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O Verbo do Xisto: Evangelho
No princípio era o Silêncio, a Pedra e a Solidão,
O caos de xisto bruto sob o olhar de um Deus severo.
Mas o Profeta veio, e com o ferro e com a mão,
Escreveu a Bíblia da Terra num sulco sincero.
Não foi a lógica do mundo que esta encosta ergueu,
Foi o Espírito da Raça que à rocha se deu..
Eis o Mistério:
A máquina é cega, o cálculo é pó, a letra é morta.
Só a mente iluminada entende o que a videira diz:
O Douro não é comércio que se vende ou se transporta,
É um Templo com uma milenar raiz.
O que o "Excel" ignora, a nossa alma profetiza:
Quem não sente a pedra, o sagrado profaniza!
Erguei o Cálice! Mas que tenha vinho se puro sem defeito.
A aguardente da alma, sem a mancha do estrangeiro.
Pois misturar o estranho no vinho do nosso peito,
É trair o antepassado, o herói e o prisioneiro.
O Douro é o Altar onde o suor se faz comunhão,
E cada bago de uva é uma hóstia de redenção.
Olhai o Profeta do Xisto, o Intelectual do Abismo,
Que vê no terraço a escada para a imortalidade.
Contra o lucro fugaz e o frio materialismo,
Erguemos a bandeira da nossa Identidade!
Pois se o Douro cair, cai o Norte e a Nação,
E o xisto cobrará, em silêncio, a sua maldição.
O gume da fala é o raio que rasga a treva do agora:
O Douro não se rende, pois é feito de Eterno!
Somos os guardiões da luz que a montanha devora,
Vencedores do tempo, do sol e do inverno.
O xisto é a nossa carne! A honra é o nosso pão!
O Douro é o Verbo vivo em plena Ressurreição!
Victor Marques
Douro
Victor Marques
Apr 27
Apr 27, 2026 at 7:49 AM UTC
Liturgia das Encostas: Deus no Douro
No xisto que racha, no sol que escalda,
Deus desce a encosta, com sua mão a salva.
Não vem de coroa, não vem de gala,
Vem no suor que a testa exala .
Deus é a rocha que o ferro fura,
A mão que planta, a mão que cura.
Amanhã é o vinho que o lagar espera,
É a promessa de uma nova era.
Deus será o que o tempo apura,
A voz da justiça contra a amargura.
Será o preço que a uva merece,
A conta paga de quem não esquece.
É o amanhã que o xisto sustenta,
Na paz do repouso que a alma alimenta.
E Sempre o Douro será o altar,
Onde o sagrado vem descansar.
Sempre a videira será o abraço,
Que Deus e o Homem dão passo a passo.
O xisto é bíblia, o rio é o batismo,
A terra é a cura de todo o abismo.
Pois quem no Douro planta a sua fé,
Com Deus ao lado, mantém-se de pé.
Hoje, amanhã e o tempo que vem,
O Douro é o berço do eterno bem.
Uva por uva, pedra por pedra,
É neste Reino que a vida medra!
O xisto não fala, mas dita o compasso. Eu escrevo e Deus guia o meu passo.
Victor Marques
Apr 26
Apr 26, 2026 at 4:31 PM UTC
Saudade de Deus,
Memória da alma,
Um eco gritante.
Minha alma,
Um espaço que não aceita substitutos,
porque tem formato de infinito.
E essa saudade…
é Ele me puxando de volta,
com delicadeza.
Porque às vezes o mundo pesa,
e eu não sei mais onde descansar,
além de ti.
Saudade de Deus,
Porque até a fé, às vezes,
parece cansada dentro de mim.
Tem algo aqui dentro
que ainda te chama.
Baixo, quase sem força,
mas insiste.
Saudade de Deus,
Anhelo o seu amor por mim,
porque, de algum jeito,
minha alma ainda sabe,
exatamente,
onde pertence.
Saudade de Deus,
eu paro,
no meio do nada
e penso:
volta… ou me deixa voltar, Deus.
