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"chama" poems
Comboio do Destino Não sei que fogo me aquece, Não sei que chama me alumia, Sinto que algo me fortalece, Esperança de algo que perdia. Num comboio bastante maltratado, Sinto um sentimento forte, Viajo um presente já passado, Destino ou minha sorte. O comboio começa a andar, Nem vai depressa, nem devagar, Colinas verdejantes, belas paisagens, Para trás ternas imagens. Palavas com cisnes eu te vi, A sonhar eu adormeci. No comboio do destino estou sem demora, Vou acordar com a brancura da aurora. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 9:33 AM UTC
Comboio do Destino
Amor meu que só tu sentiste, Infância rude e atribulada. Arca de Noé naufragada, Ambições dum menino triste. Viagens que se perdem num labirinto, maltratado pelas ocas canseiras. Aventuras passageiras, Coisas que eu sinto. Trago na alma uma acesa chama, Areias que o sol não queimou, Mares que sua brancura o vento lavou, Sinónimo de quem ama. Victor Marques
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Oct 19, 2010
Oct 19, 2010 at 9:47 AM UTC
Mares que a sua brancura o vento levou.
O mar dos poetas Sereias do mar em que eu acredito, Ilhas do oceano pacifico, Noites que dormem em mim, Cavalgadas no horizonte sem fim. Escravizados pela monotonia que nos engana, Faróis que alertam os desprevenidos, O azul do mar que nos chama, Poema dos poetas esquecidos. A liberdade dos versos meus, Ondas brancas com espuma, Linhas azuis de coisa alguma, O mar e Deus. Cemitérios dos poetas sem nome, Barcos sem velas içadas, Imensidão que abraça e consome, O mar, os poetas e suas cavalgadas. Victor Marques
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Jan 17, 2012
Jan 17, 2012 at 11:39 AM UTC
O Mar dos Poetas
Eu disse que você ficava linda com aquele óculos pink; você não acreditou, extravasou, de mentirosa me chamou. Disse que sua bota amarela caía muito bem com o chapéu verde limão; você começou a usar apenas cinza, ranzinza. Que sua lingerie bege contrastava bem com o tom escuro de sua pele; você apareceu com um sutiã vermelho, rendado, ao banal destinado. Disse que seus pelos ficavam engraçadinhos arrepiados no frio; você podou todos, rodou, virou, trocou. Minha paixão a transformou chama apagada de desilusão. Eu disse sim, ela disse sim não sim, cala a boca, vamos comprar feijão. Amava sua breguice, não se contentava com a mesmice. Voltaria no tempo revê-la pela primeira vez, na praça na noite de natal, de vermelho e avental, blusa estampada com um neandertal, metendo moral no ******* maioral. Ah, que visão surreal. Ali eu te amei. Ali eu te beijei.
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Nov 15, 2016
Nov 15, 2016 at 11:23 PM UTC
Vestido aveludado e plataformas transparentes
Diz me quem és tu…. Suave com temperamento tempestivo, Doce como a noite á rebeldia, Terna como a luz do dia, És chama para quem suspiro e vivo. Insatisfeita com tua beleza, Fazes o céu ser teu pretendente, A lua teu amante, E eu perdido no amor á natureza. Amas teus pais com laços, Ao acaso dás e pedes abraços, Tens sentimentos só teus e muitos ternos, Te perdes nos serões secos e amenos. Gestos simples de quem é devota, Amar a flor que sempre brota, Quem és tu melodia erudita, Água pura que purifica… Victor Marques
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Apr 8, 2013
Apr 8, 2013 at 5:01 AM UTC
Diz me quem és tu...
