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"encanto" poems
¿Qué es esto? ¡Prodigio! Mis manos florecen. Rosas, rosas, rosas a mis dedos crecen. Mi amante besóme las manos, y en ellas, ¡Oh gracia! brotaron rosas como estrellas. Y voy por la senda voceando el encanto Y de dicha alterno sonrisa con llanto Y bajo el milagro de mi encantamiento Se aroman de rosas las alas del viento. Y murmura al verme la gente que pasa: -«¿No veis que está loca? Tornadla a su casa. ¡Dice que en las manos le han nacido rosas Y las va agitando como mariposas!» ¡Ah, pobre la gente que nunca comprende Un milagro de éstos y que sólo entiende, Que no nacen rosas más que en los rosales Y que no hay más trigo que el de los trigales! Que requiere líneas y color y forma, Y que sólo admite realidad por norma. Que cuando uno dice: -«Voy con la dulzura», De inmediato buscan a la criatura. Que me digan loca, que en celda me encierren, Que con siete llaves la puerta me cierren, Que junto a la puerta pongan un lebrel, Carcelero rudo, carcelero fiel. Cantaré lo mismo: -«Mis manos florecen. Rosas, rosas, rosas a mis dedos crecen». ¡Y toda mi celda tendrá la fragancia De un inmenso ramo de rosas de Francia!
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El dulce milagro
Saudade solta ao vento Na saudade solta ao vento, Tenho amor com encanto. Caminhadas eternas com esplendor, Santificam teu amor… Na vida dos sonhos inacabados, Fado dos meus fados. Sorriso doce e transparente, Ser lindo, impaciente. Sonho sempre sonhado, Amor meu amado. Sentimento do sentido sem lamento, Saudade solta ao vento… Victor Marques
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Dec 12, 2009
Dec 12, 2009 at 6:39 AM UTC
Saudade Solta ao Vento
Quando te conheci… Quando te conheci na noite solidária com o vento, Perdi-me no teu calor, no teu encanto. Quando te conheci teu cheiro me apaixonava, Deixava-me ao teu abandono e mais nada. Quando te conheci, não entendi mas senti, Aumentar o amor e a saudade, O destino não tem amor nem sentido, Tem a fragrância do desconhecido. Te recordo com primazia, Alegria que em mim se sentia, Te conhecer sem apelo nem agravo, Me contento com o futuro e o passado. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:26 AM UTC
Quando te conheci...
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Apr 10, 2014
Apr 10, 2014 at 8:31 AM UTC
Douro Sublime
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Vindima que sempre vem Que regalo é ver estas lindas uvas que serão destinadas a ser pisadas por tantos pés generosos deste povo duriense que nas encostas trabuca com suor no rosto. Depois de tantas canseiras chega a hora da colheita para todos começarem em festa um processo que acabará nos melhores vinhos de Portugal e do mundo. Para haver vindima temos de ter videiras bafejadas pelo sol, acolhidas pelo xisto e amadas pelo homem duriense que não se cansa de as amar e bajular. Este meu Douro é sem sombra de dúvida local privilegiado para a produção deste néctar abençoado por Deus. A videira que Jesus tantas vezes enumerou me faz perceber o universo, a sua diversidade e porque não mesmo a vida depois da morte. Como simples podador o homem corta as vides na esperança de uma boa colheita. Que encanto ver durante seu ciclo o despertar constante de tantos sonhos adormecidos. A videira delicia, rejuvenesce, cresce embalada pelo vento em socalcos e patamares e os rios são seus fiéis companheiros e a seu lado tantas árvores dão as azeitonas da paz e serviram de aconchego no Horto das Oliveiras para Jesus Cristo amar os homens e segredar a Deus seu Pai. Temos orgulho em nossos muros de pedreiros que esculpiram seu próprio fado, eles mudaram os olhares de um Douro mal-amado… Victor Marques
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Oct 6, 2013
Oct 6, 2013 at 2:11 PM UTC
Vindima que sempre vem
Explicar a minha descendência Deitei-me na cama e não consegui encontrar amor para me amar ou até me confortar e dar guarida.    Não preciso de ter a luz acesa para entender a minha descendência.  O Pelourinho centenário que venera  minha casa é um privilégio celeste que Reis terrenos gostariam de ter e poder contemplar....       Nossos antepassados deixarem um pouco deles que perdura para sempre em nossos corações enquanto seres humanos aptos para sobreviver.         As pessoas estabelecem nesta vida laços que seriam impossíveis senão acreditassem que por qualquer razão iriam ser lembrados depois da sua morte. A este pensamento  de lembrar quem docemente amou eu chamo imortalidade.  A minha definição de imortalidade é diferente de todas as outras. A imortalidade depende duma descendência adequada que se manifesta no amor eterno por quem por amor nos deu a conhecer tantas vezes  coisas que pareciam imagens distorcidas de uma realidade que parecia não ser adequada aos nossos antepassados.       Nem sempre todos os seres humanos conseguem perceber a sua genialidade , nem sequer a sua disponibilidade para completar percursos iniciados por seus entes queridos. Ou melhor ainda,  seus descendentes,  seus antepassados....!       Eu vou receber sempre na minha memória,  esses ensinamentos que um dia alguém me ofereceu. Que coisa bonita , que encanto,  que vontade sublime estes meus antepassados tiveram em me fazer acreditar que eu fazia parte de uma geração nobre .   Victor Marques
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Feb 24, 2014
Feb 24, 2014 at 10:50 AM UTC
Explicar a minha descendência
