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"carro" poems
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Mientras camino la acera va golpeándome los pies, el fulgor de las estrellas me va rompiendo los ojos. Se me cae un pensamiento como se cae una mies del carro que tambaleando raya los pardos rastrojos. Oh pensamientos perdidos que nunca nadie recoge, si la palabra se dice, la sensación queda adentro; espiga sin madurar, Satanás le encuentre troje, ¡que yo con los ojos rotos no le busco ni le encuentro! Que yo con los ojos rotos sigo una ruta sin fin... ¿Por qué de los pensamientos, por qué de la vida en vano? Como se muere la música si se deshace el violín, no moveré mi canción cuando no mueva mis manos. Alto de mi corazón en la explanada desierta donde estoy crucificado como el dolor en un verso... Mi vida es un gran castillo sin ventanas y sin puertas y para que tú no llegues por esta senda,                                                               la tuerzo.
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El castillo maldito
Cómo duermes, pequeña, en tu cunita, cerca del fuego que te abriga y dora. Te contemplo un minuto, media hora, y tú sigues dormida, dormidita. Un carro pasa, un leño azul crepita, sube una voz del aire triunfadora, y tú como si tal, mínima aurora, la pestaña ¡ay de mí! casi infinita. Eres la primordial Indiferencia ante la expectativa, ante el anhelo hechos de resignación, vueltos paciencia. Soy tu primer poeta y soy tu abuelo... Tal vez clames un día mi presencia: búscame por la tierra y por el cielo.
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Presencia
Cordas soltas de uma língua, sedenta de sabor de saliva, Cordas das amarraras verdes, do barco que eu navego, Os serões de cordas amordaçando, uma vida decisiva, Perderam-se entre os ramos do futuro, que eu pego! Vejo-te pegar nas cordas da minha vida, que me orientam, Não és fútil ao pensar que elas não funcionem como marioneta, Dás-me alento, e o teu toque equilibrado, meus ideais afinam, O teu jeito de combinar os gestos, não são de uma paixoneta! O calor do carinho que me dás, é transpiração de amor na cama, O amor dos teus dias, são raios de vida, que regeneram meus desafios, Uma palavra tua, um carinho teu, é como água que sacia minha fama, O teu olhar atento, sob meus anseios, são como metais halogéneos! És a corrosão para os ferrugentos jumentos, instalados em galhardia, Cuidas-me do meu ser como do teu, e de minha vida, dando-lhe liberdade! Contigo a transpiração do meu caminho, não me assusta nem me é fantasia, É real, tu és bela e tornaste-me magnificamente de bem, com a verdade! Sentir-te respirar confortavelmente, é o meu maior objectivo, Verificar cuidadosamente cada poro teu e senti-lhe o cheiro a vida, Conduzir os meus sonhos no teu carro da felicidade, é agressivo, Metas são fins, nosso destino é conduzido por longa vida dividida! E assim, revelo ao mundo, o teu nome, maravilhoso ser de mulher fatal, O teu constante conforto, com que deliro, é agora muito e meu afinal! Patrícia os meus sonhos e os teus, são agora o meu diário mundial! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.03.02.14
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:04 AM UTC
As cordas estão em sintonia
Cordas soltas de uma língua, sedenta de sabor de saliva, Cordas das amarraras verdes, do barco que eu navego, Os serões de cordas amordaçando, uma vida decisiva, Perderam-se entre os ramos do futuro, que eu pego! Vejo-te pegar nas cordas da minha vida, que me orientam, Não és fútil ao pensar que elas não funcionem como marioneta, Dás-me alento, e o teu toque equilibrado, meus ideais afinam, O teu jeito de combinar os gestos, não são de uma paixoneta! O calor do carinho que me dás, é transpiração de amor na cama, O amor dos teus dias, são raios de vida, que regeneram meus desafios, Uma palavra tua, um carinho teu, é como água que sacia minha fama, O teu olhar atento, sob meus anseios, são como metais