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GilliSincha
GilliSincha
48/F Nasci primaveril hemisfrio sul, e vero norte hemisfrio, / o grande mundo inclinando se em eixos brincando conosco / diante do relativo tempo.
“Adam” Adam, filho do pó e da água. Nasce barro, moldado entre dedos e amor, som crocante e molhado, formando imagem e semelhança do Criador. Quente sopro de vida preenche o barro, a terra que agora, em carne, vive no mundo habitável. Vivente entre víveres, estuda-os e os entende. O conhecimento do outro ensina sobre si mesmo. Semelhanças pontuais, diferenças marcantes. Encontros que não se reconhecem. O propósito da vida pesando: ter norte, mas não continuidade. O ser conjugado em sermos, serdes e sejam. Adam coexistia entre pares. Olhos nos olhos. Sons e vozes. Desencontros. No topo das árvores, o chacoalhar das folhas dando som aos ventos. O pólen se espalha e brotos nascem. Em seus ombros, aves. Nas águas, peixes. Toda vida retornava a um semelhante. Nessas presenças, a ausência do outro igual. A solidão de Adam não cabia em palavras. Silêncio entre vozes. Adam, na conjugação do ser: era presente. No futuro, seria só. E, na não perfeição divina, humano que era, conjugava silêncio. Não havia verbo, nem ação, que conjugasse solidão.
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May 22
May 22, 2026 at 10:07 PM UTC
Adam, terra de ferro e zinco.
Quando o céu estende seu pergaminho de estrelas, despindo se do falso azul, tom fraco. Nua, a negrura revela a força autônoma das constelações. Seduz a humanidade: filhos planeta Terra, não degenera o externo corpo opaco , por dentro, lama e magma. Lumen da alma à meia-luz, A liquidez do intentos depurados, inconfessos , evaporam da consciência aos *** seus feitos. Foi dado ao homem, ainda noite, sinais e direção: segue estrelares luzeiros,. Se descobrir-se seu norte, Ao contrário, busca perder-se? silêncio O breu te esconderá e logo o escuro te será claro, olhos leoninos. Constante é a viagem da luz no espaço: estrelas mortas polemizam energia e calor, assistem ao espetáculo, ao baile gravitacional. Girando, girando, a Terra opaca, lama e magma explodem, derramam alma incandescente, queima e endurece. Tela atmosférica de cores dinâmicas, luz e sombra, nuvem e chuva abençoam e desgraçam a todos sem distinção. Luz-dia, luz-noite. A Terra segue girando no oceano sideral, dança em seu habitat orbital, temporiza, ano a ano, diverte-se com o Sol, juiz que brilha. Sua luz é vida e morte aos terráqueos opacos. Senhora Noite, Nudez bordada em astros. lumes celestes. Debruça-se no céu sem recato, testemunha de crimes, da justiça. Relatando os Deus Na mesma tessitura, retórica do gesto: testemunha do Criador e de seus feitos. Noite inteira, de noite em noite, grandezas reveladas em silêncio, pergaminho aberto. Sobriedade refletida: a noite clareia a consciência obscurecida na ignorância. Nela há vozes, sons, falas: sapos coaxam ironias, gatos insinuam, miam, ronronam, cio estridente. Os sons do dia, barulhentos, silenciam. Prenuncia-se a noite. Em respeito às vozes noturnas: sussurros, gemidos, o latejar da consciência. O céu desbota tintas em chuva e recebe em vapor aquecido vaidades e desejos. Em nuvens de chuva ácida, caem sobre nós, profundas, nossas próprias maldades. Na quietude da madrugada, a ausência da luz evidencia: a goteira da pia vira corneta atalaia. Gota a gota acusa, perturba aqueles que, fantasiados de dia, à noite estão nus e crus. Trevas trazem luz ao que, exposto à vista, se oculta. Como o leão escondido, dormindo, a noite ataca e come. De dia, sol. À noite, lua. Divisor de hábitos, tão escuro que conforta o despir moral. Traz à tona o pior ou o melhor. Escuridão que ilumina: alguns brilham neon, outros alertam. Noite contrastante, natureza ambivalente: luz e trevas em xeque. Cegas-te à vista e ignoras o Criador que em luz e sombra escreve autobiografia. Vislumbra-se o próprio crepúsculo, opaco Edon.