Explicar a minha descendência Deitei-me na cama e não consegui encontrar amor para me amar ou até me confortar e dar guarida.    Não preciso de ter a luz acesa para entender a minha descendência.  O Pelourinho centenário que venera  minha casa é um privilégio celeste que Reis terrenos gostariam de ter e poder contemplar....       Nossos antepassados deixarem um pouco deles que perdura para sempre em nossos corações enquanto seres humanos aptos para sobreviver.         As pessoas estabelecem nesta vida laços que seriam impossíveis senão acreditassem que por qualquer razão iriam ser lembrados depois da sua morte. A este pensamento  de lembrar quem docemente amou eu chamo imortalidade.  A minha definição de imortalidade é diferente de todas as outras. A imortalidade depende duma descendência adequada que se manifesta no amor eterno por quem por amor nos deu a conhecer tantas vezes  coisas que pareciam imagens distorcidas de uma realidade que parecia não ser adequada aos nossos antepassados.       Nem sempre todos os seres humanos conseguem perceber a sua genialidade , nem sequer a sua disponibilidade para completar percursos iniciados por seus entes queridos. Ou melhor ainda,  seus descendentes,  seus antepassados....!       Eu vou receber sempre na minha memória,  esses ensinamentos que um dia alguém me ofereceu. Que coisa bonita , que encanto,  que vontade sublime estes meus antepassados tiveram em me fazer acreditar que eu fazia parte de uma geração nobre .   Victor Marques
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Viendo a Garrik -actor de la Inglaterra- el pueblo al aplaudirlo le decía: «Eres el más gracioso de la tierra y el más feliz...»                                  Y el cómico reía. Víctimas del spleen, los altos lores, en sus noches más negras y pesadas, iban a ver al rey de los actores y cambiaban su spleen en carcajadas. Una vez, ante un médico famoso, llegóse un hombre de mirar sombrío: «Sufro -le dijo-, un mal tan espantoso como esta palidez del rostro mío.»Nada me causa encanto ni atractivo; no me importan mi nombre ni mi suerte en un eterno spleen muriendo vivo, y es mi única ilusión, la de la muerte».-Viajad y os distraeréis.                                               - ¡Tanto he viajado! -Las lecturas buscad.                                           -¡Tanto he leído! -Que os ame una mujer.                                                 -¡Si soy amado! -¡Un título adquirid!                                       -¡Noble he nacido! -¿Pobre seréis quizá?                                           -Tengo riquezas -¿De lisonjas gustáis?                                           -¡Tantas escucho! -¿Que tenéis de familia?                                               -Mis tristezas -¿Vais a los cementerios?                                                 -Mucho... mucho... -¿De vuestra vida actual, tenéis testigos? -Sí, mas no dejo que me impongan yugos; yo les llamo a los muertos mis amigos; y les llamo a los vivos mis verdugos.-Me deja -agrega el médico- perplejo vuestro mal y no debo acobardaros; Tomad hoy por receta este consejo: sólo viendo a Garrik, podréis curaros. -¿A Garrik?                         -Sí, a Garrik... La más remisa y austera sociedad le busca ansiosa; todo aquél que lo ve, muere de risa: tiene una gracia artística asombrosa.-¿Y a mí, me hará reír?                                               -¡Ah!, sí, os lo juro, él sí y nadie más que él; mas... ¿qué os inquieta? -Así -dijo el enfermo- no me curo; ¡Yo soy Garrik!... Cambiadme la receta.¡Cuántos hay que, cansados de la vida, enfermos de pesar, muertos de tedio, hacen reír como el actor suicida, sin encontrar para su mal remedio!¡Ay! ¡Cuántas veces al reír se llora! ¡Nadie en lo alegre de la risa fíe, porque en los seres que el dolor devora, el alma gime cuando el rostro ríe!Si se muere la fe, si huye la calma, si sólo abrojos nuestra planta pisa, lanza a la faz la tempestad del alma, un relámpago triste: la sonrisa.El carnaval del mundo engaña tanto, que las vidas son breves mascaradas; aquí aprendemos a reír con llanto y también a llorar con carcajadas.
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Reír llorando
Viendo a Garrik -actor de la Inglaterra- el pueblo al aplaudirlo le decía: «Eres el más gracioso de la tierra y el más feliz...»                                  Y el cómico reía. Víctimas del spleen, los altos lores, en sus noches más negras y pesadas, iban a ver al rey de los actores y cambiaban su spleen en carcajadas. Una vez, ante un médico famoso, llegóse un hombre de mirar sombrío: «Sufro -le dijo-, un mal tan espantoso como esta palidez del rostro mío.»Nada me causa encanto ni atractivo; no me importan mi nombre ni mi suerte en un eterno spleen muriendo vivo, y es mi única ilusión, la de la muerte».-Viajad y os distraeréis.                                               - ¡Tanto he viajado! -Las lecturas buscad.                                           -¡Tanto he leído! -Que os ame una mujer.                                                 -¡Si soy amado! -¡Un título adquirid!                                       -¡Noble he nacido! -¿Pobre seréis quizá?                                           -Tengo riquezas -¿De lisonjas gustáis?                                           -¡Tantas escucho! -¿Que tenéis de familia?                                               -Mis tristezas -¿Vais a los cementerios?                                                 -Mucho... mucho... -¿De vuestra vida actual, tenéis testigos? -Sí, mas no dejo que me impongan yugos; yo les llamo a los muertos mis amigos; y les llamo a los vivos mis verdugos.-Me deja -agrega el médico- perplejo vuestro mal y no debo acobardaros; Tomad hoy por receta este consejo: sólo viendo a Garrik, podréis curaros. -¿A Garrik?                         -Sí, a Garrik... La más remisa y austera sociedad le busca ansiosa; todo aquél que lo ve, muere de risa: tiene una gracia artística asombrosa.-¿Y a mí, me hará reír?                                               -¡Ah!, sí, os lo juro, él sí y nadie más que él; mas... ¿qué os inquieta? -Así -dijo el enfermo- no me curo; ¡Yo soy Garrik!... Cambiadme la receta.¡Cuántos hay que, cansados de la vida, enfermos de pesar, muertos de tedio, hacen reír como el actor suicida, sin encontrar para su mal remedio!¡Ay! ¡Cuántas veces al reír se llora! ¡Nadie en lo alegre de la risa fíe, porque en los seres que el dolor devora, el alma gime cuando el rostro ríe!Si se muere la fe, si huye la calma, si sólo abrojos nuestra planta pisa, lanza a la faz la tempestad del alma, un relámpago triste: la sonrisa.El carnaval del mundo engaña tanto, que las vidas son breves mascaradas; aquí aprendemos a reír con llanto y también a llorar con carcajadas.