halogéneos! És a corrosão para os ferrugentos jumentos, instalados em galhardia, Cuidas-me do meu ser como do teu, e de minha vida, dando-lhe liberdade! Contigo a transpiração do meu caminho, não me assusta nem me é fantasia, É real, tu és bela e tornaste-me magnificamente de bem, com a verdade! Sentir-te respirar confortavelmente, é o meu maior objectivo, Verificar cuidadosamente cada poro teu e senti-lhe o cheiro a vida, Conduzir os meus sonhos no teu carro da felicidade, é agressivo, Metas são fins, nosso destino é conduzido por longa vida dividida! E assim, revelo ao mundo, o teu nome, maravilhoso ser de mulher fatal, O teu constante conforto, com que deliro, é agora muito e meu afinal! Patrícia os meus sonhos e os teus, são agora o meu diário mundial! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.03.02.14
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Raiva. **** Dança. Um bipe, susto, esquecimento, raiva, dois bipes, três, soneca. Cinco minutos. - - - - ------------ - - – - – - – - – - – - – - – - – - – – ----------- - – - – - - - - - - – --___ - __ - __ - _ Bipe. Resmungo. Piscar. Interruptor, luz, ardência, explosão. Porta, cozinha. Frigideira, ovos, omelete, engasgue, tosse, água. Maçã. Quarto, vestimentas, capacete. Mochila: 15kg. Rua, bicicleta. Firmeza, foco, parábola, impulso. Curvas, carro, fechada. Porra! Esquece. Vocalise. Caminho: metade → Calor, suor. Vestimentas, despir, mochila, guardar, impulso. Partir. Subida: força, constância, relaxamento, foco. Acidente. Morte? Não. ***** olhos, claridade. Gelo. Suspiro. Rua, asfalto. Inferno? Subterrâneo, ainda... Chegada, contra-mão. Bom-dia. Raiva.
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Sep 24, 2014
Sep 24, 2014 at 11:16 AM UTC
O Ciclo do Oitenta
¡Desgraciado Almirante! Tu pobre América, tu india virgen y hermosa de sangre cálida, la perla de tus sueños, es una histérica de convulsivos nervios y frente pálida. Un desastroso espirítu posee tu tierra: donde la tribu unida blandió sus mazas, hoy se enciende entre hermanos perpetua guerra, se hieren y destrozan las mismas razas. Al ídolo de piedra reemplaza ahora el ídolo de carne que se entroniza, y cada día alumbra la blanca aurora en los campos fraternos sangre y ceniza. Desdeñando a los reyes nos dimos leyes al son de los cañones y los clarines, y hoy al favor siniestro de negros reyes fraternizan los Judas con los Caínes. Bebiendo la esparcida savia francesa con nuestra boca indígena semiespañola, día a día cantamos la Marsellesa para acabar danzando la Carmañola. Las ambiciones pérfidas no tienen diques, soñadas libertades yacen deshechas. ¡Eso no hicieron nunca nuestros caciques, a quienes las montañas daban las flechas! Ellos eran soberbios, leales y francos, ceñidas las cabezas de raras plumas; ¡ojalá hubieran sido los hombres blancos como los Atahualpas y Moctezumas! Cuando en vientres de América cayó semilla de la raza de hierro que fue de España, mezcló su fuerza heroica la gran Castilla con la fuerza del indio de la montaña. ¡Pluguiera a Dios las aguas antes intactas no reflejaran nunca las blancas velas; ni vieran las estrellas estupefactas arribar a la orilla tus carabelas! Libre como las águilas, vieran los montes pasar los aborígenes por los boscajes, persiguiendo los pumas y los bisontes con el dardo certero de sus carcajes. Que más valiera el jefe rudo y bizarro que el soldado que en fango sus glorias finca, que ha hecho gemir al zipa bajo su carro o temblar las heladas momias del Inca. La cruz que nos llevaste padece mengua; y tras encanalladas revoluciones, la canalla escritora mancha la lengua que escribieron Cervantes y Calderones. Cristo va por las calles flaco y enclenque, Barrabás tiene esclavos y charreteras, y en las tierras de Chibcha, Cuzco y Palenque han visto engalonadas a las panteras. Duelos, espantos, guerras, fiebre constante en nuestra senda ha puesto la suerte triste: ¡Cristóforo Colombo, pobre Almirante, ruega a Dios por el mundo que descubriste!
