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"engano" poems
Correrias loucas do ser humano, Engano e desengano, Povos, novos mundos, Adormecidos em sonos profundos. Pessoas se torturam e consomem. Uns nem sabem seu nome, Pensadores sem direito, idolatrados em v|\ao, Religiosos sem ter religi\ao... As pessoas pouco labutam, Algumas hist]orias at]e se escutam, Pessoas da sociedade singular, S\ao janelas deitadas ao luar.. Victor Marques
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Jun 24, 2010
Jun 24, 2010 at 3:08 AM UTC
Pessoas...Pessoas
Passageiro Frequente da Tap Palmilhando milhas nos *** indiferentes, Cruzo-me e tenho distintos sentidos, Viagens que temos sem ser tripulantes, Laços já estabelecidos. Sentir a sóbria educação, Viajar sem engano. Sorriso e coração, Calor humano. Atitudes que ninguém faz registo, Perdemos realidades duradouras, Mas eu sim acredito, Nas gerações vindouras. Victor Marques
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Dec 9, 2011
Dec 9, 2011 at 9:03 AM UTC
Passageiro Frequente da TAP
O tempo é escasso e o espaço, amplo. O prazo é laço e engancha o pampo**. o BERRO é surdo sem algum alcance pra que o ouvido mudo do Universo dance. Galanteiam nebulosas em destino infante e trazem, ao eterno, singular instante. Cada transição traçada a que avance é passo dado em falso a fortuito lance. Aferir feridas de um pleno plano levará o homem a estado insano: a narcose de saber um objeto nulo. Na movimentação estática do engano, toda teoria traz na cura um dano entoado na garganta que, portanto, engulo. * bestia cupidissima rerum novarum  - animal ansiosíssimo por coisas novas. **Pampo - rebento tardio de cana de açucar: pampos de cana caiana (Dicionário UNESP do Português contemporâneo)
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Sep 8, 2010
Sep 8, 2010 at 5:05 AM UTC
bestia cupidissima
ah Χάρων! tua barca é de tristeza e tédio eu, nela sou quase teu remédio desliza no meu ombro, do teu barco de engano que eu, serei teu ladrão, como aqueles de antes favorito de horas hediondas, Χάρων de hálito juvenil, da-me pressa homem, da-me logo antes, que me precipite em mim
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Sep 4, 2009
Sep 4, 2009 at 10:23 AM UTC
caronte
Cataratas Elas são vaidosas, Nas montanhas rochosas, O seu legado é eterno, Fáceis de descer puro engano. A sua beleza não é minha, Pedras jazem desfeitas, A água que salpica, Estranha farsa, A água de cair não se farta, Ritmo que incita. A natureza posa por amor, Que belas e exuberantes, Assustam o mais temível conquistador, E deliciam as nossas mentes. Victor Marques
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Feb 28, 2012
Feb 28, 2012 at 11:56 AM UTC
Cataratas
Sentimento nobre que tu conquistas Devaneios que não consigo ler, Sonhos e palavras nunca ditas, Rebeldia de meu ser, Nobre sentimento que conquistas. Cabelos de castanho natural, Teu olhar doce e terno, Boca esbelta sem igual, Amor sem engano. Sentir teu peito, Tempestade que desapareceu, A lua te enlouquece, Amor sereno e perfeito. Victor Marques
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Dec 10, 2012
Dec 10, 2012 at 11:12 AM UTC
Sentimento que tu conquistas
estou podre            seca            velha estou envelhecida por dentro a minha carcaça foi colocada na alma por engano. a camila é só uma projecção e c's já há um, dois, outro que é k e mais não se vê. melhor também há sempre alguém
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Sep 25, 2013
Sep 25, 2013 at 8:15 AM UTC
só faltamos nós, disseste.
Em gracioso sonho, a neblina calada e fria Recobre o sol, cujo brilho ilumina a solidão Por vezes, a desatar na paisagem luzidia, O que brevemente, tudo se verá como ilusão, Dúvida, que flore devaneios e à realidade esguia, Ludibria mil consciências em tua tátil escuridão Para ao remate, subtrair os desejos à sorte fugidia, E teu manto encher-te dos homens a servidão Destino, dúvida, hediondo engano; Que natureza sorri e cisma perdida, Ao teu feitio de lástima precedida? Qual força além do fraco humano, Cuja força estaca à eternidade concedida, Fará minha mente, neste sonho, esculpida?
