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"construir" poems
*Eres un caballo coriendo solitario Y él trata de domarte Te compara con un camino imposible Con una casa en llamas Dice que lo estás cegando Que nunca podría dejarte Olvidarte No quiere nada excepto a ti Lo mareas, eres irresistible Cada mujer antes o después de ti Está empapada en tu nombre Llenas su boca Sus dientes duelen con el recuerdo de tu sabor Su cuerpo es sólo una sombra buscando la tuya Pero siempre eres muy intensa Atemorizante en el modo en que lo deseas Desvergonzada y sacrificada Él dice que ningún hombre puede compararse Al que vive en tu mente Y trataste de cambiar, ¿no es así? Cerraste más tu boca Trataste de ser más suave Más linda Menos volátil, menos despierta Pero aun durmiendo podías sentirlo Viajando lejos de ti en sus sueños Así que, qué quieres hacer amor ¿Partir su cabeza en dos? No puedes construir hogares de seres humanos. Alguien debería haberte dicho eso Y si él se quiere ir entonces déjalo ir. Eres estremecedora y extraña y hermosa Algo que no todos saben cómo amar.* ― Warsan Shire
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May 22, 2014
May 22, 2014 at 8:47 PM UTC
Para las mujeres que son difíciles de amar
Te propongo construir un nuevo canal sin esclusas ni excusas que comunique por fin tu mirada atlántica con mi natural pacífico.
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Nuevo canal interoceánico
*Mi táctica es mirarte aprender como sos quererte como sos mi táctica es hablarte y escucharte construir con palabras un puente indestructible mi táctica es quedarme en tu recuerdo no sé como, ni sé con qué pretexto pero quedarme en vos. Mi táctica es ser franca y saber que sos franco y que no nos vendamos simulacros para que entre los dos no hayan telón ni abismos. Mi estrategia es en cambio más profunda y más simple, mi estrategia es; que un día cualquiera ni sé cómo, ni sé con que pretexto por fin me necesites.* ― Mario Benedetti
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May 22, 2014
May 22, 2014 at 8:57 PM UTC
Táctica y estrategia
A Nossa Existência como seres humanos       Nascemos em qualquer lugar e somos filhos de quem quer por amor ou desejo simplesmente de procriar ou prazer puro. Não engrandece ou diminui a nossa natureza de seres humanos que nascendo por amor ou não! A partir deste início comprometedor existimos para gáudio de uns ou tristeza de outros. Milhões de células se uniram para fazer nascer seres nossos semelhantes com qualidades e defeitos que de uma maneira ou outra vão tentar sobreviver numa sociedade desproporcional e incapaz de controlar: os devaneios, crises, empreendimentos, crimes, loucuras de uma sociedade débil e moribunda. Mas humanos resistem com paixão, inteligência e idealismo puro para tentar combater: a fome, guerra e construir muros de paz. Sim com consciência temos homens que labutam por um mundo melhor e uma sociedade que fomente uma existência menos penosa e permita uma recompensa para a outra vida mais conveniente e digna.       Todos nós temos direito à abundância de coisas boas nesta vida. O universo é totalmente gratuito para todos com uma harmoniosa junção de todos os fenómenos temporais que durante as estações de ano se manifestam na perfeição em sinfonias elaboradas por Deus eterno, infinito e Senhor. Deus nós ama feliz com uma amor intemporal e manifesto no amor de Jesus por todos nós. Com sua morte na cruz e sua Ressurreição exaltou os homens bons a viver com amor e por amor ao seu semelhante.      