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"redor" poems
A treze de Maio A fé de milhares de peregrinos, Oram ao Deus menino. O aroma das rosas, flores benditas, Deus nos honra com suas visitas. Em prece suplicante, Passam nos locais sagrados, O caminho nunca é fatigante, Quando os passos são compassados. Cânticos suaves, hinos de amor, Todos em seu redor, Virgem Maria, nossa Mãe! Teu regaço é feito de bem. A treze de Maio apareceu um dia, Vistosa, brilhante nossa Mãe Maria. As giestas já estavam floridas, Francisco e Lúcia colhiam as preferidas. Victor Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:09 AM UTC
A treze de Maio
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Ingratidão
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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As videiras são uma força viva, Desgarrada e despedida. Bagos eternos sempre da mesma uva, Folhas com pedaços de chuva... As videiras são uma religião menor, Peregrinos se embebedam em seu redor, Ai... bagos brancos de sentida pureza, Cepas tortas com estranha beleza. As videiras estão comprometidas, Vides entrelaçadas, deitadas. Bago meu, teu bafo de calor, Videira fiel ao seu progenitor. As uvas de uma ou várias colheitas, Sentimento adoçado que com Deus se deita, Bagos tintos espremidos com pudor, Videira da vida, do teu amor! Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:19 PM UTC
As videiras
Tudo é incerto. Nunca haverão respostas corretas. Nunca ninguém há de saber a verdadeira razão e essência das coisas. O mundo em nosso redor precisa que alguém repare nele, em vez de vivermos na nossa própria fantasia. Cada um tem o seu próprio mundo, mas o mundo em geral é de todos, e nós temos de começar a agir como se não fosse nada connosco. O mundo precisa de atenção. O mundo tem uma alma. Uma alma que não se consegue decifrar se aquilo a que chamam de "amor" não for sentido. A alma do mundo precisa de alguém, e esse alguém somos nós. A nossa alma precisa de alguém e esse alguém é quem nos vai fazer perder o folgo, sem razão aparente. O mundo precisa que reparem nele para viver, não por egoísmo, mas sim por cuidado. Nós tomamos conta do mundo, mas não sabemos o porquê. Talvez nunca chegaremos a saber, mas a alma do mundo continua a precisar de nós e nós continuamos a precisar de alguém que tome conta da nossa alma também. As respostas podem, talvez, nunca chegar, mas a um certo ponto, nós acharemos que as temos na mão, mesmo que sejam as respostas erradas. Tudo é incerto. A alma do mundo apodera-se de nós, para que nós também possamos ter uma alma. Queremos respostas que apenas pertencem à alma do mundo. São respostas que nunca teremos, mas contentamo-nos com isso, pois sabemos que elas existem.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:42 PM UTC
Alma
Sí, yo amaba lo azul con ardimiento: las montañas excelsas, los sutiles crespones de zafir del firmamento, el piélago sin fin, cuyo lamento arrulló mis ensueños juveniles. Callaba mi laúd cuando despliega cada estrella purísima su broche, el universo en la quietud navega, y la luna, hoz de plata, surge y siega el haz d'espesas sombras de la noche. Cantaba, si l'aurora descorría en el Oriente sus rosados velos, si el aljófar al campo descendía, y el sol, urna de oro que se abría, inundaba de luz todos los cielos. Mas hoy amo la noche, la galana, de dulce majestad, horas tranquilas y solemnes, la nubia soberana, la d'espléndida pompa americana: ¡la noche tropical de tus pupilas! Hoy esquivo del alba los sonrojos, su saeta de oro me maltrata, y el corazón, sin pena y sin enojos, tan sólo ante lo ***** de tus ojos como el iris del búho se dilata. ¿Qu'encanto hubiera semejante al tuyo, oh, noche mía? ¡Tu beldad me asombra! Yo, qu'esplendores matutinos huyo, ¡dejo el alma que agite, cual cocuyo, sus alas coruscantes en tu sombra! Si siempre he de sentir esa mirada fija en mi rostro, poderosa y tierna, ¡adiós, por siempre adiós, rubia alborada!; doncella de la veste sonrosada: ¡que reine en mi redor la noche eterna! ¡Oh, noche! Ven a mí llena d'encanto; mientras con vuelo misterioso avanzas, nada más para ti será mi canto, y en los brunos repliegues de tu manto, su cáliz abrirán mis esperanzas...
