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"abandonar" poems
Eu tenho esse medo constante; Essa paranoia demandante; Que eu sou uma pessoa pra se abandonar; Logo, eu percebo que não há ninguém em nenhum lugar. Mãos frias; olhos cansados; taciturno; Sonhos conturbados. Ninguém sabe de nada. Sou um pedaço de carne; Numa multidão carnívoros.
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Oct 15, 2012
Oct 15, 2012 at 1:06 AM UTC
Look up, sad boy.
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
Marinheiro, marinheiro
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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vento primavera, ao longe uma música estranha sinto a vida escorrer sinto a sombra das almas passar com uma sede louca pelo néctar da vida agrilhoadas pela putrefacção da sua demência percorrem os caminhos efémeros rumo ao salão dos mortos a lua respira num último adeus à eternidade numa interminável noite sem estrelas no trono o herdeiro da morte dança no fogo do inferno sou prisioneiro dentro de mim no ventre de satanás pobre homem empalado banha-se no sangue dos amanhãs do mundo estou pronto para abandonar esta vida mundana e entregar-me à magnificência do seu SER e o diabo cospe na divindade
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Sep 9, 2015
Sep 9, 2015 at 5:44 AM UTC
Lua de Sangue
poeira, estrela Disperso-me no lençol infinito Vendo-as pintadas numa tela De tamanho não restrito. Nébula, lua Anos-luz de distância compõem a verdade nua, crua, da nossa insignificância. Mergulho na paisagem estelar No cosmos mais profundo Não sei se hei de abandonar Mas nada pode justificar Que permaneça neste mundo sem o teu abrigo E vai para além de mim Tudo aquilo que persigo Mas ainda assim, Diz que sim, vem até ao fim Subo já o teu varandim E levo-te comigo.
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Nov 2, 2015
Nov 2, 2015 at 5:32 PM UTC
astral
el monstruo de la razón engendra sueños / dijo / hundió sus manos en la noche y las dejó acostaditas / su voz adolescente tenía ojeras donde empezaba el sueño / cayó en combate un día de estos tiempos / ese día las mujeres se enojaron con Dios / con los pechos furiosos golpeaban contra los aujeritos por donde julio se estaba yendo de aquí / no para irse / abandonar / sino porque sucede que hay que irse / muchas veces pasa eso / hermanas / manos / hay que irse / chan-chán / algunos cuidan madres amargas en el patio / otros pierden la voz / otros duermen con camisas de fuego / ese día las mujeres golpeaban con los pechos furiosos / ¿por qué tenías que morir? / ¿acaso la dulzura no te seguía como un buey? / tenías una ventana en el pecho / tu almita calentaba como un fuego pero él se murió / también el jorge se murió y ninguna tibieza lo rodeaba / ¿dónde estabas / vos / mundo / o cierva / o astro que brillás entre el trabajo y la lucha? / julio cayó con un sol     en el cuerpo / alrededor giran mujeres / pechan / furian / chan-chán / vamos a hacer una mañana alta como una ventana / los compañeros se asomarán / verán los cielos no nacidos donde colgaban astros para vidas más bellas /
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Otro tango
Como llevaba trenza la llamábamos trencita en la tarde del jueves. Jugábamos a montarnos en ella y nos llevaba a una extraña región de la que nunca volveríamos. Porque es casi imposible abandonar aquel olor a tierra de su cabello sucio, sus ásperas rodillas todavía con polvo y con sangre de la última caída y, sobre todo, la nacarada nuca donde se demoraban unas gotas de luz cuando ya luz no había. Allí me dejó un día de verano y jamás regresó a recoger mi insomne pensamiento que desde entonces vaga por sus brazos corrigiendo su ruta, terco y contradictorio, lo mismo que una hormiga que no sabe salir de la rama de un árbol en el que se ha perdido.