Apr 5
Apr 5, 2026 at 3:20 PM UTC
Tributo a António Alexandre Marques
Nas encostas de socalcos desenhados,
Onde o Douro flui em veia de prata,
António seguiu, de passos pausados,
Fazendo da terra a prece mais exata.
Era setembro, o ar cheirava a vida,
Vindima em flor, o fruto em seu rigor,
Quando a jornada, enfim, foi concluída,
E o mestre se fundiu no seu labor.
Em 2002, o ciclo fez-se eterno,
Nestas vinhas que ele tanto amou,
Onde o suor, no verão e no inverno,
Em atos de profunda fé se revelou.
Pai de afetos, de linhagem e de brio,
Plantou nos filhos o grão da retidão,
Como um rio que deságua noutro rio,
Levando o amor à terra no coração.
Hoje, é poeira de sol na videira,
Sopro místico no vale profundo,
Pois quem com Deus plantou a vida inteira,
Colhe a paz no pomar do outro mundo.
Victor Marques
Douro
Portugal
Mar 20
Mar 20, 2026 at 3:00 AM UTC
O Verbo do Xisto
Nas fendas do xisto, onde se reza,
Escreve Deus o destino da minha solidão,
Entre o suor do homem e a luz da Natureza,
O vinho nasce em forma de oração.
Pelo nevoeiro sagrado, em silêncio ungido,
A alma apura o que a terra consagrou.
É o btilho da rocha, em bago contido,
Que a minha mão com fé guardou.
Na adega escura, onde o tempo descansa,
O mosto apura o silêncio e a cor.
Ouro e rubi, numa eterna aliança,
Fruto da espera do baco criador.
Não beba apenas o fruto ou o tempo;
Beba o mistério, sinta o universo.
Pois em cada gota, neste exato momento,
O vinho que bebe deixa de ser prova é verso.
Victor Marques
Douro
Mar 17
Mar 17, 2026 at 12:51 AM UTC
O Evangelho do Xisto
No princípio era a Rocha, e a Rocha era silêncio.
Até que o Sol a feriu, e do seu flanco brotou o meu pensamento.
Nasci no frio de Novembro, sob o signo do tempo selado,
Batizado nas águas do Douro, no ventre de um vale sagrado.
Não é vinho é o Verbo encarnado na terra,
É o fogo líquido que a treva da noite encerra.
Touriga Nacional sombra de altar e clarão,
Incêndio místico que arde no meu coração.
Podo o verso e a vide, em prece, responde,
Onde o tempo se curva e a face de Deus se esconde.
Quinze graus de chama, de unção e de glória,
Seda e silêncio, marca a nossa memória.
Cada cepa é um salmo, gravado na encosta,
Cada folha é um eco que não fala mas se mostra.
Gouveio e Rabigato, sopros de luz no vento,
Brancos puros que guardam o azul do firmamento
.
A videieira entranha-se na pedra, em comunhão sagrada,
Bebendo o suor da montanha, na encosta calada.
Ergue-se a Excelsa, austera, rainha e formosa,
Filha primogénita da terra xistosa.
Nos seus bagos pulsa a promessa a lágrima chorada,
Doçura de séculos numa só gota guardada.
No tanino vibra a memória, o fôlego e a vitória,
Dos nossos antepassados que ergueram, em pedra, suor e história.
Não bebais apenas escutai a emoção,
O Douro é o Livro escrito em cada estação.
Pois no cálice, onde a eternidade se faz unidade,
O Xisto, o Homem e o Tempo são a mesma Divindade.
Victor Marques
Douro
Portugal
Mar 1
Mar 1, 2026 at 4:14 AM UTC
Sentinela do Firmamento
As estrelas brilham na abóbada do céu...
E eu, de vigília, busco o novo dia.
Pelas promessas do alto eu espero,
Pois vejo a ordem que no peito quero.
Qual sentinela do sul em eterna agonia.
Perco-me em zumbidos, no vale do medo,
Mas olho para o alto e guardo o segredo:
Contemplo o pó sem nada reclamar,
Nesta natureza que insiste em murchar...
Mas as estrelas brilham para quem tem fé,
Mil parecem ser, e o Verbo as mantém de pé.