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Perlas negras - xxix
Vem caminha agora na minha direcção segue a luz princesa do oriente entra agora na minha tenda saboreia os prazeres da vida gozai agora os prazeres nesta noite de luxúria saboreia o **** delicia-te mulher, forma de arte paixão fogosa olhai-me porque vieste? no obscuro corredor tempo olhai em teu redor as luzes feriam-me agora a retina tomai agora a minha bênção escrava quem és tu, sim, tu, mulher do povo
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Feb 5, 2014
Feb 5, 2014 at 2:47 PM UTC
mulher
Só oiço versos feios. Não sinto nada. Não há beleza alguma Em meu redor. Sucumbo em mim.
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Dec 8, 2016
Dec 8, 2016 at 5:55 PM UTC
26-9-16
o frio do inverno diminuiu e deu a morte deste vida à primavera. ela caminha lentamente, os dias ficam mais longos e brisas quentes acordam do seu hibernar. ao meu redor... nascimento. é a ressurreição da dança da vida, a dança da floresta que controla o pulsar da terra. é a época da criação, e de pena encharcada em tinta crio rios nesta folha singela, neste que é o dia Mundial da Poesia.
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Jun 11, 2015
Jun 11, 2015 at 3:32 PM UTC
Dia Mundial da Poesia
Estrela central do sistema solar, Planetas, cometas,poeiras no ar. Todos em teu redor sem demora,, Humanos acertando a hora. Milhões de quilómetros nos distancia, Bendita luz que alumia. A noite vem com o brilho do luar, De manhã te espero para acordar. Lindas cores no horizonte alaranjado, Amarelo também, por vezes avermelhado. Divino poder de teu calor criar, tua energia. És Estrela de noite e de dia, És bendito para toda humanidade que por ti anseia, Na noite adormeces com o canto da sereia. A água na terra é fonte de vida, Pelo calor do Sol seja protegida. O Sol será cada vez mais brilhante , No futuro, no presente. Nunca desprendido de teu ciclo solar, tua essência, Fazes chover ou nevar com abundância. O destino da Terra é precário e indefinido, Tu Sol és um gigante adormecido. Victor Marques
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May 9, 2023
May 9, 2023 at 3:58 PM UTC
O Sol
corre a brisa suave é tarde na aldeia ouço uma colcheia vem do fundo da cave é noite de lua cheia olho então em redor pessoas passam aqui jovens a comer cáqui um futuro promissor nada de Nagasáqui
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Sep 7, 2015
Sep 7, 2015 at 6:52 AM UTC
O tempo é eterno
A las doce de la noche, por las puertas de la gloria y al fulgor de perla y oro de una luz extraterrestre, sale en hombros de cuatro ángeles, y en su silla gestatoria,                 San Silvestre. Más hermoso que un rey mago, lleva puesta la tiara, de que son bellos diamantes Sirio, Arturo y Orión; y el anillo de su diestra hecho cual si fuese para                   Salomón. Sus pies cubren los joyeles de la Osa adamantina, y su capa raras piedras de una ilustre Visapur; y colgada sobre el pecho resplandece la divina               Cruz del Sur. Va el pontífice hacia Oriente; ¿va a encontrar el áureo barco donde al brillo de la aurora viene en triunfo el rey Enero? Ya la aljaba de Diciembre se fue toda por el arco                 del Arquero. A la orilla del abismo misterioso de lo Eterno el inmenso Sagitario no se cansa de flechar; le sustenta el frío Polo, lo corona el blanco Invierno y le cubre los riñones el vellón azul del mar. Cada flecha que dispara, cada flecha es una hora; doce aljabas cada año para él trae el rey Enero; en la sombra se destaca la figura vencedora                 del Arquero. Al redor de la figura del gigante se oye el vuelo misterioso y fugitivo de las almas que se van, y el ruido con que pasa por la bóveda del cielo con sus alas membranosas el murciélago Satán. San Silvestre, bajo el palio de un zodíaco de virtudes, del celeste Vaticano se detiene en los umbrales mientras himnos y motetes canta un coro de laúdes                 inmortales. Reza el santo y pontifica; y al mirar que viene el barco donde en triunfo llega Enero, ante Dios bendice al mundo; y su brazo abarca el arco                 y el Arquero.