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May 22
May 22, 2026 at 10:06 PM UTC
Vaga - Lumen
Quando o céu estende seu pergaminho de estrelas, despindo se do falso azul, tom fraco. Nua, a negrura revela a força autônoma das constelações. Seduz a humanidade: filhos planeta Terra, não degenera o externo corpo opaco , por dentro, lama e magma. Lumen da alma à meia-luz, A liquidez do intentos depurados, inconfessos , evaporam da consciência aos *** seus feitos. Foi dado ao homem, ainda noite, sinais e direção: segue estrelares luzeiros,. Se descobrir-se seu norte, Ao contrário, busca perder-se? silêncio O breu te esconderá e logo o escuro te será claro, olhos leoninos. Constante é a viagem da luz no espaço: estrelas mortas polemizam energia e calor, assistem ao espetáculo, ao baile gravitacional. Girando, girando, a Terra opaca, lama e magma explodem, derramam alma incandescente, queima e endurece. Tela atmosférica de cores dinâmicas, luz e sombra, nuvem e chuva abençoam e desgraçam a todos sem distinção. Luz-dia, luz-noite. A Terra segue girando no oceano sideral, dança em seu habitat orbital, temporiza, ano a ano, diverte-se com o Sol, juiz que brilha. Sua luz é vida e morte aos terráqueos opacos. Senhora Noite, Nudez bordada em astros. lumes celestes. Debruça-se no céu sem recato, testemunha de crimes, da justiça. Relatando os Deus Na mesma tessitura, retórica do gesto: testemunha do Criador e de seus feitos. Noite inteira, de noite em noite, grandezas reveladas em silêncio, pergaminho aberto. Sobriedade refletida: a noite clareia a consciência obscurecida na ignorância. Nela há vozes, sons, falas: sapos coaxam ironias, gatos insinuam, miam, ronronam, cio estridente. Os sons do dia, barulhentos, silenciam. Prenuncia-se a noite. Em respeito às vozes noturnas: sussurros, gemidos, o latejar da consciência. O céu desbota tintas em chuva e recebe em vapor aquecido vaidades e desejos. Em nuvens de chuva ácida, caem sobre nós, profundas, nossas próprias maldades. Na quietude da madrugada, a ausência da luz evidencia: a goteira da pia vira corneta atalaia. Gota a gota acusa, perturba aqueles que, fantasiados de dia, à noite estão nus e crus. Trevas trazem luz ao que, exposto à vista, se oculta. Como o leão escondido, dormindo, a noite ataca e come. De dia, sol. À noite, lua. Divisor de hábitos, tão escuro que conforta o despir moral. Traz à tona o pior ou o melhor. Escuridão que ilumina: alguns brilham neon, outros alertam. Noite contrastante, natureza ambivalente: luz e trevas em xeque. Cegas-te à vista e ignoras o Criador que em luz e sombra escreve autobiografia. Vislumbra-se o próprio crepúsculo, opaco Edon.
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Hoje, presente, acontece em milésimos de segundo, incompletude eterna, tempo que é, se esvai em milésimos, é sendo, não é. A Terra gira sua face, ocultando-se do sul, flertando com a lua. Tonteia a percepção do passar do tempo, que não passa de milésimos. Gira. Pião de água, terra e lava, carregando gente como carrapato, de ponta-cabeça no espaço. Percebo apenas o sol: interruptor ligado. À noite, desligado. O tempo se vai. Não sei como. Mas empurra. Outro dia. Outra boa-noite. O presente gera passado e nunca alcança o futuro, será que este existe? Se tudo são instantes de presente, passado e futuro são reais ou convenção? Nuvens, cinzas, prenúncia, navegam no céu como um ser aquático, de milésimo em milésimo, em centímetro a centímetro, milésimos, esse é meu real. Nuvem navegante, viaja no tempo? Ou o desafia? De onde se formaste, a distância navegada para trás ficou e para onde vai, milésimo de milésimo aqui ainda não chegou, meu futuro és se esvaindo em milésimo de milésimo e indo, o agora, milésimos de milésimos continuo vê-la, a nuvem que passou, meu passado é futura chuva ao mesmo tempo tempo de milésimo. O presente é real? Ou acordo coletivo? As estações persistem nesses milésimos. Estacionadas. Não importa o que dizem do tempo. Constato cinza permanente. Frio. Vento. O ar se move, varrendo folhas, verificando o pulso nos braços das árvores. Livre, carrega o gélido fúnebre da morte da luz. O sol zangou-se daqui? Entregou-se ao hemisfério que quis? Ou foi o pião que birra, se inclina e finge não precisar de calor? Chove todo dia. Sem parar. Ou parando o tempo. Chove em passar. Pinga no telhado. Que pinga na minha cabeça. Escorre no corpo com a frieza de uma lâmina. Pingos na paisagem. Respinga em tudo. Úmido. Chuva como lágrimas da nuvem. Choro como olhos de nuvem. Escorre. Pinga. Molhada dor. Sentimento navegando no inverno da alma.
