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"perco" poems
Quando eu vejo as suntuosas flores Eu penso dela Quando eu leio as cartas de amor de os grandes autores Eu penso dela Quando eu me perco no céu azul Eu penso dela Se eu trabalho,ela é quem eu trabalho pela De todos os meus assuntos, o seu amor é o cônsul Você tem as chaves de meu sorriso não posso ser feliz sem você Mais de quo o ar, eu te preciso Porque sem ti minha vida é tolice
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Jan 28, 2013
Jan 28, 2013 at 7:45 AM UTC
Saudade
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Em mil covas profanadas encontrará o rosto profundo palhaço
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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Sozinha eu danço Mas com você eu não me canso Quem sabe o que a pista nos reserva? Eu continuo no balanço. O coração acelera com o batuque Medo que você o escute O que diria? Adorei a cantoria, vamos repetir sem você não consigo mais emergir? Ou Desculpa, até outro dia quando o alcool estiver a agir? Meu bem, dúvidas cruéis Me congela, confunde os sentidos Por completo quase perco o juízo Me confessando para um caderno enquanto só queria lhe fazer carícias no inverno. Mas meu bem, queria te perguntar estamos juntos a balançar?
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 7:01 PM UTC
O balanço de pneu
ou 'querer' em quatro tempos 1. Você está aqui Eu estou lá Perco o espetáculo Por querer Demais, mas Sem querer-- Todos querem Um pedaço de mim agora. 2. Você está aqui Eu estou lá Prendo-me ao espetáculo Por querer Demais, mas Sem querer-- Porque querer foi O que sempre fiz(emos). 3. Você está aqui Eu estou aqui Cegos ao espetáculo Por querer Demais, mas Sem querer-- Amanhã, quando 'quero' for Sinônimo de 'podemos'. 4. Você está lá Eu estou lá Partes do espetáculo Por querer Demais, mas Sem querer-- Querer nunca foi, O suficiente, foi?
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Nov 29, 2010
Nov 29, 2010 at 12:32 PM UTC
distância
Já depois de tanto tempo perdido Aqui, ainda quero que fique. Às 3h da matina, espero acordado olhando para a luz que queima minha minha alma e me mantem alucinado Alucinado e condicionado. Me viciei no celular, como em ti, um que me mantem desconectado Desfamiliarizado, com o sentir, que tu já não está aqui E me afogo afogo Em nada e perco perco Tempo Se já perdi Esperançaguardanaquelacaixasecreta mas cheia de tu. Naquela madrugada fui fumar para tentar me encontrar Choro até chegar em casa e só o celular e o sono afogam meus soluços Insônia
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Jan 8, 2017
Jan 8, 2017 at 10:59 AM UTC
Insônia #1
Tire minha sobriedade com seus abraços Deixe-me alucinado com o sabor de seus lábios Permita-me respirar um pouco mais do ar que circunda o seu quarto E perdoe-me pelos equívocos que cometo Espero que entenda, que eles são causados Pelas inseguranças e medos Que são obras mal acabadas geradas pelo teu afeto Mas o que dizer? ou o que falar? Para mim sempre só me restou me desesperar E o medo de tu, não consigo superar Ahh maldita cabeça Para ser um animal Quatro patas é o que falta Pois como as bestas Parece que ele não consegue raciocinar Mas ao menos tenho que agradecer Ela me fez aproveitar todo os segundos Dos abraços e beijos Que aconteceram ou acontecerão E acima de tudo dos que não existirão E no final, tudo isso era para ser sobre algo bom? Talvez eu deva aprender que admitir que errei não seja o fim do jogo E que devia aproveitar muito mais nosso turno Porque se for para dar errado que de Mas nunca vou me distanciar de ti de novo Por isso dessa vez só quero saber de você Mas peço que me diga Me diga, me explica Por que está aqui ou se realmente é feliz E quero que saiba que toda minha dor e insegurança começa aí Gerando angustia e sofrimento que faz-me sentir tão egoísta que perco toda a motivação e coragem de ficar perto de ti
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Nov 7, 2015
Nov 7, 2015 at 12:58 AM UTC
Untitled
A melancolia do ser adormece a intenção de ressuscitar o movimento que nos mantém acordados. Pertenço à lua com a mente e alma e com os pés à terra. Não deixo que esta sensação de dormência me levite para outra dimensão, já que para lá vou a toda a hora. Sinto-me presa a outro universo, sinto-me longe de onde estou. Estou onde não devia de estar, distância permanente dirigida como um obstáculo intermitente. Lanço à água a mágoa que aprisiona o coração. A alma quer ir atrás. Relembro-lhe que é a alma, juntamente com a mente, que me faz pertencer à lua. Sem ela não sou nada. Mesmo que escura ou a brilhar, eu não sou nada. A alma faz de mim um todo e com ela sinto-me viva. O que somos nós sem a nossa essência? Um vazio gigantesco. Somos um nada desprovido do todo. Sempre que perder os pedaços do meu espírito em alma, perco pedaços de mim. Mesmo que esta já não seja pura, clara, límpida. Mesmo que já tenha habitado nela a escuridão, a obscuridade, a negridão, o abismo dos meus medos e receios. Sem ela sou um nada. Purifico a alma. Com o que? Com amor. Amor por tudo o que amo e por todos os que me amam. Sentir-me de coração cheio limpa o ***** Ou pelo menos, ajuda. De energia clarificada, deixo de novo a mente e a alma na lua e assento os pés na terra.
