"incerto" poems
Vivemos num sono profundo
Os rios correm sem parar,
As estrelas enlaçadas no luar.
Ser comum de viver vagabundo,
Embriagado num sono profundo.
As montanhas inertes, transformadas,
Arvores mal tratadas.
Borboletas que poisam sobre as flores,
Riachos sem rouxinóis reprodutores.
Joio e as belas searas aloiradas,
Uvas e suas lagaradas.
Alegria e tristeza neste mundo controverso,
Caminhar num caminho incerto.
Estalar de dedos sobre sobreirais do destino,
Vaguear nos sonhos de menino…
As ervas daninhas e as grandes constelações,
Me adormecem com um sono de ilusões.
Victor Marques
Oct 10, 2013
Oct 10, 2013 at 9:02 AM UTC
Tudo é incerto.
Nunca haverão respostas corretas. Nunca ninguém há de saber a verdadeira razão e essência das coisas.
O mundo em nosso redor precisa que alguém repare nele, em vez de vivermos na nossa própria fantasia. Cada um tem o seu próprio mundo, mas o mundo em geral é de todos, e nós temos de começar a agir como se não fosse nada connosco. O mundo precisa de atenção. O mundo tem uma alma. Uma alma que não se consegue decifrar se aquilo a que chamam de "amor" não for sentido. A alma do mundo precisa de alguém, e esse alguém somos nós. A nossa alma precisa de alguém e esse alguém é quem nos vai fazer perder o folgo, sem razão aparente. O mundo precisa que reparem nele para viver, não por egoísmo, mas sim por cuidado. Nós tomamos conta do mundo, mas não sabemos o porquê. Talvez nunca chegaremos a saber, mas a alma do mundo continua a precisar de nós e nós continuamos a precisar de alguém que tome conta da nossa alma também.
As respostas podem, talvez, nunca chegar, mas a um certo ponto, nós acharemos que as temos na mão, mesmo que sejam as respostas erradas. Tudo é incerto.
A alma do mundo apodera-se de nós, para que nós também possamos ter uma alma.
Queremos respostas que apenas pertencem à alma do mundo. São respostas que nunca teremos, mas contentamo-nos com isso, pois sabemos que elas existem.
Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:42 PM UTC
Senza di te tornavo, come ebbro,
non più capace d'esser solo, a sera
quando le stanche nuvole dileguano
nel buio incerto.
Mille volte son stato così solo
dacché son vivo, e mille uguali sere
m'hanno oscurato agli occhi l'erba, i monti
le campagne, le nuvole.
Solo nel giorno, e poi dentro il silenzio
della fatale sera. Ed ora, ebbro,
torno senza di te, e al mio fianco
c'è solo l'ombra.
E mi sarai lontano mille volte,
e poi, per sempre. Io non so frenare
quest'angoscia che monta dentro al seno;
essere solo.
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Il sonno, il nero fiume -
v'immerge la sua tempra
per il fuoco dell'aurora
che lo avvamperà, lo spera,
l'indomani -
Sono oscuri
il turchese ed il carminio
nei vasi e nelle ciotole,
li prende
la notte nel suo grembo,
li accomuna a tutta la materia.
Saranno - il pensiero lo tortura
un attimo, lo allarma -
pronti alla chiamata
quando ai vetri si presenta
in avanscoperta l'alba e, dopo,
quando irrompe
e sfolgora sotto la navata
il pieno giorno -
hanno
incerta come lui la sorte
i colori o il risveglio
per loro non è in forse,
la luce non li inganna,
non li tradisce? E stanno
nella materia
o sono
nell'anima i colori? -
divaga
o entra nel vivo
la sua mente
nella pausa
della notte che comincia -
smarrisce
e ritrova i filamenti
dell'arte, della giornata...
Esce
insieme ai lapislazzuli
l'oro dal suo forziere, sì,
ma incerto
il miracolo ritarda,
la sua trasmutazione
in luce, in radiosità
gli sarà data piena? Avrà
lui grazia sufficiente
a quella spiritualissima alchimia?
Si addorme,
s'inabissa,
è sciocco,
lo sente,
quel pensiero, è perfida quell'ansia.
Chi è lui? Tutto gioca con tutto
nella universale danza.
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I feel nostalgic for the love you haven't given me
For a life that wasn't mine to live
And it burns like nothing else to feel your poetry all over her
Sometimes I wonder if I'll ever be a song
But there are still so many stars I want to show you
And so many things I want to see through your eyes
Watching the seasons pass feels different when I'm holding your hand
And I could get used to feeling like I'm not sure what comes next
So I hope the summer hasn't swept you away into the undertoe
Because I'm waiting under a canopy of colored leaves
To see autumn on by your side
Aug 22, 2016
Aug 22, 2016 at 3:37 PM UTC
A lua apresenta-se como dia
Para confundir a escuridão
À meia noite o sol resplandece
O olhar se volta para o alto
O corpo espreita o abismo
Esperança é desespero, e
Desespero é esperança
O calor está esfriando a alma
A água incendeia-se em chamas
E faz nevar
A luz que ilumina
Esconde em si a eterna noite
O abismo esconde o infinito
Ou a morte eterna...
