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"inconsciente" poems
Sonhos Pairas no pensamento, no inconsciente! Estou eu a visionar as cataratas que explicam a beleza do salpicar das gotas de água… O paraíso com anjos vestidos de um rosa velho mal tratado passeia numa barca que até Já fora do diabo. A espuma desse mar celestial quase entra em tão enfadonha embarcação. Ruma em direção aos confins de lado nenhum, pois os sonhos se multiplicam e em segundos Se esvanecem. Foge o vento que em dias de tempestade é frio, bate em tudo que lhe aparece á frente. Temos sonhos dos dragões que no cabo das tormentas nos amedrontam todos os dias, nós fazem tremer de medo, chorar …transpirar junto aos lençóis de linho já raro. Que pesadelo, que sonho arrepiante! Existem sim os sonhos que também são sonhos de todos os seres humanos. O sonho de ser amado e amar na plenitude enquanto ser vivo. A dignidade humana está na perseverança de quem sonha com amor a causas nobres. Na sua vida terrena o homem sonha e obras maravilhosas nascem por amor. O meu sonho é um sonho de amor pelos outros, de dar de uma forma gratuita: um sorriso, um aperto de mão, um abraço, um conselho, uma troca positiva de olhar. O meu sonho é o sonhar com Deus amor feito de bem, um sonhar que vai sempre mais além… O meu sonho é amar a natureza sempre e respeitar suas leis… Nunca deixes de sonhar, de contemplar as estrelas, o orvalho, o sol, a lua. Estamos num tempo que temos de sonhar sempre mesmo estando acordados. Victor Marques
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Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 5:19 AM UTC
Sonhos
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Em mil covas profanadas encontrará o rosto profundo palhaço
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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Durmo na noite eternamente Deixar atrás de si amigos, Viver no meio de perigos, Certezas nem sempre certas, Caminhadas por entre tojos e giestas. Deixar para trás sonhos esquecidos, Pernoitar ao luar com teus amigos, Viver com esplendor a vida humana, Noite calma e serena… Viver impertinente um passado presente, Dormir na noite já ausente, Amar a cama dum horizonte distante, Dormir na noite eternamente. Deixar para trás a casa que te adoçou, Amar a gente que te amou, Viver por acaso, inconsciente, Durmo acordado somente… Victor Marques Montalegre, 6 de Junho de 1990
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Jan 21, 2014
Jan 21, 2014 at 1:44 PM UTC
Durmo na noite eternamente
Plaza de Armas, plaza de musicales nidos, frente a frente del rudo y enano soportal; plaza en que se confunden un obstinado aroma lírico y una cierta prosa municipal; plaza frente a la cárcel lóbrega y frente al lúcido hogar en que nacieron y murieron los míos; he aquí que te interroga un discípulo, fiel a tus fuentes cantantes y tus prados umbríos. ¿Qué se hizo, Plaza de Armas, el coro de chiquillas que conmigo llegaban en la tarde de asueto del sábado, a tu kiosko, y que eran actrices de muñeca excesiva y de exiguo alfabeto? ¿Qué fue de aquellas dulces colegas que rieron para mí, desde un marco de verdor y de rosas? ¿Qué de las camaradas de los juegos impúberes? ¿Son vírgenes intactas o madres dolorosas? Es verdad, sé el destino casto de aquella pobre pálida, cuyo rostro, como una indulgencia plenaria, miré ayer tras un vidrio lloroso; me ha inundado en recuerdos pueriles la presencia de Ana, que al tutearme decía el «tú» de antaño como una obra maestra, y que hoy me habló con ceremonia forzada; he visto a Catalina, exangüe, al exhibir su maternal fortuna cuando en un cochecillo de blondas y de raso lleva el fruto cruel y suave de su idilio por los enarenados senderos...                                                           Más no sé de todas las demás que viven en exilio. Y por todas quiero. He de saber de todas las pequeñas torcaces que me dieron el gusto de la voz de mujer. ¡Torcaces que cantaban para mí, en la mañana de un día claro y justo! Dime, plaza de nidos musicales, de las actrices que impacientes por salir a la escena del mundo, chuscamente fingían gozosos líos de noviazgos y negros episodios de pena. Dime, Plaza de Armas, de las párvulas lindas y bobas, que vertieron con su mano inconsciente un perfume amistoso en el umbral del alma y una gota del filtro del amor en mi frente. Mas la plaza está muda, y su silencio trágico se va agravando en mí con el mismo dolor del bisoño escolar que sale a vacaciones pensando en la benévola acogida de Abel, y halla muerto, en la sala, al hermano menor.