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Corazón gitano y errante Con raíces aéreas sobre el viento Pensante, ingenuo Y  sin dudarlo, pasión en desenfreno Quien hubiera pensado, por fuera Ella fría como un témpano de hielo, Por dentro Esperando ser descubierta con un beso En tan solo minutos Él ya la habría leído como un libro abierto Si fue la ternura Con que la miraba de reojo O la dulce pero cautelosa Forma de hablarle a sus anhelos Las confidencias en horas de madrugada O lo fugaz de un escondido beso Solo podría decir Que tocaba la guitarra como si escuchara el cielo Sus dedos y sus manos Un perfecto juego del destino Y, sin embargo, Estaba la necesidad de ver al otro semi dormido Para darse cuenta Que no de casualidades se construye un laberinto Decir que fue el encanto de su guitarra Lo que la atrapó en sus manos desde el principio
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Jan 7, 2012
Jan 7, 2012 at 2:36 PM UTC
El encanto de su guitarra
Caminhar por entre vales sonolentos,Douro com amor, com encantos.Cachos verdes e sempre maduros,Azeites adocicados e sempre puros.Figueiras e olivais , rochas xistosas,Papoila, e rosas vaidosas.Douro sem vinho no seu leito,Paraíso, teu par perfeito.Pôr do sol no horizonte,Sombra em fresca fonte.Douro nobre ,sempre apaixonado,Douro do meu amor, do meu pecado.Muros que eu amo toda a vida,Cantam uma canção nunca ouvida.Douro sem pipas para transportar,Douro sorridente do teu olhar..Victor Marques
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:00 AM UTC
Douro Com Encanto
O Odor da flor Estou sempre á espera de seu odor, Tão bela é a singela flor, Parece que se entranha na nossa vida, Cheiras a regresso e despedida. Teu encanto a todos consome, Parece seres mulher sem nome, As abelhas te escolhem para em ti poisar, Eu não me canso de te contemplar. Enfeitas casas, jardins, as pradarias, És flor para tantas tristezas e alegrias. Podes ser evento, ou notícia, Teu odor me purifica. Victor Marques
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Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 9:57 AM UTC
Odor da flor
Esta es la noche, la fraterna noche, noche fogosa, noche lustral, noche aladínea: oh Noche en Éxtasis!     De un viaje absurdo mi sér llega transido: destrizado mi espíritu señero; fatigado mi cuerpo que tronchó la borrasca, me magulló el naufragio contra arrecies y rompientes, me amorató el cansancio fustigante, que ensordeció la grita inarmoniosa: por el aduar sombrío topé encendidas las lumbres temblorosas de tu tienda: Ya otra ocasión, oh Noche, canté tu amor sin esperanza...! Canto otra vez al linde de tu tienda, Noche, Noche Morena...!     Tú me darás, oh Noche, el tibio asilo de tu regazo, que perfuman exquisitos aromas: Yo busco tu refugio, oh Noche, oh dulce Noche, Noche ligeia -toda sutil encanto-; oh Noche toda amor, toda supraterrena delicia...!     has de acoger mi espíritu y mi cuerpo férvidos, Noche Elegida:     si a ti me doy, Noche Pura; si en tus brazos y muslos diamantinos me refugio, Noche Amorosa;     si bajo tus constelaciones inextinguibles -oh nébulas de Andrómeda y Orión- mi pobre luz humillo, oh Noche Omnisapiente...!     has de acoger mi espíritu y mi cuerpo, mi corazón, mi sangre, todo mi sér, oh Noche, Noche, Noche Elegida!     Yo te amaré con amor infinito, Noche Eterna;     yo te amaré con amor transitorio, Noche en Fuga;     yo te amaré con seráfico amor, Noche Virgen;     yo te amaré con amor turbulento, Noche en Ascuas;     yo te amaré con amor cerebral, inmaterial, fosforescente, irradiante Noche Metafísica;     bajo la rósea luz de Venus encendida, yo te amaré, Noche Insaciable;     yo te amaré bajo la advocación de la romántica Selene, Noche Diana;     pérfido te amaré, Noche Proclive;     yo tempestuoso te amaré, Noche Vortiginosa;     yo te amaré glacial, Noche Fría;     yo te amaré furtivo, Noche Cauta;     yo te amaré cantando a gritos mi pasión, Noche Desafiante;     tácito te amaré, Noche Muda.     Has de acoger mi espíritu y mi cuerpo, mi sangre, mi corazón, todo mi  sér -únicos-, Noche Unica, Noche, Noche Elegida...!     Yo busco tu refugio, oh Noche, oh pulcra Noche, Noche ligeia -toda sutil encanto-, oh Noche toda amor, toda supraterrena delicia...: Esta es la Noche, la Fraterna Noche, Noche Amante,  Noche Lustral...: mi Noche en Éxtasis...!!
