"surda" poems
Tuas parcas impressões não me comovem
Irrito-me a cada interrupção gentil que tu fazes e
Devoro a mim mesmo em lúgubre fome,
A lamentar o que de bom poderia ter feito
Se e se
Mas
Às três da tarde
Apodreço numa cadeira áspera
Quase tão fétido quanto a fruta do vômito
Passada do ponto de colheita
Às cinco da tarde
Eu já sou molho estragado
Setenta por cento aglomerado literal de leucócitos degenerados
Pus integral
Ao cair do sol,
Sou um alface hidropônico
Pronto para ser vendido, lavado e comido por ti
Interruptor imbecil.
Voltar-me-ei ao mar
Ao esgoto
Num estado de paz surda
A solidão é um inspirar sufocado
Sufoca
Oxida as ideias
É tortura comodamente induzida
Se hoje fervilho, é sorte
Pura boa-aventurança;
Pois do profundo cócito
Fui e voltei
E cá estou
Inteiro
Longe dos dentes de Deus.
Sep 28, 2014
Sep 28, 2014 at 5:16 AM UTC
Com esforço, entoa seu grunhir
A orquisa que um dia bela
Agora, recorda o imundo tapir
Seu tom jamais muda
Pois incapaz, surda, não se escuta
Nem som, nem sentidos
Então, ela entoa o grunhir
E caga à revelia
Fende a ******
Macula, em pânico, seus lençóis
Seus ares
E os dos outros.
Nov 21, 2014
Nov 21, 2014 at 6:52 PM UTC