Quando o céu
estende seu pergaminho de estrelas,
despindo se do falso azul, tom fraco.
Nua, a negrura revela
a força autônoma das constelações.
Seduz a humanidade:
filhos planeta Terra, não degenera
o externo corpo opaco ,
por dentro, lama e magma.
Lumen da alma à meia-luz,
A liquidez do intentos
depurados,
inconfessos ,
evaporam da consciência
aos *** seus feitos.
Foi dado ao homem,
ainda noite,
sinais e direção:
segue estrelares luzeiros,.
Se descobrir-se seu norte,
Ao contrário,
busca perder-se?
silêncio
O breu te esconderá
e logo o escuro te será claro,
olhos leoninos.
Constante é a viagem da luz no espaço:
estrelas mortas polemizam energia e calor,
assistem ao espetáculo,
ao baile gravitacional.
Girando, girando, a Terra opaca,
lama e magma explodem,
derramam alma incandescente,
queima e endurece.
Tela atmosférica de cores dinâmicas,
luz e sombra,
nuvem e chuva
abençoam e desgraçam a todos
sem distinção.
Luz-dia, luz-noite.
A Terra segue girando
no oceano sideral,
dança em seu habitat orbital,
temporiza, ano a ano,
diverte-se com o Sol,
juiz que brilha.
Sua luz é vida e morte
aos terráqueos opacos.
Senhora Noite,
Nudez bordada em astros.
lumes celestes.
Debruça-se no céu
sem recato,
testemunha de crimes,
da justiça.
Relatando os Deus
Na mesma tessitura,
retórica do gesto:
testemunha do Criador e de seus feitos.
Noite inteira, de noite em noite,
grandezas reveladas em silêncio,
pergaminho aberto.
Sobriedade refletida:
a noite clareia a consciência
obscurecida na ignorância.
Nela há vozes, sons, falas:
sapos coaxam ironias,
gatos insinuam,
miam, ronronam,
cio estridente.
Os sons do dia, barulhentos,
silenciam.
Prenuncia-se a noite.
Em respeito às vozes noturnas:
sussurros, gemidos,
o latejar da consciência.
O céu desbota tintas em chuva
e recebe em vapor aquecido
vaidades e desejos.
Em nuvens de chuva ácida,
caem sobre nós, profundas,
nossas próprias maldades.
Na quietude da madrugada,
a ausência da luz evidencia:
a goteira da pia
vira corneta atalaia.
Gota a gota acusa, perturba
aqueles que, fantasiados de dia,
à noite estão nus e crus.
Trevas trazem luz
ao que, exposto à vista, se oculta.
Como o leão escondido,
dormindo,
a noite ataca e come.
De dia, sol.
À noite, lua.
Divisor de hábitos,
tão escuro que conforta
o despir moral.
Traz à tona o pior ou o melhor.
Escuridão que ilumina:
alguns brilham neon,
outros alertam.
Noite contrastante,
natureza ambivalente:
luz e trevas em xeque.
Cegas-te à vista
e ignoras o Criador
que em luz e sombra
escreve autobiografia.
Vislumbra-se
o próprio crepúsculo,
opaco Edon.
May 22
May 22, 2026 at 10:06 PM UTC
Quando o céu
estende seu pergaminho de estrelas,
despindo se do falso azul, tom fraco.
Nua, a negrura revela
a força autônoma das constelações.
Seduz a humanidade:
filhos planeta Terra, não degenera
o externo corpo opaco ,
por dentro, lama e magma.
Lumen da alma à meia-luz,
A liquidez do intentos
depurados,
inconfessos ,
evaporam da consciência
aos *** seus feitos.
Foi dado ao homem,
ainda noite,
sinais e direção:
segue estrelares luzeiros,.
Se descobrir-se seu norte,
Ao contrário,
busca perder-se?
silêncio
O breu te esconderá
e logo o escuro te será claro,
olhos leoninos.
Constante é a viagem da luz no espaço:
estrelas mortas polemizam energia e calor,
assistem ao espetáculo,
ao baile gravitacional.
Girando, girando, a Terra opaca,
lama e magma explodem,
derramam alma incandescente,
queima e endurece.
Tela atmosférica de cores dinâmicas,
luz e sombra,
nuvem e chuva
abençoam e desgraçam a todos
sem distinção.
Luz-dia, luz-noite.
A Terra segue girando
no oceano sideral,
dança em seu habitat orbital,
temporiza, ano a ano,
diverte-se com o Sol,
juiz que brilha.
Sua luz é vida e morte
aos terráqueos opacos.
Senhora Noite,
Nudez bordada em astros.
lumes celestes.
Debruça-se no céu
sem recato,
testemunha de crimes,
da justiça.
Relatando os Deus
Na mesma tessitura,
retórica do gesto:
testemunha do Criador e de seus feitos.
Noite inteira, de noite em noite,
grandezas reveladas em silêncio,
pergaminho aberto.
Sobriedade refletida:
a noite clareia a consciência
obscurecida na ignorância.
Nela há vozes, sons, falas:
sapos coaxam ironias,
gatos insinuam,
miam, ronronam,
cio estridente.
Os sons do dia, barulhentos,
silenciam.
Prenuncia-se a noite.
Em respeito às vozes noturnas:
sussurros, gemidos,
o latejar da consciência.
O céu desbota tintas em chuva
e recebe em vapor aquecido
vaidades e desejos.
Em nuvens de chuva ácida,
caem sobre nós, profundas,
nossas próprias maldades.
Na quietude da madrugada,
a ausência da luz evidencia:
a goteira da pia
vira corneta atalaia.
Gota a gota acusa, perturba
aqueles que, fantasiados de dia,
à noite estão nus e crus.
Trevas trazem luz
ao que, exposto à vista, se oculta.
Como o leão escondido,
dormindo,
a noite ataca e come.
De dia, sol.
À noite, lua.
Divisor de hábitos,
tão escuro que conforta
o despir moral.
Traz à tona o pior ou o melhor.
Escuridão que ilumina:
alguns brilham neon,
outros alertam.
Noite contrastante,
natureza ambivalente:
luz e trevas em xeque.
Cegas-te à vista
e ignoras o Criador
que em luz e sombra
escreve autobiografia.
Vislumbra-se
o próprio crepúsculo,
opaco Edon.