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Así nunca volvió a ser
es curioso cómo hablamos de amor propio sólo cuando nos dejan de querer sólo de vez en cuando pienso para siempre en cuánto nos cuesta querernos cuando alguien más nos quiere más si nos quiere mal, mas si nos quiere bien quizás nos contagie querer bien pero no me termina de pasar ¿hay alguien que quiera bien si nadie nunca nos quiso bien? ¿cómo querer aprender a querer si es más fácil desentenderse y desaparecer cuando se pone complicado? y abandonar, antes de ser abandonado despertarme absolutamente solo porque queman los abrazos y nunca dejo de pensar en que todos van a irse en cuanto puedan así que me anclo a cáscaras dejo la cartera en la puerta todas las ventanas abiertas y me dejo querer, quizás en cuotas de un mes, quizás si tenés suerte, un poco más y te digo absolutamente todo de mí para no decirte nada no preguntes si no querés darte cuenta de que no hay nada para decir o quizás sólo no me interesa que lo sepas si sólo me interesa tu lengua no me hace sangrar, pero casi después de siglos sigo verde con el cuello violeta sosteniendo tu cabeza con tus manos en mis tetas y yo pienso, guau, quizás sí te quiera pero re que no porque no sabés quién soy y no me interesa lo que sos afuera de mi imaginario y sabé que yo estoy siempre pero nunca estoy porque no me necesitás si yo no te necesito y lo que necesito no me lo podés dar eventualmente voy a estar bien voy a saberme conocer y puede ser que un día te la presente cuando nazca y tenga nombre hasta ahora soy un cuerpo y un conjunto de recuerdos así que tratame como tal y no esperes mucho más de mí ¿no es acaso lo que todos somos en el fondo? ¿está mal no ser nada? bts - buenas tardes soco
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Apr 28, 2019
Apr 28, 2019 at 11:31 AM UTC
documento sin titulo
es curioso cómo hablamos de amor propio sólo cuando nos dejan de querer sólo de vez en cuando pienso para siempre en cuánto nos cuesta querernos cuando alguien más nos quiere más si nos quiere mal, mas si nos quiere bien quizás nos contagie querer bien pero no me termina de pasar ¿hay alguien que quiera bien si nadie nunca nos quiso bien? ¿cómo querer aprender a querer si es más fácil desentenderse y desaparecer cuando se pone complicado? y abandonar, antes de ser abandonado despertarme absolutamente solo porque queman los abrazos y nunca dejo de pensar en que todos van a irse en cuanto puedan así que me anclo a cáscaras dejo la cartera en la puerta todas las ventanas abiertas y me dejo querer, quizás en cuotas de un mes, quizás si tenés suerte, un poco más y te digo absolutamente todo de mí para no decirte nada no preguntes si no querés darte cuenta de que no hay nada para decir o quizás sólo no me interesa que lo sepas si sólo me interesa tu lengua no me hace sangrar, pero casi después de siglos sigo verde con el cuello violeta sosteniendo tu cabeza con tus manos en mis tetas y yo pienso, guau, quizás sí te quiera pero re que no porque no sabés quién soy y no me interesa lo que sos afuera de mi imaginario y sabé que yo estoy siempre pero nunca estoy porque no me necesitás si yo no te necesito y lo que necesito no me lo podés dar eventualmente voy a estar bien voy a saberme conocer y puede ser que un día te la presente cuando nazca y tenga nombre hasta ahora soy un cuerpo y un conjunto de recuerdos así que tratame como tal y no esperes mucho más de mí ¿no es acaso lo que todos somos en el fondo? ¿está mal no ser nada? bts - buenas tardes soco
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En la oscuridad claro estoy sola Única luz que hay son memorias. Mi cuerpo nomas sabe el frío En el trinchera nomas hay muerte. Pero todavía estoy viva Con mi corazón moviendo lentamente. La ocean se va y me separa de mis sueños Dejándome en este cruel mundo. Cuando quise recordar el pasado Siento un dolor en mi cabeza que me hace llorar. No más quiero saber como nadar Y poder salvarme de estas tinieblas. Porque se que nadie va venir a sacarme Me pregunto si realmente alguna vez importé. Pensamientos suicidas me deja hundir Tocando el califa al fondo del mar. Pero no me sofoca la agua Mi convicción aguante el respiracion. La superficie del mar esta arriba Playas afuera de mi alcanzo. Ni puedo estirar mi manos en esperanza Se quiebran con el pression de mis errores. El infierno del mar es el único calor Abrazando me como un amor perdido. Calentando me fuertemente Haciendo me convertir en vidrio. Pronto el océano me soltara y abandonar Y criaturas vendrá alrededor de mí a comer. Lo que me queda de mí se hizo harena Lla no tengo esperanza a poder regresar al pasado. © Sofia Villagrana 2018