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A colón
¡Desgraciado Almirante! Tu pobre América, tu india virgen y hermosa de sangre cálida, la perla de tus sueños, es una histérica de convulsivos nervios y frente pálida. Un desastroso espirítu posee tu tierra: donde la tribu unida blandió sus mazas, hoy se enciende entre hermanos perpetua guerra, se hieren y destrozan las mismas razas. Al ídolo de piedra reemplaza ahora el ídolo de carne que se entroniza, y cada día alumbra la blanca aurora en los campos fraternos sangre y ceniza. Desdeñando a los reyes nos dimos leyes al son de los cañones y los clarines, y hoy al favor siniestro de negros reyes fraternizan los Judas con los Caínes. Bebiendo la esparcida savia francesa con nuestra boca indígena semiespañola, día a día cantamos la Marsellesa para acabar danzando la Carmañola. Las ambiciones pérfidas no tienen diques, soñadas libertades yacen deshechas. ¡Eso no hicieron nunca nuestros caciques, a quienes las montañas daban las flechas! Ellos eran soberbios, leales y francos, ceñidas las cabezas de raras plumas; ¡ojalá hubieran sido los hombres blancos como los Atahualpas y Moctezumas! Cuando en vientres de América cayó semilla de la raza de hierro que fue de España, mezcló su fuerza heroica la gran Castilla con la fuerza del indio de la montaña. ¡Pluguiera a Dios las aguas antes intactas no reflejaran nunca las blancas velas; ni vieran las estrellas estupefactas arribar a la orilla tus carabelas! Libre como las águilas, vieran los montes pasar los aborígenes por los boscajes, persiguiendo los pumas y los bisontes con el dardo certero de sus carcajes. Que más valiera el jefe rudo y bizarro que el soldado que en fango sus glorias finca, que ha hecho gemir al zipa bajo su carro o temblar las heladas momias del Inca. La cruz que nos llevaste padece mengua; y tras encanalladas revoluciones, la canalla escritora mancha la lengua que escribieron Cervantes y Calderones. Cristo va por las calles flaco y enclenque, Barrabás tiene esclavos y charreteras, y en las tierras de Chibcha, Cuzco y Palenque han visto engalonadas a las panteras. Duelos, espantos, guerras, fiebre constante en nuestra senda ha puesto la suerte triste: ¡Cristóforo Colombo, pobre Almirante, ruega a Dios por el mundo que descubriste!
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Eu seria sínico se dissesse que estava tudo bem! Pois é nada esta bem, eu não estou bem, E dificilmente poderia nesta altura dizer o contrário. Mas é isto, a loucura do incrivelmente desolado. Desolado mas não acabado! E o que agora é assim eu sei que posso mudar! Hora ai está! Vou respirar fundo e UPS … Acordei, afinal estou num sonho concreto, Deixei esse medonho pesadelo muito profundo, Tão fundo que já nem o vejo, já nem sou capaz, De juntar dinheiro, pegar no carro, enche-lo de gasóleo, E perder este meu tempo precioso, par ir visitá-lo! Ganhei! Ganhei uma vida nova, sem compromissos válidos! Enfim! Eu sou livre! Mas eu sou quem ganha com isso, Afinal eu posso fazer o que eu quiser! Ihihih…. Eu deixei de ter que agradar seja a quem for. Ótima ideia esta. Vida eu estou aqui! Autor: António Benigno Código de autor: 2012.02.12.01.02
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 1:56 PM UTC
Como me encontrei
¡Pradera, feliz día! Del regio Buenos Aires quedaron allá lejos el fuego y el hervor; hoy en tu verde triunfo tendrán mis sueños vida, respiraré tu aliento, me bañaré en tu sol.Muy buenos días, huerto. Saludo la frescura que brota de las ramas de tu durazno en flor; formada de rosales, tu calle de Florida mira pasar la Gloria, la Banca y el Sport.Un pájaro poeta rumia en su buche versos; chismoso y petulante, charlando va un gorrión; las plantas trepadoras conversan de política; las rosas y los lirios del arte y del amor.Rigiendo su cuadriga de mágicas libélulas, de sueños millonarios, pasa el travieso Puck; y, espléndida sportwoman, en su celeste carro, la emperatriz Titania seguida de Oberón.De noche, cuando muestra su medio anillo de oro bajo el azul tranquilo, la amada de Pierrot, es una fiesta pálida la que en el huerto reina, toca en la lira el aire su do-re-mi-fa-sol.Curiosas las violetas a su balcón se asoman. Y una suspira: «¡lástima que falte el ruiseñor!» Los silfos acompasan la danza de las brisas en un walpurgis vago de aromas y de visión.De pronto se oye el eco del grito de la pampa; brilla como una puesta del argentino sol; y un espectral jinete como una sombra cruza, sobre su espalda un poncho; sobre su faz, dolor.-¿Quién eres, solitario viajero de la noche? -Yo soy la Poesía que un tiempo aquí reinó: Yo soy el primer gaucho que parte para siempre, de nuestra vieja patria llevando el corazón.