Com olhos que o sono não ousa tocar,
Observo-as, ansioso por me resgatar.
Pois o frio da noite é um manto de seda,
Que envolve a alma que na carne se enreda;
Pergunto ao vazio se o brilho é resposta,
Ou se é a Glória, de face exposta.
Há um silêncio que clama nas constelações,
Ungindo as feridas de vãs negações.
Sou barro que olha para o ouro do céu,
Rasgando do abismo o escuro véu.
Estão entretidas, em coros brilhantes,
Noite adentro, são luzes constantes.
Parecem ungidas para amar o distante,
Beijando a terra, esse grão de diamante.
No rastro da luz, refaço o caminho,
Pois quem olha ao Pai não caminha sozinho;
Elas guardam o sopro de tempos passados,
Consolo dos aflitos e dos cansados.
Victor Marques
Feb 22
Feb 22, 2026 at 3:33 AM UTC
A Voz que Não se Cala
No coração há um rumor profundo,
Que fala baixo e ensina a escutar;
Não vem da terra, nem pertence ao mundo,
Mas faz a alma inteira despertar.
Não é na prova fria da ciência
Que o eterno começa a florescer;
É na entrega, no acto de consciência,
Que o invisível aprende a viver.
Em cada flor que nasce sem alarde,
Em cada estrela acesa no infinito,
Há um sopro que jamais se perde,
Um verbo oculto, sagrado e bendito.
No sol que rompe a noite silenciosa,
No entardecer que ensina a perdoar,
Há uma presença mansa e poderosa,
Que guia sem jamais se anunciar.
Não há razão que a essência encerre,
Nem cálculo que a possa definir;
É no silêncio que o homem quer,
Que Deus começa enfim a existir.
Mistério alto que a mente não alcança,
Mas que no espírito arde em claridade;
E quando a fé floresce na esperança,
O coração descobre a eternidade.
Victor Marques
Portugal
Feb 20
Feb 20, 2026 at 3:57 AM UTC
No princípio era a pedra, o destino e o chão.
E a pedra era dura, sem ter compaixão.
Mas o homem pequeno, de vontade pura,
Venceu o abismo com a sua loucura.
Ferro na rocha, o malho e a pá,
O sangue vertido que a terra beberá.
Assim nasceu o Reino, sagrado e veloz,
Dos nossos pais e dos nossos avós.
Sol que é um incêndio que queima a pele,
Vento de fogo que o destino repele.
Mãos cheias de calos, de febre e de espinho,
Mas olhos profundos olhando para o vinho.
Ó Douro antigo, de rosto brutal,
Livro de xisto, altar ancestral.
Cada muro é um verso que o tempo não move,
Cada vinha é um salmo que a alma consome.
Ao pôr do sol, quando a uva descansa,
O homem amadurece em estranha esperança.
As sombras descem, mantos de mistério,
Cobrem o cansaço deste império.
O silêncio é uma prece no dia que finda,
Escutando na terra a voz que é linda,
De um passado imenso, de luz e de cor,
Que guarda o segredo do meu amor.
Olhai para o Rio, esse espelho sagrado,
Caminho das almas, do tempo parado.
Não corre ali água, mas sim a memória,
Do xisto azulado lavrado em glória.
O Rio é o barqueiro que leva o cansaço,
Unindo os vivos num eterno abraço.
É a veia aberta que a montanha conduz,
Levando o lodo em correntes de luz.
Vejo a fauna que dança no reino das fragas,
As flores que resistem às velhas pragas.
O voo da águia, guardiã do que é puro,
Do que ninguém quebra no tempo futuro.
Este não é um vale de posses ou tronos,
É um reino de deuses que não têm donos.
Feito de suor, de silêncio e de fé,
Onde o xisto se faz pão e o homem se mantém de pé.
Houve tempos de sombra e de rudes ruturas,
Anos de luto com doenças sem curas.
Lágrimas que caíram na videira esquecida,
Como feridas abertas na própria vida.
Mas o Douro não verga, o Douro é um clarão,
Ergue-se da pedra com força e paixão.