Pedaços de Vida A vida é boa enquanto não acaba, A vida é muito larga, Viver é bom, um pouco imprudente, Viver é vencer e cair de repente. Viver é o dia-a-dia somente, A vida é bela mas amarga. A vida tem uma beleza eterna e sublime, Viver é ser sempre firme. A vida faz-se do erro, da desilusão, A vida o amor e a devoção. Que tristeza eu enfrento, Frutos do meu pranto. A simples escrita dum poema, Lume com e sem chama, A vida é de quem ama. Victor Marques
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Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:58 AM UTC
Pedaços de Vida
Após um ano desde escrevi aqui pela ultima vez, notei a imensa e, acima de tudo, mais profunda mudança no que eu poderia chamar de ego. Ache uma personalidade para promover, uma própria. Promova essa personalidade. Além do mais, eu nunca estive tão feliz e nunca, em toda a história da minha vida, aconteceu tanto quanto nesse ultimo ano. Encontrei enquanto tentava não me perder, a feiticeira que me aparou antes que eu caísse. A caldeira que eu incendiaria até que minha chama acabasse. E lhes conto que ninguém pode ensinar o que é a liberdade. Bem vindos ao paradoxo. Embora não possa dizer que rompi a gaiola que nos toma àquilo de onde viemos, consegui enxergar através. E é muito confortável, poder sentir o pássaro que voa além da gaiola dormindo no meu peito.
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Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 11:03 PM UTC
Feliz ano novo!
Carmelita and Maria burn with sorrow dressed as anger; fire in their black-diamond eyes, hot enough to scald tears before they roll down the brown lands of their faces. Both quiver like chamisa in the dry wind but the pride of long-suffering roots will not concede to any withering wind. Carmelita and Maria are born of the same stubborn stone as the ageless mesas around Coyote, though pain carves arroyos in their souls. As even the desert Rio Chama overflows when the thirsty earth cannot drink the rainstorm fast enough and brings flowers in sand, Carmelita and Maria will not admit it, not to one another or to themselves, but both long for the desert inside them to blossom after the winter, to be the sun, each to the flower that is the other.
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Sep 24, 2016
Sep 24, 2016 at 2:59 PM UTC
El Fuego
Dança à chuva nas lágrimas que jamais vais poder suster. Tira da terra os nutrientes para o teu eu interior. Acende uma chama para que possas ver o caminho. Sente o vento para desfrutares da liberdade da vida. Para que possas conhecer o Espírito “vive” os elementos e vive a vida em harmonia. Conheces o Espírito?
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Jan 26, 2013
Jan 26, 2013 at 6:26 PM UTC
O Espírito
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
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Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
I said I love you in the rain I said I love on the train I said I love you over and over again and again Till I turned blue from pain
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Nov 4, 2014
Nov 4, 2014 at 8:13 PM UTC
Como uma borboleta atraida pela chama ( Like a moth to a flame )
Ó morte! O silêncio de tua voz me é tortura, Pois suspiraste em chama tão cedo Colhendo de desesperança, o medo E secando fontes de virtude em tua bravura Ó morte! Por que recolhe tua graça obscura Quando nutre interna, minh'alma em segredo? Por que fazes-me ardilosa, teu lume enredo, Quando aviva-me o desejo de unção tão pura? De eras tortuosas, tece-me piedoso dilema Neste espírito breve, de impetuosa e extrema Flor desatada e imprudente E eriçam minhas razões para que a tema Mas bem sei que és gentil! Pois, da paz amena És tu quem guardas os tesouros eminentes
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Sep 27, 2017
Sep 27, 2017 at 10:06 PM UTC
Paisagens de Primavera - I