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Del campo
De pasión sobrante y sueños de ceniza un pálido palio llevo, un cortejo evidente, un viento de metal que vive solo, un sirviente mortal vestido de hambre, y en lo fresco que baja del árbol, en la esencia del sol que su salud de astro implanta en las flores, cuando a mi piel parecida al oro llega el placer, tú, fantasma coral con pies de tigre, tú, ocasión funeral, reunión ígnea, acechando la patria en que sobrevivo con tus lanzas lunares que tiemblan un poco. Porque la ventana que el mediodía vacío atraviesa tiene un día cualquiera mayor aire en sus alas, el frenesí hincha el traje y el sueño al sombrero, una abeja extremada arde sin tregua. Ahora, qué imprevisto paso hace crujir los caminos? Qué vapor de estación lúgubre, qué rostro de cristal, y aún más, qué sonido de carro viejo con espigas? Ay, una a una, la ola que llora y la sal que se triza, y el tiempo del amor celestial que pasa volando, han tenido voz de huéspedes y espacio en la espera. De distancias llevadas a cabo, de resentimientos infieles, de hereditarias esperanzas mezcladas con sombra, de asistencias desgarradoramente dulces y días de transparente veta y estatua floral, qué subsiste en mi término escaso, en mi débil producto? De mi lecho amarillo y de mi substancia estrellada, quién no es vecino y ausente a la vez? Un esfuerzo que salta, una flecha de trigo tengo, y un arco en mi pecho manifiestamente espera, y un latido delgado, de agua y tenacidad, como algo que se quiebra perpetuamente, atraviesa hasta el fondo mis separaciones, apaga mi poder y propaga mi duelo.
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Diurno doliente
De pasión sobrante y sueños de ceniza un pálido palio llevo, un cortejo evidente, un viento de metal que vive solo, un sirviente mortal vestido de hambre, y en lo fresco que baja del árbol, en la esencia del sol que su salud de astro implanta en las flores, cuando a mi piel parecida al oro llega el placer, tú, fantasma coral con pies de tigre, tú, ocasión funeral, reunión ígnea, acechando la patria en que sobrevivo con tus lanzas lunares que tiemblan un poco. Porque la ventana que el mediodía vacío atraviesa tiene un día cualquiera mayor aire en sus alas, el frenesí hincha el traje y el sueño al sombrero, una abeja extremada arde sin tregua. Ahora, qué imprevisto paso hace crujir los caminos? Qué vapor de estación lúgubre, qué rostro de cristal, y aún más, qué sonido de carro viejo con espigas? Ay, una a una, la ola que llora y la sal que se triza, y el tiempo del amor celestial que pasa volando, han tenido voz de huéspedes y espacio en la espera. De distancias llevadas a cabo, de resentimientos infieles, de hereditarias esperanzas mezcladas con sombra, de asistencias desgarradoramente dulces y días de transparente veta y estatua floral, qué subsiste en mi término escaso, en mi débil producto? De mi lecho amarillo y de mi substancia estrellada, quién no es vecino y ausente a la vez? Un esfuerzo que salta, una flecha de trigo tengo, y un arco en mi pecho manifiestamente espera, y un latido delgado, de agua y tenacidad, como algo que se quiebra perpetuamente, atraviesa hasta el fondo mis separaciones, apaga mi poder y propaga mi duelo.