O louco arrisca tudo
no destino incerto....
Já se esqueceu de seu corpo
Já se livrou da morte
chamando-a para si
Mas o verdadeiro louco...
Sequer sabe do abismo
Seus olhos são apenas estrelas
Seu alvo é apenas o céu
Não sabe que vai cair...
Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:54 AM UTC
mergulho no vazio do abismo,
na solidão que se esconde nesta vida.
vagueio pelas sombras da noite
e tropeço no frio que irradia
das silhuetas de um novo dia.
procuro a esperança ao virar da esquina.
procuro na ilusão
esta minha condição
o desejo de recomeçar
a alegria de procurar
o que se esconde na avenida
neste destino incerto que é a vida.
Aug 24, 2015
Aug 24, 2015 at 6:46 AM UTC
mergulho no vazio do abismo,
na solidão que se esconde nesta viela.
vagueio pelas sombras da noite
e tropeço no frio que irradia
das silhuetas de um novo dia.
procuro a esperança ao virar da esquina.
procuro na ilusão
esta minha condição
o desejo de recomeçar
a alegria de procurar
o que se esconde na avenida
neste destino incerto que é a vida.
Aug 4, 2015
Aug 4, 2015 at 5:16 AM UTC
Delicada sua pele,
Como pétalas de uma papoila
Graciosamente penso
Penso em vales e montanhas
Que na minha mente insana se compila
Pois o que anda à chuva sempre emperra
E eu, ando sempre encharcado
Encharcado por gostos amargurados
seco por cheiros esquecidos
Pois é tudo o que a minha mente sente
Sente ou sentia
Pois mais nada sou
Assim me liberto
Libertando-me de algo que não me prendia
pois ando ao luar incerto
E é assim a viver a vida ansiosamente para não chegar outro dia.
Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 6:23 PM UTC
Com mais sangue nos nossos vasos,
Lábios cheios e rosados,
O coração quer bater mais forte,
Por destino ou sorte.
A voz tudo seduz,
Parace ser tudo luz.
Corrente sempre ligada,
Vida bela e apaixonada.
A distância um local incerto,
O amor está sempre perto.
Parece que existe música suave,
Sorriso que nunca acabe.
Os níveis altos de dopamina,
Te ajudam e tudo anima.
Se cria um desejo intenso,
Ao toque do amor e do vento.
Parece nascer flores nos caminhos ,
Ser se ave para fazer ninhos,
Borboletas no estômago amolecem,
Pétalas molhadas permanecem.
Queremos a felicidade de alguém,
Sem prejuízo do nosso bem.
Anseiar pela presença desenfreada,
Suspiro ao acordar com a madrugada.
Victor Marques
Jul 6, 2022
Jul 6, 2022 at 2:22 PM UTC
Passamos uma vida, pensando o mesmo,
Presos no tempo, num laço extremo.
Algo que não consiste,
naquilo que a mente insiste.
Algo que desejariam que fosse verdade,
mas a realidade é fria e egoísta.
Nossos próprios pensamentos individualistas,
mas creio eu, alguém que não é nada,
que poucos concordariam com a verdade mista.
Preferem algo mais minimalista,
que faz tudo parecer tão razoável,
de que o mundo é incerto e improvável.
Que nem mesmo poderia ser notável,
a não ser que percebesse que estivesse errado,
mas poucos aceitam o que é amargo e delicado,
mas não é para tal verdade ou mentira
que meu verso será revelado.
Estou querendo dizer
que fico olhando o céu, esperando algo acontecer,
porque me falaram que eu deveria ver uma estrela cadente,
e desde então todos os anos vêm sido dedicados inteiramente.
Minha vida se esgotando a cada dia,
e pensando na estrela cadente que talvez até mim viria,
Porém, se meu tempo tiver sido gasto errado,
minha vida pra sempre teria parado.
Eu viveria por algo que deveria,
e não pelo o que eu queria.
Por isso eu desisti de toda a noite olhar,
mas é engraçado que no final a queda dela eu vi iluminar.
Talvez, apenas talvez, quando aquilo é destinado,
acontecerá independente se seguir pelo caminho errado,
Então viva como quer, porque se for pra ser, vai ser.(ou talvez não,quem disse que eu sei algo?)
Feb 15, 2025
Feb 15, 2025 at 6:59 PM UTC