"conta" poems
Há uma réstia de neblina em cada um dos meus pensamentos.
Uma vez mais poesio o nada -
A falta de percepção do meu eu interior -
Numa tentativa, queira Deus que não vã, de entender...
Sinto, sinto tanto!
Sinto a testa arder e o pesar dos olhos.
Sinto.
Sinto o coração apertar e o medo
Corroer-me as veias como ácido.
Sinto.
Sinto...
Mas porquê? O que me impulsiona a sentir?
Dou por mim mergulhada num rio gélido de angústia;
Dou por mim - juntamente com todas as outras versões de mim -
Perdida dentro de mim mesma,
às escuras,
Sem saber como me encontrar.
Sinto. Sinto. Sinto por sentir
E por não saber porque sinto.
Sinto por medo do desconhecido que sou eu mesma
E do que me leva a desconhecer-me.
Sinto por medo de tantas mais coisas que desconheço também.
Sinto medo que todo este medo tome conta de mim.
Por isso escrevo e sou um pouco mais eu
E esqueço um pouco do medo no papel.
Sep 14, 2017
Sep 14, 2017 at 5:14 PM UTC
Sei comparsa al portone
in un vestito rosso
per dirmi che sei fuoco
che consuma e riaccende.
Una spina mi ha punto
delle tue rose rosse
perché succhiassi al dito,
come già tuo, il mio sangue.
Percorremmo la strada
che lacera il rigoglio
della selvaggia altura,
ma già da molto tempo
sapevo che soffrendo con temeraria fede,
l'età per vincere non conta.
Era di lunedì,
per stringerci le mani
e parlare felici
non si trovò rifugio
che in un giardino triste
della città convulsa.
1.2k
Desculpa.
Eu estrago o perfeito.
Acabo com o infinito.
Transformo a realidade em mito.
Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas.
Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas.
Rabisco palavras bonitas.
E no lugar coloco feridas.
Oras
Você vai se acostumar.
No meu mar eu vou te afogar.
Você tenta me erguer e eu te puxo.
Tenta compreender e eu fujo.
Tenta fugir e eu rujo.
Sou um animal selvagem e sujo.
Eu cresci errado.
Eu sorri errado.
Eu menti errado.
Eu senti errado.
Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
The cracks appeared but
they were not like those
that you see as you walk
a pavement, chasing the
gaps that parted, each
cemented slab,
they were more like
shattered pieces of glass
that formed on a marble
floor as you threw down
the champagne flute
hurt, angered
passion rearing its head
a mixture of pleasure
and pain
relieving the numbness -
the pleasure
reliving the past -
the pain
Lipstick marked partial
pieces of glass, matching
the blood that began to
seep from her hand as
she collated the pieces
scarring the floor
droplets fell, she brought
her palm to the side
taking up the blood
into her parted lips
loosely letting go of
any glass in
the palm
of her
hand
On her knees she lifted
her body
slowly
he took his Prada shoe
kicking her
a blow to the stomach
knocking her
to the floor below
she missed the glass
table
by mere inches
saving her head from
a similar blow
As he walked
away,
he flicked his cigar
unfinished, on her
barely clothed body
and from a distance
spat and cursed in
his mother tongue
"Puttana!"
"Ti disprezzo!"
She kept her head down
her hair knotted in
the smashed glass,
picking the stem of the
hollow flute, she
threw it
flying through the air
hitting him,
to the shin
*"Son of a *****
The words, pulsated
through the air
bouncing off all four
walls,
she held no regrets
she had become accustomed
to the repercussions of her
own counter attacks
she didn't even quiver
They had fallen
convicted criminals
of passion and pain
numbness
reality a daze
blood and fire
alight
Neither left the room
until the following
morning
whiskey bottles emptied
clothes disarrayed
blood on the walls
In this fight between
passion and pain
neither would leave,
abandon this disrupted
****** up ship
"Stay!"
the only word she
would murmur
when all was
said,
and done.
© Sia Jane
Nov 6, 2013
Nov 6, 2013 at 9:53 PM UTC
A vida que nos conta histórias
A vida que nos embala,
A flor que não fala.
O vazio que tenho no peito,
O respeito que é respeito.
A vida que nos enrola,
A modéstia que assola.
A humanidade do ser humano,
Seja grande ou pequeno.
A vida que conta histórias,
A recordação tem memórias.
A dignidade de quem é corajoso,
Seja ateu ou religioso.
A vida que nos acalma,
A tristeza de alma,
A sensatez de alguém humorado,
Viver não é pecado.
