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"mesma" poems
Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus foi o primeiro amor de Drinick A primeira verdadeira paixão Drinick foi o único amigo de Narcissus Durante longos verões e todo o resto do tempo Narcissus nunca chorou Nem quando sentiu dor Drinick nunca desacreditou Nem quando chegou ao fundo do poço Então Narcissus quebrou Drinick Em pedaços tão pequenos Que ninguém seria capaz de consertá-lo E ninguém nunca consertou Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus se foi e nunca mais voltou Drinick ficou e nunca mais correu A história dos dois morreu No dia em que Narcissus quebrou Minha mãe sempre me disse Nunca seja como Narcissus Que perdeu tudo o que tinha E nunca seja como Drinick Que foi deixado sem nada Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Eu já fui Narcissus E já tive meu Drinick Mas a história se repetiu Minha mãe sempre me disse Quando Narcissus quebrou Drinick Uma jovem lua pairava no céu Naquela noite as estrelas não apareceram E todas elas se apagaram do olhar de ambos
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:27 AM UTC
Narcissus e Drinick
Pedi à lua e ela respondeu Descubro Agora Em mim mesma A fonte Sou filha de Lua Mercurial E rejo aqui na Terra em nome de Marte Pelos dois pólos: -  + E marte, meu fiel guia, é bom professor Conserva seu preciosismo dotado talvez de pragmatismo maior àvesso às morozidades da água que agora secam na terra. Conservo o meu poema Meu espírito O construto O que tu me destes em tua visão Conservo meu falo, Pois em mim Marte grita: À Glória!
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:43 AM UTC
Feliz Aniversário, Escorpiana
Há uma réstia de neblina em cada um dos meus pensamentos. Uma vez mais poesio o nada - A falta de percepção do meu eu interior - Numa tentativa, queira Deus que não vã, de entender...     Sinto, sinto tanto!     Sinto a testa arder e o pesar dos olhos.     Sinto.     Sinto o coração apertar e o medo     Corroer-me as veias como ácido.     Sinto.     Sinto...     Mas porquê? O que me impulsiona a sentir? Dou por mim mergulhada num rio gélido de angústia; Dou por mim - juntamente com todas as outras versões de mim - Perdida dentro de mim mesma,     às escuras, Sem saber como me encontrar.     Sinto. Sinto. Sinto por sentir     E por não saber porque sinto.     Sinto por medo do desconhecido que sou eu mesma     E do que me leva a desconhecer-me.     Sinto por medo de tantas mais coisas que desconheço também.     Sinto medo que todo este medo tome conta de mim. Por isso escrevo e sou um pouco mais eu E esqueço um pouco do medo no papel.
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Sep 14, 2017
Sep 14, 2017 at 5:14 PM UTC
O Medo e as Sensações
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
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Nov 24, 2013
Nov 24, 2013 at 10:26 AM UTC
Perdida
Triste e sem caminho, assim ela pensava. Cansada de acordar todos os dias e ter aquela mesma sensação. Porra, eu já fiz isso! Todos os dias, toda hora, a mesma coisa. As pessoas não ligavam para isso, todo mundo sempre acha que o seu problema é maior do que o do outro. Mas no final, o problema de todo mundo é maior que o outro. É um ciclo repetitivo sem fim. Um ciclo de merda infinito. Assim era a vida dessa menina. Ela realmente estava perdida. Ou, achava que estava perdida. Nossa cabeça as vezes, ou sempre, nos faz prisioneiros de nós mesmos. Nós usamos, involuntariamente, nossos erros e medos contra nós mesmos. Onde ela estava com a cabeça? Eu quero ser assim, pensava ela... Pobre menina. Por que as pessoas acham "bonito" ter problemas emocionais, vidas dramáticas, coisas trágicas e o caralho a quatro de problema? Talvez a gente só queira ter uma aventura na vida, mas as vezes nós não lembramos, que a vida não é um filme, e que o final não vai ser feliz como sempre, ou que nós podemos evitar tal coisa, imaginamos sempre que sera aquela tragedia clichê tipo um Christiane f e no final tudo vai ficar bem. Não fica tudo bem. A nossa juventude está perdida. Realmente. Eu faço parte dessa geração. Nós temos vários tipos de pessoas, grupos sociais, gostos variados, culturas diferentes. Mas em uma coisa nós somos iguais. Nós sofremos. E isso meu amigo, não é brincadeira. Hoje em dia, não temos mais aquela amizade com as pessoas igual era 40 anos atrás, hoje em dia ta tudo muito superficial, muito mentiroso, muita encenação. O ser humano está perdendo cada vez mais a sua compaixão, a sua criatividade e a sua liberdade de se expressar. A nossa população está completamente alienada a coisas negativas e coisas que não levam a nada. Estamos perdidos. E eu, sou só mais uma, perdida. Mas em meus problemas, que eu não sei resolver.