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Fantasía cuasi una sonata
Esta es la noche, la fraterna noche, noche fogosa, noche lustral, noche aladínea: oh Noche en Éxtasis!     De un viaje absurdo mi sér llega transido: destrizado mi espíritu señero; fatigado mi cuerpo que tronchó la borrasca, me magulló el naufragio contra arrecies y rompientes, me amorató el cansancio fustigante, que ensordeció la grita inarmoniosa: por el aduar sombrío topé encendidas las lumbres temblorosas de tu tienda: Ya otra ocasión, oh Noche, canté tu amor sin esperanza...! Canto otra vez al linde de tu tienda, Noche, Noche Morena...!     Tú me darás, oh Noche, el tibio asilo de tu regazo, que perfuman exquisitos aromas: Yo busco tu refugio, oh Noche, oh dulce Noche, Noche ligeia -toda sutil encanto-; oh Noche toda amor, toda supraterrena delicia...!     has de acoger mi espíritu y mi cuerpo férvidos, Noche Elegida:     si a ti me doy, Noche Pura; si en tus brazos y muslos diamantinos me refugio, Noche Amorosa;     si bajo tus constelaciones inextinguibles -oh nébulas de Andrómeda y Orión- mi pobre luz humillo, oh Noche Omnisapiente...!     has de acoger mi espíritu y mi cuerpo, mi corazón, mi sangre, todo mi sér, oh Noche, Noche, Noche Elegida!     Yo te amaré con amor infinito, Noche Eterna;     yo te amaré con amor transitorio, Noche en Fuga;     yo te amaré con seráfico amor, Noche Virgen;     yo te amaré con amor turbulento, Noche en Ascuas;     yo te amaré con amor cerebral, inmaterial, fosforescente, irradiante Noche Metafísica;     bajo la rósea luz de Venus encendida, yo te amaré, Noche Insaciable;     yo te amaré bajo la advocación de la romántica Selene, Noche Diana;     pérfido te amaré, Noche Proclive;     yo tempestuoso te amaré, Noche Vortiginosa;     yo te amaré glacial, Noche Fría;     yo te amaré furtivo, Noche Cauta;     yo te amaré cantando a gritos mi pasión, Noche Desafiante;     tácito te amaré, Noche Muda.     Has de acoger mi espíritu y mi cuerpo, mi sangre, mi corazón, todo mi  sér -únicos-, Noche Unica, Noche, Noche Elegida...!     Yo busco tu refugio, oh Noche, oh pulcra Noche, Noche ligeia -toda sutil encanto-, oh Noche toda amor, toda supraterrena delicia...: Esta es la Noche, la Fraterna Noche, Noche Amante,  Noche Lustral...: mi Noche en Éxtasis...!!
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Transeúnte No vale la pena lo que veo. Las vitrinas las mujeres de pintadas cabelleras los objetos del deseo sus perfumes se alían con el humo del progreso. Aromas de cloaca en las esquinas. Y tus pasos pasajero condenado a transitar estas aceras. Tú te has vuelto a su medida. Transeúnte yo diría que eres uno con ellas. El reloj da la hora incorrecta. Da la hora al transeúnte que bien sabe adonde va aunque ignora para qué él que nace en el engaño él que insiste circulando en la mentira una vez en la grande y después en la pequeña y repetida. Este rostro sin alma ¿sabe acaso a quién sirve? esa boca sin verbo ¿sabe acaso quien la mueve? ¿Transeúnte no lo sabes? ¿Has notado transeúnte tus cadenas? ¿Has oído de la cumbre? ¿Has oído del abismo? ¿Has oído de la fuente del agua de la vida? ¿No la tienes al alcance de la mano? Ya lo sé: la ciudad te ha hecho así la ciudad que eres tú y que soy yo. Aprendiste y la ciudad está contenta. Eres tú lo que aprendiste. ¿Ya no sientes transeúnte tus cadenas? Porque sabes pasajero la vida y la ciudad son más extrañas mucho más de lo que piensas en su caso más llenas de encanto pero también más terribles. ¿No te sientes solitario? Transeúnte ¿me estás escuchando? ¿No te sientes extranjero? Ciudadano si yo te dijera que muy bajo las aceras cubierta por siete cortezas las más duras las más densas allí aguarda la perla en el núcleo de tu alma en el centro de la tierra. Pero dime transeúnte si me entiendes: yo quisiera proponerte hacer un cielo un cielo hacer de estas calles hacer hombres de las bestias de nosotros ciudadanos hacer buscadores de la perla. Yo quisiera hacerte un cielo con mucho silencio a lo más con música de Händel de Vivaldi de Bach o de Corelli. Un cielo sin tanta agitación con calles lavadas por una sonrisa que nunca se aleja. ¿Te entusiasma transeúnte? ¿Hacer oro de la piedra te entusiasma y del círculo un cuadrado y del agua del Mapocho agua de la vida? Nos veríamos cambiados nuestros pasos sanarían las aceras. ¿Un cielo te parece inalcanzable? Un cielo parecido al paraíso. ¿Transeúnte ciudadano pasajero transeúnte te entusiasma mi proyecto?