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May 22
May 22, 2026 at 10:04 PM UTC
Integros Milesimos.
Hoje, presente, acontece em milésimos de segundo, incompletude eterna, tempo que é, se esvai em milésimos, é sendo, não é. A Terra gira sua face, ocultando-se do sul, flertando com a lua. Tonteia a percepção do passar do tempo, que não passa de milésimos. Gira. Pião de água, terra e lava, carregando gente como carrapato, de ponta-cabeça no espaço. Percebo apenas o sol: interruptor ligado. À noite, desligado. O tempo se vai. Não sei como. Mas empurra. Outro dia. Outra boa-noite. O presente gera passado e nunca alcança o futuro, será que este existe? Se tudo são instantes de presente, passado e futuro são reais ou convenção? Nuvens, cinzas, prenúncia, navegam no céu como um ser aquático, de milésimo em milésimo, em centímetro a centímetro, milésimos, esse é meu real. Nuvem navegante, viaja no tempo? Ou o desafia? De onde se formaste, a distância navegada para trás ficou e para onde vai, milésimo de milésimo aqui ainda não chegou, meu futuro és se esvaindo em milésimo de milésimo e indo, o agora, milésimos de milésimos continuo vê-la, a nuvem que passou, meu passado é futura chuva ao mesmo tempo tempo de milésimo. O presente é real? Ou acordo coletivo? As estações persistem nesses milésimos. Estacionadas. Não importa o que dizem do tempo. Constato cinza permanente. Frio. Vento. O ar se move, varrendo folhas, verificando o pulso nos braços das árvores. Livre, carrega o gélido fúnebre da morte da luz. O sol zangou-se daqui? Entregou-se ao hemisfério que quis? Ou foi o pião que birra, se inclina e finge não precisar de calor? Chove todo dia. Sem parar. Ou parando o tempo. Chove em passar. Pinga no telhado. Que pinga na minha cabeça. Escorre no corpo com a frieza de uma lâmina. Pingos na paisagem. Respinga em tudo. Úmido. Chuva como lágrimas da nuvem. Choro como olhos de nuvem. Escorre. Pinga. Molhada dor. Sentimento navegando no inverno da alma.
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Eu, matéria opaca em presença estática, rebelde à conjugação temporal, ser cansado, de pijama eterno, fito o então jardim, que o era bem antes de mim, paralelamente coexistentes separados por lentes vitrais, minha janela, silenciosamente translucida, transmite a grama, brotando o que é, paradoxal ao tempo, que conjuga nascer o ser que repete descender: é hoje o que ontem foi diferentemente do que é, o mesmo amanhã será. Irreconhecível grama que é, será o que jamais foi, sendo ainda o que é — de novo em novo, mesmo em mesmo, bordado em outros, compondo cada um em si, nos outros, em outros. E sois, sendo ou ausentando, ecoando ainda assim o que é. O tempo que em mim vivo: sepultado em terra, varrido pelo vento, concretado em máquinas, brotando em verde — o novo antigo que será.