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Passata è la tempesta: Odo augelli far festa, e la gallina, Tornata in su la via, Che ripete il suo verso. Ecco il sereno Rompe là da ponente, alla montagna; Sgombrasi la campagna, E chiaro nella valle il fiume appare. Ogni cor si rallegra, in ogni lato Risorge il romorio Torna il lavoro usato. L'artigiano a mirar l'umido cielo, Con l'opra in man, cantando, Fassi in su l'uscio; a prova Vien fuor la femminetta a còr dell'acqua Della novella piova; E l'erbaiuol rinnova Di sentiero in sentiero Il grido giornaliero. Ecco il Sol che ritorna, ecco sorride Per li poggi e le ville. Apre i balconi, Apre terrazzi e logge la famiglia: E, dalla via corrente, odi lontano Tintinnio di sonagli; il carro stride Del passeggier che il suo cammin ripiglia. Si rallegra ogni core. Sì dolce, sì gradita Quand'è, com'or, la vita? Quando con tanto amore L'uomo à suoi studi intende? O torna all'opre? O cosa nova imprende? Quando dè mali suoi men si ricorda? Piacer figlio d'affanno; Gioia vana, ch'è frutto Del passato timore, onde si scosse E paventò la morte Chi la vita abborria; Onde in lungo tormento, Fredde, tacite, smorte, Sudàr le genti e palpitàr, vedendo Mossi alle nostre offese Folgori, nembi e vento. O natura cortese, Son questi i doni tuoi, Questi i diletti sono Che tu porgi ai mortali. Uscir di pena È diletto fra noi. Pene tu spargi a larga mano; il duolo Spontaneo sorge e di piacer, quel tanto Che per mostro e miracolo talvolta Nasce d'affanno, è gran guadagno. Umana Prole cara agli eterni! Assai felice Se respirar ti lice D'alcun dolor: beata Se te d'ogni dolor morte risana.
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La quiete dopo la tempesta
Passata è la tempesta: Odo augelli far festa, e la gallina, Tornata in su la via, Che ripete il suo verso. Ecco il sereno Rompe là da ponente, alla montagna; Sgombrasi la campagna, E chiaro nella valle il fiume appare. Ogni cor si rallegra, in ogni lato Risorge il romorio Torna il lavoro usato. L'artigiano a mirar l'umido cielo, Con l'opra in man, cantando, Fassi in su l'uscio; a prova Vien fuor la femminetta a còr dell'acqua Della novella piova; E l'erbaiuol rinnova Di sentiero in sentiero Il grido giornaliero. Ecco il Sol che ritorna, ecco sorride Per li poggi e le ville. Apre i balconi, Apre terrazzi e logge la famiglia: E, dalla via corrente, odi lontano Tintinnio di sonagli; il carro stride Del passeggier che il suo cammin ripiglia. Si rallegra ogni core. Sì dolce, sì gradita Quand'è, com'or, la vita? Quando con tanto amore L'uomo à suoi studi intende? O torna all'opre? O cosa nova imprende? Quando dè mali suoi men si ricorda? Piacer figlio d'affanno; Gioia vana, ch'è frutto Del passato timore, onde si scosse E paventò la morte Chi la vita abborria; Onde in lungo tormento, Fredde, tacite, smorte, Sudàr le genti e palpitàr, vedendo Mossi alle nostre offese Folgori, nembi e vento. O natura cortese, Son questi i doni tuoi, Questi i diletti sono Che tu porgi ai mortali. Uscir di pena È diletto fra noi. Pene tu spargi a larga mano; il duolo Spontaneo sorge e di piacer, quel tanto Che per mostro e miracolo talvolta Nasce d'affanno, è gran guadagno. Umana Prole cara agli eterni! Assai felice Se respirar ti lice D'alcun dolor: beata Se te d'ogni dolor morte risana.
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Eu deixei meu conhaque no carro, Não dirigi, Vim a pé do trabalho. O amor que me mata, Me sangra e corrompe. É o mesmo que floresce, nasce, repara. Eu queria você. Você não me queria? Madrugada a fora, Eu ia. Dancei a balada dos embriagados, Terminei nos seus braços, Doces e salgados, Eu vivi a utopia da felicidade, E agora cá estou, Nessa cidade Da morte.
