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"conta" poems
Há uma réstia de neblina em cada um dos meus pensamentos. Uma vez mais poesio o nada - A falta de percepção do meu eu interior - Numa tentativa, queira Deus que não vã, de entender...     Sinto, sinto tanto!     Sinto a testa arder e o pesar dos olhos.     Sinto.     Sinto o coração apertar e o medo     Corroer-me as veias como ácido.     Sinto.     Sinto...     Mas porquê? O que me impulsiona a sentir? Dou por mim mergulhada num rio gélido de angústia; Dou por mim - juntamente com todas as outras versões de mim - Perdida dentro de mim mesma,     às escuras, Sem saber como me encontrar.     Sinto. Sinto. Sinto por sentir     E por não saber porque sinto.     Sinto por medo do desconhecido que sou eu mesma     E do que me leva a desconhecer-me.     Sinto por medo de tantas mais coisas que desconheço também.     Sinto medo que todo este medo tome conta de mim. Por isso escrevo e sou um pouco mais eu E esqueço um pouco do medo no papel.
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Sep 14, 2017
Sep 14, 2017 at 5:14 PM UTC
O Medo e as Sensações
Sei comparsa al portone in un vestito rosso per dirmi che sei fuoco che consuma e riaccende. Una spina mi ha punto delle tue rose rosse perché succhiassi al dito, come già tuo, il mio sangue. Percorremmo la strada che lacera il rigoglio della selvaggia altura, ma già da molto tempo sapevo che soffrendo con temeraria fede, l'età per vincere non conta. Era di lunedì, per stringerci le mani e parlare felici non si trovò rifugio che in un giardino triste della città convulsa.
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12 Settembre 1966
Desculpa. Eu estrago o perfeito. Acabo com o infinito. Transformo a realidade em mito. Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas. Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas. Rabisco palavras bonitas. E no lugar coloco feridas. Oras Você vai se acostumar. No meu mar eu vou te afogar. Você tenta me erguer e eu te puxo. Tenta compreender e eu fujo. Tenta fugir e eu rujo. Sou um animal selvagem e sujo. Eu cresci errado. Eu sorri errado. Eu menti errado. Eu senti errado. Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
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Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Perfeito imperfeito
The cracks appeared but they were not like those that you see as you walk a pavement, chasing the gaps that parted, each cemented slab, they were more like shattered pieces of glass that formed on a marble floor as you threw down the champagne flute hurt, angered passion rearing its head a mixture of pleasure and pain relieving the numbness - the pleasure reliving the past - the pain Lipstick marked partial pieces of glass, matching the blood that began to seep from her hand as she collated the pieces scarring the floor droplets fell, she brought her palm to the side taking up the blood into her parted lips loosely letting go of any glass in the palm of her hand On her knees she lifted her body slowly he took his Prada shoe kicking her a blow to the stomach knocking her to the floor below she missed the glass table by mere inches saving her head from a similar blow As he walked away, he flicked his cigar unfinished, on her barely clothed body and from a distance spat and cursed in his mother tongue "Puttana!" "Ti disprezzo!" She kept her head down her hair knotted in the smashed glass, picking the stem of the hollow flute, she threw it flying through the air hitting him, to the shin *"Son of a ***** The words, pulsated through the air bouncing off all four walls, she held no regrets she had become accustomed to the repercussions of her own counter attacks she didn't even quiver They had fallen convicted criminals of passion and pain numbness reality a daze blood and fire alight Neither left the room until the following morning whiskey bottles emptied clothes disarrayed blood on the walls In this fight between passion and pain neither would leave, abandon this disrupted ****** up ship "Stay!" the only word she would murmur when all was said, and done. © Sia Jane
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Nov 6, 2013
Nov 6, 2013 at 9:53 PM UTC
L'amore conta