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Año nuevo
A las doce de la noche, por las puertas de la gloria y al fulgor de perla y oro de una luz extraterrestre, sale en hombros de cuatro ángeles, y en su silla gestatoria,                 San Silvestre. Más hermoso que un rey mago, lleva puesta la tiara, de que son bellos diamantes Sirio, Arturo y Orión; y el anillo de su diestra hecho cual si fuese para                   Salomón. Sus pies cubren los joyeles de la Osa adamantina, y su capa raras piedras de una ilustre Visapur; y colgada sobre el pecho resplandece la divina               Cruz del Sur. Va el pontífice hacia Oriente; ¿va a encontrar el áureo barco donde al brillo de la aurora viene en triunfo el rey Enero? Ya la aljaba de Diciembre se fue toda por el arco                 del Arquero. A la orilla del abismo misterioso de lo Eterno el inmenso Sagitario no se cansa de flechar; le sustenta el frío Polo, lo corona el blanco Invierno y le cubre los riñones el vellón azul del mar. Cada flecha que dispara, cada flecha es una hora; doce aljabas cada año para él trae el rey Enero; en la sombra se destaca la figura vencedora                 del Arquero. Al redor de la figura del gigante se oye el vuelo misterioso y fugitivo de las almas que se van, y el ruido con que pasa por la bóveda del cielo con sus alas membranosas el murciélago Satán. San Silvestre, bajo el palio de un zodíaco de virtudes, del celeste Vaticano se detiene en los umbrales mientras himnos y motetes canta un coro de laúdes                 inmortales. Reza el santo y pontifica; y al mirar que viene el barco donde en triunfo llega Enero, ante Dios bendice al mundo; y su brazo abarca el arco                 y el Arquero.
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Estamos sempre à procura, sigo tentando entender o motivo de querermos sempre estar com alguém, penso eu que em todas as ruas dessa cidade as vezes barulhenta e as vezes calma, tem alguém olhando ao redor a procura daquele amor, que é tão leve como a brisa de um vento. São duas da tarde e eu ainda nem almocei, porque fico procurando motivos para me movimentar nesse dia tão calorento. Ingerir algo pra me nutrir parece ser um bom motivo, mas nesse momento nem isso estou fazendo questão. A procura continua, porque agora já são duas da manhã e eu ainda não to satisfeita, pode ser porque não comi nada o dia inteiro, ou algumas línguas irão dizer que é porque eu ainda preciso aprender a me amar mais... acho que acredito mais na segunda opção mesmo. A questão toda é: sair pra jantar e talvez te achar ou ficar em casa pra me encontrar? Ultimamente tenho feito as duas coisas, tento me encontrar no meio desses livros e incensos acesos, ou até por meio dos sonhos, que muitos já me mostraram onde estou, só não sei pra onde preciso ir, talvez seja jantar mesmo, vai que nesse caminho das ruas dessa cidade eu me encontro e de quebra te acho.
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Jan 26, 2019
Jan 26, 2019 at 11:59 AM UTC
Cadê?
En el ártico mar, bajo la grave, fría techumbre del borrado cielo, rota la proa, yace antigua nave, prisionera entre témpanos de hielo. A do vayan inquietas las miradas en esa soledad do el hielo impera, tan solo ven llanuras desoladas, rocas de hielo... hielo donde quiera. Entre las sombras de la noche bruma, Del horizonte en el confín distante; turbio aparece el sol, fosca la luna, y en el cielo se ven solo un instante. De la llanura en la extensión inerte jamás de vida palpitó un aliento, y no flota en la calma de esa muerte, sobre ese horror, ni voz ni movimiento. Antes de que sus flancos destrozados fueran allá donde la nave mora, de los rugientes mares dilatados todas las playas conoció su prora. De las hijas del viento en compañía la vio del ecuador el cielo urgente, y cruzó con gallarda bizarría los mares todos, desde Ocaso a Oriente. Vió la boca del Ganges; el distante Cabo de la Esperanza; surcó el seno del Mar de las Antillas resonante, y su bandera recorrió el Tirreno. Era su nombre PORVENIR; su vida fue el libre y ancho mar; y yace ahora por témpanos de hielo detenida, e inmóvil yace su volante prora. Los años pasan. Desde el turbio Oriente la mira un sol de luz amortiguada, y una luna sin brillo... y lentamente la nave se deshace abandonada. Ya derribó los mástiles el noto; la quilla, entre los hielos, yace endida; se hunde el puente... el timón está roto, y cayó al mar el ancla desprendida. ¡Arriba, el cielo tenebroso y frío y el desierto en redor, mudo y sombrío!
