma de una fuente
no de agua sino de tiempo
En lo alto del chorro de la fuente
saltan mis pedazos
el fui el soy el no soy todavía
Mi vida no pesa
El pasado se adelgaza
El futuro es un poco de agua en tus ojos
Ahora tienes la forma de un puente
Bajo tus arcos navega nuestro cuarto
Desde tu pretil nos vemos pasar
Ondeas en el viento más luz que cuerpo
En la otra orilla el sol crece
al revés
Sus raíces se entierran en el cielo
Podríamos ocultarnos en su follaje
Con sus ramas prendemos una hoguera
El día es habitable
El frío ha inmovilizado al mundo
El espacio es de vidrio
El vidrio es de aire
Los ruidos más leves erigen
súbitas esculturas
el eco las multiplica y las dispersa
Tal vez va a nevar
Tiembla el árbol encendido
Ya está rodeado de noche
Al hablar con él hablo contigo
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A Nossa Existência como seres humanos
Nascemos em qualquer lugar e somos filhos de quem quer por amor ou desejo simplesmente de procriar ou prazer puro. Não engrandece ou diminui a nossa natureza de seres humanos que nascendo por amor ou não! A partir deste início comprometedor existimos para gáudio de uns ou tristeza de outros. Milhões de células se uniram para fazer nascer seres nossos semelhantes com qualidades e defeitos que de uma maneira ou outra vão tentar sobreviver numa sociedade desproporcional e incapaz de controlar: os devaneios, crises, empreendimentos, crimes, loucuras de uma sociedade débil e moribunda.
Mas humanos resistem com paixão, inteligência e idealismo puro para tentar combater: a fome, guerra e construir muros de paz. Sim com consciência temos homens que labutam por um mundo melhor e uma sociedade que fomente uma existência menos penosa e permita uma recompensa para a outra vida mais conveniente e digna.
Todos nós temos direito à abundância de coisas boas nesta vida. O universo é totalmente gratuito para todos com uma harmoniosa junção de todos os fenómenos temporais que durante as estações de ano se manifestam na perfeição em sinfonias elaboradas por Deus eterno, infinito e Senhor. Deus nós ama feliz com uma amor intemporal e manifesto no amor de Jesus por todos nós. Com sua morte na cruz e sua Ressurreição exaltou os homens bons a viver com amor e por amor ao seu semelhante.
Vivemos num sociedade global e intransigente em que os seres humanos coabitam nos mais diversos lugares. A nossa existência como seres será leal e justa se dermos todos as mãos uns aos outros e fazer algo nesta terra que nós faça orgulhar muito mais tarde no Céu. A nossa existência como seres humanos deixava de ser importante se não houvesse uma recompensa por tudo que divinamente o homem bom faz nesta vida terrena. Deus com sua infinita bondade disse ao homem para se multiplicar e difundir seu imaculado amor e ditou suas leis universais baseadas numa fé irracional e num amor de coração.
Cabe a todo o ser humano justificar a sua existência com um amor inadiável a todos os seus semelhantes. Através da escrita e com tudo que Deus criador me deu não passa um dia nesta minha vida de passagem sem lhe agradecer por minha existência e por este planeta terra maravilhoso em todos os continentes e latitudes.
Abraço amigo
Victor Marques
Jan 7, 2014
Jan 7, 2014 at 10:25 AM UTC
Na escrita do Luar adormeci
Sobre nuvens esbranquiçadas eu te vi,
Caminhavas serena e vaidosa,
Flor bela é a rosa,
A escrever adormeci.
Caminhavas ao alento,
Jogavas jogos no tempo,
Eu sentado no entanto,
Lia teu pensamento.
Corrias sonolenta,
Escrita que se inventa,
A noite é sorrateira,
Teu olhar na cabeceira.
Victor Marques
Apr 17, 2012
Apr 17, 2012 at 11:39 AM UTC
“Compus uma canção para dizer:
‘Amo-te descontroladamente!’
De ações tangentes; da equação complexa que é te amar.
E mesmo pacificamente;
Minha alma sem ti, não pode se encontrar.
Como contra o céu paradisíaco que constrói o tempo e investe areia contra mim;
Mesmo no pior dos casos, nos meus últimos gritos, altissonante direi:
’ EU VIM!’
Me encontre na beira de meu coração,
na ponte que causa essa estranha paixão;
E direi que não sabia que um anjo poderia possuir tão rápido todo meu sentimento assim.
Vem que em laços de eternos amantes, cada consoante, dirá e recitará meu amor celeste;
Rolando em campos grandes e em flores campestres
O céu sussura uma sinfonia recém escrita para o nosso caso infindável;
E jamais ouvi a voz dos anjos num tom tão amável
As lágrimas que derramo não reclamam de nenhuma tristeza desconhecida;
Mas sim da alegria pela qual minha alma foi tingida
Novamente nos encontraremos eternamente e direi mais um trilhão de vezes:
’ Amo-te descontroladamente!”
