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"clandestino" poems
La víspera de un nuevo despertar se nubla en neblina de adicción, mi garganta se seca de tanto cantar y a mi voz le hace falta una musa. Por latir y perseguir a la quimera de ilusión que me hace perder la razón, Cansado mi bohemio corazón está. En un trago amargo se ahoga el llanto de lagrimas disecadas; mientras tanto sus besos embargo con las palabras de un enamorado trovador Soy el loco bohemio, no se a donde voy y acepto que no me importa, pero aún en las veredas de húmedos desiertos mi alma yo le doy. No son los primeros versos que te escribo, los últimos espero tampoco. Mil palabras de vino tinto este poeta escribe a la vena de fábula Esperando algún día, el mito clandestino se vuelva realidad.
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Jan 20, 2015
Jan 20, 2015 at 10:35 PM UTC
Mito Clandestino
Flaca tu cabello desbordaba cuentos de hadas, tenias un vestido verde y un amor clandestino. Flaca llegaste en febrero como época pasajera o lluvia de temporal mojabas el alma cuando te veía llegar. Dejaste vida en mi cuerpo y sembraste tu amor, oh! flaca de saber que te irías te hubiese dado más besos, más abrazos, pero que podía hacer si tu alma es libre, y la piel lo pide.
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Sep 30, 2018
Sep 30, 2018 at 9:34 PM UTC
Flaca
Te podrás imaginar la erótica rupestre para quien solo vive por las sensaciones para quien, aún confinado a la déspota tiranía de si mismo nada aporta a su sed de querencias Te podrás imaginar la erótica rupestre que pintan sus trompas de marfil te podrás imaginar el salitre de sus pardos muros en la noche en el ocaso plateado en el rocío helado de la madrugada en el granizo que eriza la piel de la multitud en la indiferencia del chofer en su charla vacía y protocolar en el ahíto evidente de sus palabras en las luces del puente reflejadas sobre tu mirada perdida en el sudor clandestino en el ciego tiento proscripto Te podrás imaginar la erótica rupestre tiznada sobre las sábanas Chet Baker de fondo y el viento meciendo los restos de la ciudad
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Jul 18, 2015
Jul 18, 2015 at 12:31 AM UTC
Conceptos “De una serie inacabada de penosas dedicatorias”
Lentamente la tomo entre mis brazos, La perfección de su cuerpo Se desvanece en El infinito de sus ojos. Es mía Mientras furtivamente desvisto Su virgen cuerpo, Me mira a los ojos con deseo La lucha en su vientre Hace evidente su clandestino anhelo Soy suyo Una suave brisa de pasión Convierte su inexperiencia En una inmaculada noche. El deseo, el calor, La pasion y el amor. Soy suyo Es mía Somos nuestros
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Sep 22, 2014
Sep 22, 2014 at 2:23 PM UTC
Es mía
Chelsea would be yours to rule by night, and the fools of the bars would lift their liquored skulls from every bar top, cheering the anthem of your glory, from the 13th Step to Clandestino. and when we take all of Angel's Share, I'd follow the resplendence of your staggering figure along concrete carpets while the traffic-jam parade flashed their headlights in praise of the Urban Royalty and his timid right-hand rebel. oh, how we are adored! and even if we are mistaken, what care could we give when the streets are ours, and every footstep turned the pavement to gold, and each mechanical cart propelled us further in our conquest from terminal to terminal. I wanted to make you King— but the Blue Moon in my hand does not match that of the one that shines, (nor do I shimmer as it does...) besides, you already are the King— all I am is timid and left-handed, and I'm longing to be adored.
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Mar 13, 2014
Mar 13, 2014 at 12:49 AM UTC
I wanted to make you King—
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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