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Dec 6, 2011
Dec 6, 2011 at 6:03 PM UTC
Transeúnte (XII)
Transeúnte No vale la pena lo que veo. Las vitrinas las mujeres de pintadas cabelleras los objetos del deseo sus perfumes se alían con el humo del progreso. Aromas de cloaca en las esquinas. Y tus pasos pasajero condenado a transitar estas aceras. Tú te has vuelto a su medida. Transeúnte yo diría que eres uno con ellas. El reloj da la hora incorrecta. Da la hora al transeúnte que bien sabe adonde va aunque ignora para qué él que nace en el engaño él que insiste circulando en la mentira una vez en la grande y después en la pequeña y repetida. Este rostro sin alma ¿sabe acaso a quién sirve? esa boca sin verbo ¿sabe acaso quien la mueve? ¿Transeúnte no lo sabes? ¿Has notado transeúnte tus cadenas? ¿Has oído de la cumbre? ¿Has oído del abismo? ¿Has oído de la fuente del agua de la vida? ¿No la tienes al alcance de la mano? Ya lo sé: la ciudad te ha hecho así la ciudad que eres tú y que soy yo. Aprendiste y la ciudad está contenta. Eres tú lo que aprendiste. ¿Ya no sientes transeúnte tus cadenas? Porque sabes pasajero la vida y la ciudad son más extrañas mucho más de lo que piensas en su caso más llenas de encanto pero también más terribles. ¿No te sientes solitario? Transeúnte ¿me estás escuchando? ¿No te sientes extranjero? Ciudadano si yo te dijera que muy bajo las aceras cubierta por siete cortezas las más duras las más densas allí aguarda la perla en el núcleo de tu alma en el centro de la tierra. Pero dime transeúnte si me entiendes: yo quisiera proponerte hacer un cielo un cielo hacer de estas calles hacer hombres de las bestias de nosotros ciudadanos hacer buscadores de la perla. Yo quisiera hacerte un cielo con mucho silencio a lo más con música de Händel de Vivaldi de Bach o de Corelli. Un cielo sin tanta agitación con calles lavadas por una sonrisa que nunca se aleja. ¿Te entusiasma transeúnte? ¿Hacer oro de la piedra te entusiasma y del círculo un cuadrado y del agua del Mapocho agua de la vida? Nos veríamos cambiados nuestros pasos sanarían las aceras. ¿Un cielo te parece inalcanzable? Un cielo parecido al paraíso. ¿Transeúnte ciudadano pasajero transeúnte te entusiasma mi proyecto?
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Deus, Nossa Senhora e Santo António Acredito em Deus com amor, convicção, Rezo com a fé do coração. Na estrada da vida e da sorte, Deus nos dá a vida e a morte…. Virgem Maria, eterna Mãe e companhia, Me iluminas com luz resplandecente, Durante a noite e o dia, Hoje, amanhã e sempre. Santo António, de Padova , Lisboa saudosista, Dos doutores Deus te abençoo, Amor do Teu Deus te santificou, Doutor celestial meu predilecto, És meu Santo com afecto…. Tua linda catedral, Te toquei com encanto divinal, És santo com doce ternura, Tudo por ti tem cura… Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 9:21 AM UTC
Deus, Nossa Senhora e Santo António
Seus cabelos, ondas escuras na noite, Seus olhos, um mistério que não posso desvendar, Ela caminha entre os vivos e os mortos, E eu a sigo, perdido em seu encanto sombrio. Seu toque é o frio da meia-noite, Sua presença, um tormento doce, Cada passo que ela dá me arrasta, Mais fundo em um labirinto de solidão. Pois ela é a musa de meus pesadelos, A personificação do desejo que me destrói, E eu, um tolo, danço na borda do abismo, Fascinado por sua escuridão eterna.
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Aug 31, 2024
Aug 31, 2024 at 11:35 AM UTC
Sombra na Escuridão
¡Y pensar que pudimos no habernos conocido! ¿No meditas cuán buena nuestra fortuna ha sido para que al fin estemos uno del otro al lado, para que seas mía, para ser yo tu amado? «El uno para el otro nacimos...» Así dices. Pero ¡qué coincidencias para ser tan felices! Antes de que en la vida, con un amor profundo, la suerte unido hubiera tu corazón al mío -siendo el tiempo tan largo, siendo tan grande el mundo-; vivimos separados, solos, con hondo hastío… ¡Y pudimos entonces, por capricho del hado, en el haz de la tierra no habernos encontrado! ¿No has pensado, en el arduo sendero recorrido, en los peligros graves y azares que ha corrido nuestra dicha -esa dicha, manantial de ilusiones, que el mundo entero ahora nos hace ver hermoso- cuando el uno hacia el otro, con poder misterioso, gravitaban callados nuestros dos corazones? ¿No sabes que ese viaje no tenía certeza, el viaje hacia una noche por mí no presentida, de que un capricho apenas o un dolor de cabeza han podido apartarnos para siempre en la vida? Nunca te había dicho, ¡cosa muy rara!, que cuando por vez primera te vi, no me fijé en que eras tú bonita; lo digo francamente: te miré aquella noche con aire indiferente. Con su risa, tu amiga mi tedio distraía; fue más tarde cuando ambos cruzamos la mirada, y si algo sentí entonces que hacia ti me atraía, tú no lo comprendiste… Mas no me atreví a nada. Si esa noche tu madre te hubiera conducido más temprano a su casa, ¿qué habría sucedido? ¿Y si el rubor no hubiera de pronto, cuando el manto te coloqué en los hombros, a tu rostro subido? Porque ésa fue la causa de todo lo ocurrido. Aquella noche, aquélla de inolvidable encanto, un retardo cualquiera, cualquier inconveniente que en ese viaje hubiera surgido de repente, esta embriaguez de ahora ninguno sentiría, ni este placer sin nombre que absorbe nuestra mente. En mi alma, que es otra, tu amor no existiría, ¡y tu vida, en mi vida nada… nada sería! Corazoncito mío, que me apartas lo triste de la vida, y alegras con luz mi porvenir… Pienso en aquellos días cuando enferma estuviste y creíamos todos que te ibas a morir.