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Feb 27, 2015
Feb 27, 2015 at 4:51 PM UTC
A alma.
Estou pendurada por um fio Meus pés deveriam procurar o chão Minhas mãos deveriam procurar o céu Eles dizem: ''Você pode falar com Deus se precisar'' Dizem saber mais Dizem que não vai adiantar se esforçar Enquanto perco o ar Pássaros saem da minha boca Olhe. Agora. Sabe do que estou falando? Eles te enforcam sem perceber Gelado. Pálido. Somos sacos de ossos mecânicos procurando por uma fantasia.
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:17 PM UTC
Ossos Mecânicos
Tanto perceber que quando existo, vivo embriagado pela natureza excelsa que me justifica . Tanto perceber o odor de todas as plantas, o constante movimentos de todos os seres por mais insignificantes que a todos possam parecer.. Contemplo tudo como se fosse sempre a primeira e ultima vez.. pois a saudade existe e eu me perco em sempre entender a perfeição deste mundo divinamente criado . Todos os lugares tentam iluminar e alguma coisa nos querer dizer. O poder de uma criação que fui sublime justifica em pleno a nossa existência como seres humanos aptos para tudo amar e na natureza encontrar deleites e perfeição em tudo que quer ser e nao ser... Na solidao encontro inspiração e conforto para minha existência. Tantas maravilhas num universo infinito que cabe ao homem tentar descobrir... Quem olha os vales sonolentos nunca vai conseguir dormir sem de dia ou de noite os sempre beijar com beijos de bem querer. Por ser e existir e amando tudo que a natureza tem para oferecer me deixo embalar com sinfonias de passarinhos que tanto com isso nos querem dizer, pois louvando tudo com alma e pensamento a Deus criador minha existência quero sempre agradecer ... Victor Marques
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May 21, 2019
May 21, 2019 at 8:16 AM UTC
Com a natureza vivo e existo....
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
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Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
Não sou senão poemas Sem qualquer liberdade neles Ou em mim, presa nas horas Que perco neste lugar em que não sei ser Só tenho asas em papel E não voo senão escrevendo Fecho-me do que é real Para me abrir no que é realmente real Ninguém me lê, mas se lessem Será que me sabiam? Escrevo em charadas ou parece-me só? O tempo é sem ser e nada sei senão a mim. E saber-me não dói como não saber o resto Como não querer saber o resto Como não querer senão os versos O que importa? O que é real? nada nada nada Como ser?
