"acordado" poems
Penso um pouco
Problemas surgem a qualquer momento,
Alguns rápidos como o vento,
Ninguém diga que é rico ou feliz,
Somos aquilo que Deus quis.
O homem como ser consciente,
Esquece passado, forja presente,
Falsas regras de corruptas instituições,
Homem simples sem condecorações.
Mundo que se deixa para trás,
Falta amor e também paz,
Lençóis soltos ao vento,
Sou eu e o meu pensamento.
Não ser ninguém, ter memória,
Alma branca como a aurora,
Sonhador dum mundo mais perfeito,
Acordado sinto meu peito.
Victor Marques
Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 3:07 AM UTC
Os Nossos sonhos e o amor que existe em nós
Os nossos sonhos são elos, alegria, tristeza,
Vagueiam sem cultos e com beleza,
O céu meu refúgio espiritual,
Descanso eterno e fatal.
A vida madrasta do que é perfeito,
Sonhar deitado no nosso leito,
Perdem-se com os dias, desvanecem,
Renascem com o amor que os adormece.
Sonhar alto com amor sem sentido,
Sonhar acordado, vestido, despido.
Tocar os vidros da janela que abriste,
Sonho velho que já partiste…
Victor Marques
Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 1:00 PM UTC
Durmo na noite eternamente
Deixar atrás de si amigos,
Viver no meio de perigos,
Certezas nem sempre certas,
Caminhadas por entre tojos e giestas.
Deixar para trás sonhos esquecidos,
Pernoitar ao luar com teus amigos,
Viver com esplendor a vida humana,
Noite calma e serena…
Viver impertinente um passado presente,
Dormir na noite já ausente,
Amar a cama dum horizonte distante,
Dormir na noite eternamente.
Deixar para trás a casa que te adoçou,
Amar a gente que te amou,
Viver por acaso, inconsciente,
Durmo acordado somente…
Victor Marques
Montalegre, 6 de Junho de 1990
Jan 21, 2014
Jan 21, 2014 at 1:44 PM UTC
Talvez se escrever o sono venha
Cansada do excesso de cansaço
Nas alturas menos certas
Creio que há 2 horas que devia estar a dormir
Se pudesse
Mas embora o cansaço esteja presente
Nos meus músculos, olhos
Não chegou ainda à base.
Talvez o meu cérebro seja notivago.
Chego a estas conclusões na exaustão da noite
Quando, por desespero, pego num lápis
E desacredito-me ainda mais.
Mas passo a explicar:
Durante todo o dia sinto-me dormente
Ah, para quê falinhas mansas?
Sinto-me burra, sem conseguir pensar
Mas na chegada da noite
Com o silêncio e a escuridão que se sentem na noite
Tudo se liga e se ilumina
E o meu cérebro trabalha e penso, penso, penso
E mais certezas tenho de que sou burra
Não que tenha pensamentos burros, não!
Mas por que raio tê-los agora e
De forma tão agressiva e exaustiva
Sem chegar a ser agressiva e exaustiva o suficiente
Para escrever alguma coisa de jeito
Ou para me fazer cair para o lado
Suficiente apenas para uma mais noite em branco
Talvez nunca tenha acordado.
Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:28 PM UTC
Já depois de tanto tempo perdido
Aqui, ainda quero que fique. Às 3h da matina, espero acordado olhando para a luz que queima minha minha alma e me mantem alucinado
Alucinado e condicionado.
Me viciei no celular, como em ti,
um que me mantem desconectado
Desfamiliarizado, com o sentir, que tu já não está aqui
E me afogo afogo
Em nada e perco perco
Tempo
Se já perdi
Esperançaguardanaquelacaixasecreta
mas cheia
de
tu.
Naquela madrugada fui fumar para tentar me encontrar
Choro até chegar em casa e só o celular e o sono afogam meus soluços
Insônia
Jan 8, 2017
Jan 8, 2017 at 10:59 AM UTC
O POETA RUMINA
boi no pasto coletivo
palavras alimentando
ideias
e a revelação -
seu sal diario
às sete, às nove -
oração das horas abertas:
- sonha acordado
sua lira tangendo
só e pensativo vai pela estrada:
boi amordaçado -
pelos demais se imola
o poeta - boi
rumina
mas não é
vaca sagrada.
****
Adalberto Queiroz,"Frágil Armação"(1985).
Jun 20, 2015
Jun 20, 2015 at 7:55 AM UTC
Dormi sem amor,
Foi como eu devia ter acordado hoje.
Acho que meu problema está nas expectativas.
Eu entro num balão cheio delas,
Voamos e voamos,
E no alto da emoção ele se fura,
Eu caio no mar.
E depois vou tentando sobreviver com os restos amargos que ficaram.
Aí eu me embriago, choro,
Digo que vou colocar ponto final.
E no outro dia acordo com uma vírgula.
