"caio" poems
O coração não mais bate ansioso
Não se queixa se se parte
Mudo, calado,
Pede que me esqueça que existe
E que sucumba,
Muda, calada,
Ao vazio que me toma o peito
Para que nele faça casa novamente.
A cabeça divaga, inquieta,
Queixando-se só de não se queixar
Calada, indiferente,
À impulsividade que me toma
E que me torna,
Feroz, calada,
Num outro animal qualquer
Que me rasga a pele e alma sujas.
Sou presa e predadora nesta Primavera que chega
Não mais borboleta mas fera sedenta
Do sangue que em si mesma corre
Feroz, abafada,
Por drogas rotineiras
E uma cabeça que se não cala
Abafada, empurrada,
Por whiskey rasca e brancos quentes
Caio no ímpasse do quase esquecimento.
O corpo que me prende não é o meu
O Ser, levou-o a nortada
Sou só sentires inexistentes e pensares duvidosos
Matei-me e, impura, continuo a viver
Presa na vida e presa de mim.
Mar 21, 2017
Mar 21, 2017 at 6:19 PM UTC
This loneliness
Is like empty walls
An echo of silence
Bouncing back and forth
Reminding me of the
Darkness of my soul
Paranoia and the voices mocking me
Persisting and alluring
Showing me that ropes
Are of a Purple Velvet matter
Seducing ****** they are
Death by a wet kiss
Drowning in this glorious liquid and fluids
Tight ******* with profanities
Right against my sore body
Erecting me high
Deflowering my innocence
******* me off of any sanity
How can I resist?
Seductive words in glamorous blasphemies
Tingling all my senses
And then, with no mercy
Showing me a reflection
Of a hideous and grotesque monster
It is me
It has always been me
And in my despair
In my loneliness
In my own tribulations
Self-destruction
Might be the only way
Mar 19, 2015
Mar 19, 2015 at 6:16 AM UTC
Percorro a cidade sem nome
por entre a multidão
à procura de . . .
Sem rosto nem emoção
Transponho o muro e caio no abismo
percorro as vielas sem rumo nem destino
Abalo entoando uma canção de corpo pendente
Possuído pela sombra do vício presente.
Jan 2, 2014
Jan 2, 2014 at 8:15 AM UTC
Dormi sem amor,
Foi como eu devia ter acordado hoje.
Acho que meu problema está nas expectativas.
Eu entro num balão cheio delas,
Voamos e voamos,
E no alto da emoção ele se fura,
Eu caio no mar.
E depois vou tentando sobreviver com os restos amargos que ficaram.
Aí eu me embriago, choro,
Digo que vou colocar ponto final.
E no outro dia acordo com uma vírgula.
May 24, 2015
May 24, 2015 at 1:32 AM UTC
caio lentamente
diminuído . decaído . consumido
pensamentos demoníacos
lágrimas escorrem do meu rosto
e caem a meus pés
equilíbrio
visão extravagante
floresta de pedra
criaturas da noite
movem-se pacificamente
invisíveis
desejo
fogo incontrolável
que me absorve na sua graça
perplexo
danço nas chamas bruxuleantes
conspiro
ao som do silêncio da noite
e procuro o conforto
no gelo frio do teu ser
o meu dilema:
qual o meu caminho?
May 15, 2015
May 15, 2015 at 6:32 AM UTC
Sóbrio caminho pela calçada.
Bêbado, caio num copo de absinto,
e nadando até à margem...
faço-te um sinal e tu nem me ouves...
grito por ti e tu nem me vês...
amo-te e tu que fazes?
Que faço eu também aqui à tua espera.
Mar 4, 2014
Mar 4, 2014 at 3:16 PM UTC
caio quando fecho os olhos
não sei o acontecerá quando aterrar.
não vejo o fundo deste buraco imenso, mas também não o temo.
aliás, anseio-o.
tenho a cabeça crua.
já não sei se caio para o chão ou do chao,
ou para cima.
posso cair de diversas maneiras e faço-as todas ao mesmo tempo.
sou um só com o buraco ***** que me engole.
talvez até seja eu a engoli-lo.
vou ficar com uma indigestão.
quando penso que vou parar, escorrego mais fundo para o
estômago do vazio e o vazio desce-me pelo esófago.
se fechar os olhos adormeço ou acordo? vou tentar.
Mar 2, 2018
Mar 2, 2018 at 2:42 PM UTC