O Verbo do Xisto: Evangelho
No princípio era o Silêncio, a Pedra e a Solidão,
O caos de xisto bruto sob o olhar de um Deus severo.
Mas o Profeta veio, e com o ferro e com a mão,
Escreveu a Bíblia da Terra num sulco sincero.
Não foi a lógica do mundo que esta encosta ergueu,
Foi o Espírito da Raça que à rocha se deu..
Eis o Mistério:
A máquina é cega, o cálculo é pó, a letra é morta.
Só a mente iluminada entende o que a videira diz:
O Douro não é comércio que se vende ou se transporta,
É um Templo com uma milenar raiz.
O que o "Excel" ignora, a nossa alma profetiza:
Quem não sente a pedra, o sagrado profaniza!
Erguei o Cálice! Mas que tenha vinho se puro sem defeito.
A aguardente da alma, sem a mancha do estrangeiro.
Pois misturar o estranho no vinho do nosso peito,
É trair o antepassado, o herói e o prisioneiro.
O Douro é o Altar onde o suor se faz comunhão,
E cada bago de uva é uma hóstia de redenção.
Olhai o Profeta do Xisto, o Intelectual do Abismo,
Que vê no terraço a escada para a imortalidade.
Contra o lucro fugaz e o frio materialismo,
Erguemos a bandeira da nossa Identidade!
Pois se o Douro cair, cai o Norte e a Nação,
E o xisto cobrará, em silêncio, a sua maldição.
O gume da fala é o raio que rasga a treva do agora:
O Douro não se rende, pois é feito de Eterno!
Somos os guardiões da luz que a montanha devora,
Vencedores do tempo, do sol e do inverno.
O xisto é a nossa carne! A honra é o nosso pão!
O Douro é o Verbo vivo em plena Ressurreição!
Victor Marques
Douro
Victor Marques
Apr 27
Apr 27, 2026 at 7:49 AM UTC
O Verbo do Xisto: Evangelho
No princípio era o Silêncio, a Pedra e a Solidão,
O caos de xisto bruto sob o olhar de um Deus severo.
Mas o Profeta veio, e com o ferro e com a mão,
Escreveu a Bíblia da Terra num sulco sincero.
Não foi a lógica do mundo que esta encosta ergueu,
Foi o Espírito da Raça que à rocha se deu..
Eis o Mistério:
A máquina é cega, o cálculo é pó, a letra é morta.
Só a mente iluminada entende o que a videira diz:
O Douro não é comércio que se vende ou se transporta,
É um Templo com uma milenar raiz.
O que o "Excel" ignora, a nossa alma profetiza:
Quem não sente a pedra, o sagrado profaniza!
Erguei o Cálice! Mas que tenha vinho se puro sem defeito.
A aguardente da alma, sem a mancha do estrangeiro.
Pois misturar o estranho no vinho do nosso peito,
É trair o antepassado, o herói e o prisioneiro.
O Douro é o Altar onde o suor se faz comunhão,
E cada bago de uva é uma hóstia de redenção.
Olhai o Profeta do Xisto, o Intelectual do Abismo,
Que vê no terraço a escada para a imortalidade.
Contra o lucro fugaz e o frio materialismo,
Erguemos a bandeira da nossa Identidade!
Pois se o Douro cair, cai o Norte e a Nação,
E o xisto cobrará, em silêncio, a sua maldição.
O gume da fala é o raio que rasga a treva do agora:
O Douro não se rende, pois é feito de Eterno!
Somos os guardiões da luz que a montanha devora,
Vencedores do tempo, do sol e do inverno.
O xisto é a nossa carne! A honra é o nosso pão!
O Douro é o Verbo vivo em plena Ressurreição!
Victor Marques
Douro
Victor Marques