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Dec 8, 2016
Dec 8, 2016 at 5:53 PM UTC
28-9-2016
Quando me levanto de madrugada, Sem  roteiro para  minha alma, A noite me invadiu com calma, Eu acordei sempre nu , Ouvindo um eu que parece tu, Sentindo o cheiro da orvalhada. Quando não me levanto , Me perco com outro encanto, Sublime, puro e singular, Passarada a chilrear, Grilos e rãs a festejar, O mundo não quer parar. Quando me levanto com sono, Para o mundo com amor e abandono, Natureza  que despertas também, Sol ou chuva que nos quer bem, Zumbidos de tudo que quer viver, Acordar e bendizer o amanhecer. Quando me levanto sem querer, Amando tudo que é ser, Rejubilo com este ciclo conhecido, Vivendo sem ter vivido, Me reconcilio com o universo repetidamente, Deixando de ser eu pedaço de gente. Victor Marques
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Jun 9, 2022
Jun 9, 2022 at 2:00 PM UTC
Quando me levanto deixo de ser eu, de ser gente
Eu me identifico sempre, Nunca me perco. Eu amo demais, Sou assim intensa. As vezes breve, Mas queria eu ser eterna E perder a intensidade do meu ser? Não! Sou fogo ardente, Tempestade, Preciso de brisa pra me acalmar. Quem sabe é você, Quem sabe...
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Jul 3, 2015
Jul 3, 2015 at 9:24 PM UTC
Quem sabe
As estrelas brilham.... Já estou á procura de um novo dia, Pelas as estrelas eu espero, Sintonia eu vejo porque quero, Sentinela do sul em eterna vigia... Me perco nos zumbidos da noite apavorado, Olho para o céu estrelado! Me contento com tudo sem pedir nada, Natureza morta e quase ofuscada.... As estrelas brilham na noite de quem quer, Até parecem ser e ao mesmo tempo não ser, Com olhos que até parecem nem querer dormir, As observo com desejos de quem quer se redimir. Elas estão todas entretidas e sempre cintilantes Na noite são solidárias e muito brilhantes, Parecem feitas para dar amor ao universo distante, Mas beijando o mundo e suas gentes. Victor Marques
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Oct 15, 2018
Oct 15, 2018 at 11:59 AM UTC
As estrelas brilham
Os dias acabam e a noite chega, Acendo a minha pequena lanterna Chamada consciência, Com a minha solidão eterna. A noite tranquiliza-me, Meio mundo está a dormir Sinónimo que está a progredir. Durante o meu sonho Nao existe gravidade Posso voar, pecar , Ninguém estará lá para me julgar. A madrugada costuma alimentar-se das minhas insónias, Não me importo pois ao fim da noite encontro a aurora, Nela encontro a minha esperança além da paranóia, Perco o sono, levanto me, dou a volta ao mundo sem demora. O meu quarto escuro, Com o passar das horas Cria um clima soturno. É nesse ambiente que travo os meus duelos Batalhando sob o admirável céu noturno Mudando o rumo dos asteróides, Faço os explodir Apenas para alimentar esta alma nervosa, Corro pelos anéis de Saturno Escorrego no gelo e saio disparado pelo universo, Enquanto gravito escrevo versos, Sobre os mares, continentes E formas de vida criadas na Terra. Mas a minha mente envolvida por aquele espaço É curiosa e faz me espreitar, Procuro algo fantástico impossível de imaginar, Infelizmente acordo e reparo que estava apenas a sonhar. Dormir tornou-se um luxo, Que raramente consigo suportar Mas sem ele o meu pensamento fica turvo Turvo de desencanto e claro de paixão, Tão desorganizado como esta selva de betão. Faz me desejar emigrar para ilhas de utopia, Praias de naufragio onde Beethovem escreveu Sonata ao luar á sua amada companhia.. Conheço-me, durante a noite aprendi a navegar Tomo as minhas decisões depos d'agitaçao parar, E sobre elas costumo meditar Enumeros conflitos tento solucionar. Quando tenho o corpo e a mente unidos No unico tempo que interessa, o presente, Foco me na respiraçao até que, Subitamente uma decisão aparece, Na minha totalidade transcendo-me E vivo sem arrependimentos Estando no presente, Não me lamento do passado, Não preparo o futuro , Apenas vivo no unico tempo existente, Tudo o resto é a minha mente, que mente, exageradamente.
