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"concreto" poems
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Dói-me Ser - 17/09/17
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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Aquí pasaba a pie por estas calles, sin empleo ni puesto Y sin un peso Sólo poetas, putas Pero recordadle cuando tengais puentes de concreto, Grandes turbinas, tractores, plateados graneros, buenos gobiernos. La guardia nacional anda buscando a un hombre un hombre espera esta noche llegar a la frontera el nombre de ese hombre no se sabe hay muchos hombres más enterrados en una zanja El número y el nombre de esos hombres no se sabe. Ni se sabe el lugar ni el número de zanjas. La guardia nacional anda buscando a un hombre Un hombre espera esta noche salir de Nicaragua
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Epitafio para joaquín pasos
Eu seria sínico se dissesse que estava tudo bem! Pois é nada esta bem, eu não estou bem, E dificilmente poderia nesta altura dizer o contrário. Mas é isto, a loucura do incrivelmente desolado. Desolado mas não acabado! E o que agora é assim eu sei que posso mudar! Hora ai está! Vou respirar fundo e UPS … Acordei, afinal estou num sonho concreto, Deixei esse medonho pesadelo muito profundo, Tão fundo que já nem o vejo, já nem sou capaz, De juntar dinheiro, pegar no carro, enche-lo de gasóleo, E perder este meu tempo precioso, par ir visitá-lo! Ganhei! Ganhei uma vida nova, sem compromissos válidos! Enfim! Eu sou livre! Mas eu sou quem ganha com isso, Afinal eu posso fazer o que eu quiser! Ihihih…. Eu deixei de ter que agradar seja a quem for. Ótima ideia esta. Vida eu estou aqui! Autor: António Benigno Código de autor: 2012.02.12.01.02
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:56 PM UTC
Como me encontrei
you would never say about a Kandinsky: where's the Mondrian?                  luckily we have enough information      about Goldberg's sardines, without asking another poet (other than O'Hara) to sniff out Billingsgate -     and so too: if Burroughs said: all writing limps behind painting        by 50 years -           enough said,      hence came speedy Gonzales with his shotgun and his canned paint...   and i know just as much as sardines in see-through tins -                           well: it was worth a joke, someone was bound to **** into a champagne bottle at some point, and celebrate:      in abstract - or to the point: in concreto - ecce artifex!                             at least enough humility would be worth the same dosage -    specialisations are such: demanding concepts as aboriginal in anthropology -     likewise anthropological: schizophrenics in urbanity -  after all... a concrete jungle - like any half-wit and butt-naked in the Amazon...                     applause for comrade Gagarin and Laika -                    and if Darwin wrote in cyrilica - then it too would have been Mohawk and Brain - salutations and applause -     and if ever in doubt: call it versailles - to denote all forms of                      luxury -      i know: versailles better hides luxury than the hermitage -                      or as King Duck could say being a burden on the Vavel Mount -                                  even the Vavellian dragon died from laughter, even though he was given a sheep stuffed with sulphur - and drank the Vistulla dry... but only when King Quack was laid to rest: and the volk - the naród said:          Katyń 1 - Smoleńsk 3...                                     and there was even a composition by wojciech kilar.     so then... 50 years lagging?     disorientating? muddled, spaghetti loops?    well, as the introduction already mentions, painters can't write - suddenly everything has to have geometry!       any geometrical instrument       in an art's class is seen like a Sunni in Iran - or a Buddhist, at a Bar Mitzvah:                                           boom-town slap-head - choppy waters, brightly illuminated                                                      by the polished cranium sheen.    so why except a Mondrain from a Kandinsky                                                          ?!                                      what a brain-drain!