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La nave entre hielos
En el ártico mar, bajo la grave, fría techumbre del borrado cielo, rota la proa, yace antigua nave, prisionera entre témpanos de hielo. A do vayan inquietas las miradas en esa soledad do el hielo impera, tan solo ven llanuras desoladas, rocas de hielo... hielo donde quiera. Entre las sombras de la noche bruma, Del horizonte en el confín distante; turbio aparece el sol, fosca la luna, y en el cielo se ven solo un instante. De la llanura en la extensión inerte jamás de vida palpitó un aliento, y no flota en la calma de esa muerte, sobre ese horror, ni voz ni movimiento. Antes de que sus flancos destrozados fueran allá donde la nave mora, de los rugientes mares dilatados todas las playas conoció su prora. De las hijas del viento en compañía la vio del ecuador el cielo urgente, y cruzó con gallarda bizarría los mares todos, desde Ocaso a Oriente. Vió la boca del Ganges; el distante Cabo de la Esperanza; surcó el seno del Mar de las Antillas resonante, y su bandera recorrió el Tirreno. Era su nombre PORVENIR; su vida fue el libre y ancho mar; y yace ahora por témpanos de hielo detenida, e inmóvil yace su volante prora. Los años pasan. Desde el turbio Oriente la mira un sol de luz amortiguada, y una luna sin brillo... y lentamente la nave se deshace abandonada. Ya derribó los mástiles el noto; la quilla, entre los hielos, yace endida; se hunde el puente... el timón está roto, y cayó al mar el ancla desprendida. ¡Arriba, el cielo tenebroso y frío y el desierto en redor, mudo y sombrío!
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Tu és um milhão de coisas; Desejos, pesadelos, alucinações que nem bálsamos aplacam Olho ao meu redor, e lá estás, Porém, em meu ser, não te sinto. A voz do povo, como um roubo de opiniões, revela a lógica E o absurdo, Pois o verbo é o que é, E também o que não pode ser. Antigas poesias, Clamando às estrelas e à lua, Mais um divertimento fugaz. Sentimentos que não encontram sentido em tua mente turvada, Como uma epiléptica a observar um estroboscópio sem fim. Tu fizeste flores brotarem em meus pulmões E em meu peito; Embora formosas sejam, Não consigo respirar. Arrancaria tais flores e te as entregaria, Um ramo de “eu te amo” que jamais foram ditos. Teu nome, como gelo, cala meu coração. Espero, aguardo, pela próxima mensagem, Risadas que me impelirem ao retorno, Ansiedade que confunde o pensamento, Sofrendo por males que não ocorreram… ou ainda ocorrerão? Na minha sepultura, portas se fecham, Meu corpo se desfaz, As flores se tornam parte de mim, Pouco chegam a mim as vozes que falam De uma fantasia. Resta, enfim, a solidão.
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Jan 14, 2025
Jan 14, 2025 at 4:59 PM UTC
Átomos Que Nunca Se Tocaram
lembro que um dia acordei e de repente gostava de coisa antiga e eu: usava os anéis da minha mãe que eram da minha avó gostava mais de usar batom com cheiro de velho tinha apreço por histórias passadas de amor recatado adorava o fusca do vô. e passou um tempo, me esqueci desse meu gosto indo de cabeça na juventude adolescente incorporando meu olhar a moda daquele tempo. até que o tempo passou e mais uma vez me apaixonei pela velhice; usava vestidos floridos e bem cortados, assistia filmes antigos e suspirava viver numa época em que vanguardas nasciam e a arte, política e comportamentos revolucionários construiam caminhos que hoje apenas nos inspiramos. por um tempo quis fingir que o digital não existia pintando em telas, escrevendo em papéis, datilografando e fotografando em rolo; tudo pra construir uma cegueira sobre as atualizações constantes ao redor. é engraçado ver o tempo passar e imaginar minhas tentativas de cópia do passado que nunca vivi e tanto desejei. esquecendo que o agora é onde devo estar e que aquele tal passado fabuloso era difícil e mais solitário, árduo e penoso. o ontem já é passado e uma hora atrás também, é só olhar no relógio do celular.