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Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
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May 25, 2015
May 25, 2015 at 9:44 AM UTC
Minha filha Victória
Minha filha Victória, Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes. Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios. Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração. Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio. Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor. Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem. Adoro-te filha Victor Marques
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Cumplicidade no amor Sentimos sensações diferentes nesta caminhada, Cavalgamos campos verdes sem estrada, Caímos e levantamos sim senhor! Pintamos quadros todos da mesma cor. Vivemos situações desiguais, Criamos personagens sensacionais, Damos flores com sentido e razão, Amar na impureza da perfeição. Sentados no muro do jardim, Vestidos curtos de cetim, Sentimentos sinceros e sem pudor, Cumplicidade minha e do teu amor. Victor Marques
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Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 10:28 AM UTC
Cumplicidade do amor
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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A vida é séria o suficiente para nos olhar e ficar calada, se a tratarmos da mesma forma viveremos em um profundo abismo sem alvorada. Life is serious enough to look at us and remain silent; if we treat it the same way, we will live in a deep abyss without dawn.
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Sep 14, 2024
Sep 14, 2024 at 3:20 PM UTC
Frases
O coração não mais bate ansioso Não se queixa se se parte Mudo, calado, Pede que me esqueça que existe E que sucumba, Muda, calada, Ao vazio que me toma o peito Para que nele faça casa novamente. A cabeça divaga, inquieta, Queixando-se só de não se queixar Calada, indiferente, À impulsividade que me toma E que me torna, Feroz, calada, Num outro animal qualquer Que me rasga a pele e alma sujas. Sou presa e predadora nesta Primavera que chega Não mais borboleta mas fera sedenta Do sangue que em si mesma corre Feroz, abafada, Por drogas rotineiras E uma cabeça que se não cala Abafada, empurrada, Por whiskey rasca e brancos quentes Caio no ímpasse do quase esquecimento. O corpo que me prende não é o meu O Ser, levou-o a nortada Sou só sentires inexistentes e pensares duvidosos Matei-me e, impura, continuo a viver Presa na vida e presa de mim.
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Mar 21, 2017
Mar 21, 2017 at 6:19 PM UTC
21-03-17
As fontes antigas Nas fontes antigas eu gosto de beber, Vejo arte e saber. As pedras moldadas por mãos doridas, Ali estão parecem adormecidas. Fontes antigas de aldeias perdidas, Tantas histórias ali foram vividas, Cabelos soltos ao vento, Bebo água e me sento… Todos bebem pela mesma jarra, Machado e sua guitarra… Os animais ao lado tem sua pia de água transparente, Pois também bebem e ficam contentes. Os velhinhos contam das moças de outrora, De alguém que com água as benze e namora. As oliveiras e vinhas espreitam com leveza, Amor às fontes e sua beleza… Victor Marques
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Oct 7, 2013
Oct 7, 2013 at 2:53 PM UTC
As fontes antigas
Sabe aquela gota gelada durante o banho quente? Então, nós acreditamos que pela intensidade que a água quente vem uma simples gota fria não causará incomodo algum É nesse momento que nós entramos embaixo do chuveiro e vemos que o que pensavamos daquela gota é totalmente equivocado pois ela se torna a pior coisa do nosso banho A distância pode ser vista da mesma forma que aquela gota fria Pois nós acreditamos que pela intensidade do sentimento que temos por aquela pessoa a distancia não mudará isso, e é aí que nós percebemos que sim, ela consegue mudar esse sentimento. O nosso afastamento me fez ver que as coisas não são mais como antes O nosso amor deu alguns passos para trás Os nossos planos se transformaram em nossas ilusões Nossas lembranças se transformaram em sofrimento E sim, eu só lamento, sei que as coisas do destino não tem saída E sei que devemos olhar pra frente e seguir nossas vidas!