Pois quem nasce do xisto e bebe o seu fogo,
Sabe que a morte é apenas um jogo.
Eu sou filho desta encosta, duriense de verdade,
Sou o passado vivo nesta dura realidade.
Quando ergo o meu copo ao céu do levante,
Levanto o sangue de um povo gigante.
Não é apenas vinho, é o eco de um canto,
É a força dos que lutaram entre o riso e o pranto.
Que o mundo respeite o Douro por favor,
Pois o Douro morre de dor...
Victor Marques
Douro
Portugal
Feb 15
Feb 15, 2026 at 3:52 PM UTC
Sou Eterno no Coração
No pulso invisível do tempo que finda,
há um fogo secreto que em mim habita.
Não sou o pó que a terra reclama,
sou eco de estrela, centelha da chama.
Antes do pranto que o mundo escutou,
minha alma, em silêncio luz semeou.
Antes que a carne vestisse o meu ser,
já eu era sopro de um eterno viver.
Caminho no mundo, mas algo em mim
recorda horizontes que não têm fim.
Há uma memória sempre a arder:
A alegria e devoção do meu viver.
Contemplo as gentes, em fluxo e corrente,
rostos que passam, destino distante.
Mas sob cada forma, diversa e igual,
pulsa o amor pelo Douro, por Portugal.
A alma não cansa, nem teme o partir,
não nasce no tempo, não pode sentir.
Muda de veste, atravessa o céu
Envolto em branco véu.
O Sagrado não é sombra vã,
é sopro constante, luz da manhã.
É força que ampara quando tudo se esvai,
é o colo invisível do meu eterno Pai.
A morte é apenas a uma passagem dolorosa,
Feita da mais bela poesia e até prosa!
Mas quem vive em Amor não se perde jamais,
pois volta à nascente dos nossos pais.
Sou chama que sobe, sou luz que conduz,
sou rio que corre de volta à Luz.
E quando o mundo disser que sou perdão,
direi: sou eterno no coração.
Victor Marques
Feb 11
Feb 11, 2026 at 11:36 PM UTC
O Altar de Xisto: A Eucaristia da Terra
Nas encostas que o tempo esculpiu com rigor,
Ergue-se o Douro, catedral de pedra e luz,
Onde cada videira, em silêncio e fervor,
Carrega o mistério da própria cruz.
O bago não é fruto, é partícula sagrada,
Sangue de Deus que no xisto se faz pão,
Na transmutação da uva, pela mão calejada,
Opera-se o milagre da comunhão.
O vinho é a Eucaristia desta encosta,
Onde o Criador se derrama em cada socalco,
A terra exausta é a oração que me dá resposta,
E o suor do homem é o incenso deste palco.
Não há cálculo humano que explique este dom,
A aguardente é o sopro, o Espírito que acalma,
Transformando o mosto num cântico bom,
Que cura o corpo e batiza a alma.
Pois quem colhe no Douro, colhe a divindade,
Bebe do cálice que a videira oferece,
Sentindo que o vinho, em toda a sua verdade,
É Deus que na terra, gota a gota, floresce.
Victor Marques
Douro
Portugal
Feb 9
Feb 9, 2026 at 2:53 AM UTC
O Verbo no Xisto
No princípio era o Silêncio, e o Silêncio era Deus,
Antes da vinha, do homem e do arado.
O Douro não é terra é o traço que Ele deu
Para que o eterno fosse em nós desenhado.
Não busquem o meu nome em pergaminhos vãos,
Nem em títulos erguidos sobre a areia.
Minha escrita é o calo gravado nas mãos,
É o sangue do Pai que em meus vales ondeia.
Recusei o rebanho, a norma e o altar de papel,
Fiz da encosta o meu templo e do lobo o vigia.
O vinho que guardo não conhece o fel
Dos que vendem a alma por uma alegria.
Cada bago é um mistério, cada xisto é um sinal,
Onde a fome e a sede se tornam louvor.
Não engarrafo o lucro entrego o Ritual,
O suor transmutado no brilho do Senhor.