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Apr 11, 2018
Apr 11, 2018 at 2:47 PM UTC
soturno
Os dias acabam e a noite chega, Acendo a minha pequena lanterna Chamada consciência, Com a minha solidão eterna. A noite tranquiliza-me, Meio mundo está a dormir Sinónimo que está a progredir. Durante o meu sonho Nao existe gravidade Posso voar, pecar , Ninguém estará lá para me julgar. A madrugada costuma alimentar-se das minhas insónias, Não me importo pois ao fim da noite encontro a aurora, Nela encontro a minha esperança além da paranóia, Perco o sono, levanto me, dou a volta ao mundo sem demora. O meu quarto escuro, Com o passar das horas Cria um clima soturno. É nesse ambiente que travo os meus duelos Batalhando sob o admirável céu noturno Mudando o rumo dos asteróides, Faço os explodir Apenas para alimentar esta alma nervosa, Corro pelos anéis de Saturno Escorrego no gelo e saio disparado pelo universo, Enquanto gravito escrevo versos, Sobre os mares, continentes E formas de vida criadas na Terra. Mas a minha mente envolvida por aquele espaço É curiosa e faz me espreitar, Procuro algo fantástico impossível de imaginar, Infelizmente acordo e reparo que estava apenas a sonhar. Dormir tornou-se um luxo, Que raramente consigo suportar Mas sem ele o meu pensamento fica turvo Turvo de desencanto e claro de paixão, Tão desorganizado como esta selva de betão. Faz me desejar emigrar para ilhas de utopia, Praias de naufragio onde Beethovem escreveu Sonata ao luar á sua amada companhia.. Conheço-me, durante a noite aprendi a navegar Tomo as minhas decisões depos d'agitaçao parar, E sobre elas costumo meditar Enumeros conflitos tento solucionar. Quando tenho o corpo e a mente unidos No unico tempo que interessa, o presente, Foco me na respiraçao até que, Subitamente uma decisão aparece, Na minha totalidade transcendo-me E vivo sem arrependimentos Estando no presente, Não me lamento do passado, Não preparo o futuro , Apenas vivo no unico tempo existente, Tudo o resto é a minha mente, que mente, exageradamente.
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Não sou senão poemas Sem qualquer liberdade neles Ou em mim, presa nas horas Que perco neste lugar em que não sei ser Só tenho asas em papel E não voo senão escrevendo Fecho-me do que é real Para me abrir no que é realmente real Ninguém me lê, mas se lessem Será que me sabiam? Escrevo em charadas ou parece-me só? O tempo é sem ser e nada sei senão a mim. E saber-me não dói como não saber o resto Como não querer saber o resto Como não querer senão os versos O que importa? O que é real? nada nada nada Como ser?
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:05 PM UTC
Untitled
Desisto de te desistir Várias foram as tentativas de destruir possibilidades Enfeitadas com piadas e um pouco de dor natural do amor (e de mim) Mas gentilmente barradas por ti Sem esforço ou cansaço Natural e fácil Não como se nos conhecêssemos há muito mais tempo Mas como se tivéssemos tempo a perder E com prazer perco a hora esperando entardecer na tua íris Subitamente invadida pela ideia de que não queria estar em nenhum outro lugar Já não luto contra Aceito Deixo entrar
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Apr 27, 2017
Apr 27, 2017 at 12:58 AM UTC
I Will Follow You Into The Dark
Navego neste mar sozinho mas acompanhado sonho sonho em ser algo melhor pois nada perco em sonhar dizias que sonho demasiado talvez fosse o meu problema mas nunca os te disse e assim aqui estou eu a escrever-te um poema talvez fosse pelo medo que te destruísse Pois sonhava e tu estavas nele agora vejo-te feliz mas no meu sonho não acabavas com ele.
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Mar 1, 2017
Mar 1, 2017 at 10:35 PM UTC
perdido
Percorro milhas para te ver Perco-me por entre As densas árvores Da floresta Volto a encontrar-me Pérfidas amazonas Atacam No limiar da floresta De novo a sensação De estar vivo Deambulo pelo rio De asfalto Rumo à pirâmide Irei só Para terminar A minha viagem.
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Apr 3, 2014
Apr 3, 2014 at 6:53 AM UTC
viagem
abro a porta e viajo. vou para além dos espaços intemporais. perco-me no tempo e viajo, por entre as brumas da solidão.
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Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 6:33 AM UTC
Viagens
toda noite deito minha cabeça no travesseiro viajo em minha mente como um passageiro sonho com o inalcançável e me perco por inteiro se não me identifico com a vida real se meu eu só é contemplado no surreal há algo em mim que é verdadeiro?