The cracks appeared but they were not like those that you see as you walk a pavement, chasing the gaps that parted, each cemented slab, they were more like shattered pieces of glass that formed on a marble floor as you threw down the champagne flute hurt, angered passion rearing its head a mixture of pleasure and pain relieving the numbness - the pleasure reliving the past - the pain Lipstick marked partial pieces of glass, matching the blood that began to seep from her hand as she collated the pieces scarring the floor droplets fell, she brought her palm to the side taking up the blood into her parted lips loosely letting go of any glass in the palm of her hand On her knees she lifted her body slowly he took his Prada shoe kicking her a blow to the stomach knocking her to the floor below she missed the glass table by mere inches saving her head from a similar blow As he walked away, he flicked his cigar unfinished, on her barely clothed body and from a distance spat and cursed in his mother tongue "Puttana!" "Ti disprezzo!" She kept her head down her hair knotted in the smashed glass, picking the stem of the hollow flute, she threw it flying through the air hitting him, to the shin *"Son of a ***** The words, pulsated through the air bouncing off all four walls, she held no regrets she had become accustomed to the repercussions of her own counter attacks she didn't even quiver They had fallen convicted criminals of passion and pain numbness reality a daze blood and fire alight Neither left the room until the following morning whiskey bottles emptied clothes disarrayed blood on the walls In this fight between passion and pain neither would leave, abandon this disrupted ****** up ship "Stay!" the only word she would murmur when all was said, and done. © Sia Jane
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A vida que nos conta histórias A vida que nos embala, A flor que não fala. O vazio que tenho no peito, O respeito que é respeito. A vida que nos enrola, A modéstia que assola. A humanidade do ser humano, Seja grande ou pequeno. A vida que conta histórias, A recordação tem memórias. A dignidade de quem é corajoso, Seja ateu ou religioso. A vida que nos acalma, A tristeza de alma, A sensatez de alguém humorado, Viver não é pecado. Victor  Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:18 AM UTC
A vida que nos conta histórias
Tudo é incerto. Nunca haverão respostas corretas. Nunca ninguém há de saber a verdadeira razão e essência das coisas. O mundo em nosso redor precisa que alguém repare nele, em vez de vivermos na nossa própria fantasia. Cada um tem o seu próprio mundo, mas o mundo em geral é de todos, e nós temos de começar a agir como se não fosse nada connosco. O mundo precisa de atenção. O mundo tem uma alma. Uma alma que não se consegue decifrar se aquilo a que chamam de "amor" não for sentido. A alma do mundo precisa de alguém, e esse alguém somos nós. A nossa alma precisa de alguém e esse alguém é quem nos vai fazer perder o folgo, sem razão aparente. O mundo precisa que reparem nele para viver, não por egoísmo, mas sim por cuidado. Nós tomamos conta do mundo, mas não sabemos o porquê. Talvez nunca chegaremos a saber, mas a alma do mundo continua a precisar de nós e nós continuamos a precisar de alguém que tome conta da nossa alma também. As respostas podem, talvez, nunca chegar, mas a um certo ponto, nós acharemos que as temos na mão, mesmo que sejam as respostas erradas. Tudo é incerto. A alma do mundo apodera-se de nós, para que nós também possamos ter uma alma. Queremos respostas que apenas pertencem à alma do mundo. São respostas que nunca teremos, mas contentamo-nos com isso, pois sabemos que elas existem.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:42 PM UTC
Alma
Agora no meu quarto Com uma certa incerteza Preenchendo a solidão E alimentando a tristeza Um vazio toma conta de mim E no corredor a minha frente só escuridão Enquanto um lado de mim diz sim O outro diz não No fim do corredor uma luz se acende Tão intensa que meu olho chega a arder Mesmo que eu não queria a ver Ela se aproxima E cada vez mais forte me domina Então a escuridão some A solidão é levada junto A tristeza vira felicidade E a morte não é mais solução Tudo que eu quero é viver Triste, sozinho e sem esperança ou não A imprevisibilidade é o problema Queria tanto saber se daria certo E aí sim minha esperança não seria problema E enquanto a luz permanece acesa Guardo aquela certa incerteza Será que tudo daria certo? Será que as coisas não melhorariam?