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Apr 1, 2018
Apr 1, 2018 at 11:02 PM UTC
Abismo de mi Presente
decidi abandonar o hábito de me privar. me privar das coisas que dizem com os olhos que não sou capaz. que não sei. mas preciso começar de algum jeito pra daí saber. então eu cansei de sentir vergonha, vesti meu segundo par de óculos e tratei de começar a escrever. de qualquer jeito, sem compromisso, só pra tirar o peso que possui um aspecto cimentado, nada leve. e fui alto. bem alto. ainda sozinha mas fui alto. comigo mesma. e antes eu só pintava com os dedos. decidi então comprar pincéis. depois parei. agora desenho com caneta e papel. e se for pra comparar, eu não sei desenhar. mas sei pintar linhas. e essas linhas me parecem lindas. e eu gosto delas. e foi assim que eu comecei a fazer meus pedaços de arte. eles são feios, mas também são lindos.
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Jan 19, 2018
Jan 19, 2018 at 8:29 PM UTC
uma vez tive vergonha
Encurtei o monólogo Nascia no horizonte, não tão longe Um novo psicólogo. Um ano e meio de auto sabotagem Repetia e repetia: vai melhorar Mas só piorava, parecia tudo bobagem E eu seguia a me enganar, Achava que tinha que, logo, me formar. Aquilo foi, cada vez mais, pesando E eu, no fundo, sabia que tava me enganando Até pra sair da cama, me esforçando E quase em depressão, entrando. Num choro de desespero busquei auxílio espiritual Pedi pros preto, pelo amor de Deus, um sinal E ele veio. Veio muito claro. Explícito. Gutural. Enxerguei a possibilidade de cumprir minha missão, afinal. Fiz minha escolha e decidi mudar O campus do vale abandonar No tempo, voltar Até o vestibular prestar Pra poder me encontrar E a psicologia estudar. Com muita fé em mim e na minha capacidade Estudei muito. Tive vontade. Fiz o que pude num tempo que eu não tinha. Tive que ser crente. Era mãe doente, trabalho de 8h, namorado e cursinho. Podia ficar doente. Mas o sucesso é meu destino. Já tava escrito. Meu nome no listão parecia em negrito. O alívio se fez. Grande sinal. Me senti mais perto de cumprir minha missão, afinal. E agora sigo. Ávido pela descoberta Desse novo mundo. Estou alerta. Nascia no horizonte, não tão longe Um novo psicólogo.
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Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 1:41 PM UTC
16/06/18
Peço desculpa pelos meus extremos. Tenho tanta urgência em mim, Tanto desespero, Sei lá eu de quê. Às vezes sinto-me sufocada dentro de mim mesma, às vezes tenho duas mãos à volta do pescoço e nem penso em me debater para as retirar. Sempre fui um pouco masoquista, sempre consegui encontrar na dor uma forma de a admirar. São sensações que aparecem subitamente, sinto o meu corpo a entrar numa agressiva combustão que me arde em todo o lado e, logo depois, se esvanece num grito calado. E de repente,   Fico demasiado pequena Para aguentar o calor da minha própria erupção. E esta alma inquieta luta,   Protesta, Escraviza-me, Nem sequer me escuta, Só arranha as paredes dentro de mim À procura duma fenda por onde se escapar. Mas porque me quer ela abandonar?!    Eu sei, e quero deixá-la ir! Para a roda da fortuna que a veio seduzir, para o penhasco de onde ela se quer mandar. Sem sequer se questionar se terá uma rede por baixo que a vá amparar. Sempre fui assim, muita emoção e pouca razão. Impulsiva, selvagem, bruta, desmedida, em todos os assuntos que se relacionam com o coração. “C(ALMA)”…grito-lhe de volta. E afinal, ela ouve, Mas não quer saber. Às vezes dou por mim a chorar Sem me aperceber de como comecei E sem qualquer noção De como irei parar. Às vezes sinto a sua dor,   E choro com ela,   Enquanto ela me implora por uma última dança   Contigo. Enquanto eu lhe imploro Algo muito semelhante. Algo que se assemelhe a um porto de abrigo. MAS CALMA NA ALMA! Dobra os extremos Junta-os num ponto não tão distante. E assim, bailemos, Sem fazer do amor um bailado agoniante. Pois só no meio termo é que se dança bem quando pretendes dançar com uma acompanhante.