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Apr 27, 2017
Apr 27, 2017 at 11:02 PM UTC
A metáfora da distância
As videiras são uma força viva, Desgarrada e despedida. Bagos eternos sempre da mesma uva, Folhas com pedaços de chuva... As videiras são uma religião menor, Peregrinos se embebedam em seu redor, Ai... bagos brancos de sentida pureza, Cepas tortas com estranha beleza. As videiras estão comprometidas, Vides entrelaçadas, deitadas. Bago meu, teu bafo de calor, Videira fiel ao seu progenitor. As uvas de uma ou várias colheitas, Sentimento adoçado que com Deus se deita, Bagos tintos espremidos com pudor, Videira da vida, do teu amor! Victor Marques
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:19 PM UTC
As videiras
Intimidades Na mesma madrugada eu me olhei, Descobri a nudez e idolatrei. Na mesma madrugada me deitei, Ai relva que não pisei? Na madrugada eu não senti, Inconstância do que vivi. Não me levantei, nem deitei, Madrugada que sonhei. Madrugada que o galo cantou, Canto que embalou. Sol que me olhou, Madrugada do que sou. Victor Marques
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Jan 24, 2011
Jan 24, 2011 at 9:17 AM UTC
Intimidades
Miki Féher Olho para o céu do Deus Infinito, Sorriso do menino com amor. Povo magiar e vermelha dor, Povos sem raça e com a mesma cor. Miki Féher este foi o teu grito… Sucumbiste for força dum apito, Deixaste o mundo sofredor. Tua juventude terna e grata, Sem ouro nem prata. Nosso Deus não maltrata, Empolgaste multidões, Para sempre em nossos corações… O nosso Deus te dá sossego no paraíso, Pois para se tornar a viver, morrer é preciso! O Benfica canta teu sublime fado, Pois o destino estava traçado. Cordiais Cumprimentos Victor Marques 28 de Janeiro 2004
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Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 8:06 AM UTC
Miki Féher
O oceano almeja pelo brilho do luar, o qual a estrela mais linda e brilhante a presenteia, as plantas necessitam da incandescente luz do sol, e os humanos se aquecem, com o fogo que os incendeia. A bela menina do vestido preto, corre por entre as ruas atrás de seu príncipe perfeito, e o gentil homem de coração aberto, derrama lágrimas por seu amor verdadeiro não estar perto. Não quero que o mundo tenha pena de mim, pois sei que eles não me entendem, e quando tudo for feito para ter um fim, daremos um jeito de mudar tudo. E da mesma maneira que todos almejam algo, eu preciso de você, do seu beijo, do seu abraço, de encanto e principalmente de seu coração. Vinícius Rozante
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Aug 12, 2013
Aug 12, 2013 at 8:31 PM UTC
Você
Limpou-se a terra e o mar E os maus pensamentos, Nascia amor, sentia-se no ar Coisas de novos encantos! Tudo era novo agora, A alegria era ordem do dia, Acertava-se a nova hora, O Tempo era a academia! Ninguém crescia depressa, Vida não era a mesma correria, O Homem cumpria a promessa, Daquilo que sonhamos um dia! Não havia dor nem maus sentimentos, Não, não era o céu o mundo onde vivia Era o mundo que o Homem tanto queria, Deu-se o valor a esses limados acabamentos! Ligou-se a dor e o sofrimento Com o amor e o sentimento, Se cuidaram  e deram alimento Exemplificaram esse casamento! Autor: António Benigno Código de Autor: 2015.06.03.11.17.06.01
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Jun 3, 2015
Jun 3, 2015 at 6:32 AM UTC
Agora, novo lar
Lá vamos nós, Na mesma estrada, Os mesmos erros, As mesmas lágrimas. Uma pitada de desespero, Almas angustiadas. Você chorou sob a relva molhada, Enquanto eu saía pra ver a chuva. Você nunca soube de nada, Eu tinhas planos, Ninguém se importava. No fim era eu, e um pouco de nada.