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
palavra à noite cantada
co'a manhã se desfaz
em palavra granulada:
matinal achocolatado.
Já não sente a poesia
tal qual ressoara clara
na madrugada alta
- Et pourtant, fala!
Será a escrita fogo fátuo?
marca gravada em gado,
ou cardo na sua pata?
(O poeta-boi rumina
mas não é vaca sagrada).
Estrela cadente, cabala:
meros fogos de artifício
ruidosos melros da fala:
na calma manhã se calam.
Sep 27, 2015
Sep 27, 2015 at 5:08 AM UTC
O grão de trigo
Quando me levanto sem sono,
No amor á escrita me abandono…
O seu amor se projeta no horizonte,
Água fresca de sua fonte.
O bom Deus nos ama feliz,
Nossa Senhora é sua Imperatriz,
Sem fé o mundo seria consternação,
Grão de trigo sem dar pão.
Caminhante com sede e fome,
Deus também foi homem,
A natureza se expõe gratuita,
Deus ama e felicita.
Como podemos nós não acreditar em Nosso Senhor?
Foi divino, foi só amor…
O grão de trigo na terra fértil tanto produz,
Amor a Nosso Deus e a Jesus.
Victor Marques
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 4:24 AM UTC
Pétalas são berço para te embalar
Lindas flores com eternos odores,
Escrita em prosa e verso,
Amor dado em excesso,
Pétala no chão para teus amores.
Rebanhos sem dono,
As pétalas muitos vaidosas,
Jardins com cheiro do medronho,
Pétalas roxas e cheirosas.
Conchas e seus colares,
Pétalas para namorares,
Campos de pedras seculares,
Rosas de muitos altares.
Victor Marques
Dec 10, 2012
Dec 10, 2012 at 11:20 AM UTC
Pedaços de Vida
A vida é boa enquanto não acaba,
A vida é muito larga,
Viver é bom, um pouco imprudente,
Viver é vencer e cair de repente.
Viver é o dia-a-dia somente,
A vida é bela mas amarga.
A vida tem uma beleza eterna e sublime,
Viver é ser sempre firme.
A vida faz-se do erro, da desilusão,
A vida o amor e a devoção.
Que tristeza eu enfrento,
Frutos do meu pranto.
A simples escrita dum poema,
Lume com e sem chama,
A vida é de quem ama.
Victor Marques
Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:58 AM UTC
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo,
Porque ela fica sempre junto de minhas recordações,
Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções,
Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo!
Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste,
Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante,
Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste
Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste!
O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia,
Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia,
De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia,
E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia!
As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas,
Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida,
O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida,
Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas!
As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas,
Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações,
Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções,
Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.07.02.15
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
Quando cansado da noite e do singelo dia,
Do uivar do lobo e cantar da cotovia.
Ousar amar, contemplar a luz que nos guia.
Quando alguém te perguntar donde vens,
Deixa de ser tu , de ser ninguém ,
Mas responde com um sorriso de tua MÃE.
Quando a vida te parecer que já não existe,
Quando o alegre anda sempre triste.
E tu fazes perguntas sem nunca ter resposta,
O amor que temos por tudo se desvanece.
Mas alguém te pergunta donde vens,
Caminhas num horizonte que nos exorta.
Responde com o amor de tua Mae ...
E neste mundo em que seres te perguntam com curiosidade,
Diz que alguém pensa e escreve com alma e pluralidade,
Que vive no mundo sem tempo , nem idade,
Mas a sua escrita fica para a posterioridade.
E Se alguém te perguntar donde és e o que tens ,
Responde com o calor e amor de tua Mae .
Victor Marques
Jan 5, 2017
Jan 5, 2017 at 2:01 PM UTC
Como tras de sí misma va esta línea
por los horizontales confines persiguiéndose
y en el poniente siempre fugitivo
en que se busca se disipa
-como esta misma línea
por la mirada levantada
vuelve todas sus letras
una columna diáfana
resuelta en una no tocada
no oída ni gustada mas pensada
flor de vocales y de consonantes
-como esta línea que no acaba de escribirse
y antes de consumarse se incorpora
sin cesar de fluir pero hacia arriba:
los cuatro chopos.
Aspirados
por la altura vacía y allá abajo,
en un charco hecho cielo, duplicados,
los cuatro son un solo chopo
y son ninguno.
Atrás, frondas en llamas
que se apagan -la tarde a la deriva-
otros chopos ya andrajos espectrales
interminablemente ondulan
interminablemente inmóviles.
El amarillo se desliza al rosa,
se insinúa la noche en el violeta.
Entre el cielo y el agua
hay una franja azul y verde:
sol y plantas acuáticas,
caligrafía llameante
escrita por el viento.