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Mar 7, 2022
Mar 7, 2022 at 4:51 PM UTC
Dança Contemporânea
Peço desculpa pelos meus extremos. Tenho tanta urgência em mim, Tanto desespero, Sei lá eu de quê. Às vezes sinto-me sufocada dentro de mim mesma, às vezes tenho duas mãos à volta do pescoço e nem penso em me debater para as retirar. Sempre fui um pouco masoquista, sempre consegui encontrar na dor uma forma de a admirar. São sensações que aparecem subitamente, sinto o meu corpo a entrar numa agressiva combustão que me arde em todo o lado e, logo depois, se esvanece num grito calado. E de repente,   Fico demasiado pequena Para aguentar o calor da minha própria erupção. E esta alma inquieta luta,   Protesta, Escraviza-me, Nem sequer me escuta, Só arranha as paredes dentro de mim À procura duma fenda por onde se escapar. Mas porque me quer ela abandonar?!    Eu sei, e quero deixá-la ir! Para a roda da fortuna que a veio seduzir, para o penhasco de onde ela se quer mandar. Sem sequer se questionar se terá uma rede por baixo que a vá amparar. Sempre fui assim, muita emoção e pouca razão. Impulsiva, selvagem, bruta, desmedida, em todos os assuntos que se relacionam com o coração. “C(ALMA)”…grito-lhe de volta. E afinal, ela ouve, Mas não quer saber. Às vezes dou por mim a chorar Sem me aperceber de como comecei E sem qualquer noção De como irei parar. Às vezes sinto a sua dor,   E choro com ela,   Enquanto ela me implora por uma última dança   Contigo. Enquanto eu lhe imploro Algo muito semelhante. Algo que se assemelhe a um porto de abrigo. MAS CALMA NA ALMA! Dobra os extremos Junta-os num ponto não tão distante. E assim, bailemos, Sem fazer do amor um bailado agoniante. Pois só no meio termo é que se dança bem quando pretendes dançar com uma acompanhante.
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podría dejarme consumir por un rosal & sus tenues espinas dejarles como eterno recuerdo abandonar marte & encontrar pétalos entre ceniceros polvoriento vidrio demasiado que recordar las formas llegan con los labios mojados & enmudecidos cigarrillos belleza entre las líneas formadas sutilmente por ésta inexperta mano no quiero olvidarles
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Aug 7, 2019
Aug 7, 2019 at 4:51 PM UTC
a & a
Cómo expresar este sentimiento? Cómo abandonar mi pasado? Cómo volver al juego Que esta vida me ha desafiado? En mi cabeza conviven mil tormentas distintas Que no me permiten lograr No me permiten gozar Solo quiero deleitarme como otros hacen Solo quiero saber si hay algo mas allá De todo este caos sin fin
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Apr 9, 2020
Apr 9, 2020 at 8:53 PM UTC
Decime cómo
debajo de la almohada una mano, mi mano, que se agranda, se agranda inexorablemente, para emerger, de pronto, en la más alta noche, abandonar la cama, traspasar las paredes, mezclarse con las sombras, distenderse en las calles y recubrir los techos de las casas sonámbulas. A través de mis párpados yo contemplo sus dedos, apacibles, tranquilos, de ciclópeas falanges; los millares de ríos zigzagueantes, resecos, que recorren la palma desierta de esa mano, desmesurada, enorme, adherida al insomnio, a mi brazo, a mi cuerpo diminuto, perdido en medio de las sábanas; sin explicarme cómo esa mano es mi mano, ni saber por qué causa se empeña en disminuirme.
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Nocturno 2