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Jul 29, 2013
Jul 29, 2013 at 9:47 PM UTC
Nada
Beijou-me e imediatamente senti seu gosto amargo sob minha língua. Tragava teus sentimentos para um presente distante. Não importava o ontem; não importará amanhã. Seu nome, seu número, sua memória, seu endereço virou canudo e me levou pra outra toca. A história, sempre a mesma: Um curioso, um coelho, Um papel, um chapeleiro, Uma toca, o mundo inteiro. Sentia meus pensamentos voarem; de copo em copo, trago em trago, tiro em tiro, mais e mais pra aquele instante. Por vinte minutos... ou doze horas. Não importa; o doce sabor do seu néctar lisergia não tocou os fios loiros da Aurora, já não está aqui agora.
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 6:10 PM UTC
Alice
Me perdi, mais uma vez. Não consigo mais pensar, Pois tudo me lembra o seu olhar. E ele está tão distante. Eu estou tão distante. Só me resta as lembranças. Que em meu desespero, Eu mesma inventei. Como todo o resto.
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Sep 7, 2012
Sep 7, 2012 at 7:33 PM UTC
Untitled
Foste a primeira pessoa a fazer com que eu chorasse por alguém. Foste e és o meu primeiro amor. Gosto tanto de ti e tu não queres saber. Foste a única pessoa que eu gostei realmente e deixas-me assim. Prometeste que nunca me irias deixar meu amo-te fse nao tou p escrever bem vem cá e beija-me meu não aguento o facto de não te ter comigo aqui e agora, de não te ter comigo no geral não aguento o facto de gostar de ti nem de mim mesma consigo gostar, como é que gosto de outra pessoa? meu ama-me
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Dec 8, 2014
Dec 8, 2014 at 4:48 PM UTC
Untitled
Era noite, ela vestia de seda. Fotografia de uma deusa de jasmim. Chovia no poço do meu quintal. Víamos a chuva; terceiro andar do paraíso. Outono sem quimeras. Eu, praguejava com a caneta, ela, vendia sonhos na garagem. Ordem desconcertante, leis sem sentido, livres. Partilhamos agora da mesma cama, sim… mas… como irmãos, vocês sabem. Falamos de tudo um pouco. No Verão, acampamento sem vida, vida sem sentido. Fui obrigado a fugir.
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Jan 29, 2014
Jan 29, 2014 at 5:08 PM UTC
eu conto-vos
Sentada na porta de casa, Paro, reflito. Não sei a função da minha existência... Não sei qual a consequência, De levantar todo dia, Com a mesma rotina, Esperar mudança E não mudar nada. Eu sei, Falha minha. Mas eu não consigo ser descomplicada, Eu só vivo por viver. Sufoco o amor pra não sofrer, E morrendo vou aos poucos, Por não ter coragem suficiente, De assumir o fardo da vida.
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Oct 18, 2015
Oct 18, 2015 at 9:52 AM UTC
Fardo
Me arrastava pelo deserto quando lembrei dela. Curvas magnificas, macias estrutura singela. O único momento de paz era um oasis fugaz. Rápido, sôfrego. Aliciando o próprio ego. Aproveita o vento para me fustigar com areia. Sem dó, serpenteia a pele que um dia acariciou a boca que já desejou. Me arrastava pela terra seca quando lembrei dela. Quebradiça, áspera. Cambaleando enquanto me flagela. A cor é a mesma das suas costas. Cor que eu beijava agora olho enquanto evapora e incendeia. Seca. Quente. Serpente. Floresça.
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Nov 9, 2016
Nov 9, 2016 at 6:00 PM UTC
Estiagem