Victor Marques
Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:18 AM UTC
Tudo é incerto.
Nunca haverão respostas corretas. Nunca ninguém há de saber a verdadeira razão e essência das coisas.
O mundo em nosso redor precisa que alguém repare nele, em vez de vivermos na nossa própria fantasia. Cada um tem o seu próprio mundo, mas o mundo em geral é de todos, e nós temos de começar a agir como se não fosse nada connosco. O mundo precisa de atenção. O mundo tem uma alma. Uma alma que não se consegue decifrar se aquilo a que chamam de "amor" não for sentido. A alma do mundo precisa de alguém, e esse alguém somos nós. A nossa alma precisa de alguém e esse alguém é quem nos vai fazer perder o folgo, sem razão aparente. O mundo precisa que reparem nele para viver, não por egoísmo, mas sim por cuidado. Nós tomamos conta do mundo, mas não sabemos o porquê. Talvez nunca chegaremos a saber, mas a alma do mundo continua a precisar de nós e nós continuamos a precisar de alguém que tome conta da nossa alma também.
As respostas podem, talvez, nunca chegar, mas a um certo ponto, nós acharemos que as temos na mão, mesmo que sejam as respostas erradas. Tudo é incerto.
A alma do mundo apodera-se de nós, para que nós também possamos ter uma alma.
Queremos respostas que apenas pertencem à alma do mundo. São respostas que nunca teremos, mas contentamo-nos com isso, pois sabemos que elas existem.
Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:42 PM UTC
Agora no meu quarto
Com uma certa incerteza
Preenchendo a solidão
E alimentando a tristeza
Um vazio toma conta de mim
E no corredor a minha frente só escuridão
Enquanto um lado de mim diz sim
O outro diz não
No fim do corredor uma luz se acende
Tão intensa que meu olho chega a arder
Mesmo que eu não queria a ver
Ela se aproxima
E cada vez mais forte me domina
Então a escuridão some
A solidão é levada junto
A tristeza vira felicidade
E a morte não é mais solução
Tudo que eu quero é viver
Triste, sozinho e sem esperança ou não
A imprevisibilidade é o problema
Queria tanto saber se daria certo
E aí sim minha esperança não seria problema
E enquanto a luz permanece acesa
Guardo aquela certa incerteza
Será que tudo daria certo?
Será que as coisas não melhorariam?
Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 9:01 PM UTC
E foda.se a vida que demora a fazer-se homem.
E foda.se a o vinho que só me conta mentiras.
E foda.se a musica que me alivia a dor de não te ter.
E foda.se o espelho que é demasiado honesto.
E foda.se os livros que não consigo ler.
E foda.se os autores que não consigo entender.
E foda.se o que quer que seja que me retira confiança.
E foda.se o destino que não pude escolher.
E foda.se o passado que não pude escrever.
E foda.se o futuro que já só quero esquecer.
E foda.se a liberdade que não me deixa crescer.
E foda.se a inercia que me quer prender.
E foda.se as palavras que me deixão com sede.
E foda.se a sede que só quer vinho.
E foda.se o vinho que me voltou a enganar.
E foda.se o coração que não sabe como amar.
E foda.se o amor e a falta de ar.
E foda.se o sal que impede de chorar.
E foda.se o choro de quem me morde a alma.
E foda.se a quem me pede para ter calma.
E foda.se tudo resto que nada tem a ver contigo.
E foda.se a amizade que faz de mim só teu amigo.
E foda.se a cama que me faz sonhar.
E foda.se o sonho que se acha ordem.
E foda.se a idade que Eu já me devia ter feito homem.
Apr 29, 2014
Apr 29, 2014 at 10:47 PM UTC
Sinto a necessidade de ter calor humano,
Por puro conforto,
De sentir o meu corpo absorto.
Necessidade tão intensa e imensa
Longe do que se pensa,
Longe de qualquer dano.
O vento ouve-me, benevolente,
O que vai na alma.
Das palavras que correm na mente,
Traz a minha outra metade na sua palma
Para a alegria tomar conta da calma.
Reparo no meu cabelo a voar,
Nos meus dedos a moldar
As linhas do horizonte.
E tento retratar, magicar e afeiçoar
A imagem que tenho de ti na fonte.
Aproximo-me em passo na calada
E os meus olhos aborvem cada camada
Que no meu ver emerge.
Tudo diverge
Pois apareceste tu.
O meu coração acelera
Calmo noutra era.