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May 22
May 22, 2026 at 10:00 PM UTC
Temporariamente esttico
shiii… Sonoro arranhar da agulha, friamente na lisura do disco. Lado A exposto. Extrai circularmente o blues, nascido do som sujo, da tensão de notas entre notas. Voltas do giro, grave e baixo. Do escuro, plateia, silencio tocada em dó, mi, fá, sol Em si, testemunhava. Deponho: Como uma boneca de pano você dançava ritmados socos e chutes. Como uma boneca de pano você voava e nem chorava. Acho que bonecas de pano não choram. Você não rasgava e não quebrava. Doía muito? Como você suportou? Não precisou remendar? Deixa eu te dar um beijo. Você suportava calada, já sabia o que fazer para satisfazer o desejo do mal. Shiii… Arranha a lisura, circular o disco. Notas rápidas do blues, notas que amassam, puxam, cabelos voam. Não é tocar limpo, é tocar com nervo. Alucinante ritmo, latejando em minutos intermináveis. Silencioso choro engolido a seco. Noites infindáveis. Sonhos findáveis. A escuridão noturna aqui dentro, agora. Alma foge, inconsciente dos múltiplos golpes, afundando a carne, transfigurando identidade, amortecendo a vida. Morta-viva. Boneca de pano. Shiii... Não acordes. Preces repetidas em Dó maior, como disco arranhado. Reza repetida, mais uma vez. Dias em círculos. Talvez Deus não goste de bonecas de pano. A noite girou, o dia raiou, e o automático braço da agulha foi interrompido. A boneca de pano, em Sol, ecoou. Recompensa à bravura resiliente: em notas limpas faz do blues jazz. Mágica transformação, Boneca em pessoa, pano em pele, choro em riso. Terror em paz, noites de sono. Bom dia, mulher inteira, de retalhos coloridos.
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May 22
May 22, 2026 at 9:55 PM UTC
Retalhos de pano e vida.
shiii… Sonoro arranhar da agulha, friamente na lisura do disco. Lado A exposto. Extrai circularmente o blues, nascido do som sujo, da tensão de notas entre notas. Voltas do giro, grave e baixo. Do escuro, plateia, silencio tocada em dó, mi, fá, sol Em si, testemunhava. Deponho: Como uma boneca de pano você dançava ritmados socos e chutes. Como uma boneca de pano você voava e nem chorava. Acho que bonecas de pano não choram. Você não rasgava e não quebrava. Doía muito? Como você suportou? Não precisou remendar? Deixa eu te dar um beijo. Você suportava calada, já sabia o que fazer para satisfazer o desejo do mal. Shiii… Arranha a lisura, circular o disco. Notas rápidas do blues, notas que amassam, puxam, cabelos voam. Não é tocar limpo, é tocar com nervo. Alucinante ritmo, latejando em minutos intermináveis. Silencioso choro engolido a seco. Noites infindáveis. Sonhos findáveis. A escuridão noturna aqui dentro, agora. Alma foge, inconsciente dos múltiplos golpes, afundando a carne, transfigurando identidade, amortecendo a vida. Morta-viva. Boneca de pano. Shiii... Não acordes. Preces repetidas em Dó maior, como disco arranhado. Reza repetida, mais uma vez. Dias em círculos. Talvez Deus não goste de bonecas de pano. A noite girou, o dia raiou, e o automático braço da agulha foi interrompido. A boneca de pano, em Sol, ecoou. Recompensa à bravura resiliente: em notas limpas faz do blues jazz. Mágica transformação, Boneca em pessoa, pano em pele, choro em riso. Terror em paz, noites de sono. Bom dia, mulher inteira, de retalhos coloridos.
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E disse, vibrou e formou… Vendo o que fez, poema. Etimologicamente: Mãe Grega. Contemplando rebentos do oculto… à luz. Essência verbalizada. Quem primeiro vibrou como cordas em notas, palato, glote, língua… sons em códigos vivos? E disse, vibrou e formou… Vendo o que fez, poema. Fonéticos codificados, descodificados… geram vida… ou a matam. Recém-nascidos, expirando o sopro internalizado, contorcem-se em vida de cordas vocais, sons oralizando… balbuciando ao mundo a existência retumbante, timbrando a história… acordes singulares entoados. E disse, vibrou e formou… Vendo o que fez, poema. Tudo e todos, nascidos de uma vontade, material, visível ou sensorial… nascem poema. Poemas, palavras são intentos… verdadeiros ou mentirosos, trazem em si notas distintas. E disse, vibrou e formou… Vendo o que fez, poema. Ouvir, pensar… te fará protegida das construções… ou em construções protetoras. Nas páginas da vida, sua existência tem trazido poemas declamados: nefastos… transtornando em rimas as métricas construídas, ou harmônicas, rítmicas… rimas de amor transformando vidas em composições retumbantes por gerações. E disse, vibrou e formou… Vendo o que fez, poema.
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May 22
May 22, 2026 at 9:48 PM UTC
Poema, e assim se fez.