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 9:01 PM UTC
Incerteza
E foda.se a vida que demora a fazer-se homem. E foda.se a o vinho que só me conta mentiras. E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter. E foda.se o espelho que é demasiado honesto. E foda.se os livros que não consigo ler. E foda.se os autores que não consigo entender. E foda.se o que quer que seja que me retira confiança. E foda.se o destino que não pude escolher. E foda.se o passado que não pude escrever. E foda.se o futuro que já só quero esquecer. E foda.se a liberdade que não me deixa crescer. E foda.se a inercia que me quer prender. E foda.se as palavras que me deixão com sede. E foda.se a sede que só quer vinho. E foda.se o vinho que me voltou a enganar. E foda.se o coração que não sabe como amar. E foda.se o amor e a falta de ar. E foda.se o sal que impede de chorar. E foda.se o choro de quem me morde a alma. E foda.se a quem me pede para ter calma. E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo. E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo. E foda.se a cama que me faz sonhar. E foda.se o sonho que se acha ordem. E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
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Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
foda.se
Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
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May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
Relacionamentos Existem depósitos e retiradas Onde uma critica ou julgamento É um enrome ato de retirada Enquanto elogios e reconhecimentos São enormes depósitos Escolha a forma certa De investir o seu amor
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Jan 28, 2015
Jan 28, 2015 at 9:22 PM UTC
A conta bancária emocional
Fim, desdita é tua demora; Que é amarga, no entanto, Tua certeza de avigora Ao século qual pare teu pranto Fim, conta-me teu segredo; Que fazes neste mundo alucinado? Que eras? Trazes-me medo! Tens fé em um crepúsculo gelado? Fim, por tua espera, quantas almas emudeceram? És arcanjo dos gritos irreais! Quantas mágoas míseras no vazio colheram, As velas apagadas, as páginas finais?
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Jul 19, 2017
Jul 19, 2017 at 3:11 AM UTC
Paisagens do Inverno - II
Spesso ripeto sottovoce che si deve vivere di ricordi solo quando mi sono rimasti pochi giorni. Quello che è passato è come se non ci fosse mai stato. Il passato è un laccio che stringe la gola alla mia mente e toglie energie per affrontare il mio presente. Il passato è solo fumo di chi non ha vissuto. Quello che ** già visto non conta più niente. Il passato ed il futuro non sono realtà ma solo effimere illusioni. Devo liberarmi del tempo e vivere il presente giacché non esiste altro tempo che questo meraviglioso istante.
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Il mio passato
Faz um tempo que venho tentando encontrar alguém que me ame, eu achava que era suposto amar e ser amada de volta… não sei o que está a acontecer, será que o problema sou eu? Será que meu Romeu está realmente morto ou Homens não são capazes de amar? Ou eu é que dou passos errados? Estou cansada de acordar com um homem diferente em cada final de semana que decido ir para aquele maldito bar para afogar minhas mágoas, só tenho 25 anos, com quantos anos é suposto encontrar o homem certo? Porque que só querem se aproveitar de mim? Será esse corpo que dizem ser perfeito? Será esse rosto que dizem ser lindo? Isso não devia ser motivação eles me levarem a serio? Deus, estou a começar a odiar este corpo perfeito e essa cara linda, só quero um pouco de amor. Todas as minhas amigas me falam de coisas que seus namorados fazem por elas, falam-me sobre as declarações de amor e flores que recebem e a mim só dão orgasmos atrás de orgasmos, meu ex namorado era um Brutamontes que achava que os presentes caros e **** eram as únicas coisas que eu queria, EU SÓ QUERO UM POUCO DE AMOR… Aqui estou de novo, neste maldito bar, porquê que sempre venho parar aqui? Quem são essas pessoas comigo? Acho que estou bêbada, mas é assim que eu decidi fugir da realidade de não ser amada, e essas pessoas, que nem conheço fazem-me companhia, “Garçom, mais uma rodada” “ adiciona na minha conta por favor”.
