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"invadem" poems
De repente olho para trás e postais antigos invadem-me a memória, fotografias já sem cor de um tempo que não poderei fazer regressar. Sou alguém, ou assim dizem mas o que sou jamais importa. Rebelei-me contra a escola ataquei os professores fui pateta Andei por aqui e acolá a biblioteca, os livros sua magia, seu encanto na adolescência a história do rock um verão esplêndido e à noite uma garrafa, uma rapariga e um abençoado sonho. Abraço as imagens de outros tempos e torno-me num palhaço o que faço bebo bebo para vos poder ridicularizar estar bêbedo é um bom disfarce depois minha cabeça pifou lamento as noites, os anos, tudo o que perdi. À medida que o corpo se destrói o espírito torna-se mais forte.
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May 5, 2014
May 5, 2014 at 5:02 PM UTC
olhando em frente
a ideia escorre lentamente fruto do corte profundo escorrem também palavras que escrevo que outrora escrevi escorrem e invadem a noite aperto a ferida os anticorpos expulsam o veneno volto a acreditar na doçura das palavras volto a escrever mas na realidade, o que sai de mim?
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Feb 11, 2015
Feb 11, 2015 at 5:30 PM UTC
Veneno
Museus e construções em chamas Invadem sonhos dos quais não me recordo Acordo, então, com teias em meu coração E um sentimento vazio em meio as tramas Sem lembranças e sem desejar vingança Primeiro aqui, depois lá E tantos outros ocorreram E você nem irá recordar Pois não era Estados Unidos ou Europa Se for Rússia, Alemanha ou China Se lembrará então da Índia, Chile ou Argentina Pois construções divinas como esta e outras mais Mal se comparam com as árvores centenárias e os rios que aqui não mais jazem Nas mãos dos donos do primeiro mundo Possíveis conspiracionistas enquanto tomam seu chá E fumam seus charutos caros, despreocupados Exalando a fumaça de Notre Dame, de museus nacionais e ainda mais Bebendo em seus chás As águas dos rios que assistiram secar
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Apr 16, 2019
Apr 16, 2019 at 10:07 PM UTC
Chamas