Vivemos num sociedade global e intransigente em que os seres humanos coabitam nos mais diversos lugares. A nossa existência como seres será leal e justa se dermos todos as mãos uns aos outros e fazer algo nesta terra que nós faça orgulhar muito mais tarde no Céu. A nossa existência como seres humanos deixava de ser importante se não houvesse uma recompensa por tudo que divinamente o homem bom faz nesta vida terrena. Deus com sua infinita bondade disse ao homem para se multiplicar e difundir seu imaculado amor e ditou suas leis universais baseadas numa fé irracional e num amor de coração.                  Cabe a todo o ser humano justificar a sua existência com um amor inadiável a todos os seus semelhantes. Através da escrita e com tudo que Deus criador me deu não passa um dia nesta minha vida de passagem sem lhe agradecer por minha existência e por este planeta terra maravilhoso em todos os continentes e latitudes. Abraço amigo Victor Marques
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Jan 7, 2014
Jan 7, 2014 at 10:25 AM UTC
A nossa existência como seres humanos
A Nossa Existência como seres humanos       Nascemos em qualquer lugar e somos filhos de quem quer por amor ou desejo simplesmente de procriar ou prazer puro. Não engrandece ou diminui a nossa natureza de seres humanos que nascendo por amor ou não! A partir deste início comprometedor existimos para gáudio de uns ou tristeza de outros. Milhões de células se uniram para fazer nascer seres nossos semelhantes com qualidades e defeitos que de uma maneira ou outra vão tentar sobreviver numa sociedade desproporcional e incapaz de controlar: os devaneios, crises, empreendimentos, crimes, loucuras de uma sociedade débil e moribunda. Mas humanos resistem com paixão, inteligência e idealismo puro para tentar combater: a fome, guerra e construir muros de paz. Sim com consciência temos homens que labutam por um mundo melhor e uma sociedade que fomente uma existência menos penosa e permita uma recompensa para a outra vida mais conveniente e digna.       Todos nós temos direito à abundância de coisas boas nesta vida. O universo é totalmente gratuito para todos com uma harmoniosa junção de todos os fenómenos temporais que durante as estações de ano se manifestam na perfeição em sinfonias elaboradas por Deus eterno, infinito e Senhor. Deus nós ama feliz com uma amor intemporal e manifesto no amor de Jesus por todos nós. Com sua morte na cruz e sua Ressurreição exaltou os homens bons a viver com amor e por amor ao seu semelhante.      Vivemos num sociedade global e intransigente em que os seres humanos coabitam nos mais diversos lugares. A nossa existência como seres será leal e justa se dermos todos as mãos uns aos outros e fazer algo nesta terra que nós faça orgulhar muito mais tarde no Céu. A nossa existência como seres humanos deixava de ser importante se não houvesse uma recompensa por tudo que divinamente o homem bom faz nesta vida terrena. Deus com sua infinita bondade disse ao homem para se multiplicar e difundir seu imaculado amor e ditou suas leis universais baseadas numa fé irracional e num amor de coração.                  Cabe a todo o ser humano justificar a sua existência com um amor inadiável a todos os seus semelhantes. Através da escrita e com tudo que Deus criador me deu não passa um dia nesta minha vida de passagem sem lhe agradecer por minha existência e por este planeta terra maravilhoso em todos os continentes e latitudes. Abraço amigo Victor Marques
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Ahora que empecé el día volviendo a tu mirada y me encontraste bien y te encontré más linda ahora que por fin está bastante claro dónde estás y dónde                                     estoy sé por primera vez que tendré fuerzas para construir contigo una amistad tan piola que del vecino territorio del amor ese desesperado empezarán a mirarnos con envidia y acabaran organizando excursiones para venir a preguntarnos cómo hicimos.