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Apr 1, 2015
Apr 1, 2015 at 1:41 AM UTC
Versos embriagados
Tenho medo o tempo todo Medo de salas de aula Escritórios De atravessar a rua Bancos De esperar o ônibus Da rua escura, do beco De ser passageira num carro que vai bater Ou ver quem amo morrer Tenho medo porque amo tudo descontroladamente Amo até o ódio que cria em mim rebeldia Que me faz desafiar os dias Tenho medo do tempo De te esperar na fila do cinema e você finalmente decidir que não é a mim que quer para ti Apavoro só com o pensamento de voltar para casa com outra frustração Eu não aguentaria, tenho medo de não aguentar Tenho medo do abandono Dos olhares Até de altares Que me lembram o medo de infância de que talvez houvesse um demônio em mim Um medo neurótico, paralisante Que nem por um instante Me deixa refletir quem sou
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Apr 14, 2017
Apr 14, 2017 at 9:13 PM UTC
Sobre Medo
A unos les gusta el alpinismo. A otros les entretiene el dominó. A mí me encanta la transmigración. Mientras aquéllos se pasan la vida colgados de una soga o pegando puñetazos sobre una mesa, yo me lo paso transmigrando de un cuerpo a otro, yo no me canso nunca de transmigrar. Desde el amanecer, me instalo en algún eucalipto a respirar la brisa de la mañana. Duermo una siesta mineral, dentro de la primera piedra que hallo en mi camino, y antes de anochecer ya estoy pensando la noche y las chimeneas con un espíritu de gato. ¡Qué delicia la de metamorfosearse en abejorro, la de sorber el polen de las rosas! ¡Qué voluptuosidad la de ser tierra, la de sentirse penetrado de tubérculos, de raíces, de una vida latente que nos fecunda... y nos hace cosquillas! Para apreciar el jamón ¿no es indispensable ser chancho? Quien no logre transformarse en caballo ¿podrá saborear el gusto de los valles y darse cuenta de lo que significa "tirar el carro"?... Poseer una virgen es muy distinto a experimentar las sensaciones de la virgen mientras la estamos poseyendo, y una cosa es mirar el mar desde la playa, otra contemplarlo con unos ojos de cangrejo. Por eso a mí me gusta meterme en las vidas ajenas, vivir todas sus secreciones, todas sus esperanzas, sus buenos y sus malos humores. Por eso a mí me gusta rumiar la pampa y el crepúsculo personificado en una vaca, sentir la gravitación y los ramajes con un cerebro de nuez o de castaña, arrodillarme en pleno campo, para cantarle con una voz de sapo a las estrellas. ¡Ah, el encanto de haber sido camello, zanahoria, manzana, y la satisfacción de comprender, a fondo, la pereza de los remansos.... y de los camaleones!... ¡Pensar que durante toda su existencia, la mayoría de los hombres no han sido ni siquiera mujer!... ¿Cómo es posible que no se aburran de sus apetitos, de sus espasmos y que no necesiten experimentar, de vez en cuando, los de las cucarachas... los de las madreselvas? Aunque me he puesto, muchas veces, un cerebro de imbécil, jamás he comprendido que se pueda vivir, eternamente, con un mismo esqueleto y un mismo **** Cuando la vida es demasiado humana -¡únicamente humana!- el mecanismo de pensar ¿no resulta una enfermedad más larga y más aburrida que cualquier otra? Yo, al menos, tengo la certidumbre que no hubiera podido soportarla sin esa aptitud de evasión, que me permite trasladarme adonde yo no estoy: ser hormiga, jirafa, poner un huevo, y lo que es más importante aún, encontrarme conmigo mismo en el momento en que me había olvidado, casi completamente, de mi propia existencia.
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Untitled
A unos les gusta el alpinismo. A otros les entretiene el dominó. A mí me encanta la transmigración. Mientras aquéllos se pasan la vida colgados de una soga o pegando puñetazos sobre una mesa, yo me lo paso transmigrando de un cuerpo a otro, yo no me canso nunca de transmigrar. Desde el amanecer, me instalo en algún eucalipto a respirar la brisa de la mañana. Duermo una siesta mineral, dentro de la primera piedra que hallo en mi camino, y antes de anochecer ya estoy pensando la noche y las chimeneas con un espíritu de gato. ¡Qué delicia la de metamorfosearse en abejorro, la de sorber el polen de las rosas! ¡Qué voluptuosidad la de ser tierra, la de sentirse penetrado de tubérculos, de raíces, de una vida latente que nos fecunda... y nos hace cosquillas! Para apreciar el jamón ¿no es indispensable ser chancho? Quien no logre transformarse en caballo ¿podrá saborear el gusto de los valles y darse cuenta de lo que significa "tirar el carro"?... Poseer una virgen es muy distinto a experimentar las sensaciones de la virgen mientras la estamos poseyendo, y una cosa es mirar el mar desde la playa, otra contemplarlo con unos ojos de cangrejo. Por eso a mí me gusta meterme en las vidas ajenas, vivir todas sus secreciones, todas sus esperanzas, sus buenos y sus malos humores. Por eso a mí me gusta rumiar la pampa y el crepúsculo personificado en una vaca, sentir la gravitación y los ramajes con un cerebro de nuez o de castaña, arrodillarme en pleno campo, para cantarle con una voz de sapo a las estrellas. ¡Ah, el encanto de haber sido camello, zanahoria, manzana, y la satisfacción de comprender, a fondo, la pereza de los remansos.... y de los camaleones!... ¡Pensar que durante toda su existencia, la mayoría de los hombres no han sido ni siquiera mujer!... ¿Cómo es posible que no se aburran de sus apetitos, de sus espasmos y que no necesiten experimentar, de vez en cuando, los de las cucarachas... los de las madreselvas? Aunque me he puesto, muchas veces, un cerebro de imbécil, jamás he comprendido que se pueda vivir, eternamente, con un mismo esqueleto y un mismo **** Cuando la vida es demasiado humana -¡únicamente humana!- el mecanismo de pensar ¿no resulta una enfermedad más larga y más aburrida que cualquier otra? Yo, al menos, tengo la certidumbre que no hubiera podido soportarla sin esa aptitud de evasión, que me permite trasladarme adonde yo no estoy: ser hormiga, jirafa, poner un huevo, y lo que es más importante aún, encontrarme conmigo mismo en el momento en que me había olvidado, casi completamente, de mi propia existencia.