Dizem que o Douro se perde em números e leis,
Eu digo que o Douro é o corpo de Cristo.
Esquecem a fé os mercadores e reis,
Mas a alma do mundo ainda vive no xisto.
Sou sentinela do sol que se deita no abismo,
Bebendo a luz da fonte que o mundo ignorou.
Minha vida é um salmo, um puro batismo,
Na terra que o dedo de Deus consagrou.
O vinho é a alma, e a alma é de Deus,
Antes que o tempo a pudesse tocar.
Tudo o que é carne volta aos seus,
Mas o que é oração... nada pode apagar.
Victor Marques
Douro
Portugal
Feb 5
Feb 5, 2026 at 1:03 PM UTC
Oração da Resistência e do Chão Duriense
Nossa Senhora dos Remédios,
Vós que contemplais o Douro das alturas,
que conheceis o desenho de cada socalco e o rosto de cada homem cansado,
sabeis que nesta terra nada se recebe sem entrega.
Aqui, cada passo é uma subida. Cada colheita, um ato de esperança.
Cada ano é confiado a Deus antes de ser entregue aos homens.
Em Lamego, firmou-se uma promessa:
A de subir o Vosso monte com a humildade de quem trabalha
e a fé de quem não abandona o seu posto.
Hoje, essa fé traduziu-se num gesto de justiça.
Defender a nossa terra é um ato sagrado.
Exigir que o Vinho do Porto e o Moscatel sejam selados com a aguardente do nosso próprio chão é mais do que uma lei:
É respeitar a Criação.
É honrar as mãos que podam e colhem.
É não trair o legado que nos foi confiado pelos nossos antepassados.
Aos viticultores do Douro, deixo esta certeza:
O Céu testemunha quem resiste.
E o Douro guarda o nome de quem não o abandona.
Ao Deputado Filipe Sousa, este reconhecimento:
Quando a palavra é habitada pela fé e confirmada pela ação,
o povo reconhece.
E a terra agradece.
Que esta decisão seja o início de um novo caminho.
Que a promessa se cumpra no suor e no pão.
E que nunca nos falte a coragem para subir quando a encosta for mais íngreme.
Porque no Douro sabemos:
Quem caminha com fé e verdade, nunca caminha sozinho.
Victor Marques
Douro 🍷
Portugal
Filipe Sousa
Jan 31
Jan 31, 2026 at 1:13 PM UTC
No Douro, entre Céu e Vinha
No anfiteatro de socalcos,
o Douro ergue-se como oração,
pedra e videira entrelaçadas,
mãos de homens atarefadas,
vivendo em comunhão...
Deus habita aqui,
na lágrima do sol que cai sobre o rio,
no céu alaranjado que se desfaz em brio,
no cântico escondido das aves,
no rumor das folhas ao vento, sempre suaves,
no zumbido que a noite recolhe em simpatia,
como quem embala a tristeza em alegria.
O vinho, fruto sagrado,
feito com amor desdobrado,
é comunhão, é missa sem tempo nem hora,
é respeito, é Deus, é memória,
é abraço partilhado à mesa do povo,
é corpo de terra e espírito de fogo,
que se oferece em cada copo matizado,
entre céu, vinha e pecado.
No alarido da natureza,
há silêncio que fala à noite, ao luar,
há o mistério de Deus por contar,
a tocar cada rama, cada galho,
cada coração que precisa de agasalho.
E quando a noite cobre os montes,
com véu de prata e murmúrio de frescas fontes,
fica-nos a certeza de que o Douro é saudade sentida:
aqui se reza sem palavras,
aqui se ama sem medida,
aqui o homem e Deus
são vizinhos eternos para sempre,
terra e vinha, sua semente.
Victor Marques
Sep 7, 2025
Sep 7, 2025 at 11:00 AM UTC
Ajuda!
O que é meu propósito de vida?
Eu tenho um medo enorme por não ter um destino.
Ajuda Deus!
Eu preciso de ti!
Eu não sei o que é meu razão de viver.
