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"quente" poems
Na neblina abafada Dentre as árvores, dentre algas Sentir a água Ouvir os cantos Cintilante Suas mãos quentes tocaram meu tornozelo Seu coração frio tocou o meu Oh, Deus, Se realmente estou apaixonado Me faça não querer deixa-la Os corações que já quebrei, não se comparam ao dela Deixe-me ficar Se realmente estou apaixonado, me diga se ela corresponde Seu canto entrou em meus ouvidos Uma sintonia aveludada, salgada, com uma pitada de perigo O som dos pingos de água se rebatendo Venha comigo, vamos viver juntos Seja minha esposa. Presa por algemas de areia Se rebatia enquanto suas mãos puxavam as minhas Delicada. Uma beleza agoniante Oh, Deus, O que será de mim? Um vida fria terei caso não ficar com ela. Me trazendo para a água Sussurrando feitiços e me deixando cego pelo amor Meu corpo logo estará submerso Estou indo Ofegante Coração frio, mãos quentes, beleza agoniante Vendo a escuridão Cego por um amor planejado Um coração antes sujo, fora iludido por olhos vibrantes e pele cintilante O coração quente fora apagado, sentindo amor. Oh, Deus, diga-me, terminarei sendo enganado?
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:55 PM UTC
Sailor vs Mermaid
O Poeta que ama o Douro e suas enxadas…. Poeta perdido e sem vontade de caminhar, Um espelho branco que reflete um olhar. Ele se espanta com a beleza do rio, Verão de incêndios, muito quente e doentio. Palavras bonitas á floresta bem-amada, Fogueiras de gente tresloucada. O Poeta ama a montanha quando escreve, Alma pura como a neve. O Poeta partiu seu punho que ama as alcateias, Cidades, montes, vales e suas aldeias. O Poeta escreve sobre chamas apagadas, Ama o Douro e suas enxadas. Victor Marques
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Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:36 PM UTC
O poeta ama o Douro e suas enxadas
Os campos floridos Campos esverdeados, giestas amareladas! Cumes de montes perdidos, pedras maltratadas. Árvores que exalam perfume, Fogo que arde sem lume. Campos que avisto solitário, Searas de trigo ao toque do vento, Paisagens celestes de momento, Ervas deste santuário. Um céu azul desolado, Paisagens do passado, Coisas sem sentido, Um roxo comprometido Campos que se vão embora, Primavera os namora. Verão quente, Outono doentio, Inverno intolerante e frio. Victor Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:01 AM UTC
Os campos floridos
Como uma gota de água se juntando formando um oceano, É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios, Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água, Em que vivi momentos eternos para o meu coração, Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti, Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso, O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia. A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer, Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo, O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços. Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar, Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante, Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar, Também porque continua ocupado com as tuas coisas, O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje, O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos, E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos! Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és! És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido! Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando! Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança! Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz. Autor: António Benigno
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
Desejo chegar ao teu ouvido
O desenho inscrito sobe a forma de sinais, Que percorrem o mapa secreto desse corpo, Onde no olhar se vêm certezas divinais, Mais secreto é saber que alimentas o meu horto! O dilema repleto de infindáveis caminhos, Onde a escuridão que existira se esfumou, Nossos dizeres tornam-se atos e miminhos, Essas dúvidas são claras e o tempo levou! Como tu eu sinto que o melhor é mesmo acreditar, Soltar-me no vento e explorar o sentimento quente, Que chegou recheado de sonhos e contornos de cativar, É porém o desenho do teu rosto que guardo tão presente! Presente tão bom, presente que Deus me enviou no caminho, Posso mesmo confiar que tenho vontade de ir pela avenida, Nem tão pouco, nem tão perto a luz do fundo eu imagino, Mas o alimento que trouxeste e que a ti vai deixando com vida! Segue nas minhas veias na esperança de te poder hoje e sempre olhar, Apertar-te nos braços e encontrar o meu, em tempos já distante Norte, E hoje aperto em minha mão a bússola que me trouxeste em passaporte, Para o vão da felicidade, de que hoje quero acreditar, e comigo, a ti levar! Autor: António Benigno Para ti Lili…
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 9:58 AM UTC
Esse sinal que é teu
Corroeu as paredes da garganta Ficou sem fala pra dizer "eu te amo" Sozinha bêbada na varanda Temendo pela falência de seu âmago. O líquido toca sua boca Atinge seu organismo com um açoite Convidativo, vivo Não exigia nada mais aquela noite. Não sentia mais seu fígado Assim como seu coração Bebida quente que um dia a enlouquecia Hoje lhe extingue a solidão. Se seu rosto é a garrafa, ela quebra na parede Se seu gozo é a bebida, prefere viver com sede Se o sol é a sua presença, só sai a luz do luar. Se rajska quente é a sua ausência, ali vai se afogar.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 4:58 PM UTC