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Jul 30, 2019
Jul 30, 2019 at 7:54 PM UTC
analógica
Yo también, cual los héroes medievales que viven con la vida de la fama, luché por tres divinos ideales: ¡por mi Dios, por mi Patria y por mi Dama! Hoy que Dios ante mí su faz esconde, que la Patria me niega su ternura de madre, y que a mi acento no responde la voz angelical de la Hermosura, rendido bajo el peso del destino esquivando el combate, siempre rudo, heme puesto a la vera del camino, resuelto a descansar sobre mi escudo. Quizá mañana, con afán contrario, ajustándome el casco y la loriga, de nuevo iré tras el combate diario, exclamando: ¡Quién me ame que me siga! ...Mas hoy dejadme, aunque a la gloria pese, dormir en paz sobre mi escudo roto; dejad qu'en mi redor el ruido cese, que la brisa noctívaga me bese y el Olvido me de su flor de Loto...
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Perlas negras - xlii
¿Y por qué no ha de ser verdad el alma? ¿Qué trabajo le cuesta al Dios que hila el tul fosfóreo de las nebulosas y que traza las tenues pinceladas de luz de los cometas incansables dar al espíritu inmortalidad? ¿Es más incomprensible por ventura renacer que nacer? ¿Es más absurdo seguir viviendo que el haber vivido, ser invisible y subsistir, tal como en redor nuestro laten y subsisten innumerables formas, que la ciencia sorprende a cada instante con sus ojos de lince? Esperanza, pan nuestro cotidiano; esperanza nodriza de los tristes; murmúrame esas íntimas palabras que en el silencio de la noche fingen, en lo más escondido de mi mente, cuchicheo de blancos serafines... ¿Verdad que he de encontrarme con mi muerta? Si lo sabes, ¿por qué no me lo dices?
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Iii. esperanza
Jesús, en aquel tiempo, en tarde hermosa, fragante y rumorosa, llegó del lago a la desierta orilla, y junto a sus discípulos sentado, bajo el fresco arbolado, fue ante sus pies amontonando arcilla. Y empezó a modelar mirlas, zorzales, palomas y turpiales y jilgueros con arte peregrino; y los niños al verlo, abandonaron sus juegos y llegaron en torno del artífice divino. Fariseos ceñudos que del templo regresaban: «qué ejemplo das tú», gritaron con acento airado; ¿En sábado trabajas? ¿No comprendes que al Dios del Cielo ofendes? El día del Señor has profanado. Alzó como en un ruego la mirada hacia la turba airada, y en voz humilde y de cadencia suave, voz armoniosa de celeste encanto: ¿Habré pecado tanto? y el pico terminó de un ave. Y luego ante la turba que con ira su indiferencia mira, y que sigue en redor vociferando, tres golpes dio en el suelo. Y al instante. hacia el azul radiante, se lanzaron los pájaros cantando.
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El milagro de los pájaros
Las campanas, los domingos, Con su alegre repicar, Eran canto de alborozo Bajo el cielo matinal. Hoy las oigo sólo en sueños... ¡Cómo es triste recordar! Los domingos... ¡cuán lejanos Esos tiempos están ya!... Sin escuela, por las calles, Campo, río, libertad. Los domingos de la infancia... ¡Cómo es triste recordar! Los domingos, por el puente Cuántas veces vi pasar Para misa a los labriegos: Las campanas ya no oirán  Muchos de ellos, bajo tierra... ¡Cómo es triste recordar! Los domingos, los labriegos El crepúsculo al llegar Regresaban a sus campos... Un cantar aquí y allá, Y la plaza casi sola... ¡Cómo es triste recordar! En la venta, junto al puente, Se escuchaba el rasguear De los tiples, bajo el oro De la tarde tropical; Y bailaban los labriegos... ¡Cómo es triste recordar! En redor de las fogatas, En la plaza del lugar, Los rapaces nos uníamos Al venir la oscuridad, Y saltábamos sobre ellas... ¡Cómo es triste recordar! Los domingos en la noche, Ya cansados de jugar, Nos rendíamos al sueño, En un sueño de honda paz. Hoy... ¡las noches intranquilas! ¡Cómo es triste recordar! Los domingos de la infancia... ¡Qué dichoso despertar! ¡El vestido limpio, frutas, Campo, río, libertad! ¡Ya la tarde... todo lejos!... ¡Cómo es triste recordar!