Na visão lúgubre dos trigais Subiram pássaros negros aos milhares Suspendendo voos frenéticos diante a tais E ensurdecendo alvoreceres aos seus cantares De tal assombro, vislumbrei jamais Um abismo obscuro aos puros ares, A desaguar despercebidas sombras imortais Desprendendo as primaveris cores luminares – Vertigem sóbria, encravo de delírio, Este céu que se expõe é engano, Cuja chama esplendorosa é terror tirano Como condena-me surdo martírio! Não são campos aprazíveis, é pavor inumano É nuvem sem primor, é o amanhecer arcano
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Nov 14, 2017
Nov 14, 2017 at 1:20 PM UTC
Paisagens de Primavera - Os campos e os pássaros negros
she's sweet as a doughnut if she grew sour i still would condone her girl on the move and I never could zone her she's somethin special se chama besondere ich bin tr(ee)lingue i speak like a stoner talkin bout love please don't ruin the moment she hears my voice and she knows that I'm flowin she sees my feet and she knows where I'm goin this could be magic i know that you know it we could be magic i know that you know it
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Jan 4, 2018
Jan 4, 2018 at 11:18 AM UTC
magic
Quando acordo e penso em tudo que o mundo tem, Me reconcilio com o vento que vem .! Me engano a mim mesmo e a mais ninguém, No mundo abençoados os dias sempre serão, Acolho a noite e a sua sedutora escuridão... O mundo de estrelas cintilantes e brilhantes no meu céu, Velas de paz que se perdem no além. Quando penso no mundo da tristeza, guerra e xenofobia, As flores florescem sem o aroma, sem alegria! Os seres humanos nascem desprotegidos e sempre nus, Para a vida que os chama e por caminhos cruzados os conduz. Parece que o  mundo não quer morrer com tua alma viva, Tudo se transforma  e no universo as galáxias componentes do meu mundo organizadas como organismos ficam à deriva. O mundo temporal que nos rodeia  aparece e desaparece, Com ou sem magia de quem  o ama e conhece. Deixai o mundo ser feliz com aquilo que lhe foi destinado, Amar o seu céu,  o seu rio de água doce e seu mar sempre salgado. Deixai que haja salgueiros verdes e campos em flor, Que o mundo seja repleto de coisas,  gentes e amor...
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Jan 16, 2024
Jan 16, 2024 at 3:51 PM UTC
Quando penso no mundo e tudo o que ele tem
dança à chuva das lágrimas que jamais vais poder suster. tira da terra os nutrientes para o teu eu interior. acende uma chama para que possas ver o caminho. sente o vento para desfrutares da liberdade da vida. para que possas conhecer o espírito “vive” os elementos e vive a vida em harmonia. conheces o espírito?
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Feb 26, 2015
Feb 26, 2015 at 5:13 PM UTC
O Espírito
No one’s ever gone until forgotten Their memory etched like words in stone —canyons to remind (Chama New Mexico: January, 2019)
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Jan 30, 2021
Jan 30, 2021 at 1:22 PM UTC
Mesa Verde
A chama quebrada e cacos queimados A água amassada e papéis ensopados O vento pisado e calçadas voláteis A terra tristonha e homem seco
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Apr 21, 2018
Apr 21, 2018 at 9:07 PM UTC
Elementos
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Ontem começou a chover e eu logo já comecei meu ritual, agradeci e coloquei minhas pedras pra receber essa energia forte da chuva, tinha até raios e trovões pra lapidar. Porque o cheiro de chuva e terra molhada é tão bom? Vi uma matéria dizendo que deram um nome pra esse cheiro, chama-se Petrichor, do grego petros- pedra e ichor - o fluido que passa pelas veias dos deuses... Bem definido, pois era exatamente o que eu e minhas pedras precisávamos para aquele momento. O aroma de ozônio que os raios e trovoadas emitem com as descargas elétricas nos traz uma sensação de pureza, pois de certa forma essas substâncias limpam o ar. Essa pesquisa sobre o cheiro me caiu muito bem, logo em seguida eu sentei na cama e me permiti absorver os fluidos das deusas, sim as deusas fazem mais sentido para mim, devido a uma longa ligação com meu sagrado feminino e ainda uma tentativa de me entender com o sagrado masculino rs. Então quando senti que já estava ciente daquele cheiro tão bom e que a energia já havia fluído, meu olfato foi se acostumando e naturalizando toda aquela sensação intensa.