Rajska quente
A sala inerte é o meu reino: Quente, estranho Num cheiro de fel e sêmen que desidrata todo alvéolo são E Eu sou o diabo: Frio, habitual Condenado à prisão da luxúria, da lombeira Espasmado engasgo-me no meu retrato de LCD Nos botões do controle remoto Nos meus olhos que coçam, pois não vejo E como se só, já não bastasse o inferno Os anjos com metralhadoras eretas Vêm consumar o meu desleixe Pois como mago que sou Desarmo-os com meu falo movido a pilha E rio-me de tristeza, pois era a guerra que eu ansiava Rendidos, entram pela porta dos fundos Trêmulos, sentam-se ao meu lado no sofá E carnudos, macios e úmidos e corruptos se convertem Porque Eu quero.
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Jun 2, 2015
Jun 2, 2015 at 10:29 PM UTC
A Orgia Ociosa
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar, Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar, Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar, Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar! Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar, Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar, Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar, Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar! Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar, Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar, Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar, Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar! Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar, Como me entrego na loucura que se apoderou como colar, Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular, É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar! As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar, Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar, Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar! Autor: António Benigno Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Se hoje o céu é cinzento
Sabe aquela gota gelada durante o banho quente? Então, nós acreditamos que pela intensidade que a água quente vem uma simples gota fria não causará incomodo algum É nesse momento que nós entramos embaixo do chuveiro e vemos que o que pensavamos daquela gota é totalmente equivocado pois ela se torna a pior coisa do nosso banho A distância pode ser vista da mesma forma que aquela gota fria Pois nós acreditamos que pela intensidade do sentimento que temos por aquela pessoa a distancia não mudará isso, e é aí que nós percebemos que sim, ela consegue mudar esse sentimento. O nosso afastamento me fez ver que as coisas não são mais como antes O nosso amor deu alguns passos para trás Os nossos planos se transformaram em nossas ilusões Nossas lembranças se transformaram em sofrimento E sim, eu só lamento, sei que as coisas do destino não tem saída E sei que devemos olhar pra frente e seguir nossas vidas!
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Apr 27, 2017
Apr 27, 2017 at 11:02 PM UTC
A metáfora da distância
Esperava docemente uma brisa de ar quente, Peguei-te na mão e levei-te, tirei-te os pés do solo, Aproveitei e senti o teu cheiro suave e fluente, Admiração vinda dos teus olhos, em mim ao colo! Levar-te-ei sempre comigo, seja qual for teu peso, Nem que sejas leve como passarinho livre de dor, Nem que teu fardo seja tão pesado, duro e coeso, Minhas forças se unirão, confortando-te de amor! Serenamente provar-te-ei um dia mais distante, Contemplando teus cabelos brancos grisalhos, Vendo tuas rugas da cara e das mãos, ofegante, Beijando-te a alma e o chão sobre teus olhos! Um gostar, amar, suspiro de amigo e de amado, Serei sempre companheiro, do teu movimento, Adepto cativado, pela tua voz e teu ar atento, Seriam dúzias de verdades, de amor adequado! Que nunca precises de um beijo e não te dê dois, Que nunca te faça bem rir e eu te não conte piada, Seja a noite de abraços e os dias verdes logo depois, Seja o vento numa tarde de calor, refresco, amada! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.13.02.16
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Te desejo hoje e agora
Videira Madura Videira que a seca não abalou, Coração meu que por ela chorou, Bagos verdes com odores, Videira e seus amores… Videira embriagada no terreno duriense, Sol quente que te bate no rosto, Vento leve do mês de Agosto, Xisto o teu confidente. Videira sem repouso que merece, A uva madura também apodrece, Ressuscita, ao seu podador dá carinho, Videira madura, o melhor vinho. Victor Marques
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Mar 12, 2013
Mar 12, 2013 at 2:30 PM UTC
Videira Madura
Era noite. Na escuridão, cintilavam pequenas estrelas. Abriam-se e fechavam-se os olhos castanhos daquele rosto alegre. Ouviu-se, no meio daquela noite quente, o miar de um gato perdido! no momento, caíra em cima da minha cama uma violeta, tal qual os olhos, aqueles olhos sensuais que me prendiam! Fui convidado a amar... Perdi o senso do lugar, o senso do momento e perdi-me na noite... E amei!... Amei aqueles lindos olhos pestanudos, aquela boca de lábios quentes, aquele corpo suave, excitante e carente! E pensava em não acordar; não queria perder aquela paixão, nem imaginar que estava a sonhar. Aquilo não era um sonho, nem tão pouco fantasia! Finalmente descobri e gritei de alegria! É a pura realidade. Voltando-me para o outro lado, agarrei na almofada e adormeci, a pensar em ti.