Jul 7, 2025
Jul 7, 2025 at 7:18 PM UTC
Carlo Acutis
(Para rev. Padre Antonio Bernardo o Padre Marques, com respeito e devoção)
Nasceu com um brilho sereno,
num maio florido de paz,
Carlo, criança do Céu terreno,
com alma que à luz se faz.
De Londres à terra ssnta italiana,
foi tecendo seu amor profundo,
não nos palácios do mundo,
mas num coração que tudo ama.
Entre jogos, códigos, redes,
e amigos que o viam sorrir,
seu maior jogo era servir,
ser pão para nos unir.
Fez da Eucaristia o seu sol,
"minha autoestrada para o Céu", dizia.
Com cada Hóstia, Deus o envolvia,
e Carlo brilhava como o senhor queria...
Catalogou milagres com zelo,
fez da internet um altar,
um jovem santo a programar
o infinito criado num simples apelo.!
A leucemia chegou silenciosa,
mas Carlo não se desesperou.
Com fé firme e luminosa,
sua oferta a Cristo entregou.
"Não eu, mas Deus", foi seu lema,
e o mundo inteiro escutou.
Num tempo que tudo condena,
um menino santo despertou.
Hoje é Beato, e logo será
nos altares, um Santo maior.
Patrono da internet, de alma a voar,
guiando os jovens com amor a Deus e a seu Lar.
Victor Marques
Douro Valley
Jul 7, 2025
Jul 7, 2025 at 4:40 AM UTC
I am alone in this world
I fear i always will be
I have to make my peace with God, now
That is all I have left
I am in a constant losing battle
With myself, with life
Perhaps I deserve it all.
Mar 20, 2024
Mar 20, 2024 at 2:36 AM UTC
Pensar na vida sem Deus que castiga,
Amor que tudo conforta e abriga.
Tortura que fomenta o inferno e medo,
Mundo de louvor e apego.
Cruzados que infiéis morrerão,
Num mundo impune a qualquer religião.
Fogueiras acesas que mártires queimam
Com hipocrisia,
Inferno nefasto com ou sem heresia.
Deus exista ssem medo, nem pecado,
Viva o homem com amor redobrado,
Deus seja vida e sempre verdade,
Sem tristeza ou maldade...
Deus do amor sempre pregado ,
Que ressuscite sem ser crucificado.
Haja no mundo paz, e harmonia
Seja Ele sempre nossa bendita companhia.
Que a própria vida seja libertadora,
Sempre com uma paz redentora,
Todo o homem deveria ser nosso irmão
Seja ele muçulmano ou cristão....
Jan 9, 2024
Jan 9, 2024 at 6:28 AM UTC
Deus criou o céu e a terra,
Para haver paz, não guerra!
O mar era escuro e profundo
O Espírito liberta o mundo.
Que a luz de Deus sempre exista no firmamento,
E ou o ame com meu pensamento!
Que a terra produza ervas e plantas,
E homens de boas aventurancas.
Que a noite e a beleza de seus astros se repita com alegria,
Esperando que o sol todos nos desperte
Com sua magia.
Que todos os seres sejam no mundo abençoados,
E nós homens pelo espírito de Deus libertados...
Sem complexidade e como pesada herança,
O Espírito de Deus nos criou à sua semelhança.
Nos deu absoluto poder para poder reinar,
Na terra, no céu e no mar.
Deus nos abençoou duma peculiar maneira,
Amai vos e povoai a terra inteira!
Vivei sem sombra do pecado,
Pois, o Espírito de Deus é Sagrado.
Dec 20, 2023
Dec 20, 2023 at 7:09 AM UTC
Com a alma na morte encontramos vida,
Crença que a morte não é despedida!
Almas individuais contínuas com ou sem contratempos,
Ressuscitam os mortos no fim dos tempos.
Alma perene e imortal,
Não física, mas espiritual.
Renascer com esplendor,
Agradeço ao Criador ,
Deus da vida, do amor.
A carne não precisa de ressurreição,
Alma do meu espírito em comunhão.
Alma que vives de uma forma imperecivel,
Parecendo que outra vida é possível.
