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“Adam” Adam, filho do pó e da água. Nasce barro, moldado entre dedos e amor, som crocante e molhado, formando imagem e semelhança do Criador. Quente sopro de vida preenche o barro, a terra que agora, em carne, vive no mundo habitável. Vivente entre víveres, estuda-os e os entende. O conhecimento do outro ensina sobre si mesmo. Semelhanças pontuais, diferenças marcantes. Encontros que não se reconhecem. O propósito da vida pesando: ter norte, mas não continuidade. O ser conjugado em sermos, serdes e sejam. Adam coexistia entre pares. Olhos nos olhos. Sons e vozes. Desencontros. No topo das árvores, o chacoalhar das folhas dando som aos ventos. O pólen se espalha e brotos nascem. Em seus ombros, aves. Nas águas, peixes. Toda vida retornava a um semelhante. Nessas presenças, a ausência do outro igual. A solidão de Adam não cabia em palavras. Silêncio entre vozes. Adam, na conjugação do ser: era presente. No futuro, seria só. E, na não perfeição divina, humano que era, conjugava silêncio. Não havia verbo, nem ação, que conjugasse solidão.
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May 22
May 22, 2026 at 9:59 PM UTC
Adam, terra de ferro e zinco.
“Adam” Adam, filho do pó e da água. Nasce barro, moldado entre dedos e amor, som crocante e molhado, formando imagem e semelhança do Criador. Quente sopro de vida preenche o barro, a terra que agora, em carne, vive no mundo habitável. Vivente entre víveres, estuda-os e os entende. O conhecimento do outro ensina sobre si mesmo. Semelhanças pontuais, diferenças marcantes. Encontros que não se reconhecem. O propósito da vida pesando: ter norte, mas não continuidade. O ser conjugado em sermos, serdes e sejam. Adam coexistia entre pares. Olhos nos olhos. Sons e vozes. Desencontros. No topo das árvores, o chacoalhar das folhas dando som aos ventos. O pólen se espalha e brotos nascem. Em seus ombros, aves. Nas águas, peixes. Toda vida retornava a um semelhante. Nessas presenças, a ausência do outro igual. A solidão de Adam não cabia em palavras. Silêncio entre vozes. Adam, na conjugação do ser: era presente. No futuro, seria só. E, na não perfeição divina, humano que era, conjugava silêncio. Não havia verbo, nem ação, que conjugasse solidão.
#filosofico #criação #religioso
GilliSincha
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May 22
May 22, 2026 at 9:59 PM UTC
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