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En la plaza de armas
Plaza de Armas, plaza de musicales nidos, frente a frente del rudo y enano soportal; plaza en que se confunden un obstinado aroma lírico y una cierta prosa municipal; plaza frente a la cárcel lóbrega y frente al lúcido hogar en que nacieron y murieron los míos; he aquí que te interroga un discípulo, fiel a tus fuentes cantantes y tus prados umbríos. ¿Qué se hizo, Plaza de Armas, el coro de chiquillas que conmigo llegaban en la tarde de asueto del sábado, a tu kiosko, y que eran actrices de muñeca excesiva y de exiguo alfabeto? ¿Qué fue de aquellas dulces colegas que rieron para mí, desde un marco de verdor y de rosas? ¿Qué de las camaradas de los juegos impúberes? ¿Son vírgenes intactas o madres dolorosas? Es verdad, sé el destino casto de aquella pobre pálida, cuyo rostro, como una indulgencia plenaria, miré ayer tras un vidrio lloroso; me ha inundado en recuerdos pueriles la presencia de Ana, que al tutearme decía el «tú» de antaño como una obra maestra, y que hoy me habló con ceremonia forzada; he visto a Catalina, exangüe, al exhibir su maternal fortuna cuando en un cochecillo de blondas y de raso lleva el fruto cruel y suave de su idilio por los enarenados senderos...                                                           Más no sé de todas las demás que viven en exilio. Y por todas quiero. He de saber de todas las pequeñas torcaces que me dieron el gusto de la voz de mujer. ¡Torcaces que cantaban para mí, en la mañana de un día claro y justo! Dime, plaza de nidos musicales, de las actrices que impacientes por salir a la escena del mundo, chuscamente fingían gozosos líos de noviazgos y negros episodios de pena. Dime, Plaza de Armas, de las párvulas lindas y bobas, que vertieron con su mano inconsciente un perfume amistoso en el umbral del alma y una gota del filtro del amor en mi frente. Mas la plaza está muda, y su silencio trágico se va agravando en mí con el mismo dolor del bisoño escolar que sale a vacaciones pensando en la benévola acogida de Abel, y halla muerto, en la sala, al hermano menor.
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Suenan campanas difíciles de oír, dentro de ti, son tus metáforas y mi poca cordura en colisión, formando notas que no podemos decir, Surcas la nobleza de decir sin decir, naturalmente quieres que yo diga lo que no puedes contar, pero ante el andar de la duda y tus acertijos prefiero volar inconsciente y darle cabida a un nuevo presente. Quiero decirte que eres vital para mí que con tus besos y tus misterios me haces sonreír, tus recuerdos dibujan conciertos dentro de mí, es lamentable que me tenga que ir.
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Jan 20, 2016
Jan 20, 2016 at 5:58 PM UTC
Volar inconsciente
Tres cuartos de mi corazón cayeron en pedazos Tres cuartos eres de mi mente, Aunque tal vez nunca logre conocerte. Ocupas un lugar en su mente, No hay opción a perderte, impregnada como amargo aroma, revoloteas en su inconsciente. Él no quiere olvidarte, yo no pretendo borrarte, fuiste inspiración, fuiste nieblas, fuiste sol. Tres cuartos mides tú, aún sigues siendo luz. Entre nuevos recuerdos te apago, entre nuevos recuerdos me convierto en ti, entre nuevos recuerdos soy nueva luz y poco a poco y lentamente se va llenando de mí. Lo nublo, lo ahogo, Lo dejo en el fondo Te liquido de su mente soy oscuridad ardiente. Adió tres cuartos de alma, Adiós musa.
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Nov 22, 2014
Nov 22, 2014 at 10:03 PM UTC
A una antigua musa
as luzes e os sons da cidade que nessa penumbra são meus fantasmas atraem os sentidos da racionalidade e repelem o instinto de minha consciência o melhor dos meus acidentes e minha doença a incurável, que me faz trabalhar a todo tempo e que me faz saber o que só eu sei; todos os bons rapazes de barbas feitas com argumentos irrefutáveis e namoradas invejáveis têm olhos tão bons quanto os de minha rola eu sou falso, não me atrevo a debater pois, afinal, por que lhes dar meu tempo? eu o faria com algumas poucas pessoas apenas as que me pudessem compreender como as principais moças de meu inconsciente; mas até que alguém assim me encontre sigo caminhando sozinho no início de noite tentando compreender o que é isso e qual a importância de tudo que me circunscreve enquanto sei que nada importa andando a passos lentos fazendo o que calho de fazer encarando minha sombra recém criada pela lua hasteada no céu de piche sentindo o orvalho beijar minhas canelas enquanto espero que alguém jamais se importe comigo.