Seremos imunes à morte com o espírito libertado,
Céu resplandecente sem dor, nem pecado.
Paraiso celestial de Deus ressuscitado,
Com Deus Pai, Filho e Espírito consagrado.
May 17, 2023
May 17, 2023 at 3:37 PM UTC
Sem tempo nem medida me perco no seu sentido,
Algo que tudo transcende,
Chama que sempre acende,
Eterno recomeço vivido.
Eternidade sem piedade e do,
Cinzas feitas po.
Não tens princípio nem fim,
Só Deus sabe porque és assim.
O teu início se completa em tudo que morre ou acabe,
Eternidade da vida, dos sentidos, de quem não sabe,
Dragões que mordem sua cauda,
Seja na terra, céu ou na água.
Eternidade que parece tua fé em tua alma,
Que sem começo, nem fim se salva.
Deus é a Eternidade imutável e sempre presente,
Que existe hoje e para todo o sempre.
Victor Marques
Eternidade, Deus, morte ,vida
Apr 18, 2023
Apr 18, 2023 at 11:39 AM UTC
No amanhecer e no anoitecer,
Rajadas que batem por bater ,
Sorriso de bem querer,
Flor que cresce por crescer.
Nas noites vive ao abandono,
Procurando dormir sem sono.
As ondas imensas cheias de espuma,
Flor bela no meio da bruma.
Não tens demagogia, só simplicidade,
Nasces num tempo sem idade,
O infinito Deus acolhe o completo e imaculado,
Flor dum campo nunca semeado.
Vives em harmonia com Deus criador,
Nos encantas com beleza e odor,
Cresces com frio e calor,
Símbolo do sagrado e do amor.
May 25, 2022
May 25, 2022 at 6:00 AM UTC
Acordo com passarinhos a chilrear,
Me vejo com ondas e sua espuma,
Agradeço tudo sem mágoa alguma,
O céu está azulinho e
Esbranquiçado,
Acordar com o presente, futuro e passado,
Acordar, acordar, acordar...
Acordo com amor por Deus santificado,
Me elevo com nobreza pura e grata,
Universo que nos rege e por vezes maltrata,
Ousadia de dormir
Num campo nunca semeado.
Gritar ao mundo por paz-e-amor,
Sentir teu cheiro primaveril de pequena
Flor.
Acordar todos os dias com vontade de dar e agradecer,
Amar tudo com alma de bem querer,
Parece que sou música, poesia, fado,
Acordar com serenidade e tempo para mim,
Acordar com tudo com amor bem amado,
Espírito de Deus me ama muito assim,
Seja na terra o paraíso de acordar em harmonia,
Por isso Deus nos ofereceu a noite, mas não se esqueceu do dia...
Acordar com amor, por amor
Victor Marques
Feb 23, 2022
Feb 23, 2022 at 6:45 AM UTC
Noites de amor e canto suave de aves em manhas cristalinas,
Nasci com o encanto de areias do mar sempre finas.
A meus pais eu vou sempre agradecer,
Com seu amor sempre viver...
Quando eu nasci olhando o rio com olhos meios fechados,
Senti o cheiro das flores dos meus antepassados,
Grato a todos os seres que estavam ali para me ver nascer,
Amando salgueiros do ribeiro que corre por correr...
Quando eu nasci protegido por Deus e sua Igreja,
Lirios campestres que a natureza sempre proteja.
Alma divina que em minha vida logo entrou,
Sorrir com inocência e carinho sim senhor,
Tudo pelo desejo de DEUS criador.
As estrelas do céu comigo estavam em harmonia,
Ansiava viver, ver a luz do dia,
Nasci para ser amor, vida, alegria...
Nasci perdido nesses horizontes durienses avermelhados,
Sem ideia do mundo, nem de todos os seres criados,
Nem que havia uma eternidade onde iria regressar,
Nasci para tudo amar e contemplar...
Deus deu me o corpo para minha alma aperfeiçoar,
Deus deu me tudo, a terra , o céu , o mar....
Nov 26, 2020
Nov 26, 2020 at 3:48 AM UTC