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Jan 7, 2017
Jan 7, 2017 at 3:18 PM UTC
conception: Billingsgate
you would never say about a Kandinsky: where's the Mondrian?                  luckily we have enough information      about Goldberg's sardines, without asking another poet (other than O'Hara) to sniff out Billingsgate -     and so too: if Burroughs said: all writing limps behind painting        by 50 years -           enough said,      hence came speedy Gonzales with his shotgun and his canned paint...   and i know just as much as sardines in see-through tins -                           well: it was worth a joke, someone was bound to **** into a champagne bottle at some point, and celebrate:      in abstract - or to the point: in concreto - ecce artifex!                             at least enough humility would be worth the same dosage -    specialisations are such: demanding concepts as aboriginal in anthropology -     likewise anthropological: schizophrenics in urbanity -  after all... a concrete jungle - like any half-wit and butt-naked in the Amazon...                     applause for comrade Gagarin and Laika -                    and if Darwin wrote in cyrilica - then it too would have been Mohawk and Brain - salutations and applause -     and if ever in doubt: call it versailles - to denote all forms of                      luxury -      i know: versailles better hides luxury than the hermitage -                      or as King Duck could say being a burden on the Vavel Mount -                                  even the Vavellian dragon died from laughter, even though he was given a sheep stuffed with sulphur - and drank the Vistulla dry... but only when King Quack was laid to rest: and the volk - the naród said:          Katyń 1 - Smoleńsk 3...                                     and there was even a composition by wojciech kilar.     so then... 50 years lagging?     disorientating? muddled, spaghetti loops?    well, as the introduction already mentions, painters can't write - suddenly everything has to have geometry!       any geometrical instrument       in an art's class is seen like a Sunni in Iran - or a Buddhist, at a Bar Mitzvah:                                           boom-town slap-head - choppy waters, brightly illuminated                                                      by the polished cranium sheen.    so why except a Mondrain from a Kandinsky                                                          ?!                                      what a brain-drain!
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Alice, Alice Sempre reclamava alice: -Como não me amar? -Porque ter de ir embora? -Posso eu ser pequena por fora e grande por dentro? Pare de perguntas alice, me disseram que você andava feliz.. - Sim, eu andava, mas ele me fez encolher de novo Ah minha querida, isso é passageiro, já já vem outro e você crescerá e sua alma se elevará. - Como tens certeza disso? Ja te disse Alice, não perguntes, apenas acredite. - Acredite, acredite.... Que frieza minha, achar que seria só meu. - Como pude querer possessão? Fácil, foi o ego, ele não iria suportar o fato concreto da perda, então, se colocou a frente, fazendo-a acreditar que se a possessão não existisse você iria por água a baixo ou melhor dizendo, por buraco abaixo, mas entenda minha querida alice, que.... A alma flutua, e se estivermos na direção errada ela irá se afundar,como se estivesse caindo num fundo buraco, só que enquanto você cai vai percebendo que quanto mais ela naufraga, mais ela emerge,e continua flutuando, como num equilíbrio poético, sem ter direção,sem ser julgada como errada ou certa, pois a vida é igual a chuva, ela cai e continua caindo, mas como num ciclo ela evapora e se transforma , se renovando, se equilibrando.
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Oct 1, 2014
Oct 1, 2014 at 10:51 PM UTC
Untitled
odio tener que admitir que mis recuerdos siguen tomando vida cada vez que se cruzan con tu mirada odio tener que sentirme indefensa, inútil e impotente a la vez cada vez que pienso en que tú ya no quieres cientos de pétalos buscan un escape del cerezo terminando muertos en el concreto la última vez que me quedé callada por tanto tiempo no recuerdo haber explotado en llanto la última vez que me sentí tan estúpida preferí callarme ¿por qué ahora no? ah, cierto antes tu sonrisa no me debilitaba antes fingía tolerar y ser fuerte antes tu mirada no me afectaba antes era más
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May 12, 2017
May 12, 2017 at 1:00 AM UTC
sin título parte seis
sinto tudo tão inacabado como se minha alma fosse uma obra com aquelas paredes de concreto com uma só mão de tinta branca com os fios das lâmpadas soltos em todos os cômodos de mim me sinto como a música no carro que sempre tenho que voltar porque falaram na parte mais importante ou como a terceira vez que voltei pra finalizar esse texto como o último abraço que dei no meu pai e nem levantei da cadeira o caderno da minha aula de arte moderna a mensagem que eu comecei a escrever no ponto de ônibus e não deu tempo o último beijo que eu dei em você e nem encostei a língua no céu da tua boca amanhã já vem e não conclui nada de hoje se eu morresse eu nem teria vivido