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Casualidad
¡Y pensar que pudimos no habernos conocido! ¿No meditas cuán buena nuestra fortuna ha sido para que al fin estemos uno del otro al lado, para que seas mía, para ser yo tu amado? «El uno para el otro nacimos...» Así dices. Pero ¡qué coincidencias para ser tan felices! Antes de que en la vida, con un amor profundo, la suerte unido hubiera tu corazón al mío -siendo el tiempo tan largo, siendo tan grande el mundo-; vivimos separados, solos, con hondo hastío… ¡Y pudimos entonces, por capricho del hado, en el haz de la tierra no habernos encontrado! ¿No has pensado, en el arduo sendero recorrido, en los peligros graves y azares que ha corrido nuestra dicha -esa dicha, manantial de ilusiones, que el mundo entero ahora nos hace ver hermoso- cuando el uno hacia el otro, con poder misterioso, gravitaban callados nuestros dos corazones? ¿No sabes que ese viaje no tenía certeza, el viaje hacia una noche por mí no presentida, de que un capricho apenas o un dolor de cabeza han podido apartarnos para siempre en la vida? Nunca te había dicho, ¡cosa muy rara!, que cuando por vez primera te vi, no me fijé en que eras tú bonita; lo digo francamente: te miré aquella noche con aire indiferente. Con su risa, tu amiga mi tedio distraía; fue más tarde cuando ambos cruzamos la mirada, y si algo sentí entonces que hacia ti me atraía, tú no lo comprendiste… Mas no me atreví a nada. Si esa noche tu madre te hubiera conducido más temprano a su casa, ¿qué habría sucedido? ¿Y si el rubor no hubiera de pronto, cuando el manto te coloqué en los hombros, a tu rostro subido? Porque ésa fue la causa de todo lo ocurrido. Aquella noche, aquélla de inolvidable encanto, un retardo cualquiera, cualquier inconveniente que en ese viaje hubiera surgido de repente, esta embriaguez de ahora ninguno sentiría, ni este placer sin nombre que absorbe nuestra mente. En mi alma, que es otra, tu amor no existiría, ¡y tu vida, en mi vida nada… nada sería! Corazoncito mío, que me apartas lo triste de la vida, y alegras con luz mi porvenir… Pienso en aquellos días cuando enferma estuviste y creíamos todos que te ibas a morir.
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Canção Do Verbo Encarnado *** Minha geração foi assim, começou pelo quando e acabou pelo fim. O amor escorreu pelos cantos e quando cantamos a canção do amor armado, Thiago de Melo estava em Berlim mergulhado no verde dos olhos da alemãzinha da ACNUR , nossa orquestra saiu de cena e nossa guerra de guerrilhas acabou no maior calor... O suor que expelia seu odor era o suor frio dos tiranos nos porões mórbidos da ditadura executando nossos irmãos. O ar jazia cheio de sangue e nós estávamos congelados nas câmaras de gás dos IMLs. Vínhamos de todos os lados, desde os vales profundos do Ribeira, das chapadas mais íngremes do Araguaia ou dos guetos subumanos da urbe. Éramos nós o odor de fumaça que agredia as narinas alheias com a catinga de carne queimada. Éramos nós o encanto das canções de protesto cantadas na avenida com euforia para engendrar os projetos do futuro, como somos nós os ignorados da história, os estranhos os comícios, a cadeira vazia das reuniões oficiais, pois somos nós que chegamos e partimos sem ninguém saber quem somos e que vamos lá adiante, distantes da balburdia alienante e quando vós menos esperais somos nós que nos imolamos às vossas portas contra a apatia com que nos matais. Como todos vós podeis ver, a minha geração é assim: começa pelo quando e acaba pelo fim, mas não fica à toa na vida pro seu amor lhe chamar e ver a banda passar tocando coisas de amor... ***
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Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 12:30 AM UTC
Canção Do Verbo Encarnado * Antonio Cabral Filho - Rj/Brasil
I hope you know that this is foreign land. I hope you know that when the men and women of home told me, “You are a fool to dream”, I grew to despise their voices. That when they told me travel was ludicrous, black was sin, and I a devil because I was a 12 year old autistic child, I grew to despise their land. It was not my land, I’d say. It was theirs. It was their rotting green, their putrid sand, La Isla Del Encanto. I hope you know that this is foreign land. I hope you know that when I left the Island, I left that house. It was all I knew; the house, el pueblo. The men who saw me with hungry eyes. The moriviví sprouting from the wood. The church whose women scorned me. The grave my father slept in. I hope you know it was a terrible thing, the bone thrown at me, the thing I had to eat because nobody knew to give me meat. Marrow. The only love I’ve ever known. You must know. This is foreign land. This place you call free, this place with flag blood-stained and heavy. This place I cannot seem to breathe in, where I cannot sit without first buying coffee even if my voice cannot come out, where my head is wanted because my mind is a darkened white, my skin is muddied by race, my eyes are black, black like your wood deer and owl– and I hear the voices of the men and women from home who learned from the white man to say— black is sin. My skin was made to be loved by the sun, my nails were grown from the bark of the tree en los montes. I am carved from the stories my teacher told me of los Taínos, and slashed with the lesson that Cristobal Colón was a man to be celebrated. I hope you know your land is foreign. I hope you know your flag is bloodied. I hope you know that when I stand on your soil, my body knows it is not free.
