"mudando" poems
Eu não sei escrever sobre o amor,
Quem dirá vivê-lo?!
Há coisas que o tempo muda,
Outras, ele piora.
E, nesse meio tempo,
Meu coração foi congelado,
De fora pra dentro.
Ouvir tuas duras palavras,
E sentir o vento,
Me deixaram paralisada,
Até esse momento.
Eu me levantei,
Sozinha estava,
Nem sua pena, você deixara.
O adeus foi dito,
Meu coração, partido.
E o tempo, mudando...
Me mudando aos poucos,
Me transformando em nada mais que nada.
Mar 5, 2015
Mar 5, 2015 at 8:56 PM UTC
Os dias acabam e a noite chega,
Acendo a minha pequena lanterna
Chamada consciência,
Com a minha solidão eterna.
A noite tranquiliza-me,
Meio mundo está a dormir
Sinónimo que está a progredir.
Durante o meu sonho
Nao existe gravidade
Posso voar, pecar ,
Ninguém estará lá para me julgar.
A madrugada costuma alimentar-se das minhas insónias,
Não me importo pois ao fim da noite encontro a aurora,
Nela encontro a minha esperança além da paranóia,
Perco o sono, levanto me, dou a volta ao mundo sem demora.
O meu quarto escuro,
Com o passar das horas
Cria um clima soturno.
É nesse ambiente que travo os meus duelos
Batalhando sob o admirável céu noturno
Mudando o rumo dos asteróides,
Faço os explodir
Apenas para alimentar esta alma nervosa,
Corro pelos anéis de Saturno
Escorrego no gelo e saio disparado pelo universo,
Enquanto gravito escrevo versos,
Sobre os mares, continentes
E formas de vida criadas na Terra.
Mas a minha mente envolvida por aquele espaço
É curiosa e faz me espreitar,
Procuro algo fantástico impossível de imaginar,
Infelizmente acordo e reparo que estava apenas a sonhar.
Dormir tornou-se um luxo,
Que raramente consigo suportar
Mas sem ele o meu pensamento fica turvo
Turvo de desencanto e claro de paixão,
Tão desorganizado como esta selva de betão.
Faz me desejar emigrar para ilhas de utopia,
Praias de naufragio onde Beethovem escreveu
Sonata ao luar á sua amada companhia..
Conheço-me, durante a noite aprendi a navegar
Tomo as minhas decisões depos d'agitaçao parar,
E sobre elas costumo meditar
Enumeros conflitos tento solucionar.
Quando tenho o corpo e a mente unidos
No unico tempo que interessa, o presente,
Foco me na respiraçao até que,
Subitamente uma decisão aparece,
Na minha totalidade transcendo-me
E vivo sem arrependimentos
Estando no presente,
Não me lamento do passado,
Não preparo o futuro ,
Apenas vivo no unico tempo existente,
Tudo o resto é a minha mente, que mente,
exageradamente.
Apr 11, 2018
Apr 11, 2018 at 2:47 PM UTC
Cuando tiempo y distancia
engañan los recuerdos,
¿Quién lo ignora?, es amargo
volver. Porque interpuesto
Algo está entre los ojos
la imagen primera,
mudando duramente
amor en extrañeza.
Es acaso un espacio
vacío, una luz ida,
ajada en toda cosa
ya la hermosura viva.
Mas volver debe el alma
tal pájaro en otoño,
y aquel dolor pasado
visitar, y aquel gozo.
Nube de una mañana
áurea, rama de púrpura
junto a una tapia, sombra
azul bajo la luna.
Posibles paraísos
o infiernos ya no entiende
el alma sino en tierra.
Por eso el alma quiere,
Cansada de los sueños
y los delirios tristes,
volver a la morada
suya antigua. Y unirse,
Como se une la piedra
al fondo de su agua,
fatal, oscuramente,
con una tierra amada.
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