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Feb 2, 2018
Feb 2, 2018 at 1:02 AM UTC
Paisagens de Verão - Devaneio
Na visão lúgubre dos trigais Subiram pássaros negros aos milhares Suspendendo voos frenéticos diante a tais E ensurdecendo alvoreceres aos seus cantares De tal assombro, vislumbrei jamais Um abismo obscuro aos puros ares, A desaguar despercebidas sombras imortais Desprendendo as primaveris cores luminares – Vertigem sóbria, encravo de delírio, Este céu que se expõe é engano, Cuja chama esplendorosa é terror tirano Como condena-me surdo martírio! Não são campos aprazíveis, é pavor inumano É nuvem sem primor, é o amanhecer arcano
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Nov 14, 2017
Nov 14, 2017 at 1:20 PM UTC
Paisagens de Primavera - Os campos e os pássaros negros
Quando acordo e penso em tudo que o mundo tem, Me reconcilio com o vento que vem .! Me engano a mim mesmo e a mais ninguém, No mundo abençoados os dias sempre serão, Acolho a noite e a sua sedutora escuridão... O mundo de estrelas cintilantes e brilhantes no meu céu, Velas de paz que se perdem no além. Quando penso no mundo da tristeza, guerra e xenofobia, As flores florescem sem o aroma, sem alegria! Os seres humanos nascem desprotegidos e sempre nus, Para a vida que os chama e por caminhos cruzados os conduz. Parece que o  mundo não quer morrer com tua alma viva, Tudo se transforma  e no universo as galáxias componentes do meu mundo organizadas como organismos ficam à deriva. O mundo temporal que nos rodeia  aparece e desaparece, Com ou sem magia de quem  o ama e conhece. Deixai o mundo ser feliz com aquilo que lhe foi destinado, Amar o seu céu,  o seu rio de água doce e seu mar sempre salgado. Deixai que haja salgueiros verdes e campos em flor, Que o mundo seja repleto de coisas,  gentes e amor...
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Jan 16, 2024
Jan 16, 2024 at 3:51 PM UTC
Quando penso no mundo e tudo o que ele tem
Nem pareces Primavera, nem Inverno, Chegas com pouco calor humano, Acabam as colheitas do engano e desengano. Outono que parece não ter dono... Sobrevivem plantas e tudo parece se perder, Semente e terra castanha que é vida e quer viver, Os ventos são frequentes. Ficam frios, deixam de ser quentes. As árvores adormecem sem querer, Outono amarelo que recicla todo o meu ser. Mãe terra de todas as colheitas, Das coisas bem ou mal feitas. Vibração do ciclo da vida, Pareces desgarrada e despedida. Comemorar derrotas e todas as conquistas do grão estar maduro, Outono sonolento e mais escuro. Mas és Outono com as flores de acácia, Madresilva da vida que te enlaça, Outono da vida que te abraça, Janela aberta para o dia amanhecer, Renascer, renascer , renascer...
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Sep 25, 2024
Sep 25, 2024 at 7:19 AM UTC
Outono do meu ser ao abandono
Penso nas giestas floridas que sempre olhei, Amarelas, pueris e sempre brancas, Olhava para elas e eram tantas, Saudades que para elas eu deixei. Penedos que eu trepava com ousadia, Sobreiros que eu subia, Ribeiros onde eu nadava ingénuo, Sem pudor ou amor feito engano. Caminhadas com rebanhos que não crias, Sentimentos que não sentias, Turbilhões de ideias que teu ser comprometia, Vivendo na esperança de ter o que não podia. Saltava as fogueiras nas noites de luar, Nas festas de Santo António gostava de dançar, Colhia flores com mãos inocentes, Recebia tudo como belos presentes, Dormia com sonhos nunca vividos, Acordava com meus entes queridos. Pensava eu que viver era ousadia, Não percebia a tristeza e alegria. Fui criado num ambiente sagrado, Vivia sem sombra de pecado. Era terno, amigo, simples com amor, Se pudesse escolher o nome seria flor. Victor Marques
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Jun 9, 2022
Jun 9, 2022 at 2:14 PM UTC
Lembranças
Chegar sem calor humano, Colheita do engano e desengano. Mas chegas sem mágoa e desejos, Outono de doces palavras e beijos. Tudo despes e ao mesmo tempo vestes, Sem saber ao certo porque vieste. Mas és Outono,  com magia e muito sono, Com nevoeiros e ventos que te cham pai, e ao mesmo tempo dono... Sobrevivem plantas, tudo parece se perder, Para ser vida,  semente e ao mesmo tempo ser. As árvores parecem adivinhar sem querer, Que suas folhas vão  deixar de viver. Outono de amarelar, de bem querer, Pareces nascer e ao mesmo tempo morrer. Mas  responde Outono  que me consomes, Sem ter respostas para as coisas vivas e mortas. Ai por do sol  que se deita cedo e sem cara lavada, Outono e Inverno de mão dada.
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Sep 23, 2024
Sep 23, 2024 at 7:20 AM UTC
Outono que quer chegar