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May 18, 2019
May 18, 2019 at 4:13 PM UTC
Foreign Land
I hope you know that this is foreign land. I hope you know that when the men and women of home told me, “You are a fool to dream”, I grew to despise their voices. That when they told me travel was ludicrous, black was sin, and I a devil because I was a 12 year old autistic child, I grew to despise their land. It was not my land, I’d say. It was theirs. It was their rotting green, their putrid sand, La Isla Del Encanto. I hope you know that this is foreign land. I hope you know that when I left the Island, I left that house. It was all I knew; the house, el pueblo. The men who saw me with hungry eyes. The moriviví sprouting from the wood. The church whose women scorned me. The grave my father slept in. I hope you know it was a terrible thing, the bone thrown at me, the thing I had to eat because nobody knew to give me meat. Marrow. The only love I’ve ever known. You must know. This is foreign land. This place you call free, this place with flag blood-stained and heavy. This place I cannot seem to breathe in, where I cannot sit without first buying coffee even if my voice cannot come out, where my head is wanted because my mind is a darkened white, my skin is muddied by race, my eyes are black, black like your wood deer and owl– and I hear the voices of the men and women from home who learned from the white man to say— black is sin. My skin was made to be loved by the sun, my nails were grown from the bark of the tree en los montes. I am carved from the stories my teacher told me of los Taínos, and slashed with the lesson that Cristobal Colón was a man to be celebrated. I hope you know your land is foreign. I hope you know your flag is bloodied. I hope you know that when I stand on your soil, my body knows it is not free.
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Con él su vida entera coincidía, Toda promesa y realidad iguales, La mocedad austera vuelta apenas Gozosa madurez, tan demoradas Como día estival. Así olvidaste, Amando su existir, temer su muerte. Pero su muerte, al allegarle ahora, Calló la voz que cerca nunca oíste, A cuyos ecos despertaron tantos Sueños del mundo en ti nunca vividos, Hoy no soñados porque ya son vida. Cuando para seguir nos falta aliento, Roto el mágico encanto de las cosas, Si en soledad alzabas la cabeza, Sonreír le veías tras sus libros. Ya entre ellos y tú falta de sombra, Falta su sombra noble ya en la vida. Usándonos a ciegas todo sigue, Aunque unos pocos, como tú, os digáis: Lo que con él termina en nuestro mundo No volverá a este mundo. Y no hay consuelo, Que el tiempo es duro y sin virtud los hombres. Bien pocos seres que admirar te quedan.
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In memoriam a.g.
Me he entregado a su devoción, y al encanto de sus manos. He sido el canvas que siempre está en blanco, y a su disposición. Le canto en las noches, y se las enmarco en un beso. Colecciono atardeceres, y sus sonrisas. Mi alma baila la pieza que lleva tu nombre Le cuento las pecas, y le pinto los gestos. Dulce martirio que es el vivir alucinando contigo Amarte va más allá de prevalecer con cordura. Y es que ¿Cómo podría pedirle a la luna que solo iluminara mi camino? ¿Dominar el espíritu libre del mar? ¿Decirle al viento que solo revuelque mi cabello? Solo los cuerdos exigen esas cosas. Yo lo quiero rebelde, de colores, egocéntrico. Así que, quédese. Sumérjase en mí. Aunque lluevan gritos, y el sol se caiga. Que lo que le puedo prometer, Es un pedazo de alma más puro que el agua.
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May 31, 2015
May 31, 2015 at 12:09 AM UTC
Más puro que el agua.
Verte salir de lo sombrío , dice que soy un terremoto y lo sacudo. me gusta el olor a tu piel y a cigarrillo , y sentir tu mano por mi espalda . tus caricias tienen la presión exacta, tu locura combate la monotonía y deja que nos enredemos en el encanto. las cuerdas de guitarra rasgan los sentidos y entre música se impregna mi insania . Me gusta tocarte hasta los huesos ,sentir su dureza hasta prenderme de ellos. Entre drogas , noches , y dulces arrazamos con esta ciudad entre los dos.
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May 7, 2013
May 7, 2013 at 10:25 PM UTC
ÉL.