Num ápice lento
Num rápido murmúrio
Olho-te com um muito atento.
Procuro fugir do teu olhar,
Com o sangue a ferver,
Com a cara a escaldar
Cansada desta fuga por resolver:
É aqui que vou ficar.
May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Relacionamentos
Existem depósitos e retiradas
Onde uma critica ou julgamento
É um enrome ato de retirada
Enquanto elogios e reconhecimentos
São enormes depósitos
Escolha a forma certa
De investir o seu amor
Jan 28, 2015
Jan 28, 2015 at 9:22 PM UTC
Fim, desdita é tua demora;
Que é amarga, no entanto,
Tua certeza de avigora
Ao século qual pare teu pranto
Fim, conta-me teu segredo;
Que fazes neste mundo alucinado?
Que eras? Trazes-me medo!
Tens fé em um crepúsculo gelado?
Fim, por tua espera, quantas almas emudeceram?
És arcanjo dos gritos irreais!
Quantas mágoas míseras no vazio colheram,
As velas apagadas, as páginas finais?
Jul 19, 2017
Jul 19, 2017 at 3:11 AM UTC
Spesso ripeto sottovoce
che si deve vivere di ricordi solo
quando mi sono rimasti pochi giorni.
Quello che è passato
è come se non ci fosse mai stato.
Il passato è un laccio che
stringe la gola alla mia mente
e toglie energie per affrontare il mio presente.
Il passato è solo fumo
di chi non ha vissuto.
Quello che ** già visto
non conta più niente.
Il passato ed il futuro
non sono realtà ma solo effimere illusioni.
Devo liberarmi del tempo
e vivere il presente giacché non esiste altro tempo
che questo meraviglioso istante.
729
Faz um tempo que venho tentando encontrar alguém que me ame, eu achava que era suposto amar e ser amada de volta… não sei o que está a acontecer, será que o problema sou eu? Será que meu Romeu está realmente morto ou Homens não são capazes de amar? Ou eu é que dou passos errados?
Estou cansada de acordar com um homem diferente em cada final de semana que decido ir para aquele maldito bar para afogar minhas mágoas, só tenho 25 anos, com quantos anos é suposto encontrar o homem certo? Porque que só querem se aproveitar de mim? Será esse corpo que dizem ser perfeito? Será esse rosto que dizem ser lindo? Isso não devia ser motivação eles me levarem a serio? Deus, estou a começar a odiar este corpo perfeito e essa cara linda, só quero um pouco de amor. Todas as minhas amigas me falam de coisas que seus namorados fazem por elas, falam-me sobre as declarações de amor e flores que recebem e a mim só dão orgasmos atrás de orgasmos, meu ex namorado era um Brutamontes que achava que os presentes caros e **** eram as únicas coisas que eu queria, EU SÓ QUERO UM POUCO DE AMOR…
Aqui estou de novo, neste maldito bar, porquê que sempre venho parar aqui? Quem são essas pessoas comigo? Acho que estou bêbada, mas é assim que eu decidi fugir da realidade de não ser amada, e essas pessoas, que nem conheço fazem-me companhia, “Garçom, mais uma rodada” “ adiciona na minha conta por favor”.
Feb 26, 2017
Feb 26, 2017 at 11:04 AM UTC
Superstiti, salvi, scampati
poi magari disperati sbattere per terra
i vestiti vecchi della delusione
e piangere e chiedere giustizia
Ma una morte anche lontana
segna sempre un po' la vostra faccia
sgomenta l'indifferenza
chiusi dentro le macchine, assediati
nelle città, nelle case
obbedienti agli schermi parlanti
tutti una volta pensate
che possa essere lo stesso destino
che siamo la stessa razza di animali
che conta gli anni in milioni
che sta impaurita in mezzo al cielo
e ascolta ogni ala che batte
e i grilli che vegliano i morti.
686
A noite cai lá fora
na mesa, à volta dos livros
a escuridão.
Estou sentado,
uma cama,
um telefone
tentei telefonar-te
a linha estava ocupada
estará a dormir
talvez doente
Não!
O telefone está cortado
não pagou a conta.
De novo à mesa
recomecei o livro
entrei na noite.
Jan 8, 2014
Jan 8, 2014 at 2:56 AM UTC
Nasce todos os dias. ...
Olha para o ciclo das plantas,
Reabre e fecha as feridas mal curadas,
Ama o sol, a lua, o encanto de belas fadas!
Na ousadia, no amor eterno desligado,
No amargo doce do pecado.