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Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 7:01 PM UTC
sonho
Hoje, nesta tarde quente em que o sol teima em queimar e me faz suar o corpo. Hoje, nesta esplanada onde eu e tu nos encontramos. Hoje, quero poder sussurrar ao teu ouvido aquilo que sinto por ti. Hoje, quero que tu me queiras como sempre me quiseste. Hoje, quero que me saibas ler sem ter de te falar. Hoje, não sei definir o que sinto. Hoje, quero ficar assim. Hoje, como ontem contemplo o teu ser. Hoje, amanhã e para todo o sempre quero estar ao teu lado.
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May 29, 2014
May 29, 2014 at 5:17 PM UTC
hoje
Me arrastava pelo deserto quando lembrei dela. Curvas magnificas, macias estrutura singela. O único momento de paz era um oasis fugaz. Rápido, sôfrego. Aliciando o próprio ego. Aproveita o vento para me fustigar com areia. Sem dó, serpenteia a pele que um dia acariciou a boca que já desejou. Me arrastava pela terra seca quando lembrei dela. Quebradiça, áspera. Cambaleando enquanto me flagela. A cor é a mesma das suas costas. Cor que eu beijava agora olho enquanto evapora e incendeia. Seca. Quente. Serpente. Floresça.
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Nov 9, 2016
Nov 9, 2016 at 6:00 PM UTC
Estiagem
Menina cabeça dura Quase nunca se entende E nao se arrepende De ser tão crua Possui leveza como na lua E fica toda reluzente Quando posa para as lentes Que te deixam nua Menina da rua Que deixa meu coração quente Nao foge da gente Porque eu quero ser sua
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Jan 17, 2017
Jan 17, 2017 at 12:01 AM UTC
M&M
Menina Que aperta o coração Faz minha mente flutuar sem direção Perdida no mundão Da imaginação Menina Me deixa sorridente Só de lembrar da gente Naquele quarto quente Onde vivemos o presente Menina É só me permitir Pra eu não omitir O meu sentir Sem ti
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Jan 28, 2017
Jan 28, 2017 at 1:33 AM UTC
Feel
Sinto tudo. A noite e as luzes E os carros pla cidade. Sinto tudo Entre o peito e a barriga E o vento Frio e quente de verão.