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Jan 26, 2019
Jan 26, 2019 at 12:02 PM UTC
Eu peço que caia devagar
Sem tempo nem medida me perco no seu sentido, Algo que tudo transcende, Chama que sempre acende, Eterno recomeço vivido. Eternidade sem piedade e do, Cinzas feitas po. Não tens princípio nem fim, Só Deus sabe porque és assim. O teu início se completa em tudo que morre ou acabe, Eternidade da vida, dos sentidos, de quem não sabe, Dragões que mordem sua cauda, Seja na terra,  céu ou na água. Eternidade que parece tua fé em tua alma, Que sem começo, nem fim se salva. Deus é a Eternidade imutável e sempre presente, Que existe hoje e para todo o sempre. Victor Marques Eternidade, Deus, morte ,vida
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Apr 18, 2023
Apr 18, 2023 at 11:39 AM UTC
ETERNIDADE
O meu amor é uma flor azul Que decidiu florir no meu peito. Dança embalada na magia da noite E chama por ti. Não posso impedir que ela cresça, Se ela assim o quiser. Admiro esta visão encantadora E ela cresce... à velocidade de um olhar. E porque haveria eu De impedir algo   Tão lindo   E tão natural? Não o faço. O meu amor é uma flor azul Com pétalas tão frágeis, como eu Um caule que ainda não ganhou raízes na Terra. E lá se vai ela segurando. O meu amor é uma flor azul Que precisa de ser cuidada, Regada com carinho, só o suficiente Para que possa crescer forte. E lá vai ela sendo regada... O meu amor é uma flor azul Aberta no meu peito. Tão mas tão perto do coração Que quase bate com ele. E ainda chama por ti... Mas não vens… O meu amor é uma flor azul. Duas pétalas caíram com o tempo E sorriram em conjunto Ao secar neste mesmo chão que partilham. O meu amor é uma flor azul. E não lhe tocas, nem lhe cantas Não a convidas para uma última dança. E bem sabes que ela só chama por ti... O meu amor é uma flor azul Que tento manter viva no peito. Mas ela fraqueja Treme tanto com o som do vento. E lá vai ela balançada num suspiro... O meu amor é uma flor azul Que te ofereço E tu rejeitas. Quero cuidar dela Mas não posso. Bem sabes que ela só chama por ti. E esta linda flor azul… Um dia terei de a arrancar   Para que ela não me mate a mim. Nesse dia morrerão Todas as flores do meu jardim.
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Mar 4, 2022
Mar 4, 2022 at 8:42 AM UTC
O meu amor é uma flor azul
eu sempre começo e paro e recomeço. então paro. perco água que sai da boca e tento explicar. daí esqueço aquela palavra. como era mesmo que chama? burra. tu é mesmo muito burra. eles todos dizem com palavras e entonações bonitas: vai ficar tudo bem. mesmo que nada esteja bem. não consigo escrever direito. burra. como era mesmo aquela palavra? se eles lerem, vão ler rápido. ninguém vai notar. será que vão entender? duvido. todo tempo a respiração pesada. preciso prolongar essa frase. ou será que ela já tá muito comprida? pedem calma. vai ficar tudo bem. não parece. sempre acho que vai ter um final em algum momento. a gente espera o sinal, mas no fundo sabe que ele não existe. parece tão seco. como é a palavra mesmo? não sei.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:53 PM UTC
não sei
cada véu de fumaça que sopro dessa minha boca e que se perde no meio do ar e some. é só mais uma preocupação dentre outros véus que fogem sobre os dentes e a gengiva e a garganta que fica seca porque esquece de engolir saliva daí o coração bate devagar e vai sossegando aquele palpitar visível no antebraço. cada vez mais calma. mais calma. calma. agora os olhos semicerrados encaram a tela branca. um bela cena de enforcamento por causa de amor perdido passa na tela. isso se chama poesia visual. há uma representação ali. a calma. pegou no sono e perdeu o fim do filme.
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Apr 15, 2018
Apr 15, 2018 at 10:15 PM UTC
fumo