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Lovers go home
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Ella quería construir Él sólo sabía destruir Ella buscaba lo positivo Él siempre tan negativo Ella caía en sus redes Él ponía paredes Ella le daba flores Él le daba desamores Ella por las noches lloraba Él con sus palabras la lastimaba Ella por él cambiaba Él igual se quedaba Un mundo tenían por descubrir Tantas aventuras por vivir Pero él prefirió rendirse Y a ella no le quedó más que irse
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Aug 11, 2016
Aug 11, 2016 at 3:03 PM UTC
Diecinueve
Mi nombre es Jessika Mancera, pero no es mi nombre completo ya que en realidad es compuesto. Soy una cobarde con nombre de Valiente que de vez en cuando firma con el mismo a forma de alter ego... He perdido tantas personas que califique como indispensables para mí que al irse, mi visión, mi estructura suma en la que edificaba el mundo cambiaba y yo, no tenia intención de construir sobre ruina. Fue así como en una ocasión alguien me dijo que tenía una belleza rara, que sonreía y los ojos se me iluminaban; pero en ellos se veía melancolía, se divisaba la tristeza. Con los años, con los cambios, con el fluir reafirmé mi posición desde donde muy poco importa: "Si la humanidad es tan solo un diminuto punto en la historia del universo, ¿por qué mi vida, por qué yo misma habría de importar?" Sin embargo me encargue de dar un poco de mi a quien cruzaba para no volver jamás; Incluso si con ella yo misma desaparecía.
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Jun 2, 2015
Jun 2, 2015 at 9:58 PM UTC
Opus night
¿Cómo te imaginaria Bajo un cielo sin estrellas? ¿Cómo te imaginaria Bajo un mar sin sol? ¿Cómo te imaginaria En una vida Sin ti? ¿Cómo imaginaria Los colores Del mundo Sin tus ojos? ¿Cómo imaginaria Todos los sonidos De la naturaleza Sin tu riza? ¿Cómo imaginar Como construir Una semblanza de cordura Si no antes perder mi mente Al no encontrarte en esta realidad? Que no haría Por no tener que imaginar… APAD13 – 076 © okpoet
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Mar 19, 2013
Mar 19, 2013 at 4:04 PM UTC
Realidad...
María Kodama lo descubrió. Pese a su autoridad y a su firmeza, es curiosamente liviano. Quienes lo ven lo advierten; quienes lo advierten lo recuerdan.     Lo miro. Siento que es una parte de aquel imperio, infinito en el tiempo, que erigió su muralla para construir un recinto mágico.     Lo miro. Pienso en aquel Chiang Tzu que soñó que era una mariposa y que no sabía al despertar si era un hombre que había soñado ser una mariposa o una mariposa que ahora soñaba ser un hombre.     Lo miro. Pienso en el artesano que trabajó el bambú y lo dobló para que mi mano derecha pudiera calzar bien en el puño.     No sé si vive aún o si ha muerto.     No sé si es tahoista o budista o si interroga el libro de los sesenta y cuatro hexagramas.     No nos veremos nunca.     Está perdido entre novecientos treinta millones.     Algo, sin embargo, nos ata.     No es imposible que Alguien haya premeditado este vínculo.     No es imposible que el universo necesita este vínculo.
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El bastón de laca
Levanta tu edificio. Planta un árbol. Combate si eres joven. Y haz el amor, ¡ah, siempre! Mas no olvides al fin construir con tus triunfos lo que más necesitas: Una tumba, un refugio.