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Mar 8, 2019
Mar 8, 2019 at 12:33 AM UTC
Das sensações diárias;
todos aqueles que escreveram as músicas que eu amo estão mortos. enterrados sobre grama e concreto em diferentes partes do mundo. os artistas que pintaram as telas que me alegram dentro e fora dos museus também. já não há mais fotógrafos do the post espalhados pela cidade que captariam uma foto do nosso beijo na times square. no fim, cabe a mim escrever e representar a arte dessa jornada
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May 7, 2018
May 7, 2018 at 10:09 PM UTC
Todos Aqueles Que Se Foram
A veces no sé quién soy ¿Qué quiero? ¿Qué digo? ¿Qué pienso? ¿Qué hago? Soy un cúmulo de malas decisiones, de impulsividad y sobrepensamiento en los momentos equivocados Empeño mi corazón a quien no debo y se lo arrebato a quien lo compra Soy el egoísmo de la tierna infancia, la necedad del adolescente en plena pubertad. Soy la risa del demente, el silencio del estruendo, soy la incoherencia en persona y he venido a restarle sentido a este mundo obsesionado con la falsa verdad Soy la definición de lo indefinible Soy la abstracción de lo concreto Soy todo, absolutamente todo, excepto una cosa. No soy yo
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Feb 9, 2018
Feb 9, 2018 at 1:42 AM UTC
Soy
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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under this gray suburban sky I am not a brick in your wall I am not the tool that will lay it down I am not I am not the water the sand and the concrete I am not the mortar that will paste it on I am not the hands that will climb it and not even those that will color it I am not I am not the sea that separates I am not the beach that will not receive I am not the boat that will sink down and not even the waves that will drift it away I am not I am not your eyes that pretend not to see I am not your ears that don't know how to listen anymore I am not I am not your sense of guilt and not even your repentance on the day of feast your clean jacket and your plastic shoes and your Sunday brunch waiting for you at home I am not I I do not know what exactly I am but I know I will learn it on the way and you alone on the other side of the wall you will never ever know sotto questo grigio cielo di periferia io non sono un mattone nel tuo muro io non sono l'attrezzo che lo poserà io non sono io non sono l'acqua la sabbia e il cemento io non sono la malta che lo incollerà io non sono le mani che lo scaleranno e nemmeno quelle che lo coloreranno io non sono io non sono il mare che separa io non sono la spiaggia che non accoglierà io non sono la barca che affonderà e nemmeno le onde che la porteranno alla deriva io non sono io non sono i tuoi occhi che faranno finta di non vedere io non sono le tue orecchie che non sanno più ascoltare io non sono io non sono il tuo senso di colpa e nemmeno il tuo pentimento nel giorno di festa la tua giacca pulita le tue scarpe di plastica e il tuo pranzo della Domenica che a casa ti aspetta io non sono io non so cosa esattamente sono ma so che lo imparerò sul cammino e tu da solo dall'altra parte del muro non saprai mai ................ under this gray suburban sky I am not a brick in your wall I am not the tool that will lay down I am not I am not the water the sand and the concrete I am not the mortar that will paste it on I am not the hands that will climb it and not even those that will color it I am not I am not the sea that separates I am not the beach that will not receive I am not the boat that will sink down and not even the waves that will drift it away I'm not I am not your eyes that pretend not to see I am not your ears that don't know how to listen anymore I am not I am not your guilt and not even your repentance on the day of feast your clean jacket and your plastic shoes and your Sunday brunch waiting for you at home I am not I I do not know what exactly I am but I know I will learn it on the way and you alone on the other side of the wall you will never ever know ............. bajo este gris cielo suburbano yo no soy un ladrillo en tu muro yo no soy la herramienta que lo instalará yo no soy yo no soy agua, arena y concreto yo no soy el cemento que lo pegará yo no soy las manos que subirán el muro y ni siquiera los que lo colorearán yo no soy yo no soy el mar que separa yo no soy la playa que no acogerà yo no soy el bote que se hundirá y ni siquiera las olas que la llevarán yo no soy yo no soy tus ojos que pretenderán no ver yo no soy tus oídos que ya no saben escuchar yo no soy yo soy tu sentido de culpa y ni siquiera tu arrepentimiento en el día de la fiesta tu chaqueta limpia tus zapatos de plástico y tu almuerzo del domingo esperándote en casa yo no soy yo yo no sé que exactamente soy pero sé que lo aprenderé en el camino y tu solo al otro lado del muro nunca no sabrás