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Me ha quedado clavada en los ojos la visión de ese carro de trigo que cruzó rechinante y pesado sembrando de espigas el recto camino. ¡No pretendas ahora que ría! ¡Tú no sabes en qué hondos recuerdos             estoy abstraída! Desde el fondo del alma me sube un sabor de pitanga a los labios. Tiene aún mi epidermis morena no sé que fragancias de trigo emparvado. ¡Ay, quisiera llevarte conmigo a dormir una noche en el campo y en tus brazos pasar hasta el día bajo el techo alocado de un árbol! Soy la misma muchacha salvaje que hace años trajiste a tu lado.
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Raíz salvaje
Honda, inmóvil, letárgica laguna que semeja el sepulcro de la luna, se tiende hasta el ilímite horizonte, y a la tristeza vesperal se aduna un viento de ultramar y de ultramonte. Cantan en el crepúsculo y un leve son de esquila vuela en el éter trémulo. Que mi rumor se extinga blando, tenue, ola en onda, onda en pompa, pompa en iris, como vágulo aroma en la memoria; y me reintegre a la epopeya trunca en la ciudad de nieblas de mi gloria. Cantan en el crepúsculo. ¡Armonía! Y que olvide la brega transitoria, y el no ser más -y el no ser menos nunca-, del hilo de oro del collar del día. ¡Armonía! ¡Armonía! Y el ancla suelte a místicas regiones, no humano ya mi desear: divino mi poseer, mientras en el desmayo del crepúsculo rueda sobre los ásperos terrones el carro del campesino, y fulgura, real, tras el velo de mis lágrimas, erigida por mi dolor con el mármol de mi poesía -¡y mía, mía, mía!- mi nebúlea azulina Acuarimántima. ¡Armonía! ¡Armonía!
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Acuarimántima ix
Buscad, buscadlos: en el insomnio de las cañerías olvidadas, en los cauces interrumpidos por el silencio de las basuras. No lejos de los charcos incapaces de guardar una nube, unos ojos perdidos, una sortija rota o una estrella pisoteada.   Porque yo los he visto: en esos escombros momentáneos que aparecen en las neblinas. Porque yo los he tocado: en el destierro de un ladrillo difunto, venido a la nada desde una torre o un carro. Nunca más allá de las chimeneas que se derrumban, ni de esas hojas tenaces que se estampan en los zapatos.   En todo esto. Más en esas astillas vagabundas que se consumen sin fuego, en esas ausencias hundidas que sufren los muebles desvencijados, no a mucha distancia de los nombres y signos que se enfrían en las paredes.   Buscad, buscadlos: debajo de la gota de cera que sepulta la palabra de un libro o la firma de uno de esos rincones de cartas que trae rodando el polvo. Cerca del casco perdido de una botella, de una suela extraviada en la nieve, de una navaja de afeitar abandonada al borde de un precipicio.
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Los ángeles muertos
¿Por qué me miras tan serio, carretero? Tienes cuatro mulas tordas, un caballo delantero, un carro de ruedas verdes, y la carretera toda para ti, carretero. ¿Qué más quieres?
