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Sentinela do Firmamento As estrelas brilham na abóbada do céu... E eu, de vigília, busco o novo dia. Pelas promessas do alto eu espero, Pois vejo a ordem que no peito quero. Qual sentinela do sul em eterna agonia. Perco-me em zumbidos, no vale do medo, Mas olho para o alto e guardo o segredo: Contemplo o pó sem nada reclamar, Nesta natureza que insiste em murchar... Mas as estrelas brilham para quem tem fé, Mil parecem ser, e o Verbo as mantém de pé. Com olhos que o sono não ousa tocar, Observo-as, ansioso por me resgatar. Pois o frio da noite é um manto de seda, Que envolve a alma que na carne se enreda; Pergunto ao vazio se o brilho é resposta, Ou se é a Glória, de face exposta. Há um silêncio que clama nas constelações, Ungindo as feridas de vãs negações. Sou barro que olha para o ouro do céu, Rasgando do abismo o escuro véu. Estão entretidas, em coros brilhantes, Noite adentro, são luzes constantes. Parecem ungidas para amar o distante, Beijando a terra, esse grão de diamante. No rastro da luz, refaço o caminho, Pois quem olha ao Pai não caminha sozinho; Elas guardam o sopro de tempos passados, Consolo dos aflitos e dos cansados. Victor Marques
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Feb 22
Feb 22, 2026 at 3:33 AM UTC
Sentinela do Firmamento
Sentinela do Firmamento As estrelas brilham na abóbada do céu... E eu, de vigília, busco o novo dia. Pelas promessas do alto eu espero, Pois vejo a ordem que no peito quero. Qual sentinela do sul em eterna agonia. Perco-me em zumbidos, no vale do medo, Mas olho para o alto e guardo o segredo: Contemplo o pó sem nada reclamar, Nesta natureza que insiste em murchar... Mas as estrelas brilham para quem tem fé, Mil parecem ser, e o Verbo as mantém de pé. Com olhos que o sono não ousa tocar, Observo-as, ansioso por me resgatar. Pois o frio da noite é um manto de seda, Que envolve a alma que na carne se enreda; Pergunto ao vazio se o brilho é resposta, Ou se é a Glória, de face exposta. Há um silêncio que clama nas constelações, Ungindo as feridas de vãs negações. Sou barro que olha para o ouro do céu, Rasgando do abismo o escuro véu. Estão entretidas, em coros brilhantes, Noite adentro, são luzes constantes. Parecem ungidas para amar o distante, Beijando a terra, esse grão de diamante. No rastro da luz, refaço o caminho, Pois quem olha ao Pai não caminha sozinho; Elas guardam o sopro de tempos passados, Consolo dos aflitos e dos cansados. Victor Marques
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Feb 22, 2026 at 3:33 AM UTC
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