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Geografia I
Quando a Vila Jaiara era do mundo
O centro vital; se mais longe houvesse,
Lá chegara, aos saltos, de susto tomado
Em mim mesmo; silente rezava o missal.
Corria pelos campos – a savana, cerrado.

O medo do sistema heliocêntrico
Ainda não perdera: o medo de ser
Só. Eu vivia com meus irmãos e irmãs –
Éramos uma centena de bichinhos
Em torno de nossa mãe adotada,
A quem chamávamos de Senhora.
E em torno dela, tudo girava, girava...

Os grandes mandavam-nos, sorrateiros,
Andar pelo cerrado em busca de tudo:
Gabirobas, cajuzinhos, goiabas ...

Na Vila Jaiara havia tanta coisa mais.
A casa de Helena; de deuses onde doces.
Que à caminhada tornava clara para nós.
Centro luminoso em que a ceia do Senhor.

Não havia São Paulo ou Rio de Janeiro –
No máximo: Belo Horizonte, Araxá
Povoavam nossos sonhos.
E talvez Ouro Preto e Divinópolis –
Onde Dora reinava...
- Goiânia, São Petersburgo e Tegucigalpa – só no Atlas.

Anápolis era outra estória: a cidade, o comércio longe demais...
Ali na Jaiara estava o centro de tudo
e no centro de tudo o amor:
Laíde Epifânia me nomeara “Maninho”.

Naquele tempo, na nossa vila, não passava um rio.
Mas havia a fábrica de tecidos, onde Jorge –
Noivo de minha irmã – tecia a união e afeto
E me ensinava a andar de bicicleta.

Do Vietnã,  só soube no ginásio.
./.
Portuguese (Brazil)
Rui Serra Jul 2014
Deambulo pelas ruas... sonhos perdidos, ilusões desfeitas. Há um travo amargo no ar da noite. Breve a vila despertará e eu continuarei só.
Mariah Tulli Jun 2019
Na mesma posição, estática por dentro, pra quem olha de fora a inquietação é vívida, aquele esfregar das mãos e as pernas que não param de balançar. Gosto de observar a fundo todas as situações enquanto a mente tenta formular algo pra dizer, mas por final já está tudo pronto e a boca parece estar acostumada a repetir aquelas falas. Sabe quando você para na beira de uma cachoeira contemplando aquela natureza linda e nota como a água segue o seu fluxo natural? É apenas sobre isso... A vida adulta é sobre aceitação ela disse, mal sabia o quão habituada estou a essa palavra, já faz parte de mim a um bom tempo. O chá de camomila esfriou, o sono prometido nem deu as caras e sigo escutando as gotas de água caindo sobre o chão da vila, acompanhada das minhas escorrendo pela face. Agradeço pelo encontro, vivi mais uma vez e foi bom.
misha Sep 2020
the faerie led me
to the blossoming marsh
while I slept
under moonlight's trance

again to the place
where the crickets hum
and the grass is damp
under my bare feet

where the reed grasses grow
to cover your body
and the sparrows lap up your blood
and take it to the sky

it will fall as rain
soaking my hair
sating my roots
under which you lay dreaming
Geof Spavins Feb 25
In the vast expanse of space, where stars gleam bright,
A tale unfolds of bravery, in the dead of night,
Blake and his seven, a rebel force so bold,
Against the Federation's grip, their story told.

Roj Blake, a leader with courage and might,
Fought for freedom, against the dark's fright,
With Avon, Vila, Cally, and Jenna by his side,
Their loyalty and struggles, through space they’d ride.

On the Liberator, their star ship grand,
They battled oppression, a ragtag band,
With Orac’s wisdom, and Zen’s guiding light,
They journeyed through dangers, from planet to flight.

Avon, the cynic, with a mind so keen,
Vila, the thief, with wit often seen,
Cally, the telepath, with heart and grace,
Jenna, the pilot, navigating space.

Through victories and losses, their spirits remained,
A quest for justice, though lives they strained,
Blake's 7, a legend that time won't erase,
A story of defiance, in the infinite space.

Echoes of their fight, in hearts will stay,
Blake's 7, heroes of a bygone day,
In the chronicles of sci-fi, their legacy set,
A saga remembered, we won’t forget.
I have be reminiscing TV of my youth... more to come

— The End —