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May 17, 2020
May 17, 2020 at 3:48 PM UTC
isolation n. 36 - I am not
under this gray suburban sky I am not a brick in your wall I am not the tool that will lay it down I am not I am not the water the sand and the concrete I am not the mortar that will paste it on I am not the hands that will climb it and not even those that will color it I am not I am not the sea that separates I am not the beach that will not receive I am not the boat that will sink down and not even the waves that will drift it away I am not I am not your eyes that pretend not to see I am not your ears that don't know how to listen anymore I am not I am not your sense of guilt and not even your repentance on the day of feast your clean jacket and your plastic shoes and your Sunday brunch waiting for you at home I am not I I do not know what exactly I am but I know I will learn it on the way and you alone on the other side of the wall you will never ever know sotto questo grigio cielo di periferia io non sono un mattone nel tuo muro io non sono l'attrezzo che lo poserà io non sono io non sono l'acqua la sabbia e il cemento io non sono la malta che lo incollerà io non sono le mani che lo scaleranno e nemmeno quelle che lo coloreranno io non sono io non sono il mare che separa io non sono la spiaggia che non accoglierà io non sono la barca che affonderà e nemmeno le onde che la porteranno alla deriva io non sono io non sono i tuoi occhi che faranno finta di non vedere io non sono le tue orecchie che non sanno più ascoltare io non sono io non sono il tuo senso di colpa e nemmeno il tuo pentimento nel giorno di festa la tua giacca pulita le tue scarpe di plastica e il tuo pranzo della Domenica che a casa ti aspetta io non sono io non so cosa esattamente sono ma so che lo imparerò sul cammino e tu da solo dall'altra parte del muro non saprai mai ................ under this gray suburban sky I am not a brick in your wall I am not the tool that will lay down I am not I am not the water the sand and the concrete I am not the mortar that will paste it on I am not the hands that will climb it and not even those that will color it I am not I am not the sea that separates I am not the beach that will not receive I am not the boat that will sink down and not even the waves that will drift it away I'm not I am not your eyes that pretend not to see I am not your ears that don't know how to listen anymore I am not I am not your guilt and not even your repentance on the day of feast your clean jacket and your plastic shoes and your Sunday brunch waiting for you at home I am not I I do not know what exactly I am but I know I will learn it on the way and you alone on the other side of the wall you will never ever know ............. bajo este gris cielo suburbano yo no soy un ladrillo en tu muro yo no soy la herramienta que lo instalará yo no soy yo no soy agua, arena y concreto yo no soy el cemento que lo pegará yo no soy las manos que subirán el muro y ni siquiera los que lo colorearán yo no soy yo no soy el mar que separa yo no soy la playa que no acogerà yo no soy el bote que se hundirá y ni siquiera las olas que la llevarán yo no soy yo no soy tus ojos que pretenderán no ver yo no soy tus oídos que ya no saben escuchar yo no soy yo soy tu sentido de culpa y ni siquiera tu arrepentimiento en el día de la fiesta tu chaqueta limpia tus zapatos de plástico y tu almuerzo del domingo esperándote en casa yo no soy yo yo no sé que exactamente soy pero sé que lo aprenderé en el camino y tu solo al otro lado del muro nunca no sabrás
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La tarde me está ofreciendo en la palma de su mano, hecha de enero y de niebla, vagos mundos desmedidos de esos que yo antes soñaba, que hoy ya no quiero. y cerraría los ojos para no verlo. Si no los cierro no es por lo que veo. Por un mundo sospechado concreto y virgen detrás, por lo que no puedo ver llevo los ojos abiertos.
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Quiero cortarme y sangrar, cortar de lado mis preocupaciones y carencias. Que la sangre fluya y los arpones floten. Quiero sentir el suave abrazo de la soga en mi cuello. Mis ojos saliendo de sus cuencas desoladas. Ver la muerte buscarme por primera vez ser recibido sin pedirlo. Quiero ver las lágrimas sobre mi ataúd, hartado de alegóricas flores pretendiendo adornar lo que un día fue un muerto sin andar. Quiero saltar desde el piso veinte de un edificio y conocer el concreto como nunca nadie lo ha hecho sé que no quiero vivir en concreto. Para finalizar, antes del final, quiero morir en el mar de tus ojos derretidos, y terminar en tus melancólicas clavículas. Ahogado, ahorcado, desangrado, olvidado.
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Nov 20, 2017
Nov 20, 2017 at 11:27 PM UTC
Suicidio // Delirio