Folhas Pedacinhos de folhas esverdeadas, Folhas secas de Outono amareladas. Fogem de suas árvores fustigadas, Folhas húmidas, abandonadas… Folhas maltratadas pelo vento, Apodrecem com encanto. Folhas das videiras multicolores, Folhas escritas para teus amores. Folhas que se perdem num tempo, Folhas com e sem pensamento. Folhas lindas ao entardecer, Folhas anónimas para ler… As folhas morrem cheias de pureza, Exalam o perfume da mãe natureza. Folhas parecidas, redondas e triangulares, Folhas nas tristezas e nos olhares. Victor Marques
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Oct 22, 2013
Oct 22, 2013 at 5:04 AM UTC
Folhas
S. Martinho Os sonhos que se sonham acordados, Altares de santos beatificados. Amargos de boca, leitos maltratados, S. Martinho quero beber o vinho com prazer, De manhã até ao anoitecer, Afogar mágoas e pecados. Desde pequeno que ouço falar de Ti, Com bom vinho o povo ri…! Vinho maduro por Ti e DEUS abençoado, Vinho da mesa de Jesus crucificado… Paixão de degustar e bem apreciar, Perder – me no encanto de o decantar. Castanhas e vinho todo bebido, S. Martinho alegre e divertido. Victor Marques
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Nov 6, 2012
Nov 6, 2012 at 2:18 PM UTC
S. Martinho
Todo amor nuevo que aparece nos ilumina la existencia, nos la perfuma y enflorece. En la más densa oscuridad toda mujer es refulgencia y todo amor es claridad. Para curar la pertinaz pena, en las almas escondida, un nuevo amor es eficaz; porque se posa en nuestro mal sin lastimar nunca la herida, como un destello en un cristal. Como un ensueño en una cuna, como se posa en la rüina la piedad del rayo de la luna. como un encanto en un hastío, como en la ***** de una espina una gotita de rocío... ¿Que también sabe hacer sufrir? ¿Que también sabe hacer llorar? ¿Que también sabe hacer morir? -Es que tú no supiste amar...
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El amor nuevo
¡Oh mi Musa! ¡Oh mi novia! ¡Oh mi pálida amada! Cuando el pesar mi corazón agobia, Como aurora me alumbra tu mirada. Del alma tú naciste, Creada en un delirio; Te di griego perfil, mirada triste, Cabellos rubios y color de lirio. Cuando tu pie se mueve Y a mí llegas en calma, Parece que vinieras de la nieve Y demandaras el calor de un alma. Indefinible encanto Hay en tu rostro impreso. Calla en mi alma del amor el canto, Muere en mis labios el ardiente beso. Siempre a mi voz respondes, Y a mí estás tan unida Que ni misterios en tu pecho escondes Ni hay para tí secretos en mi vida. Cuando a mi lado veo Tu faz radiante y bella, No me enciende la llama del deseo: Mi amor es rayo de lejana estrella. Llegas a mí sin ruido En noches estrelladas, Y tu mano en mis manos, al oído Me refieres leyendas y baladas. Y el paseo emprendemos Al rayo de la luna; Y cantando al compás de nuestros remos Bogamos en la diáfana laguna. En selvas rumorosas Te oigo historias secretas: Lo que sueñan las vírgenes hermosas, Lo que sueñan los pálidos poetas. A los silfos dormidos Tú, trémula, apostrofas, Y surgen de los cármenes floridos, Cual mariposas blancas, las estrofas. Y en castillos feudales, De góticas arcadas, Me narras los torneos medioevales Y cuentos de princesas encantadas. Mi Musa es Musa casta, Musa con aureola: Como su amor a mi ternura basta Reina en mi pecho, inmaculada y sola. ¡Oh novia sin engaños! ¡Oh Musa soñadora! Di siempre la canción de los veinte años En el fondo del alma que te adora.
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Mi musa
¡Oh mi Musa! ¡Oh mi novia! ¡Oh mi pálida amada! Cuando el pesar mi corazón agobia, Como aurora me alumbra tu mirada. Del alma tú naciste, Creada en un delirio; Te di griego perfil, mirada triste, Cabellos rubios y color de lirio. Cuando tu pie se mueve Y a mí llegas en calma, Parece que vinieras de la nieve Y demandaras el calor de un alma. Indefinible encanto Hay en tu rostro impreso. Calla en mi alma del amor el canto, Muere en mis labios el ardiente beso. Siempre a mi voz respondes, Y a mí estás tan unida Que ni misterios en tu pecho escondes Ni hay para tí secretos en mi vida. Cuando a mi lado veo Tu faz radiante y bella, No me enciende la llama del deseo: Mi amor es rayo de lejana estrella. Llegas a mí sin ruido En noches estrelladas, Y tu mano en mis manos, al oído Me refieres leyendas y baladas. Y el paseo emprendemos Al rayo de la luna; Y cantando al compás de nuestros remos Bogamos en la diáfana laguna. En selvas rumorosas Te oigo historias secretas: Lo que sueñan las vírgenes hermosas, Lo que sueñan los pálidos poetas. A los silfos dormidos Tú, trémula, apostrofas, Y surgen de los cármenes floridos, Cual mariposas blancas, las estrofas. Y en castillos feudales, De góticas arcadas, Me narras los torneos medioevales Y cuentos de princesas encantadas. Mi Musa es Musa casta, Musa con aureola: Como su amor a mi ternura basta Reina en mi pecho, inmaculada y sola. ¡Oh novia sin engaños! ¡Oh Musa soñadora! Di siempre la canción de los veinte años En el fondo del alma que te adora.
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Madrugada dispersa …sin esencia Ella llegó a mi vida robándola… cuando al fin no la necesito Aunque ningún ser trate de vivir …sin esencia Evolucioné de repente me transformé en un ser definido inmune… a cualquiera de los problemas Oscuros obstáculos que se alejan cuando voy tras de ti tratando de asimilar el estilo de tu hurto Miradas vacías que me enloquecen demasiado robando cada pedazo del pasado que capturas con tu encanto Tarea fácil para usted ladrona Que perturba mis amaneceres llevándose todo mi sueño llevándose todo aquello que me deja vivir ahora Siguiendo con ella …robándose la esencia
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Jul 22, 2010
Jul 22, 2010 at 8:51 AM UTC
Le voleur de mon essence