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Oct 30, 2020
Oct 30, 2020 at 12:40 AM UTC
eu surreal
Sem tempo nem medida me perco no seu sentido, Algo que tudo transcende, Chama que sempre acende, Eterno recomeço vivido. Eternidade sem piedade e do, Cinzas feitas po. Não tens princípio nem fim, Só Deus sabe porque és assim. O teu início se completa em tudo que morre ou acabe, Eternidade da vida, dos sentidos, de quem não sabe, Dragões que mordem sua cauda, Seja na terra,  céu ou na água. Eternidade que parece tua fé em tua alma, Que sem começo, nem fim se salva. Deus é a Eternidade imutável e sempre presente, Que existe hoje e para todo o sempre. Victor Marques Eternidade, Deus, morte ,vida
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Apr 18, 2023
Apr 18, 2023 at 11:39 AM UTC
ETERNIDADE
eu sempre começo e paro e recomeço. então paro. perco água que sai da boca e tento explicar. daí esqueço aquela palavra. como era mesmo que chama? burra. tu é mesmo muito burra. eles todos dizem com palavras e entonações bonitas: vai ficar tudo bem. mesmo que nada esteja bem. não consigo escrever direito. burra. como era mesmo aquela palavra? se eles lerem, vão ler rápido. ninguém vai notar. será que vão entender? duvido. todo tempo a respiração pesada. preciso prolongar essa frase. ou será que ela já tá muito comprida? pedem calma. vai ficar tudo bem. não parece. sempre acho que vai ter um final em algum momento. a gente espera o sinal, mas no fundo sabe que ele não existe. parece tão seco. como é a palavra mesmo? não sei.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:53 PM UTC
não sei
Nos subúrbios da minha mente Me perco Perco-me neste doce sabor amargo das lágrimas E sangro, Com o sangue escrevo palavras de angústia. Angústia amorosa por gostos perdidos Pois assim sangro Sangro a minha dor dormente Pois não há sentimento mais tenebroso quando a nossa mente nos prega partidas Partidas são as minhas lamurias Desenxabido é o meu ser. Pois me perco nestes subúrbios da minha mente Pois estou perdido nos subúrbios Perdido neste caminho infinito. Assim peço ajuda, mas não consigo encontrar quem me encontra Pois quero voar. Mas partida está minha asa, E estou perdido nos subúrbios E não consigo achar o meu caminho para casa.
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Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 6:19 PM UTC
Subúrbios
Já fomos poeira do mesmo lugar Pousada calmamente junto ao mar. Sufoca-me o vento que nos quer levar, E este pobre pó estrelar, Sem força suficiente para ficar, Chora sem braços onde se agarrar. Implora-te que me guardes num olhar, E assim voamos eternamente, Sem qualquer noção de ver desaparecer Lá ao longe, o nosso lar. Já fomos breves e inconstantes, Pequenas rochas cobertas de diamantes. Não quisemos saber do nosso valor, E quando o número não interessa, Qualquer fruto neste peito vira flor. Mas que som é este Que me enche de terror?! Ah! É a minha linda borboleta, Bate as asas e só ouço dor. Pousa em mim… Mas sentirá ela este calor? Levanta voo… Sem se recordar da minha cor. Perco-a em ti, Mas não me perco de todo este esplendor. Já fomos canto de pássaro na madrugada, Criança que corre sem ligar à roupa manchada. E de mãos dadas pela estrada, Brincámos nas infinitas ruas desta cruzada. Sorriste-me sem ligar a nada, Como qualquer criança louca, E atrapalhada Tropeças em mim… E deitas abaixo cada fachada, Pois como nego ao coração Que estou, agora, aprisionada? Já fomos a folha verde no outono Que caiu e não voltou. Cada onda que rebentou no rochedo Desvendou-te logo quem eu sou. Quis ser concha para ti, Presente que o mar traz. Mas sou fogo que arde aqui E destrói tudo o que é capaz. Consumo-te e inalo-te em mim, A droga mais pura e eficaz. E sobram as cinzas derramadas no jardim, Memórias da alma que lá jaz.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 2:51 PM UTC
Fomos tudo o que nos disseram que não podíamos ser