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Peñaranda de duero
Sabemos que no hay tierra ni estrellas prometidas. Lo sabemos, Señor, lo sabemos y seguimos contigo trabajando. Sabemos que mil veces y mil veces pararemos de nuevo nuestro carro y que mil y mil veces en la tierra alzaremos de nuevo nuestro viejo tinglado. Sabemos que por ello no tendremos ni ración ni salario. Lo sabemos, Señor, lo sabemos y seguimos contigo trabajando. Y sabemos que sobre este tinglado liemos de hacer mil veces y mil veces todavía el mismo viejo truco bufo-trágico sin elogios ni aplausos. Lo sabemos, Señor, lo sabemos y seguimos contigo trabajando...
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Sabemos
sinto tudo tão inacabado como se minha alma fosse uma obra com aquelas paredes de concreto com uma só mão de tinta branca com os fios das lâmpadas soltos em todos os cômodos de mim me sinto como a música no carro que sempre tenho que voltar porque falaram na parte mais importante ou como a terceira vez que voltei pra finalizar esse texto como o último abraço que dei no meu pai e nem levantei da cadeira o caderno da minha aula de arte moderna a mensagem que eu comecei a escrever no ponto de ônibus e não deu tempo o último beijo que eu dei em você e nem encostei a língua no céu da tua boca amanhã já vem e não conclui nada de hoje se eu morresse eu nem teria vivido
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Mar 8, 2019
Mar 8, 2019 at 12:33 AM UTC
Das sensações diárias;
A tiazinha puxava o cão pela corrente A corrente era bem comprida A tiazinha vinha andando pela calçada O cão vinha pela avenida A tiazinha puxava forte a corrente Mas o carro veio logo em seguida
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Feb 24, 2017
Feb 24, 2017 at 4:28 PM UTC
Enquanto voltava para casa de bicicleta
You lie there - inert Day in day out Your body lifeless - limp I watch you slowly wither away...
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Jan 23, 2014
Jan 23, 2014 at 5:20 PM UTC
My carro
Los mozos de Monleón se fueron a arar temprano, ay, ay, para ir a la corrida, y remudar con despacio, ay, ay. Al hijo de la "Velluda", el remudo no le han dado, ay, ay. -Al toro tengo que ir aunque vaya de prestado, ay, ay. Permita Dios, si lo encuentras, que te traigan en un carro, las albarcas y el sombrero de los siniestros colgando. Se cogen los garrochones, se van las navas abajo, preguntando por el toro, y el toro ya está encerrado. A la mitad del camino, al mayoral se encontraron, -Muchachos que vais al toro: mirad que el toro es muy malo, que la leche que mamó se la di yo por mi mano. Se presentan en la plaza cuatro mozos muy gallardos, ay, ay. Manuel Sánchez llamó al toro; nunca lo hubiera llamado, ay, ay, por el pico de una albarca toda la plaza arrastrando; ay, ay. Cuando el toro lo dejó, ya lo ha dejado sangrando, ay, ay. -Amigos, que yo me muero; amigos, yo estoy muy malo; tres pañuelos tengo dentro y este que meto son cuatro. -Que llamen al confesor, pa que venga a confesarlo. Cuando el confesor llegaba Manuel Sánchez ha expirado. Al rico de Monleón le piden los bues y el carro, ay, ay, pa llevar a Manuel Sánchez, que el torito lo ha matado. ay, ay. A la puerta de la "Velluda" arrecularon el carro, ay, ay. -Aquí tenéis, vuestro hijo como lo habéis demandado. ay, ay.
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Los mozos de monleón
Ruba a qualcuno la tua forsennata stanchezza o gemma che trapassi il suono col tuo respiro l'ombra che sta ferma di fronte ad un porto di paura quel trascendere il mito come se fosse forzatamente azzurro o chi senza abbandono che non sanno che il pianto dei poeti è solo canto. Canto rubato al vecchio del portone rubato al remo del rematore alla ruota dell'ultimo carro o pianto di ginestra dove fioriva l'amatore immoto dalle turbe angosciose di declino io sono l'acqua che si genuflette davanti alla montagna del tuo amore.
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Pianto dei poeti
Doña Muerte y Don Amor, hacer es bien lo del diablo que trocó ya los arreos medievales de los autos. Un overall de Mahón es hoy el traje adecuado de los que, como vosotros, llevan un duro trabajo. Y no queráis asustarme con el dalle y con el arco, que éste es un viejo negocio solidario de los cuatro: Doña Muerte y Don Amor, vosotros dos. Yo y el Diablo tenemos que llevar hacia el Sol este carro.
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Doña muerte y don amor