May 24, 2015
May 24, 2015 at 1:32 AM UTC
às vezes pergunto por que motivo
tu partes de mim quando entardece,
e digo às minhas esperanças e sonhos,
que nem tudo o que acontece é o que parece.
a vida às vezes pode ser um borrão,
as emoções podem-nos toldar,
às vezes escrevo para ti horas a fio,
quando preciso deixar o meu coração sarar.
o tempo fará esquecer o passado,
esta tristeza que se espalha em mim,
como os lírios à tona de um lago,
numa manhã vestida de carmesim.
o final do dia trará novas alegrias,
e embora eu sonhe acordado,
tenho em mim plena consciência,
de que preciso de ti ao meu lado.
e até que eu volte a escrever para ti amanhã,
lembra-te,
tu és toda a minha alegria, dor e tristeza.
Jun 9, 2015
Jun 9, 2015 at 9:41 AM UTC
¿Adónde fueron ahogadas aquellas caricias,
perlas susurrantes que se llevó el viento?
¿A quien voló la marea,
como quien se lleva algo que no es suyo,
algo que siempre lo ha sido?
Tu lo sabes, Corsario;
Corsario traicionero,
tu amor son caricias que no tengo,
tu cariño son sonrisas denegadas.
Negaciones que no tengo,
amor cariñoso, sonrisas acariciadas.
Otros poetas nada saben,
nada saben de tus sueños, Corsario,
nada saben de tu cantar,
de tus canciones de ensueño,
tu dormir melódico.
Y sola aquí te espero, Corsario,
en el punto acordado al que no acudirás.
Y aquí te escribo, Corsario,
en el instante acordado en el que no aparecerás.
Y aquí te escribiré siempre, mi amor,
y mi cuerpo omnipresente llorará tu muerte.
//
Where did those caresses go drowned,
whispering pearls the wind took away?
¿Who did the tides fly,
like someone taking something that is not theirs,
something that always has been?
You know, Corsair;
treaterous Corsair,
your love are caresses I do not have,
your affection are denied smiles.
Denies I do not have,
affectionate love, caressed smiles.
Other poets nothing know,
nothing know of your dreams, Corsair,
nothing knkw of your singing,
of your dreamlike songs,
of your melodic dreams.
Alone here I wait for you, Corsair,
in the accorded point to which you will not come.
And here I write you, Corsair,
in the accorded instant in which you will not show up.
And here I will always write, my love,
and my omnipresent body will cry my death.
Aug 22, 2018
Aug 22, 2018 at 11:56 AM UTC
Com amor, por amor, por ti.
Bendito Outono que te trouxe quando as folhas apodrecem,
As vinhas parecem flores do mais desprovido Jardim,
As noites ficam maiores e muito escurecem,
Eu perdido no silêncio do teu olhar sem fim...
Com amor por ti e também por mim eu vivo,
Pois meu amor mesmo acordado sonho contigo!
No horizonte do meu mundo existencial,
No céu, no paraíso, na vida afinal,
O encanto de ser amado me rejuvenesce,
Calor de quem te ama e merece. !
As estrelas sempre neste mundo brilharam,
Eu junto rosas com amor e gratidão!
Te ter é para mim o melhor presente,
Te amar hoje amanhã e sempre.
Com amor por ti eu me deito,
Por amor a ti e a nosso leito...
Quando se agradece o amor, ele se enaltece,
Pois meu amor por ti permanece.
As ondas do mar sempre te dirão,
Que te amo do fundo do coração...
Com amor, por amor, por ti minha querida,
Amo te para toda a vida.
Com amor, por amor, por ti...
Victor Marques
Oct 18, 2017
Oct 18, 2017 at 12:31 PM UTC
no brilho dos teus olhos
transparece a minha vida.
és a morfina dos dias
da dor que me consome.
no brilho do teu olhar
vejo o refúgio à dor,
à angústia que transpira
das noites dormidas acordado.
no teu olhar vejo a cura,
a porta de saída.
no teu olhar,
vejo a minha vida.
Jun 8, 2015
Jun 8, 2015 at 6:21 AM UTC
Esqueci de não mandar mensagem
Esqueci do horário
Esqueci que os sentimentos espalhados eram meus, não seus
Fui tomando o café requentado
Nem reparei no gosto amargo
Na pressa de estar acordado
De enxergar algo bom entre eu e você
Fui me deixando de lado
Cada vírgula fora do lugar, um incômodo
Uma explicação
Pro que não devia nem ser explicado
Desaguou o desamor
Nov 21, 2023
Nov 21, 2023 at 5:40 PM UTC
En mi vega oriental, verde collado,
fiesta siempre de grama a colorines,
suenan flautas y violas y violines,
desde el trino inicial, bien acordado.
Y desta hora matinal, a la de
adormecida fiesta de la tarde,
es la esmeralda, y el rubí que arde
un delirio de púrpura y de jade.
Después la perla de la luz difusa,
el ilustre zafiro de este cielo,
la Cruz del Sur corola de profusa
y rica flor a fuego en el desvelo
y el recuerdo sin bálsamos ni cura,
tormentación de ansiosa criatura.
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