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:03 PM UTC
Untitled
um dia eu descobri que te gostava. um tempo depois descobri que tu me gostava. meu gostava era fraco e só esqueci e segui. não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava era quente como um fogão aceso no verão ou um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim. te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria se te beijasse durante o dia elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos convidasse prum gole de café tocasse teu ombro bem devagar com a ponta dos dedos encontrasse teus olhos perdidos te fizesse enxergar que existe coisa além de solidão só fotografei teu corpo seminu te beijei em noites bebadas conheci tuas poesias te segui sem saber e me deu nó quando soube do teu coração preenchido ouço o que ouves agora e penso em ti com frequência senti tua falta e penso que peco porque meu coração também preencheu e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
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Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC
pra ela
Eu vi as nádegas da minha mulher sendo apertadas e abertas por mãos grandes e peludas enquanto um trombolho descomunal abria caminho à caverna escura que acredito nunca antes ter sido explorada. Eu ouvi os ecos no corredor de nosso apartamento, de sons transmitidos pelo esgoelamento de suas cordas vocais delirantes e indiferentes à opinião da vizinhança. Provei o sabor acre da facada pelas costas sem derramar uma gota de lágrima ou de sangue. Os braços estavam amarrados à cabeceira, sodomizada, num transe hipnótico engendrado pelo pecado. Não me viram entrando. Sentei-me numa poltrona, ainda imperceptível, quase inexistente, um magma quente borbulhava em meu estômago, um vulcão erodia em meu peito, sentia morrendo todos os meus valores, toda a minha compreensão de mim mesmo, faltava-me ar aos pulmões, faltava-me alma ao corpo, já não poderia ser compatível com a ideia de pecado, o ódio se apossava como um demônio em meu corpo obrigando meus braços a se moverem, um escravo arrastado por suas correntes, arranquei minhas roupas, meu pau ereto desprovido de qualquer amor, de qualquer sentimento humano, erguia-se pelo horror, pelo prazer perverso que se apoderava das minhas ideias, o que estaria por vir me excitava. Aquele homem diante minha indiferença. Seu pau broxado pelo terror da minha imagem. Meu pau duro como uma muralha impenetrável, pontiagudo como uma estaca, atravessou seu peito como uma lança, empalado pelo ânus até a boca. Mudo como um peixe fisgado pelo arpão. Castrado engoliu seus próprios testículos. Ela com a pele esfolada em músculo crú, estuprada como uma puta barata pelo meu punho a atravessar sua boceta seca, amarrada com suas entranhas gosmentas e fedidas de mentiras e recoberta por fezes, esquartejei em treze parágrafos seu falso discurso . Deixei sua cabeça largada ao canto daquele quarto sujo. Estancaram-se me encarando. Nenhuma reação, nenhum movimento.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:55 AM UTC
Capítulo 1 - O prazer da Carne
Eu vi as nádegas da minha mulher sendo apertadas e abertas por mãos grandes e peludas enquanto um trombolho descomunal abria caminho à caverna escura que acredito nunca antes ter sido explorada. Eu ouvi os ecos no corredor de nosso apartamento, de sons transmitidos pelo esgoelamento de suas cordas vocais delirantes e indiferentes à opinião da vizinhança. Provei o sabor acre da facada pelas costas sem derramar uma gota de lágrima ou de sangue. Os braços estavam amarrados à cabeceira, sodomizada, num transe hipnótico engendrado pelo pecado. Não me viram entrando. Sentei-me numa poltrona, ainda imperceptível, quase inexistente, um magma quente borbulhava em meu estômago, um vulcão erodia em meu peito, sentia morrendo todos os meus valores, toda a minha compreensão de mim mesmo, faltava-me ar aos pulmões, faltava-me alma ao corpo, já não poderia ser compatível com a ideia de pecado, o ódio se apossava como um demônio em meu corpo obrigando meus braços a se moverem, um escravo arrastado por suas correntes, arranquei minhas roupas, meu pau ereto desprovido de qualquer amor, de qualquer sentimento humano, erguia-se pelo horror, pelo prazer perverso que se apoderava das minhas ideias, o que estaria por vir me excitava. Aquele homem diante minha indiferença. Seu pau broxado pelo terror da minha imagem. Meu pau duro como uma muralha impenetrável, pontiagudo como uma estaca, atravessou seu peito como uma lança, empalado pelo ânus até a boca. Mudo como um peixe fisgado pelo arpão. Castrado engoliu seus próprios testículos. Ela com a pele esfolada em músculo crú, estuprada como uma puta barata pelo meu punho a atravessar sua boceta seca, amarrada com suas entranhas gosmentas e fedidas de mentiras e recoberta por fezes, esquartejei em treze parágrafos seu falso discurso . Deixei sua cabeça largada ao canto daquele quarto sujo. Estancaram-se me encarando. Nenhuma reação, nenhum movimento.