Es un reflejo suspendido en otro.
Tránsitos: parpadeos del instante.
El mundo pierde cuerpo,
es una aparición, es cuatro chopos,
cuatro moradas melodías.
Frágiles ramas trepan por los troncos.
Son un poco de luz y otro poco de viento.
Vaivén inmóvil. Con los ojos
las oigo murmurar palabras de aire.
El silencio se va con el arroyo,
regresa con el cielo.
Es real lo que veo:
cuatro chopos sin peso
plantados sobre un vértigo.
Una fijeza que se precipita
hacia abajo, hacia arriba,
hacia el agua del cielo del remanso
en un esbelto afán sin desenlace
mientras el mundo zarpa hacia lo obscuro.
Latir de claridades últimas:
quince minutos sitiados
que ve Claudio Monet desde una barca.
En el agua se abisma el cielo,
en sí misma se anega el agua,
el chopo es un disparo cárdeno:
este mundo no es sólido.
Entre ser y no ser la yerba titubea,
los elementos se aligeran,
los contornos se esfuman,
visos, reflejos, reverberaciones,
centellear de formas y presencias,
niebla de imágenes, eclipses,
esto que veo somos: espejeos.
901
Por que buscamos
Verdad donde no vive
Inútilmente
Debiendo saber
Que solo se encuentra
En el corazón
Vidas perdidas
En búsqueda de algo
Que ya se tiene
Nos damos cuenta
Cuando ya es muy tarde
De nuestro error
No busques verdad
Escrita en hojas muertas
Acariciala
Puedes leerla
En ojos de quien amas
Estúdiala bien
Jun 23, 2019
Jun 23, 2019 at 11:43 PM UTC
Aquí tenéis mi voz
alzada contra el cielo de los dioses absurdos,
mi voz apedreando las puertas de la muerte
con cantos que son duras verdades como puños.
Él ha muerto hace tiempo, antes de ayer. Ya hiede.
Aquí tenéis mi voz zarpando hacia el futuro.
Adelantando el paso a través de las ruinas,
hermosa como un viaje alrededor del mundo.
Mucho he sufrido: en este tiempo, todos
hemos sufrido mucho.
Yo levanto una copa de alegría en las manos,
en pie contra el crepúsculo.
Borradlo. Labraremos la paz, la paz, la paz,
a fuerza de caricias, a puñetazos puros.
Aquí os dejo mi voz escrita en castellano.
España, no te olvides que hemos sufrido juntos.
655
Voy contra mi interés al confesarlo;
no obstante, amada mía,
pienso, cual tú, que una oda sólo es buena
de un billete del Banco al dorso escrita.
No faltará algún necio que al oírlo
se haga cruces y diga:
-Mujer al fin del siglo diecinueve,
material y prosaica... ¡Boberías!
Voces que hacen correr cuatro poetas
que en invierno se embozan con la lira;
¡Ladridos de los perros a la luna!
Tú sabes y yo sé que en esta vida
con genio es muy contado el que la escribe,
y con oro cualquiera hace poesía.
655
Había un hombre que tenía una doctrina.
Una doctrina que llevaba en el pecho,
(junto al pecho, no dentro del pecho),
una doctrina escrita que guardaba
en el bolsillo interno del chaleco.
Y la doctrina creció. Y tuvo que meterla en un arca,
en un arca como la del Viejo Testamento.
Y el arca creció. Y tuvo que llevarla a una casa muy grande.
Entonces nació el templo.
Y el templo creció. Y se comió al arca, al hombre
y a la doctrina escrita que guardaba
en el bolsillo interno del chaleco.
Luego vino otro hombre que dijo:
El que tenga una doctrina que se la coma,
antes de que se la coma el templo;
que la vierta, que la disuelva en su sangre,
que la haga carne de su cuerpo...
y que su cuerpo sea
bolsillo,
arca
y templo.
645
Aproximação, silêncio total
Sangue, ****
Pesadelos nas ruas de néon
Extensos desertos
Um refúgio
Lá fora, o apelo da boémia
Um mar de asfalto
Não, não vou só
Uma garrafa de gin e um cigarro
Para apaziguar as dores
A escrita é meu refúgio
Minha alegria, minha dor
Vivo constantemente
Num ritmo alucinado
Estou só
Nas entrelinhas de cada frase
Está o corpo que as gerou
Num instante de lucidez
O perfume que hoje trago
É das lágrimas que por ti verto.
Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 6:29 PM UTC
A escrita está mapeada
na alma dos que se desesperam,
dos que sentem,
dos que querem expressar
o que as palavras-ditas não conseguem.
A escrita é uma dádiva divina.
Uma espécie de abrigo
para refugiarmo-nos.
A melhor árvore para pousar
quando as asas estão cansadas.
Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 4:47 PM UTC
Certa noite
Murmúrios
Talvez algures
No próprio quarto
Ou noutro tempo
Em parte alguma
Isolado em si mesmo
Ou na mesa do café
Fica o esplendor de um rosto
A ternura de uma flor
E num diário
A escrita
Nostálgica
Moribunda
E a noite é imensa
Mar 23, 2014
Mar 23, 2014 at 7:15 PM UTC
É na escrita
que está aquilo que sinto
É na escrita
que está aquilo que penso
É na escrita
que escondo o meu pesar
É na escrita
que tu me vais encontrar
É na escrita
aqui, onde não há sofrimento
É na escrita
onde a realidade é irreal
É na escrita
que partilho os meus sentimentos
É na escrita
que sepulto os meus tormentos
Jul 24, 2014
Jul 24, 2014 at 5:46 PM UTC
Nadie es la patria. Ni siquiera el jinete
que, alto en el alba de una plaza desierta,
rige un corcel de bronce por el tiempo,
ni los otros que miran desde el mármol,
ni los que prodigaron su bélica ceniza
por los campos de América
o dejaron un verso o una hazaña
o la memoria de una vida cabal
en el justo ejercicio de los días.
Nadie es la patria. Ni siquiera los símbolos.
Nadie es la patria. Ni siquiera el tiempo
cargado de batallas, de espadas y de éxodos
y de la lenta población de regiones
que lindan con la aurora y el ocaso,
y de rostros que van envejeciendo
en los espejos que se empañan
y de sufridas agonías anónimas
que duran hasta el alba
y de la telaraña de la lluvia
sobre negros jardines.
La patria, amigos, es un acto perpetuo
como el perpetuo mundo. (Si el Eterno
Espectador dejara de soñarnos
un solo instante, nos fulminaría,
blanco y brusco relámpago, Su olvido.)
Nadie es la patria, pero todos debemos
ser dignos del antiguo juramento
que prestaron aquellos caballeros
de ser lo que ignoraban, argentinos,
de ser lo que serían por el hecho
de haber jurado en esa vieja casa.
Somos el porvenir de esos varones,
la justificación de aquellos muertos;
nuestro deber es la gloriosa carga
que a nuestra sombra legan esas sombras
que debemos salvar.
Nadie es la patria, pero todos lo somos.
Arda en mi pecho y en el vuestro, incesante,
ese límpido fuego misterioso.
649
Eu não sei mais o que sou
Perdida no meu próprio esboço
Quis desenhar uma vida
A minha
A sua
Não sabia
Que a outra já estava escrita
Dolorida me encontro
E ponto
É isso
Rompemos
É o final
Eu dei tchau pra mim
E pra você
Adeus
Jul 24, 2014
Jul 24, 2014 at 10:41 PM UTC
Amor de mis entrañas, viva muerte,
en vano espero tu palabra escrita
y pienso, con la flor que se marchita,
que si vivo sin mí quiero perderte.
El aire es inmortal. La piedra inerte
ni conoce la sombra ni la evita.
Corazón interior no necesita
la miel helada que la luna vierte.
Pero yo te sufrí. Rasgué mis venas,
tigre y paloma, sobre tu cintura
en duelo de mordiscos y azucenas.
Llena pues de palabras mi locura
o déjame vivir en mi serena
noche del alma para siempre oscura.
507
No te habrá de salvar lo que dejaron
Escrito aquellos que tu miedo implora;
No eres los otros y te ves ahora
Centro del laberinto que tramaron
Tus pasos. No te salva la agonía
De Jesús o de Sócrates ni el fuerte
Siddharta de oro que aceptó la muerte
En un jardín, al declinar el día.
Polvo también es la palabra escrita
Por tu mano o el verbo pronunciado
Por tu boca. No hay lástima en el Hado
Y la noche de Dios es infinita.
Tu materia es el tiempo, el incesante
Tiempo. Eres cada solitario instante.
490
Com sentido ou sem se vive,
Perdido em sonhos que tive,
Horizontes avermelhados vou abraçar,
Ousando sentir desejo no olhar.
Na nossa rotina que parece escrita,
Sorrir com entusiasmo que fica,
Sentimentos que não controlas,
Sapatos gastos sem solas,
Ouvir sons que amolecem teu ser,
Olhos que adormecem sem querer.
A vida parece tudo querer absorver,
Eu vivo sem o mundo perceber,
Em sintonia com o dia ao anoitecer,
A vida eu quero agradecer.
Tudo parece ser eterno,
O mundo é céu, ou inferno.
O olhar que sabe olhar consome,
Não tem guarida, nem nome.
Nas estrelas, nas as areias do mar,
Sinto o vento a passear.
Victor Marques
Jun 20, 2022
Jun 20, 2022 at 5:08 PM UTC