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Feb 26, 2017
Feb 26, 2017 at 11:04 AM UTC
Garçom, mais uma rodada por favor
Superstiti, salvi, scampati poi magari disperati sbattere per terra i vestiti vecchi della delusione e piangere e chiedere giustizia Ma una morte anche lontana segna sempre un po' la vostra faccia sgomenta l'indifferenza chiusi dentro le macchine, assediati nelle città, nelle case obbedienti agli schermi parlanti tutti una volta pensate che possa essere lo stesso destino che siamo la stessa razza di animali che conta gli anni in milioni che sta impaurita in mezzo al cielo e ascolta ogni ala che batte e i grilli che vegliano i morti.
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1980
A noite cai lá fora na mesa, à volta dos livros a escuridão. Estou sentado, uma cama, um telefone tentei telefonar-te a linha estava ocupada estará a dormir talvez doente Não! O telefone está cortado não pagou a conta. De novo à mesa recomecei o livro entrei na noite.
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Jan 8, 2014
Jan 8, 2014 at 2:56 AM UTC
a chamada
Nasce todos os dias. ... Olha para o ciclo das plantas, Reabre e fecha as feridas mal curadas, Ama o sol, a lua, o encanto de belas fadas! Na ousadia, no amor eterno desligado, No amargo doce do pecado. Nasce por querer, por simpatia, Nasce para o mundo, para o dia... Mas nasce por amor e vezes sem conta, Abre o coração ao mundo que sussurra, Nasce na tristeza, na alegria ou loucura, Esconde e que te mata, o que te tortura, Nasce para o mundo, para a vida, Pois morres com saudade sentida. Mas nasce e torna a nascer, beija por amor, por querer, Nasce para o que te atormenta e consome, Gesticula, apreende , honra teu nome... Mas nasce por amor e sem esquecer, Nasce onde te aprouver e apetecer.... Victor Marques
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Jul 14, 2017
Jul 14, 2017 at 3:49 PM UTC
NASCE TODOS OS DIAS
acordo estou preso na essência do meu ser abro os olhos vejo mas não te vejo és a imagem que me conta aquela história tento transpor este rio que me consome estou na margem da liberdade que me prende sem amarras procuro-te na serenidade imensa desses altos casarios afecto utopia aventura numa busca que perdura eu, sou apenas... o encantador de palavras voando nesta folha como num tapete mágico...
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Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 1:51 PM UTC
Introspecção
Da noite para o dia, Tristeza ou alegria. Ser ou não fantasia, Pureza e ironia. O céu alaranjado, Um ser predestinado, Amores plantados, Odores bem cheirados. Deixo de ser eu, porque sou eu, Dando amor que não é meu. Vivo no mundo em que tudo se abraça, Ai vida que logo passa. Deixo de ser eu para as flores amar, O céu de noite contemplar. As coisas da vida parecem banais, Deixo de ser eu por amar a meus pais. Deixo de ser eu por ser grato, pois sou um eu no sentido nato. Deixo o meu eu no meio da natureza, pois sou o  eu com leveza. Eu até nem queria deixar de ser eu, Pois sendo eu eu, o mundo é teu. O  amor no meu eu sempre navegue, E eu com meu eu me entregue. Deixo de ser eu por ser um eu singular, Porque sendo eu tudo quero amar. Vejo um Deus grandioso que me enobrece, Deixo de ser eu quando o sol aparece. Deixo de ser eu vezes sem conta, o meu eu que na vida se encontra. Pois deixo de ser sempre eu, porque sou eu, No mundo que quer ser meu e teu. Victor Marques
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Jul 11, 2022
Jul 11, 2022 at 5:35 PM UTC
Deixo de ser eu, porque sou eu
Uso isto mais como um diário. Ao menos aqui ninguém lê o que digo nem ninguém sabe da existência desta minha conta.
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Jan 11, 2015
Jan 11, 2015 at 6:39 AM UTC
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penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar. um dia eu estava transando na frente do espelho e só conseguia olhar pra mim. transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante. gozei porque era eu ali no espelho.
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Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:15 PM UTC
mania essa de escrever sem pensar num ponto
penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar. um dia eu estava transando na frente do espelho e só conseguia olhar pra mim. transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante. gozei porque era eu ali no espelho.
