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"percorro" poems
Dizer que tenho saudades tuas, agora é uma espécie de mentira coberta com um pano de linho Tenho somente saudades do que era antes de Ti E isso é a cruz que carrego Vincada e afiada que se pôs as minhas costas E se me mexo me corta em dois Como carne fina do talho gourmet Comparação inadequada, eu sei Mas a única que penso agora, que sou estreita. Por vezes olho para o relógio, e já nem contando as horas Reparo nas datas, extensas Dou por mim a ver um mês E no momento a seguir, o olho E vejo dois meses, a correr Pergunto-me se estou louca ou simplesmente Exausta O tempo deixa de ter nexo e o Mundo fica pequeno Os dias passam como se não tivessem vida E em vez de correr, existo Durmo ao Luar e ao Sol Como se tudo se tratasse do mesmo Do sonho Do sono Explicar-te porque sinto saudades tuas, agora é uma espécie de firmamento do caminho insano que percorro Tenho somente saudades do Tempo que parava Quando nos teus braços respirava Sossegava E agora não tenho sangue suficiente para estancar a ferida Dura, profunda, dolorosa Como os pés que piso Que não são meus.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:04 PM UTC
o nunca ter tido
Parti à procura, percorri todos os bares da cidade drogas, alucinações, **** debati-me com o povo fui aprisionado pelo poderio das massas. Guardas olham-me à passagem vociferam um dialecto desconhecido. Nesta tumba estou . . . livre. Aqui, eu sou eu discípulo da verdade e dos prazeres. Depois fui para a ilha indígenas novamente - **** bebidas, drogas. E assim passaram dois anos. Percorro agora esta avenida em procura do que ainda não encontrei. Eu, por min quem sabe, tomarei outro rumo para . . . o outro lado . . . para a terra. Era cá uma tripé mas eu amava-a mesmo assim. Estava preso era um fora-da-lei sem crimes, nem pecados apanhei um táxi e segui na noite rumo ao desconhecido.
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May 12, 2014
May 12, 2014 at 4:18 PM UTC
o desconhecido
Percorro a cidade sem nome por entre a multidão à procura de . . . Sem rosto nem emoção Transponho o muro e caio no abismo percorro as vielas sem rumo nem destino Abalo entoando uma canção de corpo pendente Possuído pela sombra do vício presente.
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Jan 2, 2014
Jan 2, 2014 at 8:15 AM UTC
sigo em frente
em noites de lua cheia corro dos desígnios da vida tentando esconder assim o animal que há em mim. regresso às minhas origens e à procura de virgens percorro as escuras ruelas sempre, sempre à procura delas. procuro nos locais mais sombrios e espreito nos mais insólitos para gáudio da minha alegria é assim até ao romper do dia. e é já de madrugada que com a camisa rasgada se dá o regresso a casa já com a fome saciada. e ansiando pela lua cheia me deito pela calada nesta busca tresloucada por uma virgem mal amada.
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Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 5:46 AM UTC
Lobisomem
Percorro toda esta avenida As folhas rodopiam Um passo em frente Um guarda Silêncio Agora sentado Faço um cigarro O olhar atento do guarda Uma tocha levanto-me Levo a garrafa Dou um gole Soletro palavras ao sabor da brisa Um poema Um ideal Uma vida Sigo Dou outro gole Bem alto Bem do fundo Grito “ ESTOU VIVO “.
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Apr 3, 2014
Apr 3, 2014 at 6:12 AM UTC
insulto
Vagueio, sem destino algum. Vagueio, sem sair do lugar. De olhos fechados, percorro as linhas do teu corpo, e corro o mundo. Escondo-me, por entre o brilho do teu cabelo. Refugio-me, no teu regaço, e procuro o equilíbrio. No teu corpo, vagueio sem vaguear.
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Jan 25, 2014
Jan 25, 2014 at 3:45 PM UTC
vagueio
Raio de sol Despertar de consciências Inicio da viagem. Percorro os caminhos, tortuosos da minha mente. Parto a explorar o deserto. Mescal Visões Vou aos trambolhões por um rio que corre ao contrário. Vou na esperança de o vencer até ao cimo. Estou perdido, onde nunca me encontrei, mas vou. Abençoada é a noite, Onde cada dia é uma viagem pela história.
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May 25, 2014
May 25, 2014 at 3:38 PM UTC
livro dos dias
Percorro todo o vazio Afago as mágoas Ao sabor de um gin Sorrio-te à socapa E beijo-te E tu? Serás feliz?
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Mar 18, 2014
Mar 18, 2014 at 4:45 PM UTC
serás feliz?
Percorro milhas para te ver Perco-me por entre As densas árvores Da floresta Volto a encontrar-me Pérfidas amazonas Atacam No limiar da floresta De novo a sensação De estar vivo Deambulo pelo rio De asfalto Rumo à pirâmide Irei só Para terminar A minha viagem.
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Apr 3, 2014
Apr 3, 2014 at 6:53 AM UTC
viagem
um céu rosado ao fim da tarde chuva e frio, mas tu aqueces-me o coração chove para adormecer relaxo o corpo, mas a mente não perguntas-me: vamos? eu percorro caminhos demasiado estreitos para ir acompanhado e tu dizes: e se for atrás de ti? és a minha voz da razão em fila caminhamos de mãos dadas afinal esta estrada solitária faz-se bem com companhia -então? para onde vamos? espreita-me por cima do ombro. pelo canto do olho vejo-lhe o entusiasmo nas bochechas olho para cima para pensar vejo um bando de pássaros a voar por cima da estrada para um horizonte distante e respondo: vamos por ali
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Mar 13, 2018
Mar 13, 2018 at 3:19 PM UTC
vamos por ali
Nunca, antes, jamais Senti amor como este. Tão altruísta Tão puro Tão delicado. Um amor que flutua no ar Que me rodeia E não me deixa espaço Para o questionar. Tão bonito que é…senti-lo. Assim, tão intensamente. Nunca, antes, jamais Escrevi desta maneira. Tão bruta Tão desesperada Tão sincera. Tantas palavras Que me assombram Os pensamentos E não me deixam respirar. Até não me restar outra escolha Senão as soltar. Tão bonito que é…senti-las. Assim, tão livremente. Nunca, antes, jamais Desenhei um rosto desta forma Dentro das paredes da minha mente. Tão animalesco Tão detalhado Tão irreal. Tantos traços Que percorro ternamente Com a ponta dos dedos E nunca lhes chego Realmente A tocar. Tão bonito que é…conseguir recordá-lo. Assim, tão nitidamente. Tão bonito que é amar! Amar-te a ti, amar-te assim...intensamente.
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Mar 9, 2022
Mar 9, 2022 at 8:25 AM UTC
Nunca, antes, jamais...