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A noite sussurra seu lânguido canto entremeado pelos gritos agora abafados pela distância. Arquejo enquanto caminho pelas fétidas ruas decoradas com cadáveres em decomposição, festa de vermes e aves carniceiras; O tintilar dos vitrais anuncia a chegada da morte. Sua foice esbarra no delicado vidro das igrejas formando uma melodia fúnebre que gela meus ossos e consome minha mente. Quantas vezes implorei de joelhos como um fraco para que me levasse junto, quantas vezes matei para saciar minha sede doentia; esperando, desejando que o castigo do Deus de que falam recaísse sobre minha existência amaldiçoada e retirasse de mim a não-vida eterna. O gosto quente do sangue ainda pulsa em minha boca Repulsa.
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Apr 10, 2020
Apr 10, 2020 at 4:45 PM UTC
Repulsa
perceba que além do cinza tem também o azul do mar. as flores que às vezes brotam por entre os dedos e suas pétalas que voam lindas na poesia do vento. cheiro de vela apagada e cigarro ainda quente no cinzeiro. tu não tá sozinha. ali na esquerda tem uma cadeira. senta e toma um gole de chá. descendo quente pelo estômago, se sente o líquido rígido que se transforma em pequenas cigarras fazendo cócegas só pra te agradar. o mundo de repente pareceu um tanto menos complicado. tudo que se precisa é ter paciência. não manda calar a boca. beija teus inimigos e requebra numa dança gostosa com aqueles que mais se ama. escrever uma frase bonita tem vezes que parece fácil demais. até demais. lembrar que tudo tem um fim pode esperar. hoje decididamente, é um bom dia pra rir do próprio reflexo e apalpar os seios sem medo da sensação.
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Oct 26, 2017
Oct 26, 2017 at 11:48 PM UTC
encorajar-se
pedaços de sujeira enfiados embaixo das unhas sobre um vento quente passado metade de janeiro. e os olhos ardidos observando com toda calma a tela branca acinzentada e retangular. narizes que coçam em momentos impróprios e cães que aguardam pacientemente mãos de pele em seus pelos sujos de poeira. os pelos da coxa pintados de loiro falsificado brilham na luz do abajur como purpurina no carnaval de Recife. e aqueles fios de cabelo teimosos que caem sobre o ombro tocando a derme queimada pelo sol que por consequência, os dedos impacientes não cansam de procurar para então removê-los.
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Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:04 PM UTC
descasco um pedaço de molho ressacado sobre a mesa
Sinto que é uma tarde calorosa, tanto de temperatura quanto de emoção, lembro quando me mudei pro Rio e não estava acostumada com essa recepção “quente” dos ambientes presentes. Parece-me que estou voltando a esse ponto, de novas pessoas e novos suores por onde passo. Será se o ciclo tá virando um ritmo a se seguir? Talvez a vida tenda a se repetir, mas com novos personagens e backgrounds diferentes, vai saber.
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Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 6:53 PM UTC
sla
tu me tem teu corpo envolto no meu transcendendo o que a gente entende por tempo e espaço e logo eu to pirado surtado anestesiado de ti me pira a cabeça quando teus lábios me percorrem e minha mente foge de onde quer que eu esteja por ti o sol refletindo diretamente nos nossos corpos pretos suados é energia, meu nego assim como a lua nos banha no final de qualquer tarde sem segredo a sintonia que nos envolve escapa de qualquer significado que já foi atrelado a essa palavra e eu te digo não existe explicação pro que eu tenho contigo e vice-versa o que a gente tem não envolve pressa eu já falei tempo e espaço não nos cabem mais que mordomia de rei! acordar do teu lado e sentir o fervor dos teus sentidos encostados em tudo que eu chamo de corpo quente eu vejo tuas chamas e logo sinto quando tu me chama pro abraço ou pro amasso tudo queima, de qualquer forma é indiferente a intensidade no ato define tudo que a gente sente e eu não nego só me entrego me encaixo nas tuas mãos e ali me aqueço nego, ah, meu nego esse sorriso bobo que tu vê não consegue mais se manter em segredo porque tu me tem e sem qualquer bloqueio ou explicação eu arrisco dizer que te tenho também ​
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Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:10 PM UTC
ê negão