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May 24, 2014
May 24, 2014 at 7:11 PM UTC
Sereo, eu ser
Percorri a tua alma, Na noite, na calma. Esperei por ti, nada, Fico aqui, abalada. Prezo para que chegues, Que chegues e me aconchegues. Rebeldia à tua maneira, Junto da luz da fogueira. Sente o toque da areia, Pensa nela como uma odisseia. Lembra-te da felicidade, Em ver o mar, na pura cumplicidade. O pôr-do-sol se instala, Ninguém tenta soltar a fala. Prendo-me a ti, Tal como antevi. Solto a mente, livre do inconsciente. Toque de lábios, O caminho, esse é de sábios.
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May 28, 2014
May 28, 2014 at 5:55 PM UTC
Rimas galopantes de amor encantado
Te hubiera dado el mundo, muchacho que surgiste al caer de la luz por tu Conquero, tras la colina ocre, entre pinos antiguos de perenne alegría. ¿Eras emanación del mar cercano? Eras el mar aún más que las aguas henchidas con su aliento, encauzadas en río sobre tu tierra abierta, bajo el inmenso cielo con nubes que se orlaban de rotos resplandores. Eras el mar aún más tras de las pobres telas que ocultaban tu cuerpo; eres forma primera, eras fuerza inconsciente de su propia hermosura. Y tus labios, de bisel tan terso, eran la vida misma, como una ardiente flor nutrida con la savia ee aquella piel oscura que infiltraba nocturno escalofrío. Si el amor fuera un ala. la incierta hora con nubes desgarradas, el río oscuro y ciego bajo la extraña brisa, la rojiza colina con sus pinos cargados de secretos, te enviaban a mí, a mi afán ya caído, como verdad tangible. Expresión armoniosa de aquel mismo paraje, entre los ateridos fantasmas que habitan nuestro mundo, eras tú una verdad, sola verdad que busco, más que verdad de amor, verdad de vida; y olvidando que sombra y pena acechan de continuo esa cúspide virgen de la luz y la dicha, quise por un momento fijar tu curso ineluctable. creí en ti, muchachillo. Cuando el mar evidente, con el irrefutable sol de mediodía, suspendía mi cuerpo en esa abdicación del hombre ante su dios, un resto de memoria levantaba tu imagen como recuerdo único. Y entonces, con sus luces el violento Atlántico, tantas dunas profusas, tu Conquero nativo, estaban en mí mismo dichos en tu figura, divina ya para mi afán con ellos, porque nunca he querido dioses crucificados, tristes dioses que insultan esa tierra ardorosa que te hizo y deshace.
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A un muchacho andaluz
Te hubiera dado el mundo, muchacho que surgiste al caer de la luz por tu Conquero, tras la colina ocre, entre pinos antiguos de perenne alegría. ¿Eras emanación del mar cercano? Eras el mar aún más que las aguas henchidas con su aliento, encauzadas en río sobre tu tierra abierta, bajo el inmenso cielo con nubes que se orlaban de rotos resplandores. Eras el mar aún más tras de las pobres telas que ocultaban tu cuerpo; eres forma primera, eras fuerza inconsciente de su propia hermosura. Y tus labios, de bisel tan terso, eran la vida misma, como una ardiente flor nutrida con la savia ee aquella piel oscura que infiltraba nocturno escalofrío. Si el amor fuera un ala. la incierta hora con nubes desgarradas, el río oscuro y ciego bajo la extraña brisa, la rojiza colina con sus pinos cargados de secretos, te enviaban a mí, a mi afán ya caído, como verdad tangible. Expresión armoniosa de aquel mismo paraje, entre los ateridos fantasmas que habitan nuestro mundo, eras tú una verdad, sola verdad que busco, más que verdad de amor, verdad de vida; y olvidando que sombra y pena acechan de continuo esa cúspide virgen de la luz y la dicha, quise por un momento fijar tu curso ineluctable. creí en ti, muchachillo. Cuando el mar evidente, con el irrefutable sol de mediodía, suspendía mi cuerpo en esa abdicación del hombre ante su dios, un resto de memoria levantaba tu imagen como recuerdo único. Y entonces, con sus luces el violento Atlántico, tantas dunas profusas, tu Conquero nativo, estaban en mí mismo dichos en tu figura, divina ya para mi afán con ellos, porque nunca he querido dioses crucificados, tristes dioses que insultan esa tierra ardorosa que te hizo y deshace.