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Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas. E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir. Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito  tentar! Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender. Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas. Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais. Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!) A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça? Ora, aí fujo da escrita! Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.   Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.   Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
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Mar 9, 2022
Mar 9, 2022 at 9:53 AM UTC
A insuficiência das palavras
Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas. E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir. Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito  tentar! Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender. Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas. Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais. Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!) A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça? Ora, aí fujo da escrita! Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.   Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.   Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
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à son arrivée, il était pragmatique il envisagea de passer la journée, pas plus ; partir le soir puis il se confia à lui-même, se convainquit qu’il partira sûrement le lendemain à l’aube mais, trois jours plus **** il se trouva au même endroit bref il sentit qu'il y avait une sorte de contact inespéré entre elle et lui un contact physique certain un contact physique à travers multiples échanges de regards autour de la table de bois, verre à la main, il me divulgua : « j'aime quand elle me regarde intensément et longuement du vert intense de ses iris, telle une jungle luxuriante j’aime quand elle me voit, me vise, m’atteint comme si elle touchait mon âme plus fort, comme si elle me démasquait en quelques clignements de paupières et, quelques cils qui se perdent » une telle intensité de regard et si proche de son visage lui donnait envie de se pencher vers elle et de l'embrasser il pensa à de nombreuses différentes manières de s'exécuter, moments opportuns au romantisme même, il voulait juste trouver la meilleure façon apparurent des centaines de scénarios parcourant ses esprits au point que certaines idées s’échappèrent même et des pensées qui l’arrêteront « est-ce son genre d’embrasser un mortel qu'elle sait partira dans deux jours ? moi, je l'aimerais tellement je veux être proche d'elle, mais je n'ai honnêtement aucune attente réelle ce sont juste des désirs cachés j'aimerais tellement que quelque chose se passe qu'un rapprochement se fasse, qu'une histoire s'écrive » or, rien ne s’écrivit à part une histoire surgissant de nouveau le soir d’une nuit étoilée autour d’une table de bois, verre à la main en compagnie d’un inconnu
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Jan 15, 2025
Jan 15, 2025 at 10:38 AM UTC
L’homme qui me conta ses récents désirs cachés, sentiments inavoués et presque ses regrets
à son arrivée, il était pragmatique il envisagea de passer la journée, pas plus ; partir le soir puis il se confia à lui-même, se convainquit qu’il partira sûrement le lendemain à l’aube mais, trois jours plus **** il se trouva au même endroit bref il sentit qu'il y avait une sorte de contact inespéré entre elle et lui un contact physique certain un contact physique à travers multiples échanges de regards autour de la table de bois, verre à la main, il me divulgua : « j'aime quand elle me regarde intensément et longuement du vert intense de ses iris, telle une jungle luxuriante j’aime quand elle me voit, me vise, m’atteint comme si elle touchait mon âme plus fort, comme si elle me démasquait en quelques clignements de paupières et, quelques cils qui se perdent » une telle intensité de regard et si proche de son visage lui donnait envie de se pencher vers elle et de l'embrasser il pensa à de nombreuses différentes manières de s'exécuter, moments opportuns au romantisme même, il voulait juste trouver la meilleure façon apparurent des centaines de scénarios parcourant ses esprits au point que certaines idées s’échappèrent même et des pensées qui l’arrêteront « est-ce son genre d’embrasser un mortel qu'elle sait partira dans deux jours ? moi, je l'aimerais tellement je veux être proche d'elle, mais je n'ai honnêtement aucune attente réelle ce sont juste des désirs cachés j'aimerais tellement que quelque chose se passe qu'un rapprochement se fasse, qu'une histoire s'écrive » or, rien ne s’écrivit à part une histoire surgissant de nouveau le soir d’une nuit étoilée autour d’une table de bois, verre à la main en compagnie d’un inconnu
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desenhei cinco linhas. e de três dessas cinco todas faziam curvas retas. umas mais que as outras por conta do suor. e da tinta da caneta que deslizou facilmente na textura do papel. olhei de perto uma delas e eu vi que toda sua extensão era um universo em eterna expansão.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:23 AM UTC
linha