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Consejo mortal
De onde vens, ó andarilho? Já não me lembro... A tempos caminho por esta estrada Mas não sei de onde vim E para onde ela segue? Também isso não sei, simplesmente continuo a caminhar... Se me perguntas, acaso saberias o destino? Venho da direção oposta à tua E assim como tu, me esqueci de onde parti Havia um menino Que gostava de construir castelos de areia Cada vez que construía O vento soprava forte e desmoronava um pedaço de si Até que um dia restou apenas... Areia Havia outro menino Que gostava de destruir castelos de areia Cada vez que destruía Um pedaço de si mesmo também desmoronava Até que um dia restou apenas... Areia Vagavam então pelo deserto que eles mesmos construiram O Sol escaldante era como a sombra A mais profunda e obscura sombra Que queimava seus corações e lhes cegava os olhos Cegos e perdidos nas areias do esquecimento Ao fim eram como um só Caminhando em direções opostas Carregando o mesmo destino
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Dec 31, 2016
Dec 31, 2016 at 12:19 PM UTC
Castelos de Areia
Acompáñenme a entrar en el paréntesis que alguien abrió cuando parió mi madre y permanece aún en los otroras y en los ahoras y en los puede ser lo llaman vida si no tiene herrumbre yo manejo el deseo con mis riendas mientras trato de construir un cielo en sus nubes los pájaros se esconden no es posible viajar bajo sus alas lo mejor es abrir el corazón y llenar el paréntesis con sueños los pájaros escapan como amores y como amores vuelven a encontrarnos son sencillos como las soledades y repetidos como los insomnios busco mis cómplices en la frontera que media entre tu piel y mi pellejo me oriento hacia el amor sin heroísmo sin esperanzas pero con memoria por ahora el paréntesis prosigue abierto y taciturno como un túnel
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Paréntesis
cada momento passado na realidade me dá mais certeza de que te inventei alguns anos atrás te coloquei numa gaiola de sonhos ansiados da qual conseguiste escapar, levando teus pés por um tapete de estrelas pra chegar até mim. desejos infinitos que cultivei antes do acontecimento de ti (aqueles que pensei que pra sempre seriam fantasmas na minha mente) agora desabrocham nas palmas de minhas mãos toda vez que encosto em ti, deságuam nos meus calafrios toda vez que encostas em mim, e vibram na nossa volta toda vez que estamos juntas. (sentimento doce esse de se construir uma em volta da outra e se conhecer uma em volta da outra e de dar voltas uma em volta da outra incessa e incansavelmente.) me sinto mar revolto de profundeza apaziguada quando deito contigo. nossos movimentos como ondas que quebram uma em cima da outra e chiam num sussurro explosivo; gemidos que vêm de furacões de dentro do peito transbordam na curva do lábio e derramam no lençol como mel pingando da colmeia. a maneira na qual esperamos o verão dobrar a esquina, nos ocupamos achando maneiras de nos esquentar dissertando uma sobre a outra pelo fio invisível do telefone o qual não nos separa e não mede distância: quando estou perto de ti estou perto de mim mesma e de toda minha luz que se mistura com tua luz e faz de nós sol.
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Jul 3, 2018
Jul 3, 2018 at 12:43 AM UTC
Untitled
Mi táctica es             mirarte aprender como sos quererte como sosmi táctica es             hablarte y escucharte construir con palabras un puente indestructiblemi táctica es quedarme en tu recuerdo no sé cómo             ni sé con qué pretexto pero quedarme en vosmi táctica es             ser franco y saber que sos franca y que no nos vendamos simulacros para que entre los dos no haya telón             ni abismosmi estrategia es en cambio más profunda y más               simplemi estrategia es que un día cualquiera no sé cómo             ni sé con qué pretexto por fin             me necesites
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Táctica y estrategia
lembro que um dia acordei e de repente gostava de coisa antiga e eu: usava os anéis da minha mãe que eram da minha avó gostava mais de usar batom com cheiro de velho tinha apreço por histórias passadas de amor recatado adorava o fusca do vô. e passou um tempo, me esqueci desse meu gosto indo de cabeça na juventude adolescente incorporando meu olhar a moda daquele tempo. até que o tempo passou e mais uma vez me apaixonei pela velhice; usava vestidos floridos e bem cortados, assistia filmes antigos e suspirava viver numa época em que vanguardas nasciam e a arte, política e comportamentos revolucionários construiam caminhos que hoje apenas nos inspiramos. por um tempo quis fingir que o digital não existia pintando em telas, escrevendo em papéis, datilografando e fotografando em rolo; tudo pra construir uma cegueira sobre as atualizações constantes ao redor. é engraçado ver o tempo passar e imaginar minhas tentativas de cópia do passado que nunca vivi e tanto desejei. esquecendo que o agora é onde devo estar e que aquele tal passado fabuloso era difícil e mais solitário, árduo e penoso. o ontem já é passado e uma hora atrás também, é só olhar no relógio do celular.
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Jul 30, 2019
Jul 30, 2019 at 7:54 PM UTC
analógica