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Bebe os segredos proibídos dos meus lábios Como se de uma confissão se tratasse Arruína-me esta vontade inquieta Destrói-me este desejo de ser livre E concretiza a vontade de pertencer Perdoa-me qualquer avanço suave e brusco Não tenciono deixar-te ir no sentido contrário Sorri cada vez que este vermelho surge no meu rosto É a consequência deste sentimento que me provocas Tu fazes para me relembrar quão bom é ter-te aqui Porque apesar de os sonhos que me inquetam durante a noite Serem os mais puros desejos concretizados fantasiosamente Não passam disso, fantasias inconcretizadas Há espera de serem materializadas Exigo levemente mas afintadamente que não partirás sem mim Ajuda esta mente inquieta a suavizar estes incontrolos Completamente ansiosos cansados de ansiar por mais Incontrolos inteiramente controlados pelo consciente Com o inconsciente gritando para se descontrolarem
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Jun 19, 2014
Jun 19, 2014 at 9:09 AM UTC
Inconsciências conscientes
Conscientemente Grito de pulmões abertos Rio de lágrimas corridas Giro em torno da minha imaginação Sinto um aperto. Um aperto de uma mão que já lá não está Uma mão que lá faz falta E que que agora está um vazio. Vazio inconsciente de um ser inexistente Um ser sonhado e imaginado Que outrora existia Ou que ainda existe A confusão é permanente. Será que és produto da minha imaginação? Será que a tua existência fora mesmo real? Então porque não te encontro? Sinto-te o teu toque invisível Saboreio o inexistente. Peço à minha alma receosa Que peça permissão à minha mente resistente Que me elucide Necessito de lucidez momentânea Porque apareceste na minha vida de forma irreal Que tão irreal tu me pareces.
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Feb 27, 2015
Feb 27, 2015 at 4:36 PM UTC
Momento inspiratório
Por las calles, ¿quién aquél? ¡El tonto de Rafael!   Tonto llovido del cielo, del limbo, sin un ochavo. Mal pollito colipavo, sin plumas, digo, sin pelo. ¡Pío-pic!, pica, y al vuelo todos le pican a él.   ¿Quién aquél? ¡El tonto de Rafael!   Tan campante, sin carrera, no imperial, sí tomatero, grillo tomatero, pero sin tomate en la grillera. Canario de la fresquera, no de alcoba o mirabel.   ¿Quién aquél? ¡El tonto de Rafael!   Tontaina tonto del higo, rodando por las esquinas bolas, bolindres, pamplinas y pimientos que no digo. Mas nunca falta un amigo que le mendigue un clavel.   ¿Quién aquél? ¡El tonto de Rafael!   Patos con gafas, en fila, lo raptarán tontamente en la berlina inconsciente de San Jinojito el lila. ¿Qué runrún, qué retahíla sube el cretino eco fiel?   ¡Oh, oh, pero si es aquél el tonto de Rafael!
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El tonto de rafael
Chávenas com café frio que sobrou da noite passada.´ Deixei os papéis amachucados meio rabiscados à entrada. E sinto um pouco de frio foi uma das meias que fugiu escondeu-se no fundo da cama. Ainda meio inconsciente o teu nome cruza o meu pensamento. Olho a janela e o dia está cinzento e a minha mão dormente.
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Nov 16, 2014
Nov 16, 2014 at 3:06 PM UTC
Untitled
El amor solo se grita en acciones. El amor es respuesta a todas decepciones. El amor es elástico, por eso se reinventa, pero, muy pocos entienden lo que eso conlleva. El amor es ingratamente grato, dicen los que saben, “que es el más paciente”. Consciente y consiente solo por consentir. Convierte inseguridades en un madrigal eterno y sin fin. El amor es de valientes, muchas veces te hiere, ya que para saber amar, hay que dejar detrás el inconsciente. 10/18/2017 LeydisProse
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Oct 19, 2017
Oct 19, 2017 at 10:53 AM UTC
El amor es de valientes!
Mira el poder del mundo, mira el poder del polvo, mira el agua. Mira los fresnos en callado círculo, toca su reino de silencio y savia, toca su piel de sol y lluvia y tiempo, mira sus verdes ramas cara al cielo, oye cantar sus hojas como agua. Mira después la nube, anclada en el espacio sin mareas, alta espuma visible de celestes corrientes invisibles. Mira el poder del mundo, mira su forma tensa, su hermosura inconsciente, luminosa. Toca mi piel, de barro, de diamante, oye mi voz en fuentes subterráneas, mira mi boca en esa lluvia oscura, mi **** en esa brusca sacudida con que desnuda el aire los jardines. Toca tu desnudez en la del agua, desnúdate de ti, llueve en ti misma, mira tus piernas como dos arroyos, mira tu cuerpo como un largo río, son dos islas gemelas tus dos pechos, en la noche tu **** es una estrella, alba, luz rosa entre dos mundos ciegos, mar profundo que duerme entre dos mares. Mira el poder del mundo: reconócete ya, al reconocerme.
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Iii