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Los domingos de la infancia
Sobre la falda azul tenía abierto El libro en que leíamos los dos. De los sueños las blancas mariposas Agitaban sus alas en redor, Y la azul primavera en nuestras almas Cantaba, como alondra, su canción. Era una tarde llena de armonías, Y era a la sombra de un naranjo en flor. Leíamos callados, y de pronto En voz baja leí:                               «Siempre un jamás De toda dicha terrenal es tumba. Mañana olvidaréis lo que hoy amáis. Labios que juran, corazón que miente... ¿A qué de humano corazón fiar Si constancia y amor y juramentos Son palabras...  palabras nada más?» Trémula alzó su virginal semblante, Flor de belleza, flor de juventud. «¿Palabras nada más?» murmuró triste, «¡Dime que no es verdad, dímelo tú!» Y llenos ya de lágrimas sus ojos, Donde brillaba del amor la luz, «No leas más... no leas más»,  me dijo, Y rodó el libro de su falda azul.
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Leyendo
El paraíso existe; pero no es un lugar (cual la creencia común pretende) tras el hosco y triste bregar del mundo; el paraíso existe; pero es sólo un estado de conciencia. Los muertos no se van a parte alguna, no emprenden al azul remotos viajes, ni anidan en los cándidos celajes, ni tiemblan en los rayos de la luna... Son voluntades lúcidas, atentos y alados pensamientos que flotan en redor, como diluidos en la sombra; son límpidos intentos de servirnos en todos los momentos; son amores custodios, escondidos. Son númenes propicios que se escudan en el arcano, mas que no se mudan para nosotros; que obran en las cosas por nuestro bien; son fuerzas misteriosas, que, si las invocamos, nos ayudan. ¡Feliz quien a su lado tiene el alma de un muerto idolatrado y en las angustias del camino siente sutil, mansa, impalpable, la delicia de su santa caricia, como un soplo de paz sobre la frente!
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Viii. los muertos
ando sentada sozinha agora e racionalizando as emoções tentando organizar como faço com a parte sólida da vida ao redor e teimosa do jeito que sou não assumo a verdade doentia do controle total de se estar dominante na operação então pra fluir tem que ser como? oras, livre, é óbvio sentimentos e emoções não tem coleira não são domesticáveis e só vem quando querem pra sentir pura e vividamente ou pra falar a respeito, usar o termo na sua mais pura integridade artística, moral ou seja lá qual for é preciso deixar correr livre como pensar que o peito é um campo ou um matagal alto ou uma praia extensa e existe uma coisa que tem corpo pra pernar à toa sem julgar e sem medir e é assim que se usa essa coisa do sentir que é se deixar levar quando tirar a peça que do raciocinio não tem lógica é tudo emvãova~voa~voa~voa~voavõavãoa~voa~vão
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Jun 17, 2021
Jun 17, 2021 at 9:16 AM UTC
deixar solto
Desde media noche, aquel día No terminaba de llover. ¡Qué gris y honda melancolía La de ese triste amanecer! Dos lámparas agonizantes Daban luz vaga al corredor. Leves sombras, y en los semblantes Huellas de insomnio y de dolor. Desde el patio se columbraba Oscura cerrazón sin fin. Bajo la lluvia se doblaba El jazminero en el jardín. Sobre su lecho de caoba Se agitaba, y un fuerte olor De ácido fénico en la alcoba Aumentaba nuestro dolor. Su cabello en las almohadas, Inmóvil en su reposar, Fingía dos alas plegadas En blancas espumas del mar. Cual quietos remos en la ola Sus brazos dejaba caer, Y un fulgor como de aureola Parecía en su frente arder. Entre la sombra y la tormenta, Del agua no cesaba el son... ¡Cómo el dolor la lluvia aumenta Cuando está triste el corazón! De un crucifijo se veía A su lado la triste faz, Y ante él un cirio se extinguía Con chisporroteo tenaz. En torno de ella, flor ya mustia, Última luz de una ilusión, Las almas eran honda angustia, Los labios eran oración. ¡Veintiún años!... Rosal florido Iba la muerte a deshojar... ¡Y cayendo en aguas de olvido Ya su corona de azahar! Cuando el alba, entre el aguacero, En el alto cerro brilló, Un gemido largo, el postrero, Sus labios por siempre cerró. En redor, sollozos ahogados... ¡Vino a ella la eterna paz! Sus ojos estaban cerrados, Pero ellos veían ya más.
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En la agonía