Nasce por querer, por simpatia,
Nasce para o mundo, para o dia...
Mas nasce por amor e vezes sem conta,
Abre o coração ao mundo que sussurra,
Nasce na tristeza, na alegria ou loucura,
Esconde e que te mata, o que te tortura,
Nasce para o mundo, para a vida,
Pois morres com saudade sentida.
Mas nasce e torna a nascer, beija por amor, por querer,
Nasce para o que te atormenta e consome,
Gesticula, apreende , honra teu nome...
Mas nasce por amor e sem esquecer,
Nasce onde te aprouver e apetecer....
Victor Marques
Jul 14, 2017
Jul 14, 2017 at 3:49 PM UTC
acordo
estou preso
na essência do meu ser
abro os olhos
vejo
mas não te vejo
és a imagem que me conta aquela história
tento transpor este rio que me consome
estou na margem da liberdade que me prende sem amarras
procuro-te
na serenidade imensa desses altos casarios
afecto
utopia
aventura
numa busca que perdura
eu, sou apenas...
o encantador de palavras
voando nesta folha como num tapete mágico...
Apr 5, 2015
Apr 5, 2015 at 1:51 PM UTC
Da noite para o dia,
Tristeza ou alegria.
Ser ou não fantasia,
Pureza e ironia.
O céu alaranjado,
Um ser predestinado,
Amores plantados,
Odores bem cheirados.
Deixo de ser eu, porque sou eu,
Dando amor que não é meu.
Vivo no mundo em que tudo se abraça,
Ai vida que logo passa.
Deixo de ser eu para as flores amar,
O céu de noite contemplar.
As coisas da vida parecem banais,
Deixo de ser eu por amar a meus pais.
Deixo de ser eu por ser grato,
pois sou um eu no sentido nato.
Deixo o meu eu no meio da natureza,
pois sou o eu com leveza.
Eu até nem queria deixar de ser eu,
Pois sendo eu eu, o mundo é teu.
O amor no meu eu sempre navegue,
E eu com meu eu me entregue.
Deixo de ser eu por ser um eu singular,
Porque sendo eu tudo quero amar.
Vejo um Deus grandioso que me enobrece,
Deixo de ser eu quando o sol aparece.
Deixo de ser eu vezes sem conta,
o meu eu que na vida se encontra.
Pois deixo de ser sempre eu, porque sou eu,
No mundo que quer ser meu e teu.
Victor Marques
Jul 11, 2022
Jul 11, 2022 at 5:35 PM UTC
Uso isto mais como um diário. Ao menos aqui ninguém lê o que digo nem ninguém sabe da existência desta minha conta.
Jan 11, 2015
Jan 11, 2015 at 6:39 AM UTC
penso sobre mim o tempo todo que acho que é doença esse fascínio. muito embora saiba que deveria me amar antes de todo mundo, devo admitir que passo horas contemplando minhas criações vestindo apenas um óculos transparente desprovida de roupa íntima. gosto de pensar que preencher todos os espaços vai me trazer paz e de alguma forma que não poderia explicar, a sensação que tanto procuro sentir mas nunca consegui alcançar. é como se eu fosse uma conta matemática que tive dificuldade de entender na quarta série [e ainda não entendo]: gostaria de saber como resolvê-la só não sei como. acho brega todos os meus sentimentos íntimos que envolvem apenas o eu. mas ao mesmo tempo os aprecio, os amo, os idolatro, os venero! veja bem, escrevo todas essas palavras pra quem? pra mim mesma! pra alimentar a fome que tenho de mim, da minha própria vontade de possessão. é um absurdo pensar agora em deixar pra trás tudo isso e deletar as emoções e as vontades e o calor que minha pele sente pela minha pele. nunca duvidei do meu amor por mim mesma. esse que falei a pouco que é grande demais e não cabe aqui. preciso preencher tudo. esse quadrado branco todo sobre mim. sobre o quanto eu sou apaixonada por mim. quanto eu pagaria pela minha estátua? se um dia descobrir que existe uma outra eu: me apaixonaria por ela também? me questiono e procuro letras que juntam palavras simpáticas pra me fazer sentir melhor sobre isso, apesar de saber que independente do que mostre ou não, nada vai mudar.
um dia eu estava transando na frente do espelho
e só conseguia olhar pra mim.
transando comigo mesma, sentindo arrepios na pele completamente apaixonada pelo reflexo nu com os seios em movimento e a boca ofegante.
gozei porque era eu ali no espelho.
Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:15 PM UTC
Acho curioso como, só na língua portuguesa, existem mais de 450 000 palavras e, é impossível manter uma conta exata porque todos os dias são criadas palavras novas.
E por muitas palavras que se tenham criado ao longo da existência da linguagem verbal, muitas das vezes, continuam a ser todas insuficientes para nos expressarmos, para chegarmos ao outro, para que ele nos entenda ou àquilo que tentamos transmitir. Curioso, não é? Nem sempre a abundância serve de muito se não soubermos como a repartir.
Há coisas que não podem ser escritas…Descritas…Mas é tão bonito tentar!
Há coisas que nasceram para serem faladas, outras para serem simplesmente observadas, outras para serem sentidas, outras para serem ignoradas…Mas há sempre muito mais, muito mais para além do que se vê e do que se pode compreender.
Quantas mais palavras me passam pela cabeça, menos vontade tenho de as escrever. Quanto mais enrolada estiver no meio das emoções, menos vontade tenho de falar sobre elas.
Não acredito que algum dia se possa ter dito tudo, há sempre mais, muito mais.
Mas às vezes, parece que não há nada mais a escrever ou a comunicar. (Mas quem estou eu a tentar enganar?!)
A escrita é só outro abrigo para onde fujo da vida. Um bom abrigo, sim, mas o que acontece quando não quero fugir da vida e sim entrar nela de cabeça?
Ora, aí fujo da escrita!
Talvez seja nesses mesmos momentos em que não consigo escrever nada. Como se não me lembrasse de uma única palavra entre as 450 000 existentes. Nos momentos em que mais quero saltar para a vida, agarrá-la e abraçá-la, senti-la simplesmente, como se nunca me tivessem ensinado o que são as palavras e como as posso utilizar. Há momentos em que não sinto que as precise de usar, então, abro o caderno, olha para a página em branco e, fico só a contemplar.
Neste momento, parei de perseguir a vida para a poder vir escrever, porque tenho sempre algo mais que quero dizer. E curioso, há muito mais em mim que se pode ler sem ter de carregar o peso de uma única palavra.
Há uma linguagem secreta entendida por toda a gente, uma linguagem universal e paciente, mas só pode ser compreendida no silêncio, na beleza do olhar, em duas mãos entrelaçadas ou entre lábios que se estão prestes a beijar.
Mar 9, 2022
Mar 9, 2022 at 9:53 AM UTC
à son arrivée, il était pragmatique
il envisagea de passer la journée, pas plus ; partir le soir
puis il se confia à lui-même, se convainquit qu’il partira sûrement
le lendemain à l’aube mais,
trois jours plus **** il se trouva au même endroit
bref
il sentit qu'il y avait une sorte de contact inespéré entre elle et lui
un contact physique certain
un contact physique à travers multiples échanges de regards
autour de la table de bois, verre à la main, il me divulgua :
« j'aime quand elle me regarde intensément et longuement
du vert intense de ses iris, telle une jungle luxuriante
j’aime quand elle me voit, me vise, m’atteint
comme si elle touchait mon âme
plus fort, comme si elle me démasquait
en quelques clignements de paupières et,
quelques cils qui se perdent »
une telle intensité de regard et si proche de son visage
lui donnait envie de se pencher vers elle et de l'embrasser
il pensa à de nombreuses différentes manières de s'exécuter,
moments opportuns
au romantisme même,
il voulait juste trouver la meilleure façon
apparurent des centaines de scénarios parcourant ses esprits
au point que certaines idées s’échappèrent même
et des pensées qui l’arrêteront
« est-ce son genre d’embrasser un mortel qu'elle sait partira dans deux jours ?
moi, je l'aimerais tellement
je veux être proche d'elle, mais je n'ai honnêtement aucune attente réelle
ce sont juste des désirs cachés
j'aimerais tellement que quelque chose se passe
qu'un rapprochement se fasse,
qu'une histoire s'écrive »
or, rien ne s’écrivit
à part une histoire surgissant de nouveau le soir d’une nuit étoilée
autour d’une table de bois, verre à la main
en compagnie d’un inconnu
Jan 15, 2025
Jan 15, 2025 at 10:38 AM UTC
desenhei cinco linhas.
e de três dessas cinco
todas faziam curvas retas.
umas mais que as outras por conta do suor.
e da tinta da caneta que deslizou facilmente na textura do papel.
olhei de perto uma delas e eu vi
que toda sua extensão era